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#PdR – Eu Tenho Fé na Força do Silêncio

Uma letra e várias interpretações…

(Por SHiN)

Sou fã confesso dos Engenheiros do Hawaii, em especial do vocalista Humberto Gessinger (daqui em diante identificado como “HG”) que é o grande responsável pela maioria das letras das músicas tocadas pela banda. Aliás, as letras das músicas são para mim os grandes diferenciais da banda gaúcha que, infelizmente, foi paralisada anos atrás.

Embora os Engenheiros tenham dado um tempo, o vocalista, HG, atualmente trabalha em um novo projeto, uma parceria com outro músico gaúcho, o ex-vocalista da banda Cidadão Quem Duda Leindecker . Juntos eles formaram o “Pouca Vogal”, um “power duo” como é classificado pelo próprio HG que toca as músicas sem faixas pré-gravadas, fundos fixos, e demais artimanhas da tecnologia moderna empregada no mundo musical. O palco, normalmente, é divido apenas pelos dois, que se revezam em vários instrumentos tocados simultaneamente com as mãos, pés, boca, e por aí vai. É uma experiência muito agradável de ouvir.

As musicas tocadas pela dupla também são composições próprias e possuem letras esplêndidas. Daqui em diante, pretendo falar de uma específica, que reflete muito bem o cenário atual que vive o mundo dos games, dos animes, dos mangás, dos quadrinhos e principalmente da música. A cação é intitulada A Força do Silêncio.

Antes de começar um alerta importante, é óbvio que a letra em si não deve ter sido escrita visando o mercado de games, animes, mangás… mas sim a sociedade como um todo, porém, sua aplicabilidade abrange facilmente o “mundo nerd”, e por isso os comentários seguem tecidos sob a minha ótica, e não a dos autores.

Pra que tanta inteligência?
Pra que tanta emoção?
Qualquer coisa em excesso faz sucesso meu irmão

O mercado atual é baseado em excessos, são excessos de Halo, God of War, Super Mário, Naruto, One Piece, Assassins Creed, entre outros, que sufocam tudo o que é novo e tenta buscar seu lugar ao sol. Na maioria dos casos o problema em si, não é a falta de franquias novas, mas sim a visibilidade (e viabilidade) que estas franquias conseguem ou podem vir a conseguir. É difícil se destacar em um mercado saturado de excessos. Sem destaque, não há retorno. Sem retorno, não há razão de produzir.

 
Quanta gente com certeza
Tanta gente sem noção
Em excesso até o fracasso faz sucesso por aí

A indústria de forma geral, seja ela qual for, se preocupa com quantidade, e não com qualidade, algo que atrai multidões, mas é fraco, vale muito mais do que uma obra prima que só é apreciada por poucos.

Todos os FPS são praticamente iguais, possuem a mesma mecânica e etc, mas eles agradam a massa, portanto, PRODUZAM. Jogos pautados em estratégia, com histórias complexas e profundas são complicados, demandam tempo e planejamento, além de não agradar a grande massa… ARQUIVEM.

 
E eu tenho fé na força do silêncio

Eu ainda tenho fé naquilo que é novo, e que merece ao menos a chance de ser explorado. É preciso abrir a mente, olhar o todo, e buscar aquilo que não é mostrado aos olhos.

Se as cores vão berrando no sol ensurdecedor
Fecho os olhos… Outro mundo
Vou morar no interior
Transbordou a mesa ao lado

Um tsunami arrasador

Fecho os olhos… Outro mundo

Vou morar no interior

E eu tenho fé na força do silêncio

A fé que me faz

Aceitar o tempo

Muito além dos jornais

E assim mergulhar no escuro

Pular o muro

Pra onda passar

Não se deve ter medo de buscar o novo, de jogar o que ninguém jogou, de ler o que ninguém se interessou, de assistir o que ninguém assiste, de ouvir o que ninguém teve interesse em ouvir. Não devemos usar a opinião dos outros como base para estabelecer a nossa, é preciso experimentar

Vi um punk na farmácia atrás de protetor solar
Baile funk no plenário
Ambulância quer passar

Futebol, mesa-redonda, exorcista, camelô

A onda agora é outra onda

Um tsunami arrasador

A fé que me faz

Aceitar o tempo

Muito além dos jornais

E assim mergulhar no escuro

Pular o muro

Pra onda passar

Não estou aqui para dizer que os excessos devem ser evitados, até porque isto é praticamente impossível na convivência em sociedade, porém, não precisamos nos basear somente neles, podemos ir além e buscar o pouco difundido, temos o direito de ter opinião própria, e de gostar até mesmo das coisas que quase ninguém gosta. Eu tenho fé na força do silêncio…

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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