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Talibãs caem fora de Medal of Honor, pelo menos no nome! Faz diferença? [Reflexão]

Bem, o novo Medal of Honor que acaba de ser lançado nessa semana iria apresentar no modo multiplayer a opção de controlar soldados do Talibã.

Iria. Pouco antes do jogo ser lançado, a EA resolveu mudar o nome para “OpFor” (Opposing Force), em virtude da pressão que alguns setores da sociedade americana fizeram, contrários ao uso do nome Talibã. O principal crítico foi o próprio exército americano, o qual inclusive deu suporte durante o desenvolvimento do jogo.

Porém o exército não sabia que o termo Talibã seria usado, até que com a proximade de lançamento do jogo, a exposição causada pelo marketing dele fez com que o exército tomasse conhecimento do uso do termo, o que causou um choque dentro de alguns setores, fato esse que foi confirmado hoje pelo diretor de marketing da desenvolvedora Danger Close, Craig Owens. O que ele disse? Para descobrir,

Owens disse que a pressão pela retirada do termo Talibã veio de “uma geração mais velha que não entende de jogos, que dizia ‘jogue como um talibã e mate soldados dos EUA'”, mas ele admitiu “Ainda há, ao que parece, um grupo um pouco desconfiado de um jogo que ocorre em torno de um conflito ativo.”

O diretor ainda desabafa, dizendo que “é tudo um mal entendido. Eu penso que, eventualmente, caras como nós – eu tenho 42 anos – enquanto ficamos mais velhos, estamos nos tornando um mundo de jogadores que vão estar em todos os níveis e eu acho que tudo isso vai sumir”. Agora, no entanto, ele vê o clima como de transição. “É apenas um desses pontos de transição, em que pessoas que não jogam acham que é só para crianças de 12 anos de idade e que o games são apenas diversão e passatempo e que nunca poderiam realmente contar uma história como um filme faz”.

Devo dizer que concordo com Owens. Penso que muitos setores da nossa sociedade, formada não somente pelos mais velhos, mas também por aqueles que não jogam videogames, não respeitam a mídia. Não tem jeito, o ser humano teme pelo desconhecido. E esse medo não é beneficia nenhuma das partes, pois a maioria da censura e cortes que vemos nos jogos não faz muita diferença.

No caso do próprio Medal of Honor, durante o período do seu beta teste, mais de 500 mil pessoas o jogaram, e não se ouviu nenhuma crítica em relação ao fato do termo Talibã estar presente. Mesmo agora, com o termo trocado por OpFor, o jogo não mudou um pixel sequer. Está tudo lá, com as pessoas agora levando o jogo completo para suas casas e tendo a mesmíssima experiência que teriam se essa troca não tivesse sido feita. Enquanto os jogadores somente se divertiam, o “escândalo” foi até manchete na televisão americana.

A Electronic Arts poderia ter batido o pé e ter se negado a mudar o nome? Poderia. Mas o medo pela publicidade negativa falou mais alto. Afinal, acima de tudo, ela é uma empresa que precisa de lucro. Os críticos podem dormir mais tranquilos, agora que o nome Talibã foi limado? Podem e vão. Mas nós, jogadores, sabemos da verdade. E dormiremos mais tranquilos ainda.

Agora, respondam vocês: jogar como Taliban é diferente de jogar como OpFor? Faz diferença?

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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