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Análise | Hades v1.0

Disponível para Nintendo Switch & PC

Hades é um jogo que te colocará dentro dos domínios do submundo do próprio Deus do Inferno, como seu filho e príncipe do lugar, Zagreu. Seu objetivo? Sair de lá e viver no glorioso Monte Olimpo, repleto de Deuses camaradas, mas nem sempre muito pacientes com seus fracassos. O problema é que o próprio Hades e seus súditos não estão muito afim de deixá-lo fazer o que bem entender, e o matarão sem dó para persuadi-lo do contrário.

O jogo é uma produção do estúdio norte-americano Supergiant Games, que também é responsável por Bastion, Transistor e Pyre, outros títulos bem aclamados pelo público e crítica especializado. O trabalho cuidadoso do estúdio se destaca pela atenção aos detalhes, construção de mundo e narrativa, além de um gameplay explosivo, interessante e que oferece um desafio em meio a uma excelente direção de arte. Com Hades não é diferente, e o padrão felizmente se mantém.

Hades foi lançado em acesso antecipado, de forma exclusiva na Epic Games Store, em dezembro de 2018. Desde lá seguiu recebendo atualizações e conteúdos, então em dezembro do ano passado também foi liberado no Steam. Esse período de desenvolvimento aberto à comunidade seguiu até este mês de setembro, a qual no dia 17 o título entrou na versão 1.0, e portanto pode se considerar finalizado para um lançamento completo. Na mesma data, Hades foi lançado no Nintendo Switch, plataforma a qual o joguei para esta análise.

Vale apontar duas coisas sobre este momento de lançamento completo: a primeira é que o título recebeu um sistema de cross-save, o que significa que jogadores de PC, que já possuem diversos itens e níveis destravados em seu jogo, podem levar tudo para o save do Switch. Mantendo assim seu progresso em ambas as plataformas. Além disso a versão 1.0 apresenta 5 novas faixas musicais, novas variantes de chefes, o verdadeiro final do jogo, novos desbloqueáveis, novos eventos, entre correções que aprimoram a experiência final do jogo e pós-jogo. Se você testou o jogo no passado, este é o momento para retornar e experimentar a versão completa desta fuga infernal do Príncipe do Submundo!

Roguelike dos Deuses

Não é a primeira vez que menciono, e provavelmente não será a última, mas jogos roguelikes são complicados de se sobressaírem no atual mercado de jogos independentes. Em parte porque são super populares hoje em dia, sendo lançados aos montes, por incontáveis estúdios. É um gênero que facilmente pode-se dizer que saturou de uns anos para cá e você pode contar no dedo quais são legitimamente memoráveis. Então, como fazer para ser um ponto fora da curva? Não tenho uma resposta simples para essa pergunta, apenas consigo dizer que Hades é um ponto fora da curva.

E Hades é excepcionalmente incrível porque se preocupa com diversos aspectos que precisam ser refinados para que um jogo possa ser considerado excelente. Não é um título que faz somente uma coisa muito boa, e aceita que todo o resto do conjunto da obra seja apenas okey. Pelo contrário, o título se preocupa com todos os elementos básicos de um game, deste som, visual, narrativa, ambientação, mecânicas de jogabilidades, valor de replay etc. Tudo é cuidadosamente planejado para ser algo além do que poderia se esperar. E é desse resultado que lhe dá a inesperada surpresa de alta qualidade do título.

Mas vamos lá. Ao básico, sendo um título roguelike, Hades tem em um modelo bem amigável de progressão por meio de sucessivas derrotas. O que o jogador irá encontrar são calabouços criados de forma procedurais, a qual cada sala precisa ser vencida para adentrar na próxima. Itens, inimigos, armadilhas e eventos são todos inseridos de forma aleatória dentro destes ambientes, que possuem salas pré modeladas, que se conectam e sempre guiam o jogador para frente, até o grande chefe da área.

