Justiceiro – As Meninas de Vestido Branco: Frank Castle sofre, sofre e sofre, mas a história é bestinha!

Os quadrinhos americanos, pelo menos aqueles que eu li e se destacaram ao ponto de se tornarem minisséries, volumes extras, etc., têm um certo padrão: narrativa em primeira pessoa, com frases e imagens de efeito, repetitivas, repetitivas, repetitivas, tentando criar uma circularidade e uma identificação com o leitor diferenciada. Tenta envolver em uma trama que, na verdade, não é tão envolvente assim…

Claro que temos grandes histórias escritas dessa forma, de autores como Frank Miller, por exemplo, que teve sucesso em criar o tal “clima” (menos Cavaleiro das Trevas 2 – que é uma das piores coisas que já li na minha vida!).

A história “Justiceiro – As Meninas de Vestido Branco”, não é uma dessas histórias. A revista que tem um acabamento fantástico e preço super acessível (R$17,90, de capa dura, ótimo papel e 124 páginas) para o padrão de qualidade que oferece, vale a pena ser comprada como curiosidade e com uma capa bonitona, dura, que faz bonito na prateleira.

Em alguns momentos, a coisa toda parece que vai engrenar, que vai te mostrar uma reviravolta inesperada e a qualidade aumenta, mas, a cada capítulo que surpreende, o posterior vem e faz questão de retornar ao previsível.

Então, no geral, é uma revista decepcionante. Principalmente para aqueles que necessitam de um traço mais rebuscado. Eu, particularmente não me importo, desde que seja possível distinguir um personagem do outro. “Justiceiro – As Meninas de Vestido Branco”, que tem um traço assim, meio Tim Sale, sabe? Aliás, bem parecido até. Eu não sei quem tem quem como referência, mas, se parecem, enfim.

O argumento é o seguinte: Frank Castle estava lá, na busca infinita dele por vingança, até que um pessoal do México chega para pedir ajuda para resolver uma questão: as mulheres da cidade estão sendo raptadas e dias depois, desvolvidas mortas e sem alguns órgãos.

Castle, canastrão que só ele, diz que não é mercenário e não aceita esse tipo de serviço… Mas, por fim, claro que aceita o pedido, caso contrário, não haveria história, né?

No decorrer dos acontecimentos, quando você já leu boa parte, algumas perguntas surgem: por que só mulheres? Precisava mesmo resolver as coisas de uma forma tão absurda? Tanto sofrimento, naquele momento, não ficou meio forçado, só para induzir uma coisa mais adulta?

Se você já leu, talvez entenda… Se não leu, deve saber apenas o seguinte: Frank Castle é um cara normal, não tem super poderes, mas, resolve as coisas como se tivesse. E os vilões, putz! Vão sendo assassinados, um a um, de formas ridículas… Até mesmo a descrição no fundo do livro ão condiz com a história: diz que são garotas raptadas, mas, é muito mais do que isso, mais do que meninas de cerca de 15 anos, como eles dizem. A não ser que tenham 15 anos mas estejam desenhadas de forma tão esquisita que aparentam ter mais de 30…

Mas, voltando ao conteúdo em si. Em resumo: a revista alega que o conteúdo é adulto, não aconselhável para menores. Eu digo que, tirando alguns palavrões e algumas cenas forçadas com prostituas seminuas, é uma historinha conduzida para crianças, tão inocente, romântica e previsível quanto um conto infantil.

– Info:
Papel Couchê, Capa Dura, Formato 17 X 26cm, 124 páginas,
Roteiro: Gregg Hurwitz,
Desenho: Laurence Campbell,
Preço: R$17,90

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22 Comentários

  1. Nossa, tá tão ruim assim? XD
    E eu pensando em comprar…
    Obrigado Pedro! XD 
    Agora, vendo como o traço é, parece feio mesmo ou eu te entendi mal XD
    É melhor guardar dinheiro pra coisa melhor…

    1. Eu achei mais incoerente do que ruim, sabe?
      Bestinha assim: porque dizia que ia para frente, aparentava que ia acontecer uma coisa super estranha e depois retornava ao normal: “ah leitor, fica tranquilo que esse cara é bonzinho!”…

      Daí, ficou bestinha demais e caiu a qualidade mesmo.
      Mas, talvez eu esteja exigindo demais de uma revista feita com o público alvo diferente do qual eu estou, algo assim…

    2. Eu achei mais incoerente do que ruim, sabe?
      Bestinha assim: porque dizia que ia para frente, aparentava que ia acontecer uma coisa super estranha e depois retornava ao normal: “ah leitor, fica tranquilo que esse cara é bonzinho!”…

      Daí, ficou bestinha demais e caiu a qualidade mesmo.
      Mas, talvez eu esteja exigindo demais de uma revista feita com o público alvo diferente do qual eu estou, algo assim…

