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Um relato de conveniência antes e pós iPad

Tablets inovam tanto que o mundo está mudando com sua popularização?

(Todas as imagens desta matéria são print screens do meu iPad. Essa é a minha tela principal, com tudo que mais uso e acesso diariamente.)

É até meio engraçado e irônico me ver perguntando algo assim, pois ainda lembro da primeira vez que li sobre tablets, mais precisamente deveria ser o primeiro iPad, que não  foi o primeiro tablet literalmente criado, mas foi o primeiro a conseguir ser comercialmente viável e abriu as portas para outros aparelhos posteriores. Lembro que estranhei o conceito desse tipo de aparelho, que não tinha qualquer portabilidade prática como um celular ou a carência de ferramentas e execuções que um notebook permitia. Era um trambolho difícil de acreditar que daria certo, que não traria tanta praticidade e eficiência para ser um novo tipo de acessório eletrônico do cotidiano de qualquer pessoa. E tinha essa errônea impressão não faz tanto tempo assim, afinal o iPad foi lançado em 2010, há 2 anos atrás. Mas parece que foi há um século, não?

No começo desse ano tive a oportunidade de comprar um iPad2, as razões que me levaram a isso? Bem, ano passado meu irmão ganhou um num concurso que ele participou. Depois de ver um ao vivo e poder aprender mais sobre ele, aquele preconceito inicial acabou passando. Claro que o iPad2 também é muito mais atraente e bacana que seu primeiro modelo, mais limitadinho. Mas só por isso não era exatamente suficiente. Antes de ter um tablet é preciso se perguntar: qual a serventia um tablet terá para você?

(Olha a segunda rodada de Os Novos 52 da DC! Uso o app Comic Flow para ler e gerenciar tudo que mantenho para ler no iPad. Tenho nele atualmente cerca de 200 revista para leitura, e de tudo um pouco, Os Novos 52, Amazing Spider-Man, as primeiras HQs das Tartarugas Ninjas e também do Hellboy, as edições de Gears of War incluindo as não lançadas no Brasil, Scott Pilgrim,  Darkwing Duck e Tico e Teco Rescue Rangers da Boom Studios, a nova revista americana do Mega Man e parte da saga da DC O Dia Mais Claro que começo após terminar A Noite Mais Densa. Deu para notar que um tablet aguenta muita coisa. Por sinal, o Comic Flow é um app gratuito)

Centenas de quadrinhos na palma da minha mão!

Foi essa a pergunta que fiz a mim mesmo e a primeira coisa que me veio a cabeça: comics! O caso é que há uns 2 ou 3 anos atrás eu deixei de ler quadrinhos da Marvel e da DC através da Panini. Não porque ficaram ruins, ou porque eram caros demais, mas porque era um saco ficar guardando pilhas e mais pilhas de revistas que eu jamais iria ler novamente. Outra dor de cabeça constante que tinha na época era ficar caçando as revistas nas bancas (minha assinatura não englobava especiais e sempre gostei de ler especiais). Ou seja, as revistas ocupavam espaço demais em casa (2 anos de DC, em formatão ocupa o mesmo ou até mais espaço do que 5 anos de quadrinhos Disney em formatinho, é muito espaço pra algo que não tenho a mesma paixão de colecionar quanto a turma de Patópolis) e sempre ficava frustado por não conseguir algumas edições especiais e até mesmo do material que não chegava a ser lançado no Brasil. Então chegou num ponto que larguei mão, parei de comprar, e até hoje ainda tenho revistas dessa época, que continuo vendendo vagarosamente pelo Mercado Livre pra se ver o quão difíceis são de me livrar (sem ter que jogar fora).

Poderia continua lendo no PC, mas a verdade é que sempre odiei ler em frente a um monitor, sentado na minha mesa, que por mais confortável que minha cadeira em casa seja, não chega aos pés de uma leitura estirado num sofá, numa cama ou até mesmo na privada. Ler no PC é algo frio, sem sentimento, desconfortável e pouco cômodo. Ao menos pra mim. Houve um tempo que cheguei a ter um notebook (anos de faculdade de Direito), mas também nunca foi muito confortável usar um notebook no colo ou que não fosse numa mesa para deixá-lo fixo. Notebooks esquentam no colo, são pesados e desconfortáveis para ficar segurando por um longo tempo e se for para usá-lo numa mesa, ora é o mesmo sentimento que ler no monitor do PC. Pessoas que tem o hábito de ler revistas em quadrinhos em forma física realmente se sente extremamente desconfortáveis lendo no computador (não todas, mas há muitos relatos como o meu por aí). É nesse ponto que entra o iPad ou qualquer tablet na verdade.

Ler quadrinhos num tablet é a coisa mais gostosa que existe. Me faz até mesmo pensar que a gente poderia parar de derrubar milhares de árvores por ano para fazer papel para comics e ajudar um pouco o planeta, isso é claro num futuro bem longe, quando toda e qualquer pessoa puder ter um tablet, assim como todo mundo tem uma TV ou um celular ou uma geladeira. Quando for um acessório que qualquer um puder comprar (e ainda estamos longe disso acontecer). Ainda que isso signifique sacrificar aquela bela prateleira de quadrinhos em algum cômodo da casa de qualquer colecionar. A gente acaba encontrando outras coisas para colocar na prateleira.

Mas sem radicalismos. Hoje em dia há espaço para ambos os formatos, assim como filmes por stremings e filmes em mídias de DVD e blu-ray ou games por download digital e em mídias físicas. O caso é que o iPad trouxe de volta uma paixão que me vi obrigado a largar anos atrás por conta do formato arcaico de mercado. Ler num tablet é a coisa mais natural e intuitiva possível. Não tem o desconforto do PC, não é pesado para se ficar segurando como notebook e consegue armazenar tantas revistas dentro de si que dá para ficar um dia inteiro deitado numa rede ou num sofá sem precisar se levantar para sair para pegar outra revista. A leitura é infinita enquanto você quiser continuar lendo.

E os quadrinhos se encaixam com perfeição na tela, esteja ela horizontal ou vertical. Particularmente eu prefiro horizontal, onde posso ampliar e passar quadrinho a quadrinho pela tela, deixando os desenhos mais nítidos e os detalhes mais perceptíveis. O único pesar, no meu caso de ler quadrinhos da Marvel e da DC é que acabo lendo as revistas traduzidas na internet, pelos fãs. Lá nos EUA a Marvel e a DC vende suas edições digitais, de forma legalizada. Aqui não tem nada disso. Eu ficaria mais do que contente em pagar por uma assinatura digital para a Panini caso ela começasse a usar esse formato por aqui. Enquanto o mercado editorial nacional não se toca que há um filão que pode ser explorado e que precisa começar a ser lapidado, eu vou lendo pelos scans disponibilizados por fãs. Paciência, mas por sorte temos os fãs e nisso sou grato a eles.

(E olha também a página do Portallos na telinha do iPad! Nada mal se for usado na horizontal. O Safari é um navegador bem simplório, mas é o suficiente. Não precisa mais do que ele é realmente, tem os favoritos, tem abas que podem ser salvas para leitura posterior. Não sinto falta de algo mais complexo pra ser sincero)

A internet na palma da minha mão!

A segunda vantagem de um tablet pra mim é a praticidade com o uso da internet. Chegou até mesmo a mudar a minha rotina diária. A navegação pela internet num iPad é prática, ágil e confortável, até mais do que num notebook. Eu já trabalho o dia todo online, é verdade, e em casa meu PC fica ligado praticamente do minuto que eu acordo, até o momento em que vou dormir, e não é muito raro ele ficar dois ou três dias ligados quando estou de seed em algum torrent ou codando filmes para ver na TV. Mas coisas práticas como acordar de manhã, verificar as notícias gerais do mundo dos games, comics e afins, passar na TeeFury para ver a estampa do dia, e até mesmo correr em alguns foruns na internet para ver se tem alguma promoção relâmpago acontecendo já dispensa ficar no PC sentando esperando esse monte de sites abrirem ou o bendito firefox carregar (meu PC é lento e velho). No tablet tudo ocorre com um simples toque, enquanto estou me arrumando para ir sair para trabalhar, ou ficando 5 minutinhos cochilando no sofá ou até mesmo enquanto tomo café pela manhã na cozinha (tirando a necessidade de ir para a mesa do PC). É como acordar e pegar o jornal na entrada da sua casa e ir folheando enquanto se prepara para começar o dia. Só que o meu jornal é meu iPad, que permite tudo isso que descrevi acima.

Outra coisa que redescobri com meu tablet é o prazer pelo YouTube. Nunca gostei de ficar no PC assistindo vídeos no YouTube, assinando canais e acompanhando feed dos mesmos. Claro que o uso no PC, mas geralmente assisto diretamente pelos sites que acompanho. Dificilmente fico no próprio YouTube procurando novidades e canais que me interessam para passar o tempo, a menos é claro que seja algo que eu esteja procurando para postar aqui no blog. Pelo tablet é tudo mais fácil, tranquilo e prático. Sem mencionar a portabilidade. Esse ano eu acompanhei a E3 deitado no sofá de casa. Nada de ficar no PC, criando calo na bunda, olhando vídeo por vídeo nos canais da IGN, Gamespot e Gametrailers. No iPad o app de vídeo é realmente prático. Hoje de manhã estava tomando café e me peguei pensando no curta metragem Aprendiz de Feiticeiro com o Mickey e o tablet estava ali, a um toque de distância. Em menos de 1 minuto estava no YouTube assistindo a esse clássico de 1940.

(App vídeo que nada mais é do que o YouTube. Na imagem acima é o canal de assinaturas. Tudo que eu sigo é mostrado aí, a começar pelas novidades e vídeos recentes adicionados. Super prático!)

A grande vantagem do iPad é que eu nunca preciso desligá-lo. Num PC convencional, ou até mesmo um notebook, sempre vai existir aquele momento em que você pensou em algo e que precisa correr para a internet. E computadores não ficam ligados permamentemente, o que tira um pouco a praticidade da coisa, você estar com alguns minutos antes de sair de casa, e pensa em algo para consultar a internet e perde ali seus poucos minutos ligando o PC para entrar no navegador e ver aquilo que deseja. E as vezes é algo rápido, que o PC nem será usado depois, e aí tem que desligá-lo novamente (ou deixá-lo ali, comendo energia elétrica). Com o iPad eu passei a economizar energia em casa, pois agora não chego a precisar do PC em casa no período matinal, então só o ligo na hora do almoço (quando, mais uma vez, checo por torrentes de filmes e séries para ver nos próximos dias).

O iPad supre as necessidades de ficar no computador ou num notebook, e é fácil parar o que estiver fazendo nele e retornar a qualquer momento posterior, basta fechar a smart cover. A bateria dura praticamente uma semana inteira comigo, mas isso porque eu realmente deixo ela chegar a pontos críticos de quase acabar por completa, para aí sim recarregar. E o carregamento é feito no período noturno, de madrugada, enquanto estou dormindo. Mais fácil impossível. Com seis meses de uso, até agora nunca fiquei na mão com o iPad por falta de energia. O visor da carga é nítido e visível, então é impossível não perceber quando mesmo está prestes a acabar.

 Há celulares que fazem esse serviço de navegação e consulta que os tablets podem fazer? Com certeza, mas eu nunca fui muito fã de celular, o meu é tão velho que nem acesso a web tem. Mas mesmo que tivesse, não acho tão pratico como é numa tela de tablet, sem falar que muitos sites possuem versões mobiles, que são limitados em relação a versão tradicional. Celulares atuais tem sim suas vantagens, mas não acho que suprimem o conceito de um tablet.

Para não dizer que tudo é perfeito, a digitação num iPad apesar de fácil, não é tão prática e rápida como num teclado convencional. E aí digitar com o tablet no colo não é a melhor coisa do mundo. Se você posicioná-lo como um notebook, numa superfície rígida, usando um apoio (ou a smartcover) aí sim a tarefa de escrever nele fica mais fácil, mas ainda não é tão intuitiva assim, mesmo com um corretor ortográfico ou sistema inteligente de palavras. Dá, por exemplo, para escrever um post inteiro para o blog (e de fato já fiz alguns assim por aqui), mas faço mais rápido se estiver no PC. Mas ficar de prosa em fóruns é mais tranquilo, pois não é preciso textos enormes.

(O teclado touch do iPad. Ele ocupa boa parte da tela e apesar de potencialmente eficiente, tem lá suas imperfeições, como segurar certas letras para abrir a opção de acentuação, ou ter que mudar toda hora os botões para usar numerais e outros caracteres especiais quando necessário. E só consigo usar ele assim na horizontal, pois na vertical ele dá uma encolhida para caber na largura da tela e meus dedões se atrapalham todos nos botões que ficam menores.)

Outra coisa que ainda não é muito prático é edição de imagens. Está escrevendo um post e precisa baixar uma imagem, recortá-la e fazer o upload dela no blog? Vá para um PC. No iPad não rola. Por sinal estou devendo aprender um pouco mais sobre programas de imagens nele, já que os melhores apps são pagos nesse departamento. Então se for usar um tablet para escrever, que sejam rascunhos para blogs ou textos para trabalhos, que depois possam ser enviados para o PC para o trabalho final de edição.

Mas tirando esses detalhes (que realmente não faço questão de fazer sentado no sofá), o tablet é perfeito para passeios e consultas ágeis na internet. Lembram daquela minha matéria sobre games que induzem jogadores a consultarem a internet? (link) O iPad é perfeito pra isso. Basicamente eu já nem ligo qualquer game se não estiver com ele do meu lado. Para trapacear? Não, mas tem um app para iPad (e semana passada também liberaram para Android) chamado “My Xbox” que serve para gerenciar contatos, mensagens e conquistas, então enquanto estou jogando, fica mais fácil enviar mensagens por ele, ver conquistas que posso fazer durante o gameplay ou até assistir aos vídeos da dashboard do Xbox 360 via tablet. Esse app não tem nada a ver com o SmartGlass anunciado na E3, mas com certeza é uma das bases para entender o quanto um tablet pode ser prático como um suporte para gamers. Casos em que ou você fica na tela do monitor consultando as penas secretas de Assassin’s Creed II ou imprime aquela pilhas de folhas com mapas e itens e combinações de acessários e equipamentos de games de RPG para não ter que ficar indo e vindo para o PC, com um tablet ao seu lado a consulta fica a um palmo de distância, sem que a sua bunda saia do sofá e você perca o ritmo do game. É tudo feito ali, na hora exata e não previamente, na ideia de que “pode precisar”.

(Uma das telas do App My Xbox, não disponível na App Store nacional, mas basta criar uma conta na App Store americana via iTunes no PC, baixar e depois transferir para o iPad. Não tem complicação nenhuma. E é um app realmente sensacional para donos de Xbox 360. Semana passada o mesmo chegou a ser lançado para o sistema Android)

 Ah isso sem mencionar redes sociais. Twitter e Facebook, apesar de que admito que não uso tanto quanto deveria, ao menos não de forma tão pessoal e particular quanto as pessoas usam. Mas elas estão ali nos tablets também, a um toque de distância, e com o iOS 6.0 que sai no segundo semestre melhorias na ferramenta do Facebook será ainda melhor.