Vença a área e um novo ambiente é liberado. E volta ao mesmo esquema descrito acima: novas salas aleatórias, preenchidas por inimigos, itens etc. No final, mais um chefe lhe espera. Se morrer, retorna ao início, dentro da casa de Hades, a qual o jogador deve fazer algumas interações, aprimorar alguns status permanentes de nível, e assim tentar novamente escapar do submundo, a começar pela área previamente vencida. Os ambientes não mudam de lugar, estes seguem a ordem exata do caminho para fora do submundo. Apenas as salas, seus formatos e tudo que estão dentro dela são construidas de forma procedural.

Um dos muitos méritos do título é o formato e a ambientação aplicada a uma fórmula já tão familiar. Hades tem como inspiração a Mitologia Grega, utilizando os famosos nomes dos deuses gregos e suas criaturas mitológicas. É um tema que todo mundo conhece um pouco, seja por clássicos desenhos animados (Hércules da Disney, por exemplo), seja por seriados ou filmes. Aqui estamos diante da visão da Supergiant destes personagens tão icônicos, com representações visuais de tirar o fôlego.

O jogador assume, como mencionado lá no início, o comando do Príncipe do Submundo, Zagreu. Contrariando seu pai, o próprio Hades, Zagreu deseja subir ao mundo terreno, e seguir em direção ao Monte Olimpo, a histórica morada dos Deuses. Contra a ira de seu pai, os próprios Deuses passam a influenciar e ajudar Zagreu, oferecendo dádivas (bênçãos) que potencializam as habilidades do jovem príncipe a seguir adiante, derrotando todos que se posicionarem entre ele e a saída dos domínios de seu pai.

Toda essa temática já é, por si só, super agradável e encanta facilmente e rapidamente o jogador. Em menos de 15 minutos jogando o título, eu já estava fascinado em querer conhecer todos os deuses gregos, todos os habitantes do submundo, todas as suas histórias e, principalmente, os poderes oferecidos a Zagreu, afim de descobrir como isso moldaria a jogabilidade dali em diante. O título lhe convence muito rapidamente de sua excelência.

Para uma boa fuga, boas armas são necessárias

Outro ponto excepcional em Hades é como suas mecânicas de jogabilidade trabalham a serviço de seis tipos diferentes de armas que moldam como o combate é realizado dentro de cada uma das partidas do jogo. Inicialmente achei que teria um set preferido de armas e que umas seriam mais eficientes do que outras, porém conforme o jogo avançou, percebi que independente da arma escolhida, ainda assim conseguia avançar pelas áreas e por diferentes tipos de inimigos e chefes.

Dentre este repertório, o jogador terá a sua disposição uma espada, uma lança, um escudo (tipo Capitão América), um arco e flecha, uma luva para punhos e uma espécie de arma de fogo com lançador de granadas (estranho, mas interessante). Todas funcionam muito diferente uma das outras. A espada tem um alcance médio e é uma arma básica, dentro do esperado. Só que em determinado momento ela causa um dano massivo se o jogador for ágil, usando diferentes movimentos. Mas com o tempo vem o desejo de testar outras armas.

Dentre as que achei realmente maneiro estão a lancha e o escudo, pois ambos tem um ataque especial parecidos, a qual o jogador arremessa a arma, que bate em inimigos e retorna para sua mão de forma automática. O escudo é muito bom para defesa, por isso seu dano é menor do que a lança, mas seu ataque carregado serve para lhe tirar de boas enrascadas e atacar um grande número de inimigos. Já a lança é versátil, pois tem um alto alcance de ataque e ainda tem essa habilidade de arremessá-la e ela volta para sua mão. O legal disso é que inimigos tem pontos fracos nas costas, então quando a lança retorna, isso causa o dano extra ao inimigo.

Já as armas a qual achei que não me habituaria direito estão o arco e as luvas. O primeiro porque para atirar é preciso carregar a flecha, e isso leva importantes segundos do calor do combate. É preciso jogar com uma outra dinâmica quando se está com o arco, sempre se mantendo afastado até ter dádivas o suficiente para justificar um combate mais próximo. As dádivas são habilidades especiais que os deuses lhe concedem de forma aleatória em partida, como aumentar seus atributos ou permitir danos elementais por meio de seus movimentos (esquiva, ataque, ataque especial ou tiro). Uma dádiva que lhe permite causar dano territorial quando se esquiva, já te permite ir até o inimigo para lhe dar tal dando, enquanto rapidamente você se afasta para atirar uma flecha no mesmo.

