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Análise: Star Wars The Force Unleashed (multi)

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A Lucasarts geralmente é responsavel por jogos sem muito hype. Não que os jogos sejam ruins. Mas hoje em dia há tantos títulos de Star Wars (carro chefe, se não a única franquia da empresa) que é difícil se empolgar com alguma novidade. Aí vem a bomba. George Lucas aprovou uma história de Star Wars como parte integrante da história (coisa que nem o filme em animação The Clone Wars conseguiu).

Tente usar a força e clique em “more” para saber mais

Você está subestimando a força. Foi a partir dessa frase que The Force Unleashed começou. O que veio depois foram os conceitos de enredo do jogo, como o aprendiz Starkiller, sua missão e os acontecimentos. Com uma boa história, o time de produção observou como a força poderia ser bem usada no jogo. Desenvolveram um sistema de física que junta 3 das mais poderosas engines desse tipo, elas eram a DMM (Digital Molecular Matter) a Havok e a Euphoria (que foi usada em GTA IV). O uso de tanta física foi o que impossibilitou os PC de receberem uma versão do jogo, pois seria muitas operações ao mesmo tempo, só com uma máquina dedicada seria possível rodá-lo.

No jogo você começa como o poderoso Darth Vader, no planeta Kashykk (dos Wookies e Ewoks) em uma caça jedi rotineira. Após matar o jedi escondido no planeta, Vader decide manter um padawan vivo e treiná-lo para o uso do lado negro, para fazer o serviço sujo e derrotar o temível Imperador Palpatine.

O jogo foi dividido em versões em High Definition (360/PS3), na versão de Wii (com sensor de movimentos) na versão de PSP/PS2, e na Touchscreen (DS/iPhone). Em todas as versões o jogo é votado para o combate e o uso dos poderes da força. A versão HD é a versão que conta com o uso dos 3 motores de física, e também possuem os melhores gráficos (duh!), mas não possuem modo multiplayer. A versão de Wii não conta com a física apurada, mas conta com o modo multiplayer e um suporte bem feito ao sensor de movimentos, muito melhor do que em Zelda:TP. A versão PSP e PS2 contam com quase as mesmas funções, exceto pelo modo multijogador, presente apenas no Playstation Portable. No Nintendo Dual Screen, o jogo é porcamente mal feito, e tenta se valer da tela de toque, mas o uso dela é estritamente falho. A versão iPhone utiliza bem dos recursos proporcionados pelo celular da firma de Steve Jobs, mas nada de extraordinário.

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Os gráficos cumprem bem o seu papel, não sendo os jogos mais bonitos nas devidas plataformas, mas também não fazendo feio, a não ser na versão do portátil da Nintendo, onde o visual é extremamente poluído, e é difícil enxergar algo na tela, e muito menos jogar sem forçar a vista. Os efeitos visuais dos combos com o sabre de luz são estupendos, com um efeito de blur de encher os olhos. OS cenários são bem construídos e o jogo roda flúidamente mesmo com dezenas de personagens integragindo entre si.

Os combates são formados por combos utilizando o sabre de luz, o raio da força, e uma explosão de poderes da força (como um hadouken). Há habilidades para serem compradas com uma espécie de aumento de nível, essas vão desde combos novos até aumento de HP e Stamina. Infelizmente, o modo de andar de Starkiller e a sua velocidade são extremamente estranhos no começo, assim como a habilidade de movimentar objetos com a força, onde os comando são tão confusos que fica difícil alcançar o alvo. Há problemas com a colisão com o próprio solo, as vezes impossibilitando o aprendiz de antar em território com declíneo sem pular (coisa que não contece em GTA IV, que usa a Euphoria também).As batalhas também usam do active time battle (de God of War e Shenmue, que anda na moda com jogos de ação ultimamente), a diferença é que em TFU é impossível perder, já que o jogo para e só volta quando você acerta o comando.

No geral o jogo não deixa a desejar, mas não é digno de grandes aplausos, ele tenta instituir um sistema de combos com aparência de complexo, mas esmagando os botões ou chacoalhando o Wiimote como um condenado é capaz de realizar os combos. A força foi bem explorada mas a movimentação de objetos ficou péssima nas plataformas que usam do direcional para isso. É um jogo para descontração, que vale apena jogar, mas se levá-lo a sério verá os defeitos. Não faz jus ao tamanho do hype criado pela Lucasarts, mas diverte ao ser jogado.

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