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The Taken King | A primeira hora pela segunda parte de Destiny!

Senti o chamado de Destiny, após alguns meses de inatividade e cá estou para The Taken King ou como oficialmente ele se chama no Brasil: O Rei dos Possuídos. E aqui cabe uma observação sobre o quão estranho é ver o subtítulo de um game oficialmente traduzido localmente.

Afinal é comum não traduzirmos os títulos e subtítulos dos games, caso contrário nosso mercado teria oficialmente títulos como Halo 5 Guardiões, Battlefield: Linha Dura, Forza Horizonte 2, Uncharted 4: O fim de um Ladrão (ei, em Portugal é esse nome mesmo!), Assassin’s Creed: Sindicato, Metal Gear Solid V: A Dor Fantasma, Batman: Cavaleiro de Arkham… bem, você entendeu. Só para dizer quão estranho acho Destiny ter sido renomeado oficialmente em seu segundo ano no Brasil de Destiny: O Rei dos Possuídos. Sim, eu sei que o nome nem está errado e que é uma boa adaptação, mas na minha cabeça, no meu cérebro de gelatina, sempre penso em Destiny: The Taken King. Enfim, será esse o primeiro passo para localizarmos os subtítulos de outros games, tal como os citados acima?

Novas regras, uma Torre mais bacana…

Antes de começar a falar sobre meu retorno a Destiny acho importante estabelecer que fazia meses que não o jogava. Devo ter parado lá para julho, após ter feito tudo que poderia fazer nas duas expansões do primeiro ano e estar satisfeito com o nível do meu Titã na época (level 33, sendo que poderia ir até o 34 apenas na ocasião). Cheguei a entrar novamente no game quando a expansão foi lançada, mas apenas para perceber que não havia muito o que fazer por ali até entrar de cabeça no segundo ano do game.

E é realmente assustador o quanto as coisas mudaram em Destiny de alguns meses pra cá. É até um pouco intimidador ir para a Torre depois de terminar de destravar o game para funcionar com a expansão do segundo ano. Há todo um universo de novas regras que precisam ser aprendidas. Moedas mudaram, novas surgiram e eu ainda mal sei dizer como faz para ganhar algumas dessas novas moedas. Eu me lembro dos anos 90 e no Brasil trocando sua moeda oficial. The Taken King fez algo muito semelhante. Tudo parece ter sido reorganizado.

Se todas as mudanças foram para melhor ou pior, eu ainda não sei. Eu estou apenas a uma hora e pouco pisando no segundo ano. Na vontade de deixar aqui nesse diário online o registro do impacto de tais mudanças. Porém vou aprender e voltarei a falar com propriedade sobre todas as regras de Destiny tal como fiz aqui no site inúmeras vezes durante o ano 1 do game.

Em todo caso, digo que gostei da nova Torre. De uma certa forma ela me pareceu mais prática. Agora tem estes boards que mais parecem um smartphone de parece (quase como uma tela de TV LCD pendurado verticalmente), onde mostram registros de emblemas, armas e outras coisas que são bem úteis para quem se sente perdido e quer ver um pouco de tudo que o game já produziu em um ano de atividade. Há uma nova lojinha aberta, que vende gestos com uma nova moeda (prata), a Eris saiu do cantão na qual ficava e agora armou uma barraquinha de camelô pra ela perto da sala da chefia e eu cheguei à Torre na semana do Halloween, então ela estava toda enfeitada e os personagens que vivem por lá estavam todos cheio de graça usando máscaras e tal. Bom, ver que a Bungie está brincando mais com a Torre, que por bem ou por mal, durante todo o primeiro ano do game sempre foi meio… estática.

Destiny Tita

Pouca bagagem para o ano 2…

Outra mudança clara em Destiny foi em relação aos níveis e menus do Guardião. Há um novo sistema de level, novas regras para luz e muitos dos itens atuais de The Taken King estão no mesmo nível dos meus itens lendários do primeiro ano. O que é bom e ruim ao mesmo tempo.

Meio que me deu a sensação de estar começando tudo de novo. O que de uma certa forma é algo que vai acabar me obrigando a ficar no game por mais um tempo. Afinal chegar no segundo ano forte e com equipamentos que não precisariam ser substituídos acabariam fazendo com que eu apenas jogasse a campanha nova, terminasse-a e um abraço, não precisaria mais jogar o ano 2.

Porém não deixa de ser meio chato saber que todas as centenas de horas que eu gastei no primeiro ano, em busca de equipamentos decentes meio que apenas serviu para chegar ao ano 2 com o básico e normal que se esperava. Agora vai tudo para o lixo conforme for ganhando novos equipamentos e armas. Claro que algumas armas vão para os meus Guardiões de baixo nível, que ainda não tive coragem de upar ao máximo. Estas armas serão úteis para eles.

Agora essa sensação de estar pegando algo zerado, com novas regras, novos objetivos e que pouco ou quase nada do primeiro ano vai ficar comigo até o final dessa jornada criar uma perspectiva diferente para me preparar para Destiny 2, que será lançado no segundo semestre de 2016, provavelmente.

Eu entendo agora que não preciso me matar para ter a arma mais forte, o equipamento mais épico, pois no final das contas, na próxima expansão ou sequência, nada disso terá serventia permanente. Eu preciso apenas ser forte o suficiente para me aguentar até a próxima grande mudança no título e a liberação de novos níveis de equipamentos e forças. Não precisa mais ser aquele megalomaníaco e colecionista e ter tudo em Destiny. De uma certa forma isso é um grande alívio.

Destiny - Novo Mapa

A (nova) primeira missão…

Eu tive tempo para começar a nova campanha que The Taken King traz e admito que fiquei um tanto quanto impressionado com algumas coisas. Primeiro que a narrativa me parece mais aprimorada. As cinematics de introdução de The Taken King são um show a parte, mas o suspense do que diabos está acontecendo na base dos Cabal em Marte é de dar palpitações no coração.

E quando o chefão possuído aparece, junto com uma penca de inimigos, é de acionar o medidor de adrenalina ao máximo. Não que tenha sido difícil derrota-lo, afinal eu estava em nível 33 em uma missão de campanha que pediu no mínimo level 25, mas as campanhas de Destiny nunca foram sobre dificuldade, mas sobre imersão, ao menos pra mim. Muita gente reclama da história do game, mas eu gosto bastante de seu universo e a linha de raciocínio da história, que não te conta tudo e deixa muitos buracos para serem resolvidos com o tempo. Eu não preciso saber de tudo agora, apenas quem são os caras ruins e o que fazer para o meu planeta não virar mingau.

Realmente fiquei feliz pela primeira missão do game me dar a sensação de estar jogando algo novo e diferente. As campanhas menores das expansões do ano 1 não conseguiram fazer isso de uma maneira muito clara, então estava com expectativas um pouco baixas para essa nova campanha. Fico contente de ter sido surpreendido. Resta agora continuar e ver se essa sensação se permanece por toda a nova história.

Por fim, quero deixar claro que eu apenas dei o primeiro passo em The Taken King. Não fui ver os assaltos novos, nem os novos modos do Crisol. Não vi as novas armas e nem equipamentos. Muito menos os novos desafios semanais do game. Há ainda muito que entender e descobrir. Mas o fato é que pisar em The Taken King num primeiro momento realmente dá a sensação de estar pisando em um novo game ou quase isso. E esse é um mérito interessante para um game que pretende continuar sendo relevante pelos próximos 10 anos (segundo a Bungie e os planos para a franquia).

Destiny é um título ousado e ambicioso, em um nível em que Halo, seu predecessor indireto não anda conseguindo ser. Seja para o bem ou para o mal, pois é claro que o título não é perfeito. Eu não me esqueci do meu desabafo de setembro sobre como me senti quando entrei no game após a atualização de The Taken King em um momento na qual eu ainda não dispunha dela. Ainda acho errado a forma como a Actvision e a Bungie trataram a comunidade do ano 1. O modelo de negócios do título precisa ser repensado e refinado pensando no que virá a acontecer em seguida nas próximas expansões, mas independente do modelo de negócio decidido, isso não tira alguns mérito da própria expansão em si. Agora eu posso dizer que The Taken King me parece nesse impacto inicial dar uma renovada bem interessante no universo do game que as duas expansões anteriores não fizeram. Se o preço a ser pago por isso ainda é um tanto chato de se pagar, isso é um assunto que pode (e deve) ser discutido também, porém sem tirar o mérito da qualidade na qual o game está almejando.

Por hoje é isso, mas agora que meus Guardiões estão de volta à atividade, pode esperar novos textos sobre as minhas aventuras no universo de Destiny! E em breve uma resenha completa sobre The Taken King e tudo na qual o ano 2 do game tem a oferecer!

Faço votos para que nesse segundo ano de Destiny eu tenha tempo para trabalhar nos meus novos Guardiões. Eu aproveitei o item que vem junto com The Taken King e finalmente criei um terceiro personagem, agora uma Caçadora, para fechar o trio de classes do game. Já a coloquei no nível 25 com esse item. Agora é o meu Arcano quem precisa de um pouco de dedicação para atingir um nível mais decente. Felizmente há tempo de sobra para isso até Destiny 2!

Destiny Caçadora

Destiny Arcano

Vídeos de The Taken King!

Onde comprar (em mídia física):
Sempre fique de olho nestas grandes lojas online, pois elas tendem a criar ofertas e baixar o preços de seus jogos de tempos em tempos. Hoje pode estar barato em uma e amanhã o preço estar ainda menor em outra.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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