Quanto as luvas, seu uso ocorre em uma dinâmica justamente ao oposto do arco, exigindo que o jogador fique muito perto dos inimigos para conseguir causar danos. Normalmente isso seria um problema, mas as luvas possuem ataques realmente velozes em relação as outras armas, então você consegue criar combos rápidos e impedir que os inimigos lhe ataquem enquanto se está atacando. Sempre tomando cuidado, claro, com inimigos de escudos, a qual os ataques de Zagreu (independente da arma) não interrompem seus movimentos. É preciso quebrar os escudos destes inimigos sendo ágil, desviando de ataques e se esquivando quando eles atacarem.

Por fim, resta a metralhadora/lançadora de granadas, última das armas que se destrava dentro da progressão. Esta é uma opção bem incomum, ainda que não seja muito diferente do arco e flecha. Mantenha distância, atire, uso o lançado de granada para causar dando dentro de um raio certo e nunca encare os inimigos muito de frente e próximos a ele. Para recarregar a arma, basta usar uma esquiva quando o pente for descarregado por completo. Por sinal, esquiva é o momento que o jogador faz para se impulsionar rapidamente para frente, lados ou para trás, escapando assim de iminentes ataques. O melhor das esquivas ocorre quando se concedem dádivas as elas, permitindo causar tanto dano de área, como refletir projéteis inimigos (bem útil em áreas mais avançadas).

E não satisfeito com esse bom repertório, dá também para elogiar o quão preciso são os controles do jogo. Os comandos responde muito rapidamente, permitindo uma jogabilidade muito precisa e ágil. O combate flui com uma ação frenética que impressiona muito. Zagreu se movimenta muito rapidamente, inimigos tem indicadores de ataques (expressões de seus movimentos) e a constante aquisição de dádivas (que podem e devem se acumular em cada partida) criam ainda mais fluidez ao combate, que fica cada vez mais preciso, rápido e positivamente caótico. Ah e as armas? O jogo lhe instiga a fazer novas tentativas com diferentes, oferecendo sempre um bônus de recompensas em uma das armas do arsenal, justamente na hora de escolher qual irá lhe guiar para uma nova tentativa de fuga. E mais a frente, um item raro coletado em certas ocasiões ainda podem aprimorá-las de forma permanente no jogo, deixando-as ainda mais fortes.

Ciclo da morte

Morrer faz parte da experiência de roguelikes, mas também é nesse elemento que muitos títulos tropeçam e fracassam. O maior segredo nesse elemento destes jogos é saber dosar o desafio com a recompensa. O quanto o jogador está disposto a recomeçar tudo novamente quando fracassa miseravelmente frente a um inimigo realmente difícil, e o que acontecerá de diferente na próxima vez que chegar novamente a enfrentá-lo? Hades tem boas respostas para estes questionamentos.

Isso porque a sensação aqui é que o jogador está constantemente progredindo pelo jogo, ficando um pouco mais habilidoso e forte a cada nova tentativa de fuga. Uma parte significativa do progresso parece ser mantido quando se morre. Isso porque boa parte da sua experiência é mantido quando se morre. Esse XP em Hades é traduzido em certos itens que são coletados em meio as suas tentativas de fuga. Estes itens são usados na casa de Hades, que serve como seu ponto de recomeço no jogo, para aprimorar uma árvore de habilidades que fica no espelho do quarto de Zafreu. Então o personagem fica mais forte em seus status a cada retorno, e o jogo traduz isso muito bem nas partidas seguintes. Você, como jogador, sente essa mudança na prática.

Dentre outros elementos relacionados a progressão permanente estão perks que podem ser equipados. Apenas um de cada vez, podendo trocá-los a cada área vencida. Estes perks são presentes obtidos pelos personagens do jogo quando Zagreu os presenteia com um item que também é obtido através de suas tentativas de escapada. São perks bem úteis, como fazer a chance de um certo Deus aparecer mais vezes em uma única partida, ou lhe conceder um pouco mais de HP, ou mais dinheiro, ou melhor defesa ou melhores ataques. São diversas opções. E estes perks se aprimoram conforme o jogador for utilizando-os. Basta ficar com eles equipados por tempo o suficiente que os mesmos sobem de nível (até o máximo 3).

