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Especial: Os grandes RPG's do SNES! [Top 5] [Games]

Há alguns dias o Alex fez um post falando dos 20 anos de um console que marcou eras, o Super Nintendo, mas não vou falar muito dele, pois o post na íntegra vocês podem conferir aqui. O objetivo aqui é diferente. Depois do continue lendo, listei pessoalmente os cinco maiores RPG’s que mais marcaram para mim e que ainda hoje continuamos a falar deles e jogar também. Alguns podem não gostar da lista, mas lembrem-se que é apenas a minha opinião, vocês devem ter um “pódio” diferente, e se tiverem citem nos comentários, com certeza teremos opiniões bem diferentes e um bate-papo muito legal.

P.S – Foi muito difícil achar uma imagem de abertura que combinasse RPG com o SNES, e acabei optando por uma imagem mais casual mesmo, mas nem por isso bela. Curtam aí ela antes de ler o post!

I – Introdução

 

Fazer esta lista foi sem dúvida muito difícil. Já fiz uma  em outro post anterior que falava de quais games seriam melhor adaptados ao cinema, e considerei apenas um pódio simples de terceiro, segundo e primeiro lugar. Mas aqui as opções são tantas que restringir os melhores RPG’s para somente três, ficou um tanto quanto desagradável. O jeito foi expandir nosso pódio para cinco lugares. Mas os que ficaram de fora, nem por isso deixam de ser bons, alguns são somente menos excelentes, e terão a devida menção honrosa mais adiante. Sem dúvida o SNES foi e ainda é uma das maiores casas de RPG’s que o mundo “gamístico” já viu. Embora alguns considerem o Playstation pela contribuição que ele deu ao nos apresentar Final Fantasy VII e Breath of Fire IV. Mas esquecem-se que o mesmo Final Fantasy veio amadurecido da geração anterior no console da Nintendo. O seu enredo ficou mais adulto e complexo a partir do quarto título e chegou a ser muito mais aprofundado no sexto. O Breath of Fire também havia criado suas raízes no mesmo console.

II – Pódio

 

5º Lugar

Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars

O primeiro RPG protagonizado pelo mascote da Nintendo não podia faltar nesta lista, e apesar de parecer um projeto ousado para a época, onde o encanador era visto como um ícone dos jogos estilo plataforma, ele deu certo e virou um dos RPG’s que marcaram era no SNES, já no fim do console, em 1996.

Super Mario RPG se passava numa cronologia e terra distintos do Mario original. Ainda que aproveitando alguns personagens do game, outros ganharam um papel diferenciado, como o caso do Bowser que de vilão passou a integrar a “party” do Mario. Outras figuras como Mallow, um garoto de nuvem que pensa ser um girino, e Geno um boneco que sabe usar magias, e a própria princesa Toadstool aumentam o grupo. Uma “party” cheia de personagens ricos e bem inusitada. Vou confessar que eu nunca zerei, não sei o porquê, falar nisso vou voltar a jogar quando tiver tempo. Por ser divertido e contar uma história bem gostosa de se jogar, Super Mario RPG, com certeza merece lugar nesta listinha.

4º Lugar

Tales of Phantasia

A série Tales of começou no SNES, que mais tarde viria a povoar os outros consoles que todos nós já conhecemos. E em seu primeiro título, a série já chegou causando comoção com o seu sistema de batalha diferenciado, o chamado LMB, que acontecia de forma horizontal, semelhante a um game de luta, onde os lutadores da party iam para cima dos monstros, desferiam seus ataques e voltavam à posição inicial, bem divertido e diferenciado por sinal. Outra coisa que Tales of Phantasia trouxe foi o Flexible Voice Driver que permitiu que uma música cantada inteiramente fosse inserida no cartucho do game, além de vozes dubladas com grande capricho. Coisa que até então não era executada com qualidade, pelas limitações claras do hardware do SNES.

