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Cinema: Dragon Ball Evolution – Eu fui!

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O problema não é a falta de elementos do original…

Cheguei a poucas horas da sessão de Dragon Ball Evolution [Não consigo escrever DragonBall]. Nessa altura do campeonato você já deve saber que o filme é uma enorme bomba de estrume, o problema mesmo é “onde erraram?”.

É preciso tomar cuidado ao dizer que um filme como Dragon Ball ficou uma porcaria porque faltou fidelidade em relação ao material original, assim como elementos do mesmo. Minha esposa, meu primo e um amigo que foram comigo reclamaram da descaracterização do Mestre Kame, da falta de Oolong [Porco], Pual [Gato] e Umigame [Tartaruga], do bastão do Goku não-esticar, da inexistência do rabo no personagem e de não ter a nuvemzinha dourada, até o Kuririn entrou na dança. Não vou ser hipócrita e dizer que certos elementos não fizeram falta para mim, pois fizeram. Entretanto o problema do filme não é a falta de elementos do original, pois isso ele têm de sobra.

O problema com Dragon Ball Evolution é de roteiro, da construção dos atos do filme. Ficou totalmente bizarro o comecinho High School Music americanizado sendo inserido dentro da cultura oriental de Dragon Ball. Não ajuda em nada esse misto de ocidente com oriente na adaptação. Há momentos realmente cansativos, onde o filme precisa explicar e explicar novamente o que diachos está acontecendo. Precisa explicar o que são as 7 esferas, o que é Piccolo, o que acontecerá no eclipse, ou como aprisionar Piccolo. É cansativo e exaustivo isso e corta totalmente o ritmo do filme. Como se o público alvo do filme já não soubesse o básico de tudo.

Soma-se isso a cenas de ações totalmente mal-estruturadas e o resultado só podia ser um filme medíocre. Até mesmo os filmes do Jackie Chan tem cenas de lutas melhor montadas. A última com Goku e Piccolo é ridícula. A cena no vulcão então chegou a me deixar zonzo com as péssimas jogadas de camera.

O mais chato de tudo é que há momentos bacana no filme, como a casinha do Mestre Kame no meio da cidade, em volta de um buraco, em alusão a casinha no meio da ilha do mangá. A não-luta do Goku com os valentões da escola, ainda que não tenha nada a ver com o original. Gostei bastante da atriz que interpretou a Chi Chi. Tem uma cena da Bulma com o Goku numa cidade, procurando Kame, que poderia ter uns enquadramentos maiores e ser extendida para situar melhor o universo alternativo do filme. Até mesmo Shen-Long não ficou de todo mal, pena que ele não falou.

No fim, o filme não sabe se é ocidental ou oriental, traz elementos demais da trama do original superficialmente sem trabalhar com eles de forma eficaz e tem efeitos e cenas de ação completamente mal estruturadas. A boa notícia de tudo é que o pior já passou, se a Fox for esperta e oportunista, o que eu acho que seja, ela provavelmente fará uma continuação e aí, sem tantos elementos de introdução,e talvez fique melhor e possa oferecer uma história com um ritmo mais calmo, sem pressa para mostrar tudo de forma vaga.

É isso que dá querer pegar 153 episódios e condensar em 1 filme de 89 minutos. Ah e se você espera ver Goku Super Saiyajin, esqueça, isso não ocorre, apesar de que nos últimos minutos da luta com Piccolo, teve gente na sala do cinema levantando da cadeira torcendo pra isso acontecer. XD

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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