Não só isso, mas a narrativa de Hades também move o jogador a sentir que está indo para algum lugar, afinal os personagens lembra de suas tentativas e fracassos. Muitos comentam sobre suas mortes, Hades em si fica em sua mesa debochando de seus fracassos. Chefes também vão se lembrar de suas tentativas, criando novas linhas de diálogos e fazendo pouco caso de você os encontrá-los novamente apenas para morrer mais uma vez. Você nunca tem a sensação de estar repetindo um mesmo confronto principal, ou aquela coisa chata de personagens ficar repetindo as mesmas linhas de diálogos. Todos os deuses e criaturas possuem inúmeras linhas de diálogos diferentes conforme suas tentativas dentro do jogo. É surreal isso. São mais de 30 personagens e ainda assim a Supergiant Games deu vozes a todos, com dubladores mesmo, criando tantos diálogos quando você não vai conseguir contar. É de aplaudir em pé isso.

Mas o senso de progressão não para por aí. Dentro da casa de Hades também há os empreiteiros, que oferecem construções permanentes nos calabouços que ajudam o jogador a restaurar sua vida e encontrar mais tesouros durante suas novas tentativas de fuga. Para pagar estas construções basta coletar um tipo de item que também são encontrados em meio as partidas. Note que Hades tem diversos itens diferentes, mas todos são utilizados de forma bem clara e satisfatória, sem um ser predatório de outro. Há um bom equilíbrio nestes itens consumíveis.

Além disso, por mais procedural que seja a construção de cada área de gameplay na hora de fugir, o jogo oferece ao jogador o poder de escola. Ao exterminar todos os inimigos de uma sala, a próxima porta é liberada, e acima dela, um símbolo lhe informa qual será a recompensa se você vencer a próxima área. Conforme o jogo avança, as saídas de cada sala aumentam em número de portas, de duas a três, permitindo assim que o jogador escolha qual recompensa melhor combinará com seu objetivo de progressão atual. Precisa de chaves para destravar habilidades no espelho? Vá nas portas com chaves? Mas já abriu tudo e quem habilidades de deuses? Ignore a porta de chaves. É um recurso muito prático para dar ao jogador a sensação de que ele está no controle de sua progressão, ainda que tudo no jogo esteja sendo proceduralmente criado.

E se a progressão é persistente e você está sempre ficando mais forte, isso não quer dizer que as primeiras áreas vão se tornar facilmente tediosas, sem oferecer um desafio igual ao começo dessa jornada? Não necessariamente, pois o jogo entende que você está ficando mais forte e como todo mundo lembra de seus fracassos, os inimigos também aprendem com isso e ficam mais fortes. As salas combinam outros tipos de inimigos, estes possuem escudos com mais frequência, e até mesmo novos inimigos podem surgir. Os chefes de cada área também vão se aprimorando, conforme vão sendo derrotados por você. Eles se lembra de seus fracassos e ficam mais fortes, com novos padrões de ataques e novas táticas.

São todos esses elementos que frequentemente renovam o gameplay de Hades. E nunca existe aquela sensação de estar recomeçando tudo do zero. Você nunca sente que está tão mal quanto foi na primeira vez que tentou fugir dos domínios de Hades. E isso porque fugir uma única vez é só começo. Depois de se tornar forte e habilidoso o suficiente, você ainda pode descobrir os diversos finais e segredos escondidos no jogo. O valor de replay depois do pós-game é altíssimo. Vence com todas as armas, veja todos os finais, rejogue o game com modificadores para maior dificuldade. Nada termina com sua fuga, o jogo continua lhe surpreendendo após sua primeira vitória.

Considerações finais

Hades é um roguelike fantástico, que pode não estar reinventando o gênero, mas certamente está usando todos os elementos da fórmula a seu favor. Nem sempre jogos precisam inovar. Especialmente quando zelam pela qualidade de uma jogabilidade que lhe entrega a devida imersão, com a sensação de satisfação e lhe recompensam com novos desafios, independente de você ter aprendido que está cada vez mais perto de sua meta principal.