Tales of Phantasia ainda trazia uma história épica aos moldes dos RPG’s clássicos. Um diferencial mais implícito que também se encontra no game é a humanidade concedida aos personagens que demonstram isso ao mostrar que podem errar e acima de tudo amar. O tom cômico também marca algumas conversas fazendo com que certas situações fiquem hilárias e só aumentam a experiência do jogador, que além de ter o prazer de jogar um belo jogo, ainda sente que está diante de uma obra bem cuidada com relação a seus personagens.

A única ressalva que eu faço do game, é a taxa de encontro com os monstros que por vezes acaba irritando quando você está andando por uma caverna, mas quem está acostumado ao gênero não tem do que reclamar mesmo, enfim, uma excelente escolha para quem quer iniciar no mundo dos RPG’s eletrônicos da década de 90.

3º Lugar

Zelda: A Link to the Past

Existem pessoas que não consideram Zelda um RPG, em parte por não ter as características principais que fazem o gênero eletrônico, como o avanço de níveis. Pessoalmente, eu considero Zelda um misto de Adventure com Puzzle e com pitadas de RPG, justamente por ele conter alguns fatores que remetem ao clássico Roleplay de mesa, como a exploração, os próprios puzzles (quem jogou D&D sabe do que estou falando), e mesmo a característica central de Link, um protagonista silencioso que deve salvar uma princesa e o mundo. Não há avanço de nível, é verdade, mas nem por isso um jogo de RPG deixa de ser de RPG por causa disso.

Agora que justifiquei a permanência de Link nesta lista, posso começar a falar dele. Clássico absoluto e incontestável do SNES, A Link to the Past aparece como prequel do original The Legend of Zelda. Foi o primeiro Zelda que joguei e até hoje é um dos meus preferidos (não só por aquela história onde o primeiro game é o que marca e tal, mas também pelo jogo em si ser muito bom) junto de Ocarina e os Oracle. Semana passada recomecei a jogar a versão dele para GBA que vêm junto com o Four Swords, e acho que foi isso que me deu a idéia para criar este post, somado ao fato do aniversário do SNES.

A Link to The Past possui uma aventura longa e cheia dos mais diversos itens, desde o bom e velho bumerangue, que muita gente já está acostumada como os bastões elementais, particulamente o de gelo que eu acho muito legal. Uma das coisas que deram as caras no game foi o sistema de multi-mundos que em títulos subsequentes foi aproveitado de outras formas. Aqui, o Link transitava entre cada um dos dois mundos, que eram semelhantes na forma, mas diferentes no conteúdo. Isso abria uma gama muito legal de puzzles baseado nessa possibilidade de exploração. Sem dúvida um dos grandes pontos do game.

2º Lugar

Final Fantasy VI

Antes que digam que não têm “Final Fantasies” nesta lista, deixa eu colocar o VI logo aqui, à direita no pódio. O que falar de uma obra-prima? Poucas palavras e mais jogatina resume o que é o sexto título da série, que junto do IX, são os meus preferidos. O que o Playstation trouxe para FF VII em diante, amadureceu do VI e atrás em sua geração no SNES. Personagens adultos, bem humanos (usei esta mesma descrição atrás com Tales of Phantasia, e isso para mim, conta muito num game) e uma história envolvente são os traços que deram a FF 6 um lugar de destaque entre os grandes RPG’s do SNES. Já na abertura onde Terra e os soldados chegam ao vilarejo de Narshe em suas Magitek Armor já existe curiosidade do jogador para saber o que está acontecendo, porque aquele ataque, quem é a garota?

E as perguntas vão sendo levadas no decorrer do game, até que somos apresentados ao extenso cast de personagens. O “caçador de tesouros” que odeia ser chamado de ladrão, Locke; o rei de fígaro, Edgar, e seu irmão lutador, Sabin; O espadachim Cyan(Já fiz um post sobre ele e sua música tema)e o misterioso ninja Shadow são apenas algumas das figuras que marcam a equipe, entre tantas outras que deixarei para discutir em outra ocasião. Tudo isso regado à bons textos e diálogos.

