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Curiosidade | As origens de Tom e Jerry!

Hoje resolvi comentar sobre as origens de um dos maiores desenhos animados de todos: Tom e Jerry!

Antes de começar, gostaria de dizer que o desenho teve várias fases durante os anos, mas a melhor delas é a primeira (vocês irão notar que eu dividi o texto em sub-partes).

Sem mais delongas, apresento a vocês as origens de Tom e Jerry:

Era Hanna-Barbera (1940-1958 )

William Hanna, um experiente diretor, e Joseph Barbera, um roteirista e desenhista eram parte da mesma unidade de Rudolph Ising no estúdio de desenhos da MGM no final da década de 30. Os dois se uniram para dirigir desenhos animados para aquela unidade: o 1º era sobre um gato e rato chamado de Puss Gets the Boot, e lançado em 10/02/1940. Era sobre um gato chamado Jasper, que tentava desesperadamente pegar um roedor sem nome, mas após acidentalmente quebrar um vaso, a empregada afro-americana, ameaçava botar o gato para fora caso ele quebrasse mais alguma coisa na casa. Claro que o rato anônimo usava os objetos quebráveis como vantagem própria.

Após o lançamento do desenho, a dupla Hanna e Barbera se aventurou na direção de outros curtas animados. Já que, muitos dos chefões da MGM diziam que estavam fartos de desenhos de gatos e ratos.

Mas, por caprichos da história (e como louvamos isso!) Puss Gets the Boot fez o maior sucesso, o que levou a Fred Quimbly (produtor e chefe de um estúdio de animação na MGM) a contatar a dupla Hanna-Barbera e a tirá-los dos desenhos que eles estavam dirigindo. Fazendo com que eles dirigissem uma nova série animada sobre um gato e um rato.

Imagem de Puss Gets the Boot

Devido a um concurso interno, o nome Tom and Jerry foi escolhido como o nome da série e consequentemente dos protagonistas. Segundo nota, a dupla Hanna-Barbera praticamente não dirigiu mais nada durante o resto de sua estada na MGM.

Após MGM notar que as constantes reprises dos curtas estavam trazendo a mesma audiência que os novos filmes, os executivos decidiram, para surpresa do elenco, pelo fim da série e por fechar as portas do estúdio de animação da empresa, o que aconteceu e, 1957, e o ultimo episódio da franquia foi ao ar em 01/08/1958 (114º).

Em 1957, Hanna-Barbera fundavam seu próprio estúdio de animação.

Era Hanna-Barbera

Era Gene Deitch (1960-1962)

Em 1960, MGM resolveu produzir novos capítulos da série, e para isso fez o produtor William Snyder combinar com o diretor tcheco de animação, Gene Deitch, e seu estúdio, Rembrandt Films, para fazer novos episódios (13 no total, além de longas).

Essa nova fase foi muito criticada pelos fãs, que diziam que o novo Tom não era mais uma ameaça a Jerry, e o novo dono, um homem branco e grande, era mais bruto com Tom que a famigerada empregada afro-americana.

Na parte técnica, a nova fase foi considerada bizarra pela crítica e pelos fãs, já que gestos eram proferidos em alta velocidade, causando frequentemente o chamado “motion blur”. Sons e músicas abaixo da média, e diálogos sussurrados e grunhidos ao invés de falados. Isso se deveu ao fato de que a dupla Deitch e Snyder pouco assistiram à série no início.

Era Gene Deitch

Era Chuck Jones (1963-1967)

Após o pequeno fiasco, MGM chamou o diretor Chuck Jones, de Looney Tunes e Merrie Melodies.

Chuck acabava de sair do contrato com a Warnes bros. Cartoons e, junto com Les Goldman, começavam em 1963 a transformar a série Tom e Jerry. Juntos fizeram 34 curtas, todos com o estilo do diretor, e que tiveram muitas oscilações de qualidade.

À Tom foi dado sobrancelhas mais grossas, estilo Grinch (do próprio Jones), um olhar menos complexo, enquanto à Jerry foi dado orelhas maiores, um jeito mais “delicado e meigo” e um estilo mais Porky Pig.

Novamente MGM terminou a série, agora em 1967, adquirindo o estúdio de Jones e o relocando para outra função, provavelmente mais rentável.

Era Chuck Jones

Censura

Assim como em The Simpsons, Tom and Jerry enfrentou muita censura pela sociedade e mídia na época e em alguns casos até os dias de hoje.

A empregada afro-americana foi o principal motivo de revolta: foi considerado um racismo por parte dos criadores, pois, segundo os revoltados, é um estereótipo de uma mulher negra e pobre que tem problemas com um roedor na casa. Além disso, as explosões retratadas nos curtas, que deixavam negros os rostos dos personagens, foi também motivo de críticas.

No Reino Unido (sempre ele!), o desenho foi considerado impróprio para telespectadores jovens, visto que em alguns episódios, um dos personagens fumavam de um modo considerado “condenável” pelas autoridades.

É termina por aqui a minha coluna. Selecionei umas curiosidades, mas posso postar depois, para não ficar muito pesada a leitura. Minha idéia inicial era escrever sobre o seriado Family Guy, mas quase não assisti este, e, após a noticia do Toon Cast, soltada aqui pelo Thiago, resolvi abordar um desenho mais clássico e nostálgico. Tom e Jerry é um dos melhores desenhos já feitos, e como ele não se vê mais hoje em dia.

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