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Cinema: A Princesa e o Sapo – Eu Fui!

Alerta! Alerta!
Risco de spoiler! Se você é alérgico, não continue!

É claro que a Magia ainda existe!

Três perguntas básicas? O filme honra o clássico padrão Disney de conto de Fadas? SIM! É engraçado? SIM! Erra em alguma coisa? Não!

A Disney finalmente fez o que ela deveria ter feito anos atrás: Esquecer o que as pessoas achavam de seus desenhos e continuar fazendo do jeito que o estúdio sempre fez. Isso porque lá pelo meio da década de 90, quando as animações 3D estavam começando com seus sucessos milionários, a Disney não conseguia emplacar um desenho em 2D. As pessoas reclamavam do excesso de canções nos filmes da Disney,  pediam por coisas mais moderninhas e clamavam pelo fim dos clichês na qual a empresa sempre acertou. As animações vieram e fracassaram. Hoje, 2009, posso dizer que a Disney não podia fazer melhor do que o que ela fez agora com A Princesa e o Sapo. É uma animação do jeitinho que só a Disney sabe fazer. Sim, só a Disney.

Mas o primeiro alerta. Você já deve ter lido por aí que a bilheteria de A Princesa e o Sapo não foi lá estas coisas, comparado com as animações 3D deste ano mesmo. E isso realmente tem um motivo. O filme não se preocupa nem um pouco em agradar algumas classes de adolescentes. Não é um filme de robôs gigantes dando piruetas alucinantes, não é um filme com vampiros fosforescentes e nem é um daqueles filmes com estudantes cantando suas juras de amor. Não que estes filmes sejam ruins, mas são feitos claramente pensando nesse público juvenil que adora efeitos especiais de explodir o cérebros ou de amores eternos e impossíveis. A Princesa e o Sapo é uma animação infantil, que agrada crianças e aos adultos que cresceram com a Disney.

O filme não tenta em nenhum momento ser moderninho e descolado, pelo contrário, ele vai totalmente na contramão. É um filmes de sonhos, magias e muita música. Muita música mesmo, principalmente no começo do filme. Eu fiquei impressionado com a quantidade de canções e músicas que vão se seguindo uma atrás da outra. A princesa canta, o príncipe canta, o jacaré canta, o vagalume canta, o vilão canta, a filhinha de papai canta. Todo mundo tem sua canção, todos os momentos chaves tem uma canção. E não, isso não é um ponto negativo do filme. Foi assim que a Disney fez fama, o filme passa em Nova Orleans, o berço do Jazz. É claro que precisa ser musical. E daqueles musicais teatrais mesmo, com todos dançando, cenários com luzes e fumaça,  aquela coisa de broadway que a Disney faz com maestria. A canção do vilão dos vudos é genialmente bem animada, me fez lembrar imediatamente a canção do Gênio, quando ele aparece pela primeira vez para a Aladdin, que alias é uma das minhas montagens favoritas dos clássicos Disney.

E a Disney nem se preocupou com o excesso de personagens. Você olhando no cartaz acima, parece que tem por demais, mas não. Cada um tem seu momento em cena e um único propósito, que é auxiliar na trama principal. A cena com os caipiras no pântano tentando capturar os sapos é hilária. O jacaré que sonha em tocar com os humanos é incrivelmente simpático e traz uma simplicidade tão simples em termos de enredo, que os roteiristas não precisam perder um pingo sequer de tempo de filme para aprofundar a história dele. É claramante uma jogada de mestre ter um coadjuvante com o elenco principal, que não precisa de tanta atenção em cena. Servindo para piadas em cima de piadas e no final, você fica satisfeito em ver o destino que a história guardou para o personagem.

Quanto ao vagalume Ray, ele precisa de um pouco mais de tempo em cena e de uma maior atenção, mas achei corajoso o final que a Disney reservou ao personagem. Eu juro que não achei que eles fariam isso com ele. E admito que me emocionei no final do filme com o último segundo de Ray na tela, com sua Evangelina. Uma cena linda e que você suspira aliviado, sabendo que a Disney ainda sabe contar um bom conto de fadas.

Eu recomendo A Princesa e o Sapo para todas as pessoas. Crianças e adultos. Não recomendo para essa juventude que não aguenta um conto de fadas achando que é bobeira e perda de tempo. Pra esse pessoal realmente não vale a pena perder tempo indo aos cinemas assistir a animação. Na sessão que eu fui, não vi um adolescente sequer. Só adultos e crianças. Se você é um adolescente sem preconceito, parabenizo e convido a assistir esse novo conto da Disney. Se tem vergonha de ir com a sua “galera”, pegue seu irmão mais novo, sua sobrinha ou alguma criança da família e leve-a com você. Garanto que ambos sairão do cinema satisfeito. Não estou dizendo que todos são assim, mas aquela turminha que eu vi fazendo fila para ver Lua Nova, não consigo imaginar indo ver A Princesa e o Sapo e gostando…

Mal posso esperar pelo DVD e Blu-Ray. Esse é um desenho que qualquer deveria guardar para mostrar aos seus filhos no futuro, junto com outros clássicos da Disney como Rei Leão, A Pequena Sereia, Aladdin, Branca de Neve etc. Um clássico que nunca irá envelhecer com o tempo.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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