Crackdown 2: A diversão surpreendentemente continua… apesar da falta de originalidade! [X360]

18% do modo campanha completado num único final de semana. Apesar de não estar muito empolgado com o game, conforme vinha comentando aqui no blog, resolvi dar uma chance à Ruffian Games e o novíssimo Crackdown. O primeiro game ganhou fama pela ótima diversão que proporcionava aos jogadores, e para a felicidade dos fãs da franquia, o segundo game consegue ao menos atingir esta meta. Quanto menos se espera, lá está você, jogando o modo campanha do game sem se preocupar com os objetivos principais, apenas passeando por Pacific City, colhendo Orbs, matando bandidos e elevando o personagem do game. Uma surpresa inesperada pra mim, já que em relação a originalidade, o game falha vergonhosamente. Mas calma que há outras coisas que precisam ser conversadas. Após o continue! 😉

Começando novamente…

Uma coisa que achei que seria ruim, e não foi, seria a obrigação de elevar o protagonista principal tudo de novo. Quem jogou o primeiro sabe o quanto tempo leva para deixar o personagem principal overpower, com socos que arremessando os inimigos longe, com granadas que causam megas explosões ou pulos que fariam inveja até mesmo ao Homem-Aranha. Talvez a Ruffian Games tenha chegado a mesma conclusão, porque desta vez o personagem upa bem mais rápido do que no game anterios. Não há muita enrolação nesse ponto do jogo, e assim a diversão não é lesionada.

Fico falando protagonista, personagem principal etc porque o game não tem exatamente um herói com um nome. O policial de Pacific City encarregado de colocar ordem na cidade é nada menos do que o próprio jogador. Sendo assim, o personagem principal não tem nome ou uma história pessoal na qual você possa se sentir ligado. Mas o game tem história? Até tem, mas o propósito dela é mais voltado ao gameplay do que em entreter por si só. Pacific City que havia sido “pacificada” no final do primeiro game, agora é atormentada por terríveis mutantes noturnos e com o caos destas criaturas, as gangues chamadas “Cell” querem dominar a cidade. Há algumas histórias por trás de como os mutantes surgiram ou de como a super força policial da cidade não é tão inocente assim quanto aparente, mas isso é explicado através de audio logs que são encontrados espalhados pela cidade. Como eu encontrei muitos poucos, não posso dar muitos detalhes, mas ainda assim, não é exatamente uma forma primorosa de criar uma história complexa para um jogo. Tudo não passa de uma mera desculpa para que você jogue o game, que é o que importa.

A utilização de criaturas humanas mutantes e gangues também não é nem um pouco original. Os mutantes em geral só surgem à noite e até o momento não ofereceram perigo algum para o personagem controlado pelo jogador. Eles são fracos e apesar de correr com certa agilidade, o dano causado é muito baixo frente a todo o super poder que a armadura policial oferece. Na verdade os meiores riscos de morte no game acaba sendo as gangues e as saraivada de bales que surgem quando se tenta invadir um território dominado. Ou seja, a adição dos monstros não causa mudança alguma no game, é apenas algo à mais. Na verdade eles servem para upar rapidamente as skills dos carros, já que eles não conseguem tombar veículos, se tornando frágeis pinos de boliche na pista, e como são em um número até impressionante, as skills de atropelamento são adquiridas muito rápido. O mesmo vale para as skills de granada, que detonam em um número muito grande ajudando a aumentar rapidamente o nível de potência para as mesmas.

Inovações e Originalidade? Talvez no próximo…

O que me decepcionou um pouco é que a Microsoft demorou tantos anos para se decidir a respeito de uma sequ~encia de Crackdown, teve todo aquele enrosco com a Realtime Worlds, que ficou anos desenvolvendo o MMO All Bullets Point e por isso não podia desenvolver Crackdown 2 e no final das contas acabou criando um novo estúdio com funcionário que trabalharam na Realtime quando o primeiro Crackdown estava em desenvolvimento. Nasceu a Ruffian Games, que se dedicaria exclusivamente à Crackdown 2. E ainda assim depois de tudo isso, os caras ainda não conseguiram criar um game inovador e original? Limitando-se apenas a criar uma sequência “mais do mesmo” com pequenas melhorias. Não é assim que uma franquia exclusiva deve se comportar.

Talvez o prazo apertado da Ruffian Games para o lançamento tenha prejudicado o desenvolvimento. Não existem muitos boatos sobre o assunto pela internet, então não há nem o que se presumir. Na minha opinião o cenário de Pacific City não mudou em nada. É a mesma cidade do primeiro, apenas com algumas áreas destruidas ou com barricadas de concretos levantadas e com algumas áreas subterrâneas para combates com os mutantes, que lembra um pouco uma espécie de modo arena (mate tudo que se mexer até o tempo acabar). Não sei se foi uma boa idéia reprisar a mesma cidade do game anterior, sem expandir a mesma. Mesmo com uma expansão, deveria passar a idéia de novos ares, o que infelzimente não acontece.

Durante as horas que gastei nesse final de semana foi inevitável o sentimento de Deja Vu e dos locais que me recordava do primeiro game. Isso porque foram muitas horas no primeiro game para colher as 500 Orbs de agilidade, então Pacific City já havia sido explorada por mim de cabo a rabo. Se era essa meta do primeiro game, acho totalmente sen noção ter o mesmo conceito na sequência usando a mesma locação. Para não dizer que algumas coisas mudaram, agora tem algumas Orbs que se movimentam pelo cenário, fugindo do jogador.

Mas nem mesmo o arsenal de armas e granadas parece muito diferente. O lança-misséis, a estrela do primeiro game, é facílmente destravado depois de algumas horas de jogo, a metralhadora com 800 balas idem. Existem algumas armas novas, em parte dedicadas para se matar mutantes, mas não se destcam tanto quanto as clássicas reformadas do game anterior. Os carros disponíveis também a príncipio me desagradou bastante. O primeiro game com aquele DLC lançado tinha veículos bem mais diversificados e interessantes. Logo a príncipio, achei apenas básicos os veículos, mesmo que sejam cópia dos melhores do primeiro game. As ruas estão entulhadas demais de obstáculos para que seja prazeiroso fica dirigindo. Como o personagem evolui rápido, preciso ficar saltando de prédio em prédio. Muito mais rápido do que ficar se preocupando onde deixou o carro. E os carros dos pedestres ou das gangues são frágeis, quebram com uma facilidade ridícula.

Algumas coisas obviamente foram aperfeiçoadas, como a desobrigação de começar sempre no mesmo ponto do mapa. No primeiro a maioria das vezes eu começava no QG da polícia, escolhia o carro e saia sempre no mesmo ponto de Pacifc City. Era um tanto repetitivo. Desta vez há pontos de extração e requerimento espalhados no mapa, assim dá para recarregar a munição e requerer veicúlos sem precisar voltar ao QG. A opção de destravar todos os veículos do game também ficou mais fácil assim, pois basta levar o veículo a um destes pontos do mapa, que ele será destravado para ser usado quantas vezes quiser.

Outra melhoria que até o momento só vi em vídeos, é que a habilidade relacionado com o salto/habilidade vai se elevando até o nível em que o personagem possa basicamente planar no ar. Parece bacana isso, tendo até mesmo missões extras para tal habilidade. Mas uma coisa que eu esperava mais era em relação a customização do personagem, não há muitas opções de cores e nenhum tipo de personalização da armadura, não no single-player ao menos. Uma marcação total do estúdio, pois isso poderia dar personalidade ao protagonista sem nome do game.

E o multiplayer?

Vou ficar devendo impressões sobre este ponto do game. Mas segundo as análises pela internet, este é um dos pontos alto do game. A Ruffian parece ter se dedicado bastante em aprimorar o multiplayer da franquia, que agora usa e abusa da cooperatividade. Mesmo jogando a campanha sozinho, existem muitos pontos de cooperatividade espalhados pelo jogo, indicando que certa meta é possível ser jogada com um amigo. Ainda vou testar isso, mas por hora, preferi brincar com Crackdown 2 sozinho mesmo.

