Type-0, O Promissor: trailer de cinco minutos e diversos detalhes! [PSP] [2 de 3]

Continuando, não foi só Versus o foco das revistas essa semana, e “O Promissor” (chamado assim porque eu realmente levo muita fé no jogo) teve tantos detalhes revelados quanto o outro. Não por Nomura, porém, e sim pelo diretor Hajime Tabata e pelo produtor Yoshinori Kitase. O esquema é o mesmo do outro post, só muda é o coteúdo.

Depois do continue vocês conferem o trailer de quase cinco minutos, que talvez já tenham visto quando brevemente vazou semana passada, mas que agora está em full-HD, e todas as novidades a respeito do game. Vou tentar manter o post o mais objetivo possível, com mais informações e menos opinião, já que mesmo assim ficará grandão, e aí mantenho meus comentários para a conclusão ou para falar do trailer. Boa leitura!

1º – Sobre a mudança no nome, Kitase disse ter sido decorrente do crescimento que o jogo teve nesses cinco anos desde seu anúncio na E3 de 2006. Nesse período, o game tomou uma direção e visão de mundo bem diferente da de Final Fantasy XIII e o estilo de jogo também seguiu um caminho diferente do dos outros projetos Fabula Nova Crystallis, sendo um jogo multiplayer (não se assustem) portátil que oferece uma experiência de guerra extremamente realista aos jogadores.

A equipe de desenvolvimento queria usar o evento que ocorreu agora em janeiro, Square Enix’s 1st Production Dept. Premier, como uma chance para recomeçar o game e também para lançá-lo como uma nova série, então o mostraram como estando separado da família XIII.

Especificamente quanto ao nome “Type-0”, Tabata explicou que como o multiplayer faz parte do design básico do jogo, ele difere dos Final Fantasys numerados e do grupo XIII. Assim, usaram Type-0, ou Reishiki, em japonês, para significar “zero” e indicar uma genealogia de jogos Final Fantasy separada – uma espécie de sistema de numeração renegado.

Fora o nome, Tabata diz que Type-0 não sofreu grandes mudanças. Apesar do “XIII” ter saído fora, ainda é um jogo da Fabula Nova Crystallis e vai explorar os conceitos da série, só que do ponto de vista mais humano da mitologia, que continua a mesma. Também reforçou que, como foi dito por Kitase no evento, todos os títulos da Fabula são livres para interpretar e usar a mitologia básica da série como quiserem e, como resultado, veremos coisas que diferem do que foi visto em FFXIII, o único da série que já terá sido lançado quando Type-0 sair. Até mesmo a palavra l’Cie pode ter diferentes níveis de importância em cada título, por exemplo.

2º – A história começa com uma invasão do país dos personagens principais pelo vizinho Império Milites (que, notem, é comandado pela versão Type-0 do Cid!). Os personagens, estudantes de uma escola de magia criada pelo governo para defender os cristais da nação, vão contra a invasão.

Há 14 personagens controláveis no total, sendo 12 deles estudantes dessa escola e, além disso, seis de cada sexo, e os outros dois tendo origens desconhecidas a nós por enquanto. Esses são também os únicos com nome até o momento, Machina and Rem, e foram eles que disseram a “frase de Type-0” (assim como Versus e XIII-2 têm as suas): “Era o destino deles, e só eles podiam decidir. Livres do medo do fado, encarando intrépidos dentro do olho da morte.”

O sistema básico de jogo consiste de sua party recebendo ordens do exército para executar operações. Através do mapa, vamos até o campo de batalha designado e cumprimos a tarefa, sendo que podemos optar por tentar eliminar todos os inimigos da área ou apenas nos focarmos em completar o objetivo principal da operação. Normalmente, todos os 14 personagens vão juntos à luta, mas só teremos três deles lutando por vez. Quando alguém morrer, podemos substituí-lo por outro personagem da party (me lembra FFXII), e se estivermos perto de perder todo mundo, a parte multiplayer entrará em cena.

3º – Na época em que o jogo foi anunciado para celulares sob o nome Agito XIII, a ideia era construí-lo sobre os aspectos multiplayer de Crisis Core: Final Fantasy VII. A mudança de plataforma para o PSP trouxe revisões em algumas áreas, mas o elemento multiplayer não foi alterado. Type-0 pode ser considerado um Final Fantasy em que jogar com alguém é uma opção em batalha.

Não para sempre, porém. O conceito principal é, na verdade, que não precisemos juntar todo mundo pra jogar. Joga-se sozinho e coopera-se com os outros por curtos períodos. Basicamente, quando se está para morrer, é possível chamar outros jogadores para ajudá-lo. Quando chegam, têm um limite de três minutos, tempo que pode ser extendido em parte por jogar bem, mas Tabata foi incisivo ao dizer que o jogo não é continuamente jogado em multiplayer, e que devemos pensar nele como um jogo em que o jogador é gradualmente unido a uma série de outros jogadores.

Quanto à forma como a história se encaixa com isso, os outros jogadores podem ser considerados batalhões aliados que chegam como reforços. Tabata não foi muito específico sobre a funcionalidade do sistema, mas brincou que receberemos recompensas por ajudarmos os outros, “pontos de pessoa do bem”. Também foi vago ao falar do sistema de batalha. Sabemos apenas que terá altos níveis de ação com foco na magia (a palavra chave é “Magia em Ação”), e que é possível usar armas, mas que o principal é a magia.

No mais, ficamos sem entender muita coisa do jogo ainda, a despeito de seu lançamento estar teoricamente próximo. Temos, porém, o belíssimo trailer acima, que é de animar qualquer um! A parte inicial mostrando as quatro nações e a cena de guerra a seguir são muito bacanas, e depois com o gameplay e a CG do personagem morrendo em desespero, junto ao fato de esse jogo ter bem mais sangue que a média dos FFs, bom, tá parecendo ser realmente único, e não me surpreendo pelo numeração diversificada. Sai esse ano no Japão, e antes de XIII-2, então espero colocar minhas mãos nele muito em breve!

[Via andriasang 1 e 2]

Isso também pode lhe interessar

6 Comentários

  1. Realmente foi o trailler mais empolgante de todos. Apesar de eu estar empolgado com o Versus, esse me chamou muito mais atenção. Queria ter um PSP nessas horas, XD Agora é Aguardar o Trailler estendido do FF XIII-2 que a Square-enix garantiu.

  2. “Há 14 personagens controláveis no total, sendo 12 deles estudantes dessa escola e, além disso, seis de cada sexo, e os outros dois tendo origens desconhecidas a nós por enquanto.”

    LOL. Parece BBB! hahahah XD

  3. Como diria eu: “Tô NA hype!” =]

    Gostei muito mais do trailer desse do que do de Versus, mas talvez justamente por esse estar quase pronto e eles terem coisas melhores pra mostrar.

    O modo online me lembrou bastante o de Demon’s Souls também, e acho isso ótimo! Mal vejo a hora de jogar com alguém! o

  4. 4º – A Famitsu fez uma análise dessa (http://www.andriasang.com/blog/2011/01/31/ff_type_zero_update/images/2132437936_full.jpg) imagem. As barras inferiores são de seus personagens controláveis atuais, no caso, Rem, Machina e Cinque. O número ao lado delas é referente a quantos personagens “reserva” o jogador ainda possui.

    À direita, os comandos são Fire ST (bolinha), Dancing Dagger (triângulo), Thunder MW (quadrado) e Cure (X). Acime deles, os ícones de bolinha e triângulo são para os summons. Nesse caso, pode-se chamar Odin.

    5º – Algumas pequenas novas curiosidades sobre a mudança de nome. Segundo Kitase, usar os kanjis “零式” (“Reishiki”) dá ao jogo uma sensação de crônica de guerra. Além disso, no logo do jogo, foi o próprio diretor de arte, Yusuke Naora, que os desenhou. Kitase disse que perguntou a ele se desenharia ele mesmo, ao que Naora respondeu indignado “Fui eu que desenhei a Shinra de FFVII, sabe.”

