Jogando

Tomb Raider | Renascimento de um ícone! (Impressões)

Uma aventura realmente Croftiniana!

Lara Croft: A famous explorer once said, that the extraordinary is in what we do, not who we are. I’d finally set out to make my mark, to find adventure. But instead adventure found me. In our darkest moments, when life flashes before us, we find something. Something that keeps us going. Something that pushes us. When all seemed lost, I found a truth. And I knew what I must become.

Antes de mais nada, devo dizer que meu histórico com a nossa querida aventureira não é lá muito digno de nota. Não terminei nenhum jogo, mas joguei pelo menos as primeiras seções de cada um deles, até do Game Boy Color.

Tendo isso em consideração, pude apreciar essa nova aventura de maneira mais livre, sem tecer tantas comparações com esse histórico. Uma das palavras mais usadas durante a divulgação do jogo foi REBORN, e foi exatamente isso que pude testemunhar.

Um fato que queria pontuar é que comecei a jogar Far Cry 3 praticamente junto com Tomb Raider, e não pude deixar de notar semelhanças entre os dois. Uma pessoa em uma ilha que tem que se virar para salvar seus amigos dos habitantes da ilha. Achei isso tão interessante que estou intercalando a jogatina entre os dois. Claro que FC 3 é bem mais extenso e cheio de possibilidades.

Outro jogo que fica martelando na minha cabeça enquanto jogo TR foi Uncharted. Muito já foi falado disso internet afora, nem vou ficar fazendo extensas comparações entre esses jogos. Um bebe da fonte do outro e que acabe o mimimi. Né Indy?

A história escrita por Rhianna Pratchett (você conhece Terry Pratchett?) não é daquelas que vão ficar eternizadas em nossas mentes, mas talvez em nossos corações. Mais importante que a história em si é a maneira como cada personagem interage com ela. Temos aqui um afloramento raro de emoções humanas, cujo efeito imediato é nos dar empatia com os personagens que encontramos durante o desenrolar da aventura.

Tomb-Raider-feature

E aventura é a tônica de TR. Apesar de haver puzzles, eles não são importantes para a progressão de jogo. Estão lá apenas para nossa distração. Assim como a parte de caçar animais, só servem para que o jogador ganhe XP. Quando a Lara caça algum animal, ela retira um naco de carne, porém não há um sistema que de fato utilize essa carne.

Não que não seja legal caçar. Graças aos cenários mais amplos e orgânicos, a ilha meio que vira um playground, e muitas vezes deixei de lado a progressão para apenas ficar pulando e explorando as redondezas. Geralmente acho um saco ficar correndo atrás de coletáveis, mas aqui em TR isso nunca me cansa.

Os combates é que cansam um pouco. Embora faça excelente uso de cover como Gears of War jamais conseguiu, o restante é muito parecido com a mecânica de Uncharted. Talvez por isso, e o fato de haver muita repetição de inimigos, a parte de combate é uma das coisas menos interessantes nesse jogo.

Fora que a Lara é um arsenal ambulante e consegue carregar picareta, escopeta, fuzil de assalto e revólver, tudo junto! De onde ela tira isso, deve ser do mesmo lugar que o Bátema tira o Bat-escudo. Esse tipo de situação me irrita nos jogos há anos.

Assim como encontrar flechas e munições em todos os cantos. Quem foi o insano que fez isso? Não faz o menor sentido, sendo justificado apenas pelo alto número de inimigos buchas que são enfrentados durante o jogo. Esse é o tipo de coisa que faz martelar na minha cabeça que “é um jogo de videogame”.

De resto, temos uma boa apresentação visual, em especial os cenários e a maneira como os personagens se movem por ele, e uma trilha sonora que tenta ser grandiosa mas nunca empolga de fato. Eu por exemplo, a deixei bem baixinho. Sobre as legendas, elas estão ok, só não gostei da tarja preta nas quais estão inseridas.

TR tem uma derrapada aqui e outra acolá, mas no geral é um título obrigatório (ao contrário do multiplayer dele) para todos os amantes de uma boa aventura. A “nova” Lara “renasceu” muito bem, e já em sua estréia mostra um belo potencial para ser explorado na próxima geração de consoles.

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Welcome, Miss Croft!

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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