    3. Eu achei mais incoerente do que ruim, sabe?
      Bestinha assim: porque dizia que ia para frente, aparentava que ia acontecer uma coisa super estranha e depois retornava ao normal: “ah leitor, fica tranquilo que esse cara é bonzinho!”…

      Daí, ficou bestinha demais e caiu a qualidade mesmo.
      Mas, talvez eu esteja exigindo demais de uma revista feita com o público alvo diferente do qual eu estou, algo assim…

  2. Pedro, seu “estilo” de escrever é do tipo que gosta de dar o máximo de informações… textos longos, cheio de detalhes, tentando abordar todos os pontos possíveis, mas… acho que não precisava de um texto tão longo pra dizer que a história é um lixo.
    As vezes ser simples é mais sofisticado. (Minha opinião, sem ressentimentos e sem stress)

  3. Pedro, seu “estilo” de escrever é do tipo que gosta de dar o máximo de informações… textos longos, cheio de detalhes, tentando abordar todos os pontos possíveis, mas… acho que não precisava de um texto tão longo pra dizer que a história é um lixo.
    As vezes ser simples é mais sofisticado. (Minha opinião, sem ressentimentos e sem stress)

    1. Não tem estresse cara..
      Mas, meus textos não são longos e escrevo quase sempre em parágrafos tão curtos que até foi assunto das nossas conversas nos bastidores.

      Acho que, seja para elogiar ou criticar, o texto tem que ser tão detalhado quanto.

      Só porque não gostei não justiica vir aqui e dizer: “não gostei”. Tenho que embasar o leitor, comparar com outras obras, com o traço de outros autores, enfim, escrever, de fato.

      Não me estresso com crítica, de forma alguma! XD Fica tranquilo. Mas, lamento que tenha focado no tamanho do texto e não na qualidade ou não ter visto que há necessidade de argumentar bem, para o que é bom ou ruim.
      Abraços!

      1. Nem é tanto questão de tamanho não, eu li o post inteiro, concordo com as críticas e as informações que foram fornecidas, só que, sabe aquela sensação de que vc foi trollado? Eu fiquei assim depois que terminei, kkkk. 

      2. Nem é tanto questão de tamanho não, eu li o post inteiro, concordo com as críticas e as informações que foram fornecidas, só que, sabe aquela sensação de que vc foi trollado? Eu fiquei assim depois que terminei, kkkk. 

        1. Ah, que nada Shin!
          Foi só impressã mesmo!

          Eu disse desde o título que era bestinha! Não precisava ler tudo para saber que era ruim, afinal!

      3. Nem é tanto questão de tamanho não, eu li o post inteiro, concordo com as críticas e as informações que foram fornecidas, só que, sabe aquela sensação de que vc foi trollado? Eu fiquei assim depois que terminei, kkkk. 

  4. Sobre essa edição, ela é escrita por Gregg Hurwitz, é um novato nas hq’s, mas vale citar que foi roteirista do seriado V. Já Laurence Campbell é bem mais experiente, está na Marvel desde 2005 e trabalha bem com os títulos do selo Marvel Knights.Essa história é bem mediana, podemos considerá-la apenas como mais uma aventura “comum” de Castle, mas tudo fica apagado pois ela se passa na sequência da  excelente fase na qual Garth Enis desenvolveu. É uma história fechadinha com cara de spin-off, que não reflete o momento atual do Justiceiro. Ponto para a Panini pelo acabamento editorial, embora a escolha da história m si seja altamente questionável. Teremos mais 2 encadernados do Justiceiro em 2011, vamos ver qual é o próximo.
    Recomendo muito mais a compra de Homem-Aranha Noir, corram que ainda está nas bancas!

    1. Vou comprar esse…
      É encadernado, nessa mesma faixa de preço?

      Garth Enis é meu herói!
      Tudo que ele fez, até hoje, TUDO mesmo é muito bom!
      Não tem como comparar!

      Gostei muito das informações sobre o autor e o desenhista.
      Sabia que você iria complementar o post!

      Meus conhecimentos sobre o Universo Americano, em geral, são, de certa forma, limitados.
      Comento sobre a minissérie aqui, sem considerar nenhum contexto de outras edições, por exemplo…
      Valeu!

  5. Sobre essa edição, ela é escrita por Gregg Hurwitz, é um novato nas hq’s, mas vale citar que foi roteirista do seriado V. Já Laurence Campbell é bem mais experiente, está na Marvel desde 2005 e trabalha bem com os títulos do selo Marvel Knights.Essa história é bem mediana, podemos considerá-la apenas como mais uma aventura “comum” de Castle, mas tudo fica apagado pois ela se passa na sequência da  excelente fase na qual Garth Enis desenvolveu. É uma história fechadinha com cara de spin-off, que não reflete o momento atual do Justiceiro. Ponto para a Panini pelo acabamento editorial, embora a escolha da história m si seja altamente questionável. Teremos mais 2 encadernados do Justiceiro em 2011, vamos ver qual é o próximo.
    Recomendo muito mais a compra de Homem-Aranha Noir, corram que ainda está nas bancas!

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