    6º – Quanto à história, foi dito na revista basicamente o que apareceu no traier. Há, no mundo de Type-0, quatro nações, Rubrum, Milites, Anaze e Kogai. Os cristais servem de fonte de poder e energia para elas, e cada uma protege o seu em uma “Peristerium” (que vocês devem ter ouvido várias vezes no trailer), uma academia de magia.

    A história começa quando o Império Milites invade Rubrum. Seu objetivo é o cristal de Rubrum, e planejam usar sua nova arma, o “Crystal Jammer”, para torná-lo impotente, deixando Rubrum vulnerável. Estudantes da Peristerium de Rubrum se juntam para derrotar os invasores, e são esses os personagens que controlaremos.

    O Império Milites desenvolveu uma civilizão mecanizada. Suas tropas equipam não só armas, mas naves e mechas também. Rubrum, por outro lado, é um país de magia que usa summons de bestas. Os estudantes de lá lutam contra o Império e seus mechas usando magia e summons.

    Segundo Tabata, a Peristerium de Rubrum pode ser considerada tanto uma cidade quanto uma base operacional. Recebemos ordens de lá e, assim que as obtivermos, deveremos selecionar o lugar a que devemos ir pelo mapa, e a missão começará assim que chegarmos lá.

    Olhando da perspectiva da mitologia da Fabula Nova Crystallis, Type-0 se foca na humanidade, naqueles nascidos do sangue da deusa Etro. É um “drama de crônica de guerra” que mostra como os deuses são parte da vida das pessoas, e como isso é visto aos olhos da história.

    7º – Alguns nomes de personagens foram descobertos/revelados: Cinque, Seven, Trey, Eight, Nine, Jack e Queen. Rem e Machina também apareceram pela primeira vez, na artwork que mostra a frase do jogo (http://www.andriasang.com/blog/2011/01/31/ff_type_zero_update/images/2132438934_full.jpg).

    8º – A Famitsu conseguiu mais alguns detalhes do sistema de batalha. Os personagens subirão de nível através de acúmulo de experiência, e também será possível fortalecê-los através de habilidades e acessórios.

    O ponto chave, porém, é a “customização de magia”. O sistema de magia de Type-0 é um pouco diferente do dos outros Final Fantasy. No caso de Fire, por exemplo, pode-se conseguir os melhores Fira e Firaga apenas segurando o botão por mais tempo. Ao customizarmos esse feitiço, podemos reduzir o tempo necessário para usar Fira, e também mudar a velocidade e o poder da bola de fogo em si. Na imagem anterior, “Fire ST” e “Thunder MW” são exemplos de magias customizadas.

    No mundo de Type-0, a magia é usada como arma. São como armas de fogo, explicou Tabata. Você pode atirar como faria se usasse uma.

    Summons são outro elemento central do sistema de batalha. Em Type-0, eles não são únicos, isto é, há vários summons da mesma entidade. São como armas, e o exército os possui no estoque. Se seu Bahamut morrer, não se preocupe, pois há vários (que bizarro isso).

    Quando saímos para a batalha, selecionamos o summon que queremos levar. No início do jogo, porém, não podemos escolher dentre todos.

    Quando chamamos algum para lutar, passamos a controlá-los diretamente. Tabata comenta que eles são bem poderosos e gostosos de controlar. Aparecem por tempo limitado, contudo, como é indicado nessa imagem (http://www.andriasang.com/blog/2011/01/31/ff_type_zero_update/images/2132438932_full.jpg).

    8º – Sobre o multiplayer, apenas algumas novidades: a recompensa que o jogador recebe por ajudar outro é baseada no tanto de suporte que deu a ele; e o modo multiplayer é aparentemente apenas ad-hoc (nooooooo).

    9º – Quanto a usar dois UMDs, Tabata disse que, se não fizessem isso, teriam que tirar muitas coisas que queriam deixar no jogo. Seu objetivo é qualidade que se compare aos consoles HD, incluindo aí cenas que pareçam filmes. E isso requer espaço.

    Por fim, o desenvolvimento de Type-0 está em 60%, e Tabata disse à Famitsu para esperar por um aumento na frequência de novidades a partir de agora, considerando o lançamento previsto para o verão japonês (inverno no Brasil).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Dê uma ajuda ao site simplesmente desabilitando seu Adblock para nosso endereço.