JogandoReflexões & Opiniões

De olho num PS Vita!

Mas por enquanto só de olho mesmo!

Poxa, que capricho nesse trailer de Wipeout 2048 hein? Gostei mesmo, nunca joguei nada da série, até achava que ela tinha começado no PlayStation 3, mas vi uma galera falando que tem jogo desde o PSOne. Vou considerar colocá-lo na minha lista de interesses quando tiver um Vita em mãos, mas se Wipeout entrar mesmo nela vai direto para o fim da fila, minhas mãos nesse momento coçam mesmo é pelo Uncharted Golden Abyss, seguido de Gravity Rush (ali embaixo, ali embaixo). Também tem outros jogos e alguns ports que vão ficar legais como Touch My Katamari, Ultimate Marvel vs Capcom, Rayman Origins e por ai vai. Mas quando Nathan Drake chega na área não adianta tentar me entreter com mais nada. Sério, você não vai conseguir me fazer pensar em outro jogo.

Logo mais o portátil aterriza por aqui e a gente vai ver se o jogo vira ou ao menos muda pra melhor né? Não é segredo para ninguém que o aparelho nem chegou perto de desbancar o 3DS no Japão e ainda ficou atrás em vendas se comparado ao PSP, algo que eu sinceramente não esperava. A maioria diz que a razão disso é pelo preço e que quando o fracasso se repetir no ocidente a Sony vai se ver obrigada a baixá-lo bem como a Nintendo fez, outros dizem que não tem nada ver e que é muito cedo para comparar os dois pelo pouco tempo do Vita na área. Já eu acho que o maior problema do aparelho está no fato da Sony não conseguir diferenciar o portátil do console de mesa. Vejam o próprio Uncharted Golden Abyss por exemplo, eu curto e vou comprar de olhos vendados porque já não me aguento de abstinência desde o fim de Drake’s Deception. Mas acho que a maioria, principalmente quem já tem PlayStation 3 em casa, quer mais é ver coisas novas e não algo semelhante demais ao que já se vê no console HD. Posso até estar errado, mas quando vejo o pessoal pela net se empolgando até demais com o aparelho por causa de jogos como Mortal Kombat, Little Big Planet, Ninja Gaiden Sigma Plus, F1 2011, FIFA 12, Ridge Racer, um possível novo/velho Monster Hunter, só consigo concluir que a maioria ainda não teve a oportunidade de aproveitar um PlayStation 3 ou mesmo em alguns casos, um Xbox 360 de verdade.

Toda vez que eu volto a ver esses games no catálogo do Vita me sinto cada vez menos empolgado em correr pra pegar um porque é algo que já vi no meu console de mesa. É evidente que esses jogos não serão cara e focinho dos jogos originais, mas nem por isso eles me tiram a idéia de que são assunto já mofado, não vão me adicionar muita coisa na experiência que já tive com as suas respectivas franquias. Talvez no máximo apenas faça eu me sentir um pouco mais alegre por saber que enfim a Sony colocou o tão sonhado crosschat no aparelho e não gastou recursos dele com efeitos  ”méh” 3D.

Lembro que a primeira vez que eu bati o olho no Vita e vi o discurso da Sony de novo sobre gráficos fodásticos e coisa e tal, já desconfiei que tinha coisa errada ali. A diferença é que dessa vez tudo foi bem maquiado com as firulas do giroscópio do portátil, aquela tela traseira e coisa e tal. Uma aparente tentativa meio que forçada de dizer que agora a empresa veio para proporcionar não só gráficos lindos, mas diversão acima de tudo. Só que isso não me conveceu, a gota que faltava veio bem cedo já na E3 quando eu vi um cara demonstrando o novo Uncharted passando o dedo na bunda do Drake (WTF?). Não sei ao certo porque, mas às  vezes a Sony parece que se força a algo que no qual ela não tem tanto encanto assim. Eu não vejo carisma na empresa pra que ela por exemplo consiga dobrar um hardcore e o faça jogar um game que tem tudo pra ser taxado de infantil, mas tem muito mais a oferecer a quem tem o mínimo de mente aberta pra se deixar envolver por ele. Eu vejo isso com uma naturalidade muito maior, muito mais evidente quando olho pra Nintendo (calma gente, sem ataques de ”istas’ por favor’). Porque será? Acho que não é difícil responder, afinal a empresa que expandiu o conceito de jogar vídeogame e fez todas as outras seguirem de alguma forma pelo mesmo caminho foi ela.

Dito isso, espero com muito anseio jogos como Gravity Rush, Sumioni, Escape Plan, Little Deviants e… deve ter mais algum aí no meio que eu esqueci. Esses sim justificam todo esse investimento num novo modo de se aproveitar os jogos da empresa. Eles sim representam a verdadeira identidade de um portátil novinho em folha, que chega pra sacudir os ânimos, diversificar o modo como conhecemos os vídeogames hoje e não simplesmente tornar portáveis títulos multiplataforma que eu já tenho a minha disposição há meses. Mas claro, tudo isso vai ter de esperar, ao menos no meu caso. Gamer apressado geralmente paga pra ver e vira cobaia da nação mais pobre em questão de dias após um hardware novo lançado. Esses jogos são interessantes, mas eles podem esperar, sem falar que a Sony já avisou que o aparelho vai ser ligeiramente mais caro que o PlayStation 3. É coisa mínima, mas nós aqui no Brasil já sabemos bem o que isso quer dizer.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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