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Super Mario 3D World: A crise do "New"!

Mais um Super Mario com cara de algo que você já jogou!

Essa semana a Nintendo revelou um novo trailer do mais novo Super Mario, desta vez com a alcunha de 3D World. O foco no trailer são os power-ups, muitos deles. Alguns novos, outros chupados do que alguns puderam ver em Super Mario 3D Land do Nintendo 3DS, como a roupa de Tanooki e a de bumerangue. Impressiona? Com certeza, ainda mais pela beleza dos gráficos e de algumas maluquices que aparecem em rápidos segundos do vídeo, como a parte de sombras ou das multiplicações espelhadas causada pela cereja, um dos novos power-ups do game. O vídeo, se você ainda não viu, pode ser conferido no final do post.

Mas por que não estou animado com esse novo Super Mario?

O que me chateia é que num trailer de poucos minutos, tudo parece lindo e perfeito, mas na prática estes novos Super Marios que vem sendo desenvolvidos no mesmo estilo da franquia New Super Mario Bros, que surgiu no Nintendo DS, estão caindo na repetição. E quem vem jogando percebe que existe um ciclo de diversão dentro deles que duram muito menos do que deveriam.

Adquiri recentemente o Super Mario 3D Land e posso dizer que depois de meia hora já estava sem saco para continuar jogando. Pensei estar ficando velho, pois Super Mario já foi mais divertido. Mas será que sou eu? Quando me lembro de Super Mario Bros 3 ou até mesmo Super Mario Bros World me lembro do fascínio que esses jogos causavam na época, com vários segredos, mapas enormes, estilos visuais próprios e até mesmo mecânicas de gameplay originais. Algo que não vejo ser feito a cada novo New Super Mario Bros lançado, onde todos parecem a mesma coisa, só que a Nintendo adiciona novos power-ups e novos inimigos apenas para poder falar “é diferente do anterior”.

Tudo bem que 3D Land tem uma pegada diferente, é o primeiro Super Mario ambientado tridimensional usando o estilo visual de New Mario, porém não vai muito além do conceito “New”. As fases continuam curtíssimas, os mapas são ridiculamente toscos (uma direção apenas e 5 fases cada), e o ritmo do jogo é igual do começo ao fim, repetindo chefes, fases e situações. Divertido? Se você jogar uns 10 minutos por dia talvez. Só que está longe de ser tão divertido quanto aqueles antigos games do Mario, em que você passava tardes e noites inteiras tentando zerar numa só jogada.

Enfim, retornando para o Wii U, a gente até mesmo esqueceu que esse não é o primeiro Mario do console. Tivemos ano passado o New Super Mario Bros Wii U e bem… ninguém mais lembra ou liga pra ele! Como um título como Super Mario se torna tão irrelevante em tão pouco tempo? Se você for pensar, Super Mario Galaxy 1 e 2 são mais relevantes no momento do que estes novos Marios!

E não estou dizendo que estes jogos mais focados no multiplayer e num modelo mais arcade do personagem não precisem existir. Precisam sim! Mas está faltando uma direção artística para deixar os games menos insossos, menos parecidos entre si. Vimos tantos games diferentes na geração atual dentro do cenário indie e games digitais, com modelagem 2D, 3D, aquarela, cartoon, há o shell-ceding, realismo, sombras e assim por diante. Estamos num momento onde Rayman Legends é infinitamente mais bonito e relevante ao mercado do que estes Super Marios. Como pode isso?

Será que estamos mesmo fadados a um único Super Mario bom por geração? No Nintendo 64 tivemos Super Mario 64, no Gamecube tivemos o Super Mario Sunshine (o melhor Mario 3D já feito na minha opinião) e no Wii foi a vez de Super Mario Galaxy. Eu gostaria que os games do Mario tivessem a evolução que vi em Super Mario Sunshine. Mundos abertos, desafios absurdos de plataforma, ambientação únicas e originais, mecânicas de gameplay diferentes de tudo que havia sido criado para a série e um game absurdamente grande. Galaxy teve coisas assim, mas foi muito mais curto e mais simples em certos elementos quando comparado com Sunshine. Nessa onda da Nintendo resgatar algumas pérolas do Gamecube para os jogadores atuais, espero muito que ela considere resgatar Sunshine, pois eu sei que poucos jogaram já que a geração GC foi uma das piores para a Nintendo.

Enfim… talvez eu simplesmente esteja velho e chato. Ou talvez esteja vendo um dos personagens mais famosos do mundo dos games perdendo originalidade e sendo reciclado de forma caça níquel. O mesmo formato que lamentamos tanto em outras franquias atuais, como God of War, Halo, Call of Duty e Assassin’s Creed. Quantidade ao invés de qualidade… até o Mario não parece escapar dessa febre do mercado dos games. Que pena!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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