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True Blood: 3ª temporada terminou com lágrimas de sangue e muita Luz de Fada! [Season Finale] [PdS]

Evil was really going on!

True Blood: 3ª Temporada, season finale (3×12) foi exibido nos EUA dia 12 de Setembro: “Evil Is Going On”.

Enquanto isso no Brasil: True Blood é exibido no Brasil pelo canal pago HBO. Atualmente o canal  não está tão atrasado. O episódio 3×12 foi exibido no canal da HBO no Domingo (12/09/2010) às 22h.

Aviso: Continue lendo apenas se você já assistiu o episódio nº. 12 da 3ª temporada de True Blood (Season finale). Haverá spoilers! Caso ainda não tenha assistido, assista apenas o primeiro vídeo (promo do episódio) após o “continue lendo” e depois não prossiga com a leitura.

Àqueles que ainda não conhecem o Papo de Série, basta clicar aqui e ficar por dentro do projeto. Depois do “continue”, conversamos mais.

A Morte sem Paz, a Perturbação Contínua, Puro Conflito e Sangue!

Esperamos duas semanas para saber como a 3ª temporada de True Blood terminaria e ironicamente ela ficou inacabada. Havia alguma tensão criada antes do season finale da série, mas nada tão intenso quanto houve nas outras duas temporadas – Rene a ameaçar a vida de Sookie após matar inúmeros inocentes por terem se envolvido com vampiros e Maryann sacrificando tudo a sua volta, enlouquecendo e seduzindo em busca da realização de seu sonho ilusório e eterno chegaram a um patamar de tensão, envolvimento e curiosidade que a terceira temporada não conseguiu atingir, embora tivesse potencial para isso. Mas faremos a retrospectiva dessa última temporada de True Blood mais adiante.

Algumas suposições que fiz no Papo de Série do episódio 3×11 de True Blood acabaram por se confirmar, algo que torna alguns aspectos dessa temporada previsíveis. Sabíamos que Eric e Russell não morreriam, aliás já havia sido divulgado que ambos participariam da próxima temporada.

O episódio final começou com o sofrimento de Eric e Russell, havendo um diálogo sarcástico e cheio de ódio entre os dois. Adorei esse diálogo, mostrando um pouco mais da excelente atuação de Denis O’Hare – a melhor surpresa dessa temporada. A aparição de Godric como um fantasma consciente a interferir com a mente do seu filho da morte ficou bastante clichê (chegou até a lembrar aquela situação do diabo e do anjo, um em cada ombro – neste caso, Godric o anjo e Russell o Diabo).

O amor e a paz podem ter constituído o melhor argumento que Godric possuía, mas não foram muito adequados, nem me parece terem sido válidos como justificativa para o salvamento de Russell. Godric devia mesmo estar completamente sem nenhuma razão sólida para evitar que Eric matasse o rei do Mississipi… Espera, ele até tinha! O grito de Eric ao ouvir que Russell teria paz após a verdadeira morte foi extremamente expressivo, só não entendia que outro fim dariam a Russell, nem como fariam para manter Russell e todos outros vivos ao mesmo tempo.

Foi uma ótima escolha criarem um túmulo de agonia e tortura para Russell – ser enterrado vivo é péssimo para um mortal, mas pelo menos temporário pois o mortal acaba por morrer. Já no caso de Russell, ele não morre assim, o sofrimento que ele enfrentará será monumental! Imagino o quanto mais louco ele voltará e isso é sem dúvida algo animador! Afinal, Eric não escolheu o conselho do “anjo” (Godric), nem do “Diabo” (Russell) – ele destruiu os dois e seguiu em frente com a sua própria decisão. O Godric já estava enjoado e irritante… Eric mostrou mais uma vez personalidade forte, o que torna ele uma personagem admirada por muitos.

Jason se tornou um Líder… Como isso aconteceu?

Sinceramente, Jason nunca conseguiu cuidar de si próprio e tudo pelo que passou prova isso em detalhe. De repente ele atende ao pedido de Crystal, deixa ela ir com um werepanther viciado em V e enlouquecido, e se torna o líder da comunidade cheia de necessidades básicas de Hotshot? Incrível! Garanto que por essa não esperava.

