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[O que estou] Assistindo – Lendo – Jogando!

Uma série nova, um mangá clássico e um game do ano passado…

No começo do mês, atendendo uma sugestão de alguns leitores (e também uma antiga vontade pessoal) abri esse espaço para fosse possível escrever pequenas indicações e sugestões de coisas que estou vendo, lendo ou jogando. O primeiro texto, assim como as regrinhas básicas desse formato de post estão nesse link. E hoje já posso comentar rapidamente sobre mais 3 coisas que andaram me entretendo nas últimas semanas…

[O que estou] Assistindo: Mom!

O que me chamou atenção nessa série foi o fato da protagonista principal ser a atriz Anna Faris, que ficou conhecida no cinema pelos primeiros filmes da franquia Todo Mundo em Pânico (Scary Movie). Sempre achei ela muito engraçada, então claro que não podia deixar de conferir uma série na TV com ela, ainda mais do gênero comédia.

E vale reforçar também que a produção de Mom é feita pelos criadores de Two and a Half Men (Chuck Lorre e Eddie Gorodetsky), ou seja, tem aí um pessoal competente por trás dos bastidores. Ainda que haja um certo contraponto na qualidade de Two and a Half Men após a saída de Charlie Sheen, a série continua engraçada em seus momentos e a audiência ainda segura a longevidade da mesma. Por sinal, a nova temporada, com a entrada da filha perdida de Charlie, interpretada pela atriz Amber Tamblyn (Joan of Arcadia) foi realmente uma boa ideia. Achei bem engraçado o episódio inicial da temporada onde ela é apresentada a história.

Voltando a Mom, a série da Anna Faris tem um ótimo episódio piloto, mas achei que o ritmo se perde um pouco já no segundo episódio. Verdade que fui esperando uma versão feminina e engraçaralha de Two and a Half Men, quando na verdade é mais uma série familiar, onde existem personagens disfuncionais e malucos, mas no geral é tudo sobre a família, ao menos é que dá para tirar pelos 2 primeiros episódios.

Há muitos personagens (desnecessários até) para um começo de série.  Anna interpreta Christy, uma mãe solteira com um filho pequeno e uma filha adolescente. Christy tem seus problemas, é ex-alcoólatra, tem problemas financeiros, tem um caso com seu chefe que é um cara casado e por aí vai. A personagem é bem construido para ser aquele castelo de cartas que desaba fácil e cria as situações engraçadas da série. Mas o ritmo se perde quando outros personagens, como a própria mãe de Christy, interpretada pela atriz Allison Janney, fazendo um papel semelhante ao modo “vida fácil” que Charlie Harper tinha em Two Men, por exemplo. Aí no segundo episódio mais clichês vão surgindo e tornando a série mais do que mesmo dentro de seu gênero, como pai sem cérebro do filho pequeno, ou o namorado burro da filha adolescente, que acaba engravidando no final do episódio piloto.

Acaba se criando um drama familiar com piadas engraçadas, onde tudo vai cair para a personagem de Anna Faris. No final não é nada original, a série tem algumas piadas, mas no final o que percebo é que não é uma série que consegue cativar um público mais jovem e tenho minhas dúvidas que mesmo com uma atriz com o peso de Anna, Mom vai conseguir se segurar por uma temporada inteira ou para uma segunda temporada. No geral, esperava algo mais descontraído e descompromissado, como Two and a Half Men e mesmo clichêzão dentro de seu próprio gênero. Vou continuar vendo na esperança que as coisas fiquem um pouco mais absurdas e malucas, por a ideia da série é realmente colocar a personagem Christy em situações que forcem a barra na vida da personagem. Vale ver sem compromisso, mas não vá esperando muito senão vai se decepcionar um pouco.

[O que estou] Lendo: Cavaleiros do Zodíaco – Arco Poseidon!

Eu não consigo entender como Cavaleiros do Zodíaco ainda faz sucesso nos dias de hoje. Como a série clássica envelheceu mal e como o mangá é ruim! Estou lendo e achando que estou estragando a minha memória afetiva que tinha quando achava a série o máximo. Tudo bem que há coisas legais que foram feitas posteriormente ao mangá clássico, como Lost Canvas (que por sinal devo começar a assistir o animê no Netflix BR em breve). Até entendo como Saint Seiya Ômega é bem diferente e melhor adaptado do que se for comparar com o mangá que deu origem a tudo.

E como os desenhos do Masami Kurumada são ruins! Quando comecei os primeiros volumes fiquei pensando “ah, ele vai melhorar daqui alguns volumes”. Mas já foram 14 lidos e continuam ruins. Não me entendam mal, por favor, não estou querendo detonar Cavaleiros do Zodíaco num post de recomendação, mas estou constatando uma verdade: é um mangá ruim, mas que está no DNA de quem cresceu nos anos 90 e por mais ruim que seja, não dá para abandonar.

Para o pessoal mais jovem fica claro que há outras séries e momentos melhores dos Cavaleiros do Zodíaco que acabam caindo no agrado e por isso a série ainda cria novos fãs, mas eu duvido que isso aconteceria se só existisse o mangá original. E não que tudo seja ruim, e talvez aqui seja a minha memória afetiva falando, mas é divertido ler o mangá e tentar lembrar de como era o animê original (que assisti na década de 90 e nunca mais revi). Até porque esse é realmente o meu primeiro contato com o mangá em si.

Mas gera um baque de gerações com certeza. Cavaleiros do Zodíaco em determinados momentos lembra muito mais o ritmo xarope de um Bleach, com batalhas que apenas tomam tempo da história e tira tudo do ritmo do que a preocupação de criar um contexto e complexidade dentro de um universo que poderia ser mais rico em detalhes. E não que isso não tenha sido feito posteriormente em outras mídias e outras séries da franquia, mas aqui, na origem, é tudo bem raso. E pra mim, os melhores momentos são realmente quando não há lutas.

Tomo por exemplo o inicio da saga de Poseidon, que é onde estou no momento. Não me lembrava que o Aldebaran de Touro morria aqui e é um momento bacana de ler, numa situação válida dentro da história, assim como a declaração de guerra feita ao mestre do Shiryu lá na cachoeira. Mas aí tudo volta a ser mais do mesmo quando a batalha contra os soldados do Poseidon voltam em cena. O autor até tenta fazer algo diferente, como a destruição dos pilares e tal, mas as batalhas seguem aquela padronização dos mangás. O herói apanha, se adapta depois de tanto apanhar, e no final ganha a luta. E curiosamente, não é diferente do que Bleach faz hoje em dia com as Bankais. Uma vez que a Bankai perde seu elemento surpresa, é muito mais óbvio que o heroi vai se adaptar e vencer a mesma (ou não, depende da situação). Isso já existia lá nos anos 80 quando Kurumada já escrevia Cavaleiros do Zodíaco.

Enfim, ler Cavaleiros do Zodíaco em mangá é algo divertido e ruim ao mesmo tempo. Sabe quando você gosta de algo que sabe que é ruim, mas curte assim mesmo? É esse o meu sentimento por esse mangá. Aparentemente ele está estragando a minha memória pela série, mas não a ponto de me importar e parar de ler. E olha que até tenho mangás melhores para ler aqui na estante. Esse é o efeito incompreensível que existe em Cavaleiros do Zodíaco.

[O que estou] Jogando: Sleeping Dogs!

Pokémon é o game que mais joguei em outubro (obviamente você deve ter notado isso pela quantidade de posts falando do assunto no blog), mas isso não quer dizer que só estou jogando ele. Também faço um esforço para terminar alguns games que iniciei há muito tempo e acabei não terminando. Sleeping Dogs é um jogo que havia começado a jogar ano passado e voltou pra prateleira por vários meses, enquanto me esforçava para terminar Tomb Raider. É muito mais difícil ficar no sofá por horas e horas do que no 3DS com Pokémon, onde há uma flexibilidade de onde e quando jogar. Por isso que games em consoles de mesa são bem mais difíceis pra mim de serem finalizados. E há sempre o fator vício na soma de tudo isso.

Enfim, Sleeping Dogs pra mim tem sido um jogo que é muito mais do que precisaria ser. Pra ser sincero eu já cheguei num dos pontos de clímax da história (a parte do casamento) e depois disso achei que o jogo perde um pouco o seu propósito dentro da campanha principal. Eu já fiquei satisfeito de ter chego até esse momento da história e depois disso não há muito de novidade até o momento. Volto a fazer as mesmas coisas, porém o personagem fica mais intenso psicologicamente. Mas até aí tudo bem, faz sentido pelos acontecimentos desse pequeno desfecho de parte do game.

No geral é um divertidíssimo sandbox. Mais até que alguns outros games desse gênero que foram lançados nessa geração, como GTV IV (ainda não joguei o V). A ideia de um game mais de combate do que de tiroteio também cai como uma luva ao gênero e me fez lembrar como curtia o game do Jackie Chan para o PSOne. O jogo tem boa diversidade de missões e muitos itens colecionáveis para exploração de um cenário que tem diversidade cultural e é diferente de outras cidades genéricas do mundo dos sandbox. Mas novamente, ele dura muito mais do que eu queria que durasse. O problema não é o game ser grande demais, mas o desanimo que o jogador pode sofrer depois de tanto tempo jogando. E eu dei um tempo para ele justamente porque meio que cansou. Mas mesmo depois dessa folga, o jogo ainda não consegue criar a mesma boa impressão que tive quando o comecei com ele no ano passado. Talvez meu erro seja ter parado e guardado ele por alguns meses? O pique já não é mais o mesmo? É possível.

Para quem jogou Sleeping Dogs deixou uma questão: há muito mais que se ver de novidade após o desfecho do casamento dos mafiosos no game? Algo que justifique continua jogando? Pra mim o game poderia ter se encerrado por ali. E nem imagino se falta muito para acabar. Talvez tenha perdido tempo demais flauteando pela cidade e acabei me cansando. Mas não se deixe enganar, Sleeping Dogs é realmente um dos games mais divertidos de 2012 dentro de seu gênero. Mas assim como qualquer sandbox, é preciso tempo, concentração e dedicação para conseguir terminar tudo que precisa ser terminado.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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