Para não deixar o assunto passar batido, deixo o vídeo review da Gametrailer abaixo, onde eles elogiam bastante esse ponto do game:

Terminando…

Crackdown 2 tem tudo para desagradar e é tudo que uma sequência de franquia exclusiva não deveria ser, mas é inexplicavel então como é que eu me diverti tanto neste final de semana jogando o game. Talvez a sensação fosse a mesma se eu colocasse o primeiro game no X360 e jogasse de novo já que ela está ali na prateleiro a mais de um ano pegando pó. Talvez a lembrança do game anterior tenha me divertido ou o fato de que a fórmula de gameplay com um protagonista overpower com armas overpower e carros overpower fazendo basicamente o que quiser numa cidade virtual é que seja viciante. Mas não tem como não dizer que não foi divertido e que vai continuar sendo mais divertido ainda pelas próximas semanas.

Lembrando que este texto é apenas uma impressão inicial. Ainda tenho que continuar jogando e ver o que mais o jogo pode me apresentar de novo. Por exemplo, um pouco antes de escrever esta matéria, havia chegado a um novo ponto do mapa, onde as gangues estão bem mais fortes, com um carinha usando uma mega metralhadora e numa armadura de ferro e os mutantes dobraram de tamanho e agora atiram uma gosma e tem um maior ainda que parte pra cima sem dó. Ficou mais apelão, afinal, eu fiquei mais forte. Então o jogo continua tentando desafiar o jogador com obstáculos mais resistentes.

Repare que não comentei o objetivo primário do game, que é chegar a determinados pontos do mapa, ativar um mecanismo da polícia e com três destes ativados, deve-se ir ao subterrâneo, ativar um dispositivo. Existem vários ao longo do game. Já fiz isso três vezes (9 dispositivos e 3 áreas debaixo da terra então).  Mas fazer isso é sopa, boa parte do gameplay neste final de semana foi mesmo a exploração e é isso que Crackdown 2 se dedica. Caçar orbs em lugares altos, fazer missões extras, elevar o personagem etc. O objetivo primário acaba se tornando segundo plano. Curioso, não? Bem, talvez não.

Só sei que se a idéia é proporcionar um game divertido. Lembro que quando peguei Grand Theft Auto 4 no lançamento, estava com Crackdown na cabeça, achando que ia ser divertido e malucão jogar, mas na verdade esta franquia é exatamente o oposto de GTA, que se preocupa com a história e trás uma jogabilidade pé no chão. Em Crackdown, o absurdo comanda a festa. Explodir 15 carros empilhados com uma granada, correr no máximo com um carrão e atingir a altura de um prédio numa das rampas, atirar com um lança-misséis em bandidos nos topos de prédios etc. Em Crackdown, a imaginação não tem limites. E o jogo ainda tem mais a oferecer pelo andar das coisas. Fica difícil comparar com Just Cause 2, que saiu alguns meses atrás, eu queria já ter jogado esse outro sandbox, que parece ser tão maluco quanto Crackdown, mas ao menos eu posso apaziguar as dúvidas de quem jogou o primeiro e se divertiu pacas. Crackdown 2 continuar tão divertido quanto. Está longe do game perfeito, mas ainda assim cumpre uma das metas essenciais de um bom game, entreter e divertir.

Só isso é o suficiente? Deixo para vocês darem a resposta nos comentários.

Curte do nosso conteúdo? Saiba que é possível ajudar o Portallos!
Siga-nos em nossas redes sociais: Facebook | Twitter | Instagram
(Novidade) Estamos começando, dê uma força: YouTube | Mixer
— Entre e participe do nosso Grupo de Leitores no Facebook!
Seja um apoiador no Apoia.se e tenha acesso a conteúdos exclusivos!
More from Thiago Machuca

Spotify permite sincronização com Discord para compartilhamento de músicas

As músicas do Spotify agora também poderão ser compartilhadas pela plataforma Discord,...
Read More