O momento em que o irmão de Crystal mata o próprio pai e foge com a irmã foi bastante doentio, mas não impossível – True Blood destaca as doenças e vícios humanos, então a situação foi bem contextualizada. Lamento muito por Crystal ter cedido, mas não havia muito a ser feito. Quero ver qual será o resultado da liderança de Jason. Ele nunca encontrou algo fixo para se ocupar, não deve durar muito a calma em sua vida. Ao contrário, agora é que ele terá fortes preocupações e agitações. Nem comida e higiene básica o povo de Hotshot possui…

Ira de Sam Merlotte e Revolução Existencial de Tara!

Não surpreenderam ninguém com a tentativa de fuga de Tommy e acho que Sam reagiu da forma mais previsível possível. Perseguir o irmão para recuperar o dinheiro que ele tinha roubado chegou a ser uma ironia do destino. Quem diria que aquele que roubou o dinheiro de Maryann e matou a mulher traidora que amava para construir a sua vida teria um irmão que viria a fazer o mesmo com ele um dia. O dia chegou e o tiro de Sam foi firme. Só não sabemos se o tiro foi fatal.

Fiquei com pena de Tommy quando ele declarou que nem ler sabia! Sam ultrapassou limites sérios, mas gostei que ele tenha feito isso. Mesmo que Tommy seja uma personagem recente e que pode se desenvolver muito mais, Sam jamais deixaria que alguém o passe para trás – o seu complexo atiraria por ele se ele não quisesse atirar. Obviamente, Sam deve ter atirado na perna do irmão, embora haja a possibilidade de ele ter acertado acidentalmente (ou não!) em alguma parte fatal. A quarta temporada terá a resposta.

É verdade, Sam revelou para Tara a sua natureza sobrenatural e a reação dela foi muito pesada e negativa, mas não posso discordar do argumento mental dela – Franklin foi um psicopata e tanto para causar um trauma persistente! No entanto, deixarei para comentar isso em outro parágrafo.

Provavelmente nem todos estarão de acordo comigo, mas não gostei do novo cabelo de Tara. O ato  do corte foi simbólico e marcou o nascimento de uma “nova” Tara, mas se não fosse a simbologia, dispensava a mudança do cabelo. Um pouco chocante, embora muito irônico, descobrir um caso entre a mãe de Tara e o Reverendo Daniels que é casado e tem filhos que nem sabem do caso do pai – afinal isso é True Blood e ninguém é santo por mais que tente ser, mas sim humano! Estou curioso para saber o novo rumo que Tara pretende dar à sua vida, mas isso é mais uma questão que fica para ser respondida na quarta temporada.

Delírios de Lafayette… Quer dizer, Bruxaria de Jesus!

Jesus esteve realmente envolvido com bruxaria! Fogueira! (brincadeira, respeito muito a bruxaria). Assim como havia suspeitado, Jesus é mais sobrenatural do que se podia imaginar. Não li os livros, por isso tudo que acontece na série é algo novo para mim embora também saiba que a série toma rumos diferentes da versão literária. Essa questão era bastante óbvia! Desde que Lafayette e Jesus tomaram V e tiveram seus delírios, a presença da bruxaria ficou esclarecida.

A revelação que Jesus fez não teve nada de inesperado, mas alguns detalhes foram interessantes, principalmente a descrição das sensações características do treinamento e do despertar da magia. A mãe de Lafayette estava certa – o seu filho é especial. Imagino se Jesus tenha se aproximado de Lafayette por acaso… talvez não. E a bruxaria será absolutamente uma perfeita adição sobrenatural à série. Teremos mais Lafayette para a próxima temporada – ótimo!

De acordo com Jesus, os delírios, quer dizer, as visões mostram o pensamento das  pessoas e as suas identidades momentâneas, o que muda completamente o significado do sangue nas mãos de Sam e de Rene ameaçando Arlene. A próxima temporada será definitivamente melhor do que a terceira temporada, ou pelo menos tem potencial suficiente para isso. À princípio, a imagem de Jesus com aquela máscara não é assim tão falsa.

Rapto das Fadas e Traição de Bill!

Nunca fiquei satisfeito com a relação entre Sookie e Bill. Pareceu sempre (para mim) que quase toda conversa e quase todo momento romântico dos dois era tempo de série não aproveitado, desperdiçado na maioria do seu conteúdo. Isso é algo que tem sido constante na série e que não aprecio. Felizmente, a relação se tornou uma vantagem para True Blood! Milagre!

A atitude de Bill, agindo como um traidor, como um perseguidor, um manipulador sem máscara de santo foi magnífica. Só a hipótese de ele ter mantido a relação com Sookie para se beneficiar do sangue de fada torna toda a sua natureza vampírica mais honesta, mais real, embora não haja confirmação de que ele agiu com tal intuito. Nada contra inovações, mas a recente introdução de vampiros santos em obras literárias, séries e filmes é absurda, completamente sem sentido para mim. Demonstrar alguma humanidade, tudo bem. Agir como um “santo” já é diferente!

Não esperava que Bill chegasse a trair o próprio Eric, muito menos desafiar a Rainha Sophie-Anne que tem o dobro da sua idade. Algemar Eric com algemas de prata e enterrá-lo vivo (quer dizer, morto) foi uma surpresa, mas uma tentativa muito ingênua de Bill. Óbvio que Eric escaparia, afinal ele não estava fraco como Russell – ele tinha até bebido o sangue da Sookie.  Espero que Sookie não volte atrás, que deixe Bill sem convite, apesar de que ela deve estar em algum lugar bem distante da realidade de Bon Temps para sequer cogitar isso (Mundo das Fadas? Não quero a Sookie se tornando a “sininho”. Quero uma realidade original e interessante.)

Por mais que tenha alguns argumentos contra Bill, não queria que a personagem morresse, por outro lado a morte de Sophie-Anne seria um desperdício. Infelizmente, só um sobreviverá (seguindo a lógica do episódio final).

Jessica e Hoyt… Casados até que a morte os mantenha unidos!

Esse foi um fim de contos de fadas, literalmente. Hoyt comprou uma casa, levou Jessica até lá e a pediu em casamento. Muito perfeito, muito certo. Não tenho nada contra. Até gostei de certo modo. Acredito que na próxima temporada surja a questão da transformação vampírica, quer dizer, Hoyt não poderá viver para sempre e Jessica não aceitará a sua morte… Fácil acreditar que eles venham a pensar na transformação de Hoyt como uma solução.

Seria mais original se decidissem viver juntos até que a morte de Hoyt os separasse, mas não tenho tanta certeza quanto a isso. Agora terão que se preocupar com a Maxine que já se armou muito bem para resolver a situação do filho pois Summer parece não ter sido uma solução eficaz. O ponto mais intrigante do fim dos dois nesta temporada foi o foco em um boneco (parecido com voodoo) que estava no chão de um dos cômodos da casa que eles virão a morar. Provavelmente estará ligado à bruxaria. Só não entendo como colocarão Jessica e Hoyt na trama central da 4ª temporada. Será que Jessica participará finalmente na trama principal?

O Fim da 3ª temporada?

Não! Apenas o começo da 4ª temporada! Na verdade, a próxima temporada já começou com a introdução da bruxaria e de vários outros conflitos que infelizmente só serão desenvolvidos no verão de 2011 (verão do hemisfério norte). Fico insatisfeito com isso, mas o diretor decidiu terminar a temporada com questões ao invés de respostas e isso ainda é uma opção válida. Só faltou oferecer uma máquina do tempo para obtermos a resposta mais rápido! E o rapto da Sookie realmente realçou o meu interesse pela personagem e pelas fadas.

O Mal esteve mesmo à solta!

O título do episódio transmitia uma forte sugestão de que haveria muita tensão, muito mal, muita maldade. Apesar do episódio ter sido mais calmo do que a season finale da 2ª temporada, o mal esteve à solta. Se percebermos bem, todas as personagens enfrentaram o seu próprio lado sombrio, cruel e agressivo – quase instintivo.

Recapitulando, Sookie derramou os restos preciosos de Talbot no ralo enquanto Russell com o rosto preto e desfigurado (queimado) assistia com um sofrimento notável. E o melhor foi o riso diabólico e de prazer de Sookie em trazer o sofrimento. Ainda não satisfeita, ela dispensou todos os vampiros, inclusive Bill. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou começando a gostar de Sookie.

Tara brigou com Sam, cortou o cabelo e acabou com a sua antiga vida (supostamente abandonando Bon Temps.) Sam atirou no próprio irmão para recuperar dinheiro roubado (contabilizando também que Tommy roubou Sam.) Eric enterrou Russell vivo (tecnicamente morto) com uma corrente de prata, Bill ordenou matarem Pam após soterrar Eric com cimento. A lista de maldades já está extensa, mas ainda não terminou!

