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Impressões Single Player Call of Duty 4: Modern Warfare (X360)

Modern Warfare

Cresci como um fã da Nintendo. Sempre gostei de jogos de plataforma no estilo Super Mario. Nunca achei grande coisa games em primeira pessoa (FPS) e muito menos os de guerra. Enfim, com um X360 passei a experimentar novas emoções e novos gêneros de games que nunca liguei enquanto estava na Nintendo. Admito ficar surpreso hoje com a quantidade de coisa que experimento e que acabo gostando. Call of Duty 4 adquiri sem muitas expectativas, mais pelo seu multiplayer online, que ainda não experimentei, do que pelo estilo de jogo de guerra. Mordo a língua novamente e fico impressionado com o single player do game que desfrutei bastante neste fim de semana prolongado.

A Fórmula

Nunca joguei um Call of Duty. Então este texto está longe de comparar o game com suas versões anteriores. Se você procura essa comparação, já pode parar de ler.

A grande sacada do game é a sua fórmula que prende o jogador num jogo graficamente fantástico, sem repetição de jogabilidade, com interatividade, com desafios difíceis, porém não impossíveis e variedade de impressionar.

Alguns pensam em games de guerra, algo como sair fase a fase atirando nos inimigos, sobrevivendo e indo até o fim. Cod 4 não é assim. Tem tantas fases diferentes, tantas missões criativas, tantos momentos em que você para só para ficar impressionado. Eu esperava um modo campanha monótono, meio como é a campanha de Halo 3, onde o jogador, anda, mata, anda e mata e só.

Os gráficos do game são de arrepiar é claro. Uma cidade em guerra, destroços, prédios, sujeira, algo que numa TV de LCD não tem como não parecer real. Acredito que um game assim com gráficos da geração passada não iriam me agradar muito. A sensação do jogo é realmente a imersão de realidade que o game mostra. Faz você se sentir como se aquilo fosse real.


“A imagem é do Multiplayer, mas serve como base para demonstrar a qualidade gráfica de Cod 4.”

Quanto ao som, também não há o que reclamar dele, inclusive dos efeitos sonoros praticamente reais.

Jogabilidade é fácil, ágil e intuitiva, Não é algo complicado ou truncado. Você mira, atira e mata. Trocar de armas é fácil, usar granadas mais ainda. Fico admirado como o controle do 360 faz de tudo, sem complicar.

Mas o que me impressionou mesmo, como já disse, é a quantidade de coisas diferentes que se faz no modo campanha.

Em um determinado momento você está num esquadrão numa cidade islâmica ou árabe (faz diferença?) e precisa percorrer o caos da cidade atrás do líder revolucionário que está transmitindo numa estação de TV. O barato aqui é que você como soldado, em meio a tantos outros que estão ao seu lado, pode ser mais criativo, o jogador pode ir para linha de frente no meio da rua e atirar no inimigo direito da linha de fogo, ou então pode ser rasteiro e ir pegando eles através dos prédios e casas, entrando neles e deixando que os outros soldados de preocupem com quem está na rua.

Munição também não falta, já que é possível pegar as armas dos inimigos mortos, mas nada melhor do que uma arma com mira para headshots. Também é preciso ficar atento neste tipo de fase com as granadas e quando você está muito perto de um carro, pois se um ou outro explodir ao seu lado é morte na certo. O bom é que o game é bem servido de checkpoints e assim não precisa ficar refazendo longas caminhadas novamente pela fase.

Em outro momento, você não está mais com o pelotão no chão. Está controlando um lança míssel de um helicóptero, dando cobertura ao pessoal que está no chão. É impossível não pensar nos ângulos de vista que o jogo traz, e as várias perspectivas dos soldados nas várias linhas de batalha. “Puxa, eu estava lá baixo na outra fase.” Agora a minha missão é proteger esse pessoal.

A coisa fica mais alucinante ainda quando em determinados momentos o helicóptero pousa, você sai, resgata um grupo aliado em apuros e volta ao helicóptero. Logo em seguida o helicóptero ao seu lado explode, cai a poucos metros de distancia e novamente você pousa e tem 1 minuto e 30 segundos para chegar até os destroços, resgatar o piloto e voltar ao seu helicóptero antes que os inimigos chegam com tudo. Claro que nessa correria, você ainda topa com inimigos que estão próximos ao local. É de tirar o fôlego momentos assim, onde tudo poderia acontecer em animação, mas o game dá ao jogador a missão de fazer isso.

Em outro momento, você precisa proteger um tanque de guerra. Como proteger um tanque? O_O Está encurralado, Inimigos por toda a parte, num campo extremamente grande, é necessário se posicionar estrategicamente para poder abater o máximo possível de inimigos até o reforço chegar. Essa foi uma das fase que tive que refazer umas 10 vezes até achar a melhor posição e pegar os inimigos que maior tinham potencial para destruir o tanque.

Ainda em falando em diversidade do modo campanha, desta vez apenas com uma visão como se fosse de um satélite, em tons amarelados com contraste em preto e branco, eu posso lançar mísseis tão poderosos que podem destruir casa. Posso dar zoom na imagem e atirar com uma metralhadora nos inimigos fugindo ao campo, isso enquanto dou segurança aos soldados que estão isolados numa igreja, tomando cuidado para eu mesmo não destruir a igreja. Logo após isso, eles precisam ser escoltados em jipes até o ponto de extração e novamente eu ali dando apoio com essa imagem longínqua de tudo.

Há inclusive os momentos de tocaia, onde o negócio é ficar quieto, deixar o inimigo se mover. Atirar no momento certo para salvar uma pessoa. Fugir de cães, marcar casas para os helicópteros destruírem e muito mais.

Essa variedade de situações, missões e cenários fazem Call of Duty 4 um game inesquecível. Uma experiência que dificilmente será esquecida.

Ainda não terminei o modo campanha, parei justamente na fase que foi mostrada na E3 ano passado, onde o personagem está camuflado no meio da folhagem. Mas não vejo a hora de continuar jogando.

Quanto ao multiplayer? Este a gente conversa uma outra hora, pois com certeza acabará merecendo um novo texto à parte, já que ele também foi bem elogiado pela comunidade gamer. Este texto é apenas para comentar o single player de Cod 04.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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