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Plutobi: The Dwarf Planet Tales | Lutando por seu lugar no sistema solar! (Impressões)

Antes e falar especificamente do game Plutobi, vamos ter uma rápida aula de astrologia: Plutão era considerado o ultimo planeta do sistema solar até o ano de 2006. Nesta data, a União Astronômica Internacional decidiu mudar as regras que se usam para classificar um planeta e sobrou para Plutão pagar o pato. Plutão está em uma região de vários objetos, chamada de Cinturão de Kuiper, por isso perdeu o status de planeta. Plutão se tornou um planeta anão.

Agora, antes de dar continuidade, vamos escolher algumas nomenclaturas. Os planetas serão referidos com seus nomes em português, mas Plutão vai ser chamado de Plutobi, apelido de Plutão no game, o que vai facilitar um pouco as explicações por minha parte.

Aproveitando este fato científico curioso, a desenvolvedora XINESS Games, que também desenvolveu Ender of Fire e Dreamals: Dream Quest, deu vida a Plutobi: The Dwarf Planet Tales (a tradução seria algo como Os contos do Planeta Anão), um jogo em 2D disponível para Xbox One e PlayStation 4, onde começamos com a apresentação desta história triste, onde vemos o acontecido pelos olhos de Plutobi que por deixar de ser considerado um planeta pelos humanos, é deixado de lado pelos outros planetas, que passam a menospreza-lo.

 Plutobi vai falar com o Sol e não adianta nada, ele é expulso do sistema solar. Charon (Caronte), satélite de Plutão, encoraja o mesmo a enfrentar os outros planetas e mostrar que pode ser um planeta grande de verdade. Plutobi acredita nisso e desafia os outros planetas. As expressões de Plutobi nesse momento são impagáveis e fazem você sentir um carisma por ele e duvido você não ficar com vontade de tomar o controle e derrotar os outros planetas.

Plutobi vai encarar a jornada para voltar ao seu lugar de direito

Pronto eis que chega o momento de você assumir o controle desta nada fácil missão. Para tanto será necessário mostrar seus poder, ao derrotar cerca de 60 grandes inimigos, entre luas, mega asteroides, luas e os famosos planetas de nosso Sistema Solar.

Detalhe que todos os nomes de luas e mega asteroides (além dos planetas, é claro) que o jogador irá encontrar ao longo do game existem de verdade em nosso Sistema Solar. O game tenta ser fiel nestas representações, mesmo que a premissa em si da história seja levado de uma forma totalmente fantasiosa, dando rostos e identidades para cada corpo celeste dentro do jogo.

Assuma o controle

Mesmo tendo muita coisa para se fazer e a se entender para ir aos finalmente, os controles do game são fáceis. Vou dividi-lo em partes para melhor compreensão.

Primeira parte; os gatilