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Opinião | A nova cara do Xbox One traz realmente uma nova experiência?

A nova dashboard do Xbox One finalmente foi lançado ontem, dia 12 de novembro. E aí? Já atualizou seu console? O que está achando da nova experiência do Xbox One que a Microsoft está propondo? Lembrando que junto com a nova interface, também foi disponibilizado a aguardada retrocompatibilidade dos games do Xbox 360 para serem rodados diretamente no Xbox One. Deu tudo certo?

Imagino que para quem atualizou seu console ontem, ainda deve estar se acostumando com a nova dashboard. No meu caso, que faço parte da Xbox Preview Program, a nova atualização veio bem antes. Já a estou utilizando desde o mês passado, vendo como em algumas semanas ela foi se aperfeiçoando assustadoramente até chegar a versão final que foi entregue ontem.

Quando ela chegou no meu One, estava assustadoramente bizarra. Cheia de bugs e nem mesmo totalmente traduzida para o português. Hoje, não encontro qualquer problema com ela. Participar do Preview Program é bem interessante, mas há momentos em que você fica suscetível a um console cheio de bugs e travamentos e problemas, afinal é justamente essa a proposta do programa, servir como beta tester e encontrar tais problemas antes que a versão final para o grande público seja liberada. Antes do lançamento oficial, por exemplo, tive problemas bizarros com apps que desligavam o console e problemas de rede que me criavam problemas com multiplayers online. São bugs que em questão de dias são consertados, mas que acontecem. O mais importante é que a nova atualização chegou para todos e parece que está realmente redondinha, sem maiores problemas.

O que mudou?

Tirando a retrocompatibilidade que é um caso a parte, a nova dashboard contém várias pequenas novas funções, mas em grande parte são aprimoramentos das antigas funções já existentes. Diria que o que a Microsoft fez foi repaginar um pouco a usabilidade dela sem o Kinect, já que o acessório passou a não seu mais um objeto de compra obrigatória e andou meio renegado ao longo desse ano de 2015.

Muito se diz que a intenção era deixar o Xbox One mais com a cara da interface do Windows 10, ou do Smartglass que o Xbox possui no Windows 10. Sinceramente? Eu não acho que ficou nada parecido. Ainda não experiências de navegação e interface diferentes pra mim. Mas a ideia de trocar a navegação do Xbox One de horizontal para vertical não é ruim. Você estranha no começo, mas isso passa rapidamente.

A única coisa que me incomoda um pouco é a disposição das minhas Marcações (Pins) de Games e Apps que anteriormente ficavam na esquerda da Home e agora estão verticalmente abaixo da entrada da Dash. Eu preciso me lembrar constantemente que basta apertar RT no controle para ir direto para os meus Pins. Não tem a necessidade de ficar descendo até o final da guia para chegar a eles. Mesmo assim, ainda preferia que essa guia continuasse a esquerda da guia de entrada, acho mais intuitivo assim, mas enfim, ao menos agora é possível marcar bem mais games e apps nela.

Outra mudança grande nessa nova interface é o pop-up da esquerda, que antes ficava à direita, e agora regula a lista de amigos, entrada de perfil, party, notificações e enfim, a parte social da experiência online do Xbox One. Apenas me incomoda um pouco as configurações do console estarem ali também. Eu teria mantido a opção também dentro do clique do botão Start, tal como era na Dash anterior. E eu uso muito as configurações do console, pois sempre tenho que olhar como está meu NAT e minha internet por lá, tal como mudo a região do meu console as vezes para fazer certos testes de idiomas e games que não são liberados na Live Brasil.

Um detalhe é que a Microsoft pregava a velocidade da nova Dashboard. Eu admito que ela em alguns momentos ficou mais rápido sim, mas não foi algo geral e total. Essa nova aba pop-up da esquerda mesmo, é bem lerda para carregar, dando umas travadinhas no console de alguns segundos. Isso irrita um pouco sem dúvida. Fora isso, os outros locais da Dashboard não apresentam lentidão, exceto alguns quadros que demoram a carregar quando a minha internet está excessivamente lenta.

Quanto as novas guias, comunidades, One Guide e Loja, admito que não dou muita bola para elas. A guia da comunidade não acho-a tão prática quando a do aplicativo no Windows 10. Como a minha internet é meio lenta, ela demora a carregar no One, enquanto no PC ela vai bem mais lisa. E é só mesmo quando bate uma curiosidade de ver o que a galera está jogando é que dou uma espiada nela.

Em relação a Loja, admito que raramente fico navegando por ela no Xbox One. Prefiro muito mais comprar os games e DLCs pela Xbox Store no PC, até porque eu já acompanho o blog do Major Nelson e ele linka tudo que você precisa de games e descontos direto de lá. Fica muito mais acessível assim. Não tenho o hábito de ficar vasculhando a loja em busca de algo que queira comprar. Fora que gosto que a Home da Dashboard sempre tem um quadro para os membros Gold, já deixando nela os games gratuitos do mês e os descontos da semana.

