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História interessante e gameplay viciante! M&M: Clash of Heroes é muito bom! [PSN] [Demo Testada]

Tem que chegar o final de semana pros meus posts saírem! Eita saudade das férias, hein. Ao menos semana que vem tem feriado! Ei de colocar as coisas em dia. Enfim, enfim! Post da vez é sobre minhas impressões de Might & Magic: Clash of Heroes! O jogo saiu originalmente pra DS no finalzinho de 2009, recebendo esse mês sua versão HD para PSN e XBLA. Quis muito jogar no DS, acabei não comprando, e agora não me escapa! Widescreen, dublagem (se já tinha no original, me corrijam), substituição dos sprites por LINDOS portraits animados, trophies… pra mim, motivos suficientes pra optar por essa versão, e a demo só confirmou a qualidade esperada (ao menos por mim, que gostei muito de Critter Crunch, também da Capybara Games).

Bom, CoH é um misto de puzzle, adventure e RPG. A narrativa se divide seguindo os cinco diferentes personagens principais, mas há vários outros secundários que aparecem na narrativa e não estão lá só pra figuração. Começamos com Anwen, filha do chefe dos elfos, que… hum… acho que não preciso dar spoilers, né? Tudo bem eu dizer que a história é clichê porém bem executada e interessante? Pois é, haha. Há um narrador dublado que conta mais ou menos o pano de funo da história do continente, Ashan, das civilizações que o ocupam, da ameaça dos demônios, do artefato que deve ser protegido. Eu avisei, clichê, mas ver pessoas morrendo e(m) quadros lindamente desenhados dá um toque muito bom, se afastando do lugar comum que essa linha de narrativa normalmente segue.

Como disse, nessa primeira parte controlamos Anwen, mas aparecem vários outros dos principais que usaremos a seguir, e são personagens interessantes! Uma das partes RPG do jogo está nisso, diálogos e personalidades bem pensadas. A outra é relacionada a manejar a party de monstros, receber experiência, subir de level, equipar artefatos e coisas assim. O mapa de cada área possui lugares determinados em que se encontra com NPCs, acha-se tesouros, vai-se por outros caminhos. Tudo em 2D e com caminhos pré definidos, mas na própria demo consegui me perder e ir parar numa dungeon com bichos bem mais fortes que eu e achei NPCs de side-quests que nem estavam disponíveis ainda, o que mostra bem como há livre exploração, dentro das limitações de cada mapa. Achei isso bem bacana, principalmente porque não é comum nesse gênero em que normalmente destrancamos lugar por lugar à medida que batalhamos.

As lutas em si são a parte puzzle do negócio. Controlamos um exército de diferentes tipos de criatura, cada um com level (ganham exp quando as usamos  nas batalhas) e habilidades próprias. O objetivo é zerar o HP do general inimigo, e para isso nossos ataques tem que chegar na “linha de fundo” da tela, impedindo que os ataques dele cheguem na nossa linha. Para atacar, “empilha-se” três unidades do mesmo tipo e cor, e aí surge um número que indica depois de quantos turnos o ataque estará pronto. Da mesma maneira, pode-se formar barreiras alinhando-se três unidades lado a lado, e cada civilização tem barreiras com efeitos diferentes. Nos elfos, a cada turno elas recuperam um pouco do nosso HP.

Além das unidades diferirem em poder de ataque, defesa e turnos de espera, há três tipos “maiores” de classificação. As normais, as elite e as campeãs. Três normais formam um ataque, uma elite e duas normais formam outro, uma campeã e quatro normais formam outro. Desnecessário dizer que quanto mais poderoso o ataque, mas demorado ele é. Entram na estratégia também diversos outros elementos. “Chain” aumenta o poder de ataques de mesma cor que sejam ativados no mesmo turno; “Fusion” junta ataques em um só, abrindo espaço e construindo algo devastador; “Hero Actions” podem ser ativados quando nossa barra de MP se enche, o que acontece à medida que recebemos e inferimos dano, e podem virar completamente o jogo; e assim por diante.

Como podem ver pelas imagens, os ataques passam por cima dos inimigos do outro lado. Tudo que está no caminho diminui o poder do ataque de acordo com a “toughness” de cada unidade. Um Deer meu que vá atacar com 15 de poder, se passar por quatro demônios com 2 de toughness cada, tirará somente 7 do HP inimigo. Da mesma forma, podemos diluir ataques de Elite Units inimigas construindo barreiras e colocando unidades de grande “HP” atrás delas. É um sistema bem robusto, e por isso mesmo viciante! Cada movimento muda o rumo da partida, já que temos limite de unidades a serem mexidas e número certo de reforços por turno. Ficar de olho na contagem de cada ataque inimigo e calcular o dano que sofreremos é essencial, e é surpreendente como usar Chain e os outros recursos realmente faz diferença. Explorar o sistema recompensa.

E a demo não mostra muito mais do que isso. Insere o jogador na história e é muito bem sucedida nisso, já que me deixou querendo continuar não só porque quero lutar mais, mas também porque os ganchos deixados nela são interessantes! Pelo trailer de lançamento, o qual coloquei mais abaixo, mal posso esperar pra ver todas as outras criaturas! Não elogiei, mas as animações dos monstros são lindíssimas, principalmente quando se movem para atacar. É gostoso ficar assistindo! Trilha sonora também me surpreendeu, não tinha lido nada em particular sobre ela ser boa, mas marcou em alguns momentos! Dá um tom épico à narrativa, que não fosse isso com certeza teria menos brilho. O traço dos personagens não é o mais original, cai um pouco no estilo “mangá americano” de desenhos como Avatar: The Legend of Aang, mas são bem agradáveis, principalmente nos quadros!

E é isso, acho que cobri todos os pontos principais. Há outros elementos em jogo, como o fato das unidades mais poderosas terem que ser compradas caso morram em batalha, aliás, é verdade, há recursos no jogo (ouro, cobre e diamante), talvez uma das poucas similaridades com a série Might & Magic. Me passou a sensação de um jogo muito bem feito, completo mesmo (tem multiplayer online e offline também!), talvez justamente por ter saído para DS. É um presente que donos de PS3 e Xbox 360 estão ganhando, e com certeza comprarei! Mas só pra não terminar sem criticar nada, me incomodei um pouco com os loadings, que apesar de curtos e exibindo dicas de estratégia, são mais frequentes do que eu gostaria. Nada que atrapalhe de fato. Fiquem, então, com o trailer de lançamento!

Ah, e aproveitem quem tem PSN+, há um pequeno desconto na compra do jogo, saindo por US$ 11,99 ao invés de US$ 14,99. Não sei quantos MS Points custa, mas deve ser o equivalente, né.

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Dakini

Viciada em RPGs, sejam eles Final Fantasy e Tales of ou Mass Effect e The Elder Scrolls! Fã incondicional de animês e mangás, e ousem criticar meus favoritos sem bons argumentos! Fora isso, podem me chamar de “a dama dos wallpapers”, hahaha.
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