(Calendários que informam todos os compromissos agendados ao longo do ano e quando os alertas precisam ser enviados. Show de bola para desmemoriados como eu! Basta ter paciência no começo para colocar tudo que precisa ser colocado e o bacana é que se você tem um evento que se repete todo ano – como um aniversário – basta colocar uma única vez e pedir para todo ano lhe lembrar. Funciona também para compromissos que você tenha mensalmente e até semanalmente de forma perpétua ou por longos períodos. Médicos, trabalhos, aniversários, programas na TV, está tudo aí…)

Até a minha memória agora está na palma da mão!

Eu nunca fui bom em guardar datas, telefones entre outras notas mentais que se esfarelam poucos dias após meu cérebro armazenar. Isso não significa que seja um desmemoriado por completo (apenas um pouco), mas realmente sempre tive problemas em me organizar em certas coisas e o iPad tem um app de calendário que funciona como agenda que me permite diariamente ser mais eficiente tanto no trabalho quanto na hora de não esquecer de gravar meus programas prediletos na TV por assinatura ou do aniversário de toda a parentada.

Claro que uma agenda normal cumpriria tal função. Não preciso de um tablet pra essas coisas, mas a ideia é agregar praticidade, não? Ter tudo num só acessório. Eu poderia anotar datas, tarefas e telefones numa agenca e ficar carregando ela pra baixo e pra cima, mas um tablet acaba sendo mais portábil e mais inteligente que uma agenda de papel. Ele me avisa conforme o programo para lembrar de aniversários, em tempo suficiente para comprar presentes. Lembra de tarefas no trabalho antes que o cliente ligue cobrando. Avisando na hora certa em que ele sabe que estou em casa para poder programar a Sky para gravar aquele programa que sempre assisto. Não que eu não consiga lembrar de tudo isso, mas era bem comum esquecer de uma coisa ou em períodos regulares ou turbulentos da vida cotidiana. Todo mundo esquece de algo de vez em quando.

(Mapas de quase todo o planeta na palma da sua mão. Não dá para se perder assim! Olha aí a pequena Jacareí, aqui no interior de São Paulo. Vai para algum lugar desconhecido? Antes de sair de casa deixe o app de mapas no local desejado e dificilmente você se perderá)

As coisas ficaram mais organizadas e funcionais. Então até nisso ele é prático. E mesmo que o meu iPad não seja 3G, o programa de mapas é uma mão na roda, pois basta consultar localidades em casa, ou qualquer lugar que tenha wi-fi e deixar o app de mapa aberto (ou tirar um print screen e guardar no app de fotos) e usar para não ficar perdido por aí.

(Need for Speed: Hot Pursuit para iPad chegou a ser distribuido gratuitamente na semana passado aos usuários da App Store nacional. Não tem a solidez da versão dos consoles do título, mas é tremendamente divertido usar o tablet como um volante e controlar a direção do carro, e na tela de toque você freia e usa o nitro. Dá também para controlar de forma mais convencional, mas na minha opinião tira parte do diferencial da versão.)

E um pouquinho de games na palma da mão? Pode ser…

A única coisa que admito que não tenho o menor interesse nos tablets são os games. Quer dizer, tem algumas raras exceções aqui e ali (Mega Man X de iPad parece bonitão), mas no geral não comprei um iPad pensando em ficar jogando nele. Até porque a memória do meu é pequena (16GB, o que é perfeito para comics, mas para ficar colecionando games nem tanto).

