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10 Second Ninja X | Agilidade ninja em questão de segundos! (Impressões)

Cá estou. Novamente jogando um indie game de agilidade e resposta rápida. Estarei me viciando neste gênero? Outro dia penso a respeito. Bem, 10 Second Ninja X foi lançado mês passado, no dia 19 de julho, sendo disponibilizado para PC, PlayStation 4 e Xbox One. Desenvolvido pela Four Circle Interactive e distribuído pela Curve Digital.

Fico no dúvida se digo que 10 Second Ninja X é de fato uma sequência de 10 Second Ninja, este lançado originalmente em 2014 e disponível somente no PC. A versão X está mais para uma versão definitiva, ou turbinada, do game anterior, pois além de trazer 60 novos estágios, também traz todos as 40 fases do primeiro game, remasterizados e atualizados para o novo game. O que é uma maravilha, afinal isso permite aos jogadores a buscarem a versão mais recente do game, tornando-o a versão de 2014 meio que desnecessária.

Outra ponderação interessante é que ao contrário de outros títulos dentro desse gênero, na qual o jogador precisa correr o mais rápido possível por pequenas e curtas fases, 10 Second Ninja Z não tem a mesma propostas de títulos como Fenix Furia ou Color Symphony 2 (recém avaliados aqui no site) na qual o jogador precisa ir do ponto de partida a um ponto de chegada. Correr ainda faz parte, mas o objetivo aqui é eliminar todos os inimigos robóticos dos estágios, e não simplesmente chegar em um ponto exato de saída da fase.

10 Second Ninja X (6)

Isso torna o ritmo do game bem diferente dos títulos citados acima. Há um elemento de puzzle interessante aqui, na qual as fases possuem diversas formas de serem concluídas, mas há no geral só uma forma de terminá-la o mais rápido possível, e nem sempre essa forma é a mais óbvia.

Menos de 10 segundos?

Em 10 Second Ninja X o jogador controla esse pequeno ninja azul, certo? É possível eliminar os inimigos cortando-os com sua espada ou atirando shurikens, entretanto o pequeno ninja só possui três shurikens por estágio. É preciso pensar qual é o momento certo para atirar as shurikens, qual são os inimigos que devem ser eliminados com a espada e até mesmo qual é o momento onde o jogador deve usar o pulo duplo, pois ficar tempo demais no ar, ensaiando um pulo são segundos preciosos perdidos.

Isso porque todas as fases do game tem um tempo de 10 segundos para serem concluídas. Sim, elas são curtinhas, e na verdade você não pode demorar 10 segundos para terminá-las! Há fases em que o jogador precisa fechar em 2 ou 3 segundos para conseguir ganhar o ranking de três estrelas, que são acumulativas e necessárias para abrir a progressão da campanha do título. A cada 20 delas, um novo mundo é aberto.

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Não chega a ser tão excruciante quanto as estrelas de Overcooked. O jogador que conseguir apenas 2 estrelas pelas fases consegue ir bem longe no game, anda que não seja tão difícil conseguir três estrelas em diversas destas fases. Aliás dificuldade não é exatamente um problema em 10 Second Ninja X.

Normalmente games assim podem ser frustrantes e, tendo a minha experiência como base, não achei que 10 Second Ninja X tem tal pretensão. O jogo é realmente bem tranquilo, e há uma espécie de mini game de memória em uma parte do game em que permite ganhar fichas de dicas (itens consumíveis) que mostra como terminar uma fase que o jogador estiver tendo dificuldade no melhor tempo possível. E assim, ao todo, tendo completado todas elas, só precisei usar esse recurso duas vezes. Então, exceto se o jogador estiver muito afim de rankear com três estrelas em todas elas, é bem tranquilo terminar o game com 2 estrelas em tudo.

Não que isso seja um demérito por sinal. No fim acaba não sendo um game tão curto como a premissa talvez o faça soar. Normalmente um jogador pode (e vai gastar) muito mais do que os tais 10 segundos em cada level. Testando e experimentando caminhos e táticas. Ao todo, explorando as fases e outras recursos do game, acabei fechando-o com 4 horas cravadas de jogo. Nada mal para um indie game que custa menos do que a média normal da faixa desse segmento – está saindo por 19 reais na Steam e no Xbox One, no PS4 custa 30 reais.

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Entretanto preciso fazer um adendo aqui, pois há algo tão bom quanto as fases do game que merece elogios: sua apresentação. O game conta a história desse pequeno ninja, vivendo de boa em sua floresta quando um pirata vem para atazanar sua vida e roubar os passarinhos da floresta, colocando-os dentro de robôs, o que imagino ser uma homenagem e brincadeira com os clássicos games do Sonic The Hedgehog, o que até casa com a ideia de um game que preza agilidade e velocidade.

O pequeno ninja sobe então no grande navio desse pirata e é lá que se passa todo o jogo, na qual o jogador entra em salas que funcionam como os mundos do game. O grande barato é que o navio funciona como uma espécie de grande HUB, com salas escondidas e diversos extras, com esconderijos na qual o jogador deve explorar e coletar 9 pedaços de um CD (ou DVD) que vão destravar um mini game de zumbis dentro de um dos quartos dentro do navio. Um mini game divertido, por sinal.

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Achei bem legal essa preocupação estética dos desenvolvedores, de criar um ambiente interativo para explorar, com personagens que ativam diálogos (pena que o game não está localizado em português, pois muitos são engraçados), e explorar um pouco a área de uma forma mais tradicional de side scroling e com uma pegada de plataforma. Dá um tempero a mais para o título, sem dúvida alguma.

Vale ou não vale?

No que diz respeito a história, ela também acabou me surpreendendo com uma divertida reviravolta final. Não joguei 10 Second Ninja X esperando uma grande história, pois não é algo que normalmente se espera de games assim, mas acabei me divertido com estes personagens e com o bom humor de como os diálogos acontecem e como tudo termina no final. Fui uma boa surpresa.

Em relação as mecânicas de gameplay, olhando depois que o game termina, e só aí então libera as fases do primeiro 10 Second Ninja remasterizadas vejo que as novas fases não reinventaram muito as coisas. Há sim novas mecânicas engenhosas que tornam cada mundo diferente, sendo que cada mundo tem 10 fases. Não dá a sensação de estar jogando a mesma coisa do começo ao fim, até dá para sentir a progressão, mas é algo bem de leve mesmo, tornando 10 Second Ninja X um game de ritmo fluído, sem grandes rupturas de padrão de desafios. Talvez por isso ele seja mais fácil do que outros títulos que andei testando recentemente. Depois que se pega o embalo, o game acelera bastante.

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Estas mecânicas seguem um pouco os clichês do gênero. Há portais de teleporte, espelhos que rebatem shurikens, alavancas que fecham e abrem áreas e inimigos com escudos. Nada realmente surpreendente, porém também não são previsíveis a ponto de se tornarem enfadonhos. Se fosse para apontar algo negativo, diria que o game ganharia um tcham a mais se tivesse mais inimigos diferentes, e que eles também atacassem o jogador, afinal no geral eles apenas ficam parados como se fossem alvos para serem atingidos (o que são de fato).

Vale recomendá-lo por aqui, sem dúvida alguma. Não se trata de um indie game que vai explodir sua cabeça. Não chega a ser algo fora da bolha, mas é tão bem feito e tão honesto, que o joguei felizão, me divertindo e quando acabou fiquei querendo um pouco mais dele. E isso é um bom sinal.


Mais imagens!

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Bonito visual, cores vívidas e animação fluída

Bonito visual, mega colorido e animação fluída
Não é tão difícil quanto possa soar
Boa apresentação e bons easter eggs
Faltou localização em português para sua divertida história
Controle responde bem a velocidade exigida
Não é muito longo, porém também não é caro

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!

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