Bill reconheceu ter armado todo o romance entre ele e Sookie. A mãe de Hoyt e Summer tentaram convencer Hoyt a abandonar Jessica trazendo um conselheiro do Ensino Médio bêbado (não no momento da conversa). Devido ao insucesso, Maxine chegou a comprar uma arma para matar vampiros! Por favor, não tirem a Jessica da série! Aliás, Maxine poderia errar o tiro e acertar Hoyt que morre mas volta como vampiro pois tinha sangue de Jessica em seu corpo. A mãe teria que recusar o próprio filho ou vencer seu próprio preconceito… Seria uma sequência de eventos interessante.

Outro detalhe que gostei foi o aumento da frequência em que Newlin aparece com a sua política anti-vampiros. Fellowship of the Sun está quase voltando? Já ficou ausente durante uma temporada, então queria que agora voltasse pois é um movimento filosófico que ficou extremamente apelativo na 2ª temporada. Enfim, o episódio final não foi o melhor, nem correspondeu às expectativas que criei, mas mesmo assim foi ótimo.

Quanto a 3ª temporada como um todo, queria ter uma análise melhor para partilhar, mas houve falhas significativas. A introdução de novas criaturas sobrenaturais como os lobisomens, os werepanthers, as fadas e os bruxos não incomodou, nem prejudicou essa temporada na série, mas a inconstante tensão dos episódio não conferiu à 3ª temporada um clima tão maravilhoso como ocorreu com as outras, embora tenha sido uma temporada satisfatória e com os seus pontos de interesse.

Conhecemos Franklin, um vampiro psicopata que causou a posterior transformação de Tara, mesmo que de forma indireta. Lorena morreu nas mãos de Sookie que finalmente descobriu a sua origem sobrenatural. Sam encontrou a sua família biológica e tentou ajudar o irmão a criar uma vida longe da escravidão imposta pelos pais. Terry assumiu um bebê de Rene que resistiu ao aborto mágico. Lafayette foi iniciado no mundo da bruxaria. Talbot foi morto. E acho que já deu para provar que muita coisa aconteceu nesta temporada. A cena mais marcante que merecia um prêmio de destaque foi a cena de Russell invadindo o jornal da noite. Momento épico! Merece ser revisto.

Alguns episódios trouxeram surpresas, emoções, reviravoltas, excelentes atuações de O’Hare, mas outros mantiveram um padrão parado que se arrastava lentamente durante 60 minutos. Lamento que tenha sido assim, mas a impressão que tive no fim foi que Alan Ball utilizou essa temporada para preparar tudo para a 4ª temporada na qual deposito muita confiança. Acredito sinceramente no seu potencial e que ela acabará se revelando a melhor entre as quatro temporadas. No entanto, temos que aguardar para saber.

4ªTemporada: Bruxaria e Respostas!

Na próxima temporada teremos a resposta para todos eventos iniciados no season finale da 3ª temporada. Saberemos para onde Sookie foi e como o mundo das fadas funciona, conheceremos novas personagens como Hallow (uma bruxa envolvida em uma guerra de bruxas), a história de Lafayette e Jesus ganhará maior dimensão e até novas espécies sobrenaturais, para além de todas que conhecemos, serão apresentadas.

A bruxaria e a guerra das bruxas será o tema principal da série, mas haverá também um conflito na política dos vampiros perante toda a humanidade. Russell provavelmente sairá do cimento e louco de raiva e tédio deve causar um verdadeiro impacto na história e na política. Por enquanto não há mais detalhes consistentes, mas de tudo que já foi divulgado, espero ansiosamente para a 4ª temporada que deve ser a melhor de todas!

Alan Ball agradeceu a todos que acompanham a série e que admiram o seu trabalho. Por tabela, presenteou todos com algumas informações sugestivas da próxima temporada, mas nada que nós ainda não soubéssemos ou desconfiássemos. True Blood, aguardamos o verão de 2011!


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Araphawake

Gamer de nascença, entusiasta do YouTube, cinéfilo e sobrevivente de The Walking Dead. Adoro livros e penso demais nas coisas. Na vida pessoal sou extremamente nostálgico e exagerado. Quem não me compreende ou conhece pode achar que sou antipático.
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