O vilão de FF VI é um caso à parte. Caótico, insano são apenas algumas das palavras que descrevem Kefka. Um dos grandes vilões da história de todos os games. Enfim… Existem “n” motivos para dizer que FF VI é o melhor título da série, nada de Cloud, ou de Squall, o negócio mesmo é Locke! Modo Polêmico off. (Ah, e antes que reclamem, eu também gosto do VII, apesar de não ser o meu preferido…)

E rufem os tambores… que o primeiro lugar é…

1º Lugar

Chrono Trigger

Alguém duvidava disso? Acho que não! Dream Team e RPG são sinônimos, não entendeu do que estou falando? Corra para ler o meu primeiro post de recrutamento sobre Chrono Trigger. Já leu? Poxa, então vo falar mais o quê? Tudo o que posso complementar é que Chrono Trigger foi um dos jogos que me fez ter esse interesse pelos RPG’s eletrônicos. Isto é Chrono Trigger, isto é Dream Team!

III – Menções Honrosas

 

Reservei este capítulo para falar um pouquinho de outros grandes RPG’s que ficaram de fora, não desmerecendo eles, mas por falta de espaço. Alguns destes games têm bastante nome, outros não tiveram todo o sucesso que mereceram, o que é uma pena, mas também com o tanto que o console tinha para oferecer, acabaram por ficar ofuscados mesmo.

No campo dos RPG’s mais tradicionais o Dragon Quest marca a sua presença, sendo sucesso absoluto lá no Japão, chegando até mesmo a viciar um mangaká por lá. O SNES recebeu o quinto e o sexto título da série. Eu cheguei a jogar o quinto somente, em sua versão para DS, e gostei bastante do que vi, tem até passagem de tempo na história, coisa que eu não esperava ver quando coloquei as mãos no jogo. No mais, vale a pena dar uma conferida nessa série gigantesca!

Uncharted Waters 2: New Horizons (o qual também fiz um post aqui no blog), além de ser um bom RPG, conta com uma parcela meio sandbox onde você pode navegar livremente por vários portos. Também não falarei muito dele aqui, dê uma olhada no post, realmente é um jogo muito bom!

Terranigma narra a história de Ark através da evolução do planeta Terra enquanto o personagem passa por várias localidades diferentes. Seiken Dentetsu 3 tinha um sistema de várias classes com seis heróis e suas evoluções, onde o jogador podia decidir entre três dos heróis para integrar a equipe, e cruzar suas histórias, um game sem dúvida muito bem executado! Robotrek inovou ao trazer a opção de poder customizar seu próprio robô e usá-lo em combates durante a história que por sinal era muito divertida!

Harvest Moon é mais um dos que entram no estilo sandbox de ser, ainda que seguindo uma história geral, o jogador controlava uma fazenda que deveria prosperar com o passar do tempo. O gênero rendeu inúmeras adaptações para as mais diversas plataformas. Ah, mas o game é um caso a parte e merece um post só sobre ele, então não falarei muito dele aqui.

E claro, os outros “Final Fantasies” do SNES, o IV e o V, que também passaram pelo console. O V foi o primeiro que eu joguei e marcou bastante, já o IV foi um dos que menos joguei, uma falha, mas que pretendo corrigir!

É isso, espero que tenham gostado deste post, deu um trabalhão, mas um trabalho gostoso por ser muito bom relembrar todos estes clássicos. Até hoje jogamos eles e nos lembramos o quanto era bom passar tardes curtindo suas histórias. Digo com orgulho, que grande parte do meu inglês veio através dos games, e acredito que a história de muita gente também seja assim. Encerro o post lembrando que o SNES era a casa dos RPG’s, e com tantos títulos assim, (e ainda faltou coisa, seja porque não lembrei ou porquê não conheço), fica fácil dizer porquê não é mesmo?

E vocês? Quais eram os seus preferidos?

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Raphael Meltoh

Bio: Gamer desde a infância, mas precisamente desde os 5 anos. Amo séries (comecei pela influência de Lost), e animes. Jogador de RPG e apaixonado por cinema. Descobri recentemente também o gosto por HQ's. Ah! E é claro, fã confesso de Phoenix Wright!
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