Mas nem por isso minha curiosidade não despertou. Na semana passada, por exemplo, a Apple Store ofereceu gratuitamente por 24 horas o título Need For Speed: Hot Pursuit e não tardei a cofrar para comparar com a versão que tenho no Xbox 360. Foi uma agradável surpresa descobrir que a versão de Hot Pursuit no iPad é totalmente diferente da versão dos consoles de mesa. É algo simples para se divertir, virando o iPad como se fosse um volante. Tem o charme e a robustez da franquia Need for Speed, mas está longe de ser complexo ou hardcore quanto a versão para consoles. O que achei apropriado (até pelo preço, mais convidativo). Ainda assim me impressionou e arrancou diversos sorrisos do meu rosto e a mesma coisa ocorreu quando dei o game pra minha irmã e minha mãe testarem. Dá para brincar e passar o tempo, mas nunca vai superar os videogames de verdade. Mas essa é só a minha opinião, baseada no que testei (joguei também o tal Epoch que também liberaram de graça) e no que pesquisei por aí.

(Sonic & Sega All-Stars Racing é o app da semana na App Store nacional e está podendo ser baixado de graça!)

Não é um acessório que me faria ficar colecionando games dentro de sua plataforma. Mas não me importaria de pagar por um ou outro joguinho eventualmente (pois eles são realmente baratos). O problema é escavar a montanha de titulos disponíveis para achar os que valem a pena. Mas é difícil de acreditar que estes games atualmente conseguem competir com portáteis como 3DS e Vita. Eu ainda acho mais vantagens os portáteis exclusivos para esse tipo de entretenimento. O games para tablets são apenas quebra-galhos, mais uma vez lembrando que certamente existem muitos títulos que são exceções a essa minha opinião, que ainda é um pouco radical.

(Não deu tempo de falar muito sobre o app do Netflix na matéria, mas ele é bacana no iPad. O sistema de busca e pesquisa é rápido e prático na tela de toque. Para ver algo no Xbox 360 pela TV acabo sempre abrindo o aplicativo no tablet para escolher alguma coisa de maneira mais rápida, e aí depois só digito o nome do programa no console.)

 Considerações finais

 É isso. Eu poderia continuar falando sobre esse assunto por muito mais tempo, mas acho que consegui dar uma geral básica por tudo que mais me chamou a atenção no iPad. Minha intenção no futuro é falar mais sobre apps específicos e dar outros dicas sobre iPad aqui no blog, tudo depende da recepção que essa matéria terá. Eu realmente me impressionei com o tanto que um tablet pode beneficiar dentro da minha rotina diária. O quanto que ele pode agregar de entretenimento de forma prática, funcional e confortável.

É o tipo de aparelho que você só vai entender o quão genial ele pode ser no dia que tiver condições de ter um. É verdade que ainda é muito caro, o meu mesmo está parcelado em 1 ano, sendo que só em 2013 é que termino de pagar o danadinho. Mas valeu a pena se comprometer com uma dívida de um ano inteiro.

Também é um aparelho que tem muito potencial para crescer e ampliar ainda mais seus horizontes. Ontem a Microsoft anunciou nos Estados Unidos que no final do ano, juntamente com o Windows 8 ela estará entrando no mundo dos tablets com um aparelho chamado Surface, que chega a impressonar pelos pequenos detalhes, como uma smart cover teclado! Mas ainda é cedo para tirar conclusões, o próprio Windows 8 também está cheio de promessas, sem mencionar no Microsoft SmartGlass que integrará qualquer tablet com o Xbox 360, permitindo que o mesmo vire uma central de comando de entretenimento da casa.

A era dos tablets está só começando, mas é um futuro que está me surpreendendo a cada dia. Hoje em dia mesmo eu não vejo mais vantagem num netbook (dependendo da intenção de uso) frente a um tablet como iPad ou até o Surface se a Microsoft cumprir tudo aquilo que mostrou nesta segunda-feira. Não é difícil de imaginar um dia que os tablets possam tornar até mesmo notebooks obsoletos. É uma revolução tecnológica que vale a pena ficar de olho! Não acha?

(Não gosto de deixar uma imagem muito detalhada na tela inicial do iPad onde ficam os apps, pois polui e atrapalha, mas não tenho problema em mudar a telinha que é usada para desbloquear o iPad quando ele fica muito tempo sem uso. Aí One Piece dá a identidade necessária) 😉

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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