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O papel do som nos videogames: mais que um elemento, um complemento!

Quando pensamos em videogame geralmente pensamos primeiro em uma imagem, o que faz sentido já que é um vídeogame, e não um audiogame. Mas é curioso quando percebo que muitos jogos e consoles que escolhi os elementos sonoros são importantes e influentes.

O primeiro jogo que me marcou de maneira incisiva foi o clássico River Raid, com suas explosões fortes, avisos de reabastecimento e principalmente, a noção de velocidade excelente que o som do jato passa ao jogador.

Nas gerações seguintes de videogames, o aúdio foi um quesito muito importante na escolha de qual console ia comprar. Optei pelo NES, pois as músicas do Master System tinham uns chiados e “batidas” sonoras que eu não gostava. Fora que eu achava sensacional começar TMNT 3 The Manhattan Project e ouvir “COWABUNGA!!!” logo de cara!

O som do Super Nintendo realmente era algo muito superior ao do Mega Drive, um dos motivos que me fez continuar com a Big N. Um dia eu estava procurando algum jogo novo para conhecer, e um amigo meu me empresta Chrono Trigger. Na época eu nem curtia RPG’s de console, mas ele insistiu tanto e jurava que CT era bom demais, que resolvi dar uma chance.  Quando eu cheguei em casa, espetei o cartucho no console, liguei o console e a TV, e então um momento mágico aconteceu. Somente a primeira música de CT foi o suficiente para me hipnotizar.

A geração seguinte de consoles trouxe a consolidação do CD como principal mídia para os jogos, e assim o áudio ganhou muito mais recursos. No entanto, o Nintendo64 proporcionou para mim momentos marcantes em termos musicais, graças a sua capacidade de utilizar uma trilha sonora de maneira dinâmica, como por exemplo em Super Mario64 quando o Mario se aproxima de uma Piranha Plant, ou então em Ocarina of Time, quando Link está avançando pelos campos de Hyrule e encontra um inimigo. Mesmo com as limitações de mídia, o N64 era capaz de fazer o jogador sentir-se imerso na aventura.

O sucessor do N64 decretaria o fim da era dos cartuchos nos consoles de mesa, mas o Gamecube ainda tinha um ás na manga: MusyX. Com isso, jogos como Star Wars Rogue Leader apresentavam uma qualidade sonora que os consoles concorrentes nem sonhavam. Mesmo utilizando um DVD como mídia, o console conseguia com que a música interagisse com as ações do jogador.

Atualmente, nenhum console da atual geração possui alguma característica diferenciada em termos de som. Não temos mais aquela diferença entre o grito normal de hadouken do Ryu no SNES e do Ryu “afogado” do Mega Drive. Um jogo atual pode possuir uma complexidade de sons enorme e trilhas sonoras bem elaboradas, como nos jogos da série Uncharted por exemplo. No passado, as desenvolvedoras tinham que se virar para fazer com que o barulho de uma metralhadora ficasse remotamente reconhecível, uma realidade bem diferente dos sons perfeitos das armas de Battlefield 3.

Os gráficos em HD são uma das maiores vedetes dessa geração, mas a parte sonora não deve ser subestimada. Ela é uma aliada vital na capacidade de imersão de um jogo. E recentemente pude comprovar isso, ao conseguir o novo headset que a Sony lançou para o PS3, o Wireless Stereo Headset. Esse headset consegue transmitir tanto o som do jogo quanto do chat em até 7.1 canais, e sem dúvidas o headset está me proporcionando uma melhor experiência de jogo, complementando a riqueza gráfica com uma imersão mais completa durante a jogatina.

Agora, consigo ouvir nitidamente sons até então quase imperceptíveis quando eu ouvia só pela televisão. Jogando MW3, consigo distinguir se um inimigo está se aproximando pela esquerda ou direita. Em BF3, me assusto quando um maldito sniper tenta me acertar e a bala passa de raspão na minha cabeça. As florestas de Uncharted estão mais vivas do que nunca. Até voltei a jogar coisas antigas só para poder ouvir o som melhor dessa vez.

Outro fator positivo do novo headset é que a conversação por voz melhora também. Antes, eu tinha que colocar o velho headset em uma orelha e não podia deixar o som da TV alto para não interferir na conversa, agora o som da tv não sai mais junto com a minha voz e ouço meus amigos muito melhor, pois os ajustes de som ambiente e de chat no headset são independentes. Ah, e dá para usar o headset para ver filmes e escutar música também (em estéreo), o que é muito útil na hora de ir pra cozinha lavar a louça!

Agora é com você, queridos leitores, queremos saber de vocês também suas experiências sonoras com videogames, quais jogos mais marcaram, se preferem jogar com fones ou com o som do Home Theater no talo, ou mesmo alguma história legal envolvendo sons de videogame!

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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