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Série: Bones – Final do Ano 3!

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Não é fácil acompanhar as coisas na TV por assinatura. O fim do ano 3 de Bones aconteceu alguns meses atrás. Eu perdi. Mas neste mês de Outubro a Fox reprisou os 15 episódios deste ano em 3 semanas de segunda a sexta. Aproveitei a oportunidade!

Se você ficou curioso, continue elendo após o “mais” e veja o que achei do final do terceiro ano.

Não deve haver muitas pessoas por aqui acompanhando Bones. Afinal, a série não é um dos hits do momento como Lost, House ou Heroes. Muito menos é uma série técnica ou policial como CSI e derivados. Bones é um série que usa crimes envolvendo ossos como pano de fundo para mostrar o relacionamento de uma antropóloga e um agente do FBI e o cotidiano de ambos. É mais ou menos o que House faz. Ninguém que assiste House por causa da “doença da semana”, mas sim, pelos personagens a qual cada paciente, cada acontecimento, influe nos personagens da série. Bones é a mesma coisa. Com uma dupla de personagens principais e uma game de secundários carismáticos e simpáticos, é inegável que Bones tenha um charme próprio. Sem mencionar que quase toda a trama passa num laborátório cheio de nerds. Diria que Bones é uma série nerd!

Admito que comecei assistir a série devido a David Boreanaz, que faz o papel do agente Booth, mas que outrora ficou marcado como Angel do universo da série Buffy, de Joss Whedon. É comum que o telespectador siga atores na qual ele já conhece e gosta. Em geral, determinados atores ficam marcados por alguns papéis na TV, como aquele ator que fez Joey em Friends. Bones chegou em seu terceiro ano, com o ano 4 já em exibição nos EUA e Boreanaz conseguiu sem sombra de dúvida, fazer ser esquecido como Angel. A personalidade e interpretação que dá vida ao Booth, principalmente no terceiro ano agrada.

Isso sem mencionar que a personagem principal, Dr. Temperace Brennan, ou como Booth a chama, Bones, interpretado pela atriz Emily Deschanel, está melhor do que nunca. A personagem cresceu, se aprofundou, e chegou ao terceiro ano da série mais carismática e simpática do que em seus anos anteriores, onde havia uma personalidade mais racional e automática. Claro que as piadas e situações envolvendo momentos em que Bones não entende nada por ser racional demais ainda estão no ano 3, porém há como contraste momentos onde o coração de Bones fala mais alto.

Alguns momentos entre Booth e Bones, feito por um fã no You Tube:
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=LX7Ha3xoDNI]

A partir daqui tem spoilers. Se você é alérgico a isso. Pare por aqui e vá ver o terceiro ano de Bones, pois é o melhor da série até o momento.

O terceiro ano gira com uma trama central envolvendo uma seita antiga e um canibal que age por meio de aprendizes. Isso dá boas situações durante toda a temporada envolvendo uma caçada cheia de enigmas e conspirações. Os aprendizes sempre aparecem, mas o tal “Gormagon” como foi apelidade pela equipe de Bones, permanece oculto até o fim da temporada.

Outra novidade é o acréscimo ao elenco do psiquiatra, Dr. Lance Sweets, interpretado pelo ator John Francis Daley, que começa a fazer perfis dos assassinos e a analisar o envolvimento de Booth e Bones como parceiros na solução de crimes. Isso traz mais maturidade a série, pois até então, muitas das soluções e raciocínios feitos pelos personagens no show eram racionais demais e era difícil para eles compreenderem a parte da psique da coisa. O personagem Sweets acaba entrando na série para mediar as coisas, quando a razão e a lógica não está acima do passional? Incluindo aí boa parte do relacionamente de Booth e Bones.

É certo que a série foi gravemente afetada pela greve dos roteristas e isso explica alguns buratos na trama ou sub-tramas que acabaram não sendo resolvidas, como o divórcio e o relacionamente de Angela e Hodgins, ou as poucas tramas que envolvem o filho de Booth ou a fraca e pouco detalhado retorno do personagem Zack do Iraque, na qual acabou indo no fim do segundo ano. Temos alguns acontecimentos que passam rápidos demais e isso acabou prejudicando um ou outro momento o show. Nada tão prejudicial enfim.

Karaoke! Acho bacana quando séries inventam de colocar algum personagem cantando:
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=azsd6PMpw1I]

O fim acabou sendo ousado. Os três últimos episódios são sensacionais. O julgamento do pai de Bones, Booth sendo baleado e a revelação que um dos perosnagens do grupo central da trama é na realidade um dos vilões também. Foi ousado colocar um dos mocinhos para fazer o papel do vilão, afinal, a partir do momento que você faz isso, o jeito é dar adeus ao personagem. Vou falar quem, portanto é a sua última chance de cair fora deste texto.

O último episódio, as suspeitas correm em torno de alguns personagens. Admito que comecei suspeitando de um, e depois tive que mudar meu palpite. Zack é aprendiz de Gormagon e vira o mocinho que é ilubridiado pelo vilão. Ele é descorberto e pelo visto, dará adeus a série. O fim é bem reflexivo, já que Zack sempre foi o jovem deslocado socialmente, maduro demais para sua idade, com uma família morando longe, que é racional demais e pouco age conforme seu coração. Alguém fala no fim que Gormagon age como uma personalidade forte engolindo uma fraca. Zack é o elo fraco do grupo e é consumido por uma lógica que a princípio parece correta. O fim acaba sendo triste, mas séries felizes demais são sem graça.

Se você procura uma série para assistir, recomendo Bones. E pelo que parece a série está se saindo bem nos EUA, já que a quarta temporada estreou com um episódio de 2 horas! Séries buchas não tem este tipo de regalia. XD

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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