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Análise | Luigi’s Mansion 3

Disponível para Nintendo Switch

Luigi’s Mansion 3 é uma ambiciosa oportunidade de resgatar uma das IPs mais icônicas do saudoso Nintendo GameCube. O primeiro Luigi’s Mansion vem lá de 2001, quase duas décadas atrás. E sim, é verdade que a Nintendo também tentou trazê-lo de volta no Nintendo 3DS com Luigi’s Mansion: Dark Moon, lançado em 2013, e por mais que este tenha trazido ideias interessantes, a transformação portátil do jogo não gerou as expectativas desejadas em relação as positivas impressões que o jogo original possuía. A missão desse terceiro jogo é, então, importante.

Dito tudo isso, fico feliz em adiantar e dizer que Luigi’s Mansion 3 consegue resgatar totalmente o clima da aventura original, na mesma proporção que entrega uma pilha de novas ideias e mecânicas que expandem a proposta da série. É um título cheio de surpresas, com excelentes e engenhosas ideias, que aproveitam muito bem o hardware da plataforma a qual foi desenvolvido.

Por isso elogios também devem ser feitos em relação a apresentação de Luigi’s Mansion 3, pois o estúdio que o desenvolveu, a Next Level Games, não poupou esforços para as animações, em meio a muitas cutscenes. A aventura de férias de Luigi em mais uma enrascada envolvendo fantasmas é visualmente deslumbrante. O jogo tem realmente muitas cenas bem produzidas, com direção e fotografia que é de tirar o chapéu. Assistir a Luigi’s Mansion 3 é tão bom quanto jogá-lo.

Até mesmo o trabalho de dublagem de Charles Martinet é digno de nota aqui. Luigi nunca esteve tão falante, ainda que siga não criando frases completas, dizendo muito com poucas palavras e muito, mas muitos gritos, gemidos e ruídos que dão total imersão à atmosfera a qual o personagem se vê envolvido.

Esqueça a mansão

Apesar de ainda manter o termo Mansion (mansão) no título, a aventura desta vez se passa em um grande hotel mal-assombrado. Essa liberdade de não levar o título de forma muito literal cai muito bem aqui. Um dos problemas de Luigi’s Mansion: Dark Moon era justamente se amarrar demais a esse conceito, trazendo ao jogador mini mansões que não tinham o charme da mansão original, quebrando um pouco a ideia de um ambiente único a qual se pode ir e vir.

Não que Luigi’s Mansion 3 não brinque perigosamente com esse conceito de locações muito bem divididas uma das outras. Aqui o jogador irá encontrar um hotel com quase duas dezenas de andares. Cada andar é um ambiente quase único, com alguns sendo exclusivamente temáticos (tomado por plantas, com um deserto, todo medieval). Quase não há uma interconexão entre os andares, já que o objetivo principal do jogo é encontrar os botões de cada andar do hotel afim de poder investigar todos os andares em busca dos companheiros raptados. Não tem como acessar um andar sem ainda ter encontrado seu botão, o que os divide muito bem, como se fossem estágios dentro do jogo.

O ponto é isso retira um pouco do aspecto de labirinto que existia no jogo original, com o Luigi se deparando com muitas portas fechadas e sem nunca ficar muito claro aonde ele encontraria a chave para abrir aquela porta específica. Poderia estar em qualquer lugar, em qualquer cômodo ou andar. Essa mecânica ainda existe aqui, mas em menor grau, pois uma porta fechada dentro de um andar específico certamente será aberto com uma chave que está exatamente neste mesmo andar.

Entretanto o título faz um jogo de cintura muito bom entre manter o conceito original ainda que segmentado em andares com ambientes próprios. Cada ambiente tem um tamanho realmente bom e consistente para apresentar puzzles que tornam o interessante de serem investigados. A sensação de labirintite, mesmo em menor grau, ainda vai existir em alguns destes cenários, sem o jogador ter muita certeza entre explorar um ambiente com maior profundidade ou ir direto ao ponto da missão principal, que agora fica marcado com um ponto de exclamação em um mapa.

É fácil dizer que Luigi’s Mansion 3 tem dinamismo e ritmo, não precisando exatamente da gordura que existia no Luigi’s Manion original para manter o tempo de gameplay um pouco mais estendido. Ainda que direto ao ponto, o jogo vai esconder colecionáveis e lhe deixar intrigado com salas e locais que supostamente não parecem ter nada, até que você comece a vasculhar e bagunçar as coisas.

Além de tudo isso, hotéis e mansões possuem atmosferas bem similares, com corredores com muitos quartos, ambientes distintos e grandes salões. O escopo do jogo fica mantido no sentido de que os ambientes podem se misturar muito naturalmente, especialmente considerando o cenário de um local mal assombrado.

Alerta de Gooigi

Deixando de lado a ambientação para falar um pouco sobre mecânicas dentro de Luigi’s Mansion 3, talvez a coisa mais interessante neste segmento seja o gelatinoso Gooigi. Trata-se de mais uma invenção do Professor E. Gadd, que também se faz presente aqui na aventura – com uma justificativa narrativa realmente satisfatória.

Gooigi é uma substância gelatinosa e transmórfica que fica dentro do Poltergust G-00, o mais novo modelo do aspirador de fantasmas que existe deste o primeiro título da série. Este modelo traz consigo algumas novidades, como a capacidade de atirar desentupidores que grudam em certos objetos permitindo que Luigi o suga por uma corda e arremesse tudo que estiver grudado no mesmo direto ao chão; assim como também permite um tipo de burst, que é uma espécie de explosão de ar redirecionado ao chão, lançando Luigi ao ar, funcionando assim como um pulo; e além disso este novo Poltergust permite que fantasmas possam ser arremessados contra o chão, ou objetos ou até mesmo contra outros fantasmas, causando assim dano extra e fazendo-o ser capturado muito mais rapidamente. Mas de todas, Gooigi é a coisa mais legal dessa nova safra de novas mecânicas.

Trata de um clone gelatinoso do Luigi que pode ser ativado a qualquer momento da aventura. Gooigi tem todos os movimentos que Luigi possui, porém não pode pisar em superfícies molhadas, pois é dissolvido na mesma hora. Porém como vantagem, Gooigi pode atravessar grades e espinhos, coletando itens que estiver protegidos por estes empecilhos. Enquanto se está jogando com o gelatinoso Gooigi, o verdadeiro Luigi entra em um estado de dormência, ficando parado até que o jogador alterne entre os personagens ou desative o Gooigi. Mas isso muda de você resolver jogar a aventura com um segundo jogador.

Luigi’s Mansion 3 suporta um modo cooperativo em quase toda a sua campanha. Apenas seu início não sendo possível, pois é necessário jogar a hora inicial até que o professor lhe apresente o Gooigi. Depois disso você é livre para dar o controle do Gooigi a um segundo jogador, que passa a controlá-lo de forma independente, enquanto o jogador principal permanece no corpo do Luigi.

Muitos puzzles da campanha principal foram criadas justamente para que Gooigi e Luigi trabalhem juntos na resolução do problema, o que casa perfeitamente com a interação com um segundo jogador. Deixando assim a aventura mais divertida e com um ritmo que soa correto. Ainda que tenha sentido a impressão de que o conceito do Gooigi não tenha surgido logo no início do desenvolvimento do título, pois há segmentos que não trabalham muito bem esse conceito de dois jogadores em tela fazendo algo.

Um bom exemplo ocorre logo nos primeiros andares do jogo, em um andar aonde é preciso pegar as chaves de caixas registradoras e somente o Gooigi pode entrar nestas lojas com grades. O jogador que assume o papel do Luigi fica apenas de fora, com uma interação muito pequena. Nos andares a frente, estes conceitos de cooperação se comportam de forma natural, mas este andar que dei como exemplo me deixou um pouco com a pulga atrás da orelha quando o joguei em modo coop com meu pequeno. Acabou não sendo um bom exemplo de cooperação. Soa como se tivesse sido idealizado antes dos desenvolvedores pensarem em dar o controle do Gooigi a um segundo jogador.

Mesmo com essa pequena observação, acredito que Gooigi seja uma adição incrível ao título. É algo que combina com o estilo do jogo e com suas mecânicas, deixando o jogador sempre procurando locais onde Gooigi pode entrar ou colocando-o em ação afim de poupar a saúde de Luigi. Fora que tornar um título que essencialmente parecia que sempre seria uma aventura single player em algo que funcione bem em coop é uma grande vantagem ao estilo jogos família na qual a Nintendo tanto preza.

Multiplayer de muitos Luigis

Além do modo cooperativo na campanha, Luigi’s Mansion 3 vem com mais duas modalidades extras de multiplayer, chamadas ScareScraper e ScreamPark. Os nomes não ajudam muito a diferenciar um do outro, mas basta pensar que um é totalmente local, focado em mini games que parecem algo que poderiam ser encontrados em jogos da série Mario Party (ScreamPark) e o outro é um modo cooperativo, com carinha de competitivo, que funciona tanto de forma local quanto online, na qual o objetivo é sobreviver por andares do hotel, realizando missões específicas, como caçar fantasmas, coletar moedas, encontrar Toads etc (ScareScraper).

De antemão posso dizer que o ScreamPark é um pouco menos interessante, justamente por ter uma jogabilidade apenas local, ainda que suporte incríveis oito jogadores (o problema é ter tudo isso de joy-con reservado para uma competição amigável). Não entendi a logística de oferecer essa modalidade apenas offline. Acredito que seria divertido jogá-la online também.

O ScreamPark consiste em apenas 3 mini games focados em vencer o adversário. Em um, Luigis e Gooigis, competem dentro de uma piscina para ver quem coleta mais moedas, sendo que bombas caem e estouram suas boias, arremessando Luigis e Gooigis (de forma genuinamente hilária) para fora da piscina. A movimentação dentro da piscina ocorre aspirando ou jogando ar através do Poltergust. É um mini game para brincar e se confundir com seus controles.

O segundo mini game é uma de arena, com fantasmas surgindo em um cemitério e os jogadores competindo para ver quem caça mais fantasmas, enquanto um relógio faz a contagem regressiva de tempo. As mecânicas aqui são as mesmas da campanha, com diferentes tipos de fantasmas, exigindo maneiras diferentes de se aproximar dos mesmos.

Já o terceiro mini game provavelmente é o mais engenhoso do pacote, com Luigi coletando balas de canhão e tentando acertar um alvo ao fundo do cenário. Estes alvos são móveis e diversos alvos bônus surgem e alimentam a vontade do jogador de acertá-los. No meio disso, fantasmas começam a surgir e catam as bolas de canhão, exigindo que os jogadores os cacem para depois pegarem as pesadas balas com o aspirador.

São três jogos bem simples, para realmente brincar de forma casual e descontraída com crianças e amigos, localmente. Não vai lhe entreter por muitas horas, mas é uma opção válida para dar uma brincadeira extra ao jogo.

O mais interessante mesmo é o modo ScareScraper. Nesta modalidade até oito jogadores, também formados por Luigis e Gooigis, se reúnem de forma cooperativa para cumprir missões bem específicas, tanto de forma local quanto online. Vale dizer que na modalidade online a sala é composta por apenas quatro jogadores, porém cada um pode trazer consigo um segundo jogador, que assume a forma do Gooigi, e assim totalizando oito jogadores online.

Mencionei acima que é um modo coop com um dedinho no competitivo porque os objetivos, fantasmas, moedas ou Toads não são individuais para cada jogador, mas sim para a equipe, porém ao final de cada rodada é mostrado a pontuação individual de cada um. Sendo assim é normal em alguns cenários, como quartos cheios de fantasmas, os jogadores competirem entre si para ver quem consegue coletar mais fantasmas. Não que isso seja ruim, pelo contrário, pois acrescenta um sabor extra à brincadeira.

Além disso os jogadores tem acesso a recursos de comandos que podem ser enviado a outros jogadores. Chamando-os para ação ou agradecendo quando necessário. Há situações em que até mesmo um jogador fica preso, como uma porta o prensar (propositalmente, não é um bug), fazendo assim que outro jogador tenha que vir e tirá-lo da armadilha. É um modo inesperado que funciona surpreendentemente bem. O objetivo é seguir avançando, andar a andar. E quanto a achar partidas, devo dizer que não tive problemas em encontrá-las. Nem mesmo lentidão, quedas ou qualquer outro problema técnica que comprometesse a partida.

Caçando fantasmas

Voltando a descrever um pouco mais a campanha principal de Luigi’s Mansion 3, este é um momento oportuno para mencionar que este é um jogo de diversas camadas, dentre elas os puzzles, a exploração e o combate. E este último ponto esta bem mais interessante do que as versões anteriores da série.

Acredito que isso ocorra porque os novos movimentos criados pelo Poltergust G-00 realmente tornaram mais interessante e natural a forma como Luigi pode lutar contra estes pequenos arteiros que estão sempre lhe perseguindo. Há mais comandos e possibilidades, incluindo em cenários de arenas em quê possibilita terem muitos fantasmas ao seu redor. É mais fácil lidar com múltiplos fantasmas desta vez.

Usar o burts, que o impulsiona para cima, faz com que todos os fantasmas ao seu redor tomem um pouco mais de distância, afastando-o do perigo, enquanto a habilidade de ficar socando-os no chão e contra outros, dá uma sensação de satisfação pelo combate. E o jogo cria formas de reapresentar os mesmos tipos de inimigos de formas diferentes em diferentes cenários. Após um tempo estes fantasmas também vão ficando mais espertos, como usarem óculos para se protegerem da luz ou escudos que precisam ser retirados deles antes de poderem serem sugados.

Os próprios chefes principais do jogo, que guardam cada um dos andares, são exclusivamente especiais, sempre guardando maneiras únicas, engraçadas e divertidas de se lutar contra eles. Não só isso, mas os andares em si possuem formas interessantes de brincar com a perspectiva do jogador, fazendo ir e vir por alguns cômodos, enquanto corre atrás de pequenos objetivos. Seja um fantasma que lhe pegou um item, ou até mesmo um rato que comeu um dos botões do elevador.

Aliás, alguns movimentos clássicos permanecem aqui no jogo, como a luz para cegar e tirar a transparência dos fantasmas, assim como a luz negra, que surgiu em Dark Moon, e permite que o jogo esconda objetos, itens e até mesmo paredes secretas, que são são reveladas usando tal acessórios. Tive algumas situações em que me senti preso em certos cenários até me lembrar que deveria usar a luz negra para encontrar o que o puzzle exigia que fosse encontrado para a história avançar.

E por falar em ficar preso, Luigi’s Mansion 3 não é exatamente um jogo muito fácil. Não no nível de um Yoshi ou Kirby. O jogo realmente exige que o jogador pense um pouco antes de agir, evitando pegar em sua mão. Porém, ainda assim se você ficar perdido, o game vai encontrar uma maneira de lhe ajudar, com o Professor E. Gadd aparecendo na tela e lhe dando uma dica (mas não dizendo expressamente o que precisa fazer).

Considerações finais

Como fã do primeiro Luigi’s Mansion, a qual chegar a ter como um dos primeiros jogos do meu GameCube, preciso dizer que Luigi’s Mansion 3 cumpre todas as expectativas que tinha para ele. O jogo está lindo visualmente, com um capricho nos detalhes que é de impressionar. Muito acima disso, sua jogabilidade remete e muito ao título original, mantendo a sua essência, mas também modernizando aspectos que hoje soariam velhos.

Gosto de como os controles foram trabalhados aqui, de forma bem sutil aos recursos de sensores de movimento e giroscópio. Basta inclinar o joy-con para cima ou para baixo, para que a lanterna ou o aspirador do Luigi acompanhe o movimento. Não é preciso fazer nada realmente brusco para ter o resultado desejado. É bem fácil manter a direção do apontar e do próprio Luigi através do esquema de controles criado aqui, ainda que algumas vezes o rodar em seu próprio eixo possa parecer desengonçado. O resultado supera qualquer problema que possa existir. Peguei o jeito dos controles muito rapidamente e de forma bem natural.

Todas as novidades apresentar aqui no texto também são muito bem vindas, especialmente pensando em como o primeiro título era muito sóbrio, com uma campanha single player, sem muito valor de replay e zero multiplayer. A Next Level Games soube evoluir a série nesse sentido, trazendo a abordagem cooperativa, tornando uma aventura agradável de jogar com alguém, assim como também para que amigos e familiares assistam alguém jogando. Quanto ao valor de replay, acredito que até nisso há um planejamento, pois o jogo tem joias colecionáveis em cada andar que instigam a exploração nos mínimos cantos, sendo que muitas exigem pensar e observar meios de como encontrá-las.

Regado a bons puzzles, andares com diferentes ambientes que causam diversas reações e surpresas aos jogadores, com bons momentos de combate em arenas e chefes realmente bem pensados, Luigi’s Mansion 3 é um título que consegue superar seu título original, algo que o jogo anterior não obteve o mesmo sucesso. É um título que consegue ter uma proposta bem diferente de um Super Mario, da mesma forma que Toad também obteve sucesso com Captain Toad, séries diferentes que trabalham mecânicas únicas e criativas. Luigi’s Mansion 3 vem para somar diversidade, criatividade e bons sustos no Nintendo Switch. Certamente um dos jogos mais divertidos deste final de ano no console da Nintendo.

Galeria

Dando uma nota

Visualmente está fantástico, detalhes, efeitos e animações. - 10
Trazer um hotel ao invés de uma mansão (ou múltiplas mansões) é uma ótima ideia - 8.9
Gooigi é uma adição incrível as mecânicas do jogo - 9
Batalhar e capturar fantamas ficou mais refinado e divertido - 8.5
Ótima atmosfera, com puzzles e temas criativos e originais em cada andar - 9
Multiplayer local e online, além da campanha em coop dão bastante valor de replay - 8.5
História, cutscenes, trilha sonora... tudo dá charme e carisma ao título - 9

9

Excelente

Luigi's Mansion 3 marca um triunfante retorno de um dos jogos mais divertidos da geração GameCube. É uma sequência muito bem pensada, com o tom certo entre exploração, puzzle e batalhas contra fantasmas espertalhões. Não fica apenas no passado, e apresenta novas e divertidas mecânicas e ideias. Visualmente está fantástico, explorando detalhes, cores e efeitos que não poderiam ser reproduzidos nos dois jogos anteriores. Tem um humor afiado, ótima trilha sonora (altamente chiclete) e uma jogabilidade muito agradável, deixando de lado o super fácil para dar um desafio recompensador ao jogador. Diversas opções de multiplayer expandem seu valor de replay.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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