No fim, talvez eu já tenha me acostumado com a nova Dashboard de forma antecipada, mas pra mim ela apenas melhorou a sua versão anterior. Não me proporciona literalmente uma nova experiência. Até porque algumas funções como compartilhar minhas conquistas, vídeos e capturas de telas ainda permanecem restritas as áreas de comunidade e sociais do Xbox, não dá para mandá-las automaticamente para o Facebook ou Twitter. Nesse sentido, a experiência social do Xbox One continua um pouco restrita a seus próprios canais.

Fora que eu gostaria que também fosse aperfeiçoado o sistema de gravação de jogos e partidas no One. Eu fico muito irritado com o 30 segundos padrão de vídeos. Nunca acerto o momento exato que quero captar e não acho a interface dessa parte do sistema tão fácil assim de ficar fuçando. Talvez isso venha em outro momento.

É uma ótima nova Dashboard, com várias vantagens sobre a primeira, mas ainda há coisas para serem trabalhadas nela. É uma nova experiência? Parcialmente sim, mas não é como se você estivesse trocando um Windows por iOS por exemplo. Está tudo lá ainda, porém com uma cara um pouco diferente. Nenhum recurso surpreendente ou inesperado entrou nela.

E a retrocompatibilidade?

Essa sim está um chuchuzinho! A ideia de ter a minha biblioteca digital do Xbox 360 no Xbox One é realmente de grande impacto pra mim. Eu tenho muitos títulos na antiga plataforma e que havia ficado muito chateado quando o Xbox One foi revelado ao mundo e disseram que tudo que comprei e dei suporte digital a Live não poderia ser migrada para o novo console. Então é claro que fiquei muito satisfeito que isso é algo que a empresa conseguiu contornar e resolver!

Eu já vinha testando a retrocompatibilidade desde junho, quando a mesma foi revelada na E3 e pouquíssimos títulos foram liberadas para que o pessoal do Preview Program testasse a funcionalidade. E eu já estava satisfeito com isso desde lá.

O Xbox One roda muito bem os títulos do Xbox 360. Como ele é uma máquina com um melhor performance, os games do 360 rodam ligeiramente mais bonitos e sem engasgos no One. Carregam mais rápido seus loadings e permitem que você os jogue online com a galera do Xbox 360! Fora que as funcionalidade dos One, como capturar telas e ser multitarefas também funcionam nestes games.

Cabe apenas um alerta! Eu tive que configurar a região do Xbox One para os Estados Unidos para conseguir baixar alguns dos games da minha biblioteca digital porque eles nunca foram lançados na Live Brasil. De fato, a região do meu Xbox 360 até hoje é US, ou seja, tudo que eu comprei nele, o fiz pela Live dos Estados Unidos, então é por isso que boa parte deles estão lá até hoje. Mas é só colocar pra baixar e depois voltar o Xbox One para a Live Brasil que eles continuam o download e funcionam sem qualquer problema.

Xbox Retrocompatibilidade

Eu apenas espero que nas próximas atualizações constantes da plataforma a Microsoft trabalhe um pouco melhor no setor Meus Jogos e Apps. Eu gostaria de poder separar meus games do Xbox One dos games de Xbox 360. Dos games de caixinha, dos títulos exclusivamente digitais. Não existem estas opções ainda, mas com o crescimento da biblioteca digital dos jogadores, percebo que tais opções começam a se tornar cada vez mais necessárias.

Porém no mais, para um início promissor de um sistema realmente atraente de retrocompatibilidade, me parece que a Microsoft acertou em cheio. O que ela precisa agora é criar um jeito de abrir a loja do Xbox 36o também dentro do Xbox One, para permitir que o pessoal compre antigos games, diretamente por lá. Sem precisar comprar pelo PC ou ligar o Xbox 360.

E não se esqueça que todos os saves dos jogos do Xbox 360 podem ser migrados para o Xbox One. Basta ir no antigo console, na parte de armazenamento e passar todos os arquivos de save para a Nuvem que existe no Xbox 360. Ao fazer isso, o Xbox One consegue ler seu antigo save e usá-lo nos games do 360. E isso é incrivelmente maneiro! Pequenos detalhes que até nisso a Microsoft consegui resolver!

Eu saio de 2015 com a impressão de que o Xbox One cresceu assustadoramente em qualidade. A biblioteca de títulos aumentou exponencialmente, a interação dele com o Windows 10 é muito interessante, seu sistema não para nunca de ser aperfeiçoado e agora com a retrocompatibilidade, me parece que o céu não tem mais limites! Mal posso esperar o que vem para o console em 2016!

É bem diferente daquele console que no Day One, aparentava ser apenas um Xbox 360 com metade das funções de seu antecessor. Hoje ele conseguiu superar e abrir um enorme abismo entre o Xbox 360. Tanto que não consigo mais voltar a antiga plataforma, quero jogar tudo que tenho no antigo console direto no Xbox One!

Visualmente ficou mais bonita que a dashboard anterior
Pequenas novas funções e aperfeiçoamento de outras já existentes
A retrocompatibilidade é um chuchuzinho!
A guia social na esquerda não é tão ágil e rápida quanto prometida
Minhas marcações (Pins) aumentou (boa) e mudou de lugar (não tão bom, o lugar antigo era mais intuitivo)
Está mais social em sua comunidade, mas ainda não tem política de boa vizinhança com Facebook e Twitter

Parcialmente sim, é uma experiência nova, porém ainda não é perfeita e que pode ser aprimorada ainda mais!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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