Com uma direção de arte deslumbrante, o título entrega cenários incrivelmente bem detalhados nos mais absurdos dos mínimos detalhes. Tudo em uma estilo de animação que lembra os clássicos 2D animados, com um estilo super fluído e vivo. Some a um excelente trabalho de trilha sonora, efeitos de som e excelente dublagem de dezenas de vozes de diferentes personagens icônicos da mitologia grega. O resultado é um mundo rico em detalhes, que lhe instiga e faz querer aprender e conhecer mais.

Tudo isso sem esquecer de mencionar: Hades está completamente localizado com legendas em português (menus e diálogos), seja no PC, seja no Nintendo Switch. É até curioso que até o momento o título ainda não tenha sido disponibilizado na eshop brasileira do Switch, já que títulos em nosso idioma andam chegando por lá com certa frequência. Estou torcendo para que isso seja apenas um atraso pontual e que eventualmente Hades apareça por lá.

O título entrega um gameplay delicioso. Nos joy-cons tudo responde muitíssimo bem, sem desconforto, sem atrapalhadas. O jogo se adaptou muito bem nos controles do Switch, inclusive é uma delícia jogá-lo em modo portátil. O combate é super ágil, fluído e muito dinâmico e diversificado, oferecendo ao jogador tantas opções que dificilmente se tem a sensação de estar repetindo as mesmas partidas. O título lhe instiga a usar armas diferentes, e mesmo quando você não deseja mudar, as dádivas dos deuses encontradas de forma aleatórias nas partidas te entrega essa sensação de diversidade.

Nesse aspecto, das dádivas, o jogo também é super criativo, entregando deuses gregos famosos com habilidades que condizem com suas habilidades. Poseidon lhe dará habilidades envolvendo o elemento água, enquanto Zeus será com seus famosos raios. Atenas é a deusa protetora, então seus escudos serão oferecidos, assim como habilidades de refletir projéteis inimigos, uma das melhores dádivas do jogo. Não vou falar todos, pois descobri-los faz parte da surpresa positiva do jogo, mas há habilidades que envolvem veneno, dado de sangramento, fraqueza e muitos outros. E o jogador mistura e combina estas habilidades de inúmeras maneiras, criando resultados únicos de combates.

Tudo isso muito bem amarradinho em no intrigante história de Zagreu, com um modelo de gameplay a qual os personagens vão lembrar seus atos e fracassos, e isso influenciará sua progressão e novas descobertas. Hades é uma obra robusta, repleta de ação e adrenalina, mas também encorpada por uma narrativa envolvente que serve como mote para todos os outros bons elementos do jogo, incluindo aí seu alto valor de replay. Com uma dificuldade muito bem balanceada, o título entrega diversão na medida exata que um roguelike precisa ter para ser um sucesso. Como resultado, Hades é um jogo impecável e imperdível.

Galeria

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Dando uma nota

Toda a apresentação do jogo é incrível, com uma narrativa que lhe instiga a seguir adiante - 10
Direção de arte super cuidadosa aos detalhes, o jogo é belíssmo em todos seus aspecto - 9.5
Caracterização dos deuses e outras criaturas da mitologia grega estão sensacionais - 10
Combate frenético, super fluido, com alta resposta dos controles e muita dinâmica de armas e dádivas - 9.2
Sem frustração, você quer voltar para mais quantas partidas forem possíveis, sabe recompensar via progressão - 9.5
Altíssimo valor de replay, diversas formas de jogar, incontáveis dádivas diferentes, segredos e múltiplos finais - 10
Excelente trabalho no som, com ótima trilha sonora e mais de 30 vozes para todos personagens da história - 10

9.7

Fantástico

Hades é um mais trabalho incrível da Supergiant Games, que entrega uma experiência inacreditável no departamento de jogos roguelikes. Visualmente maravilhoso, com personagens intrigantes e uma jogabilidade fluida e muito dinâmica. O títulos entrega excelência em todos seus aspectos, oferecendo desafio na medida certa, mas nunca frustrando o jogador por morrer e ter que recomeçar mais um vez. O caminho até o Monte Olimpo é uma estrada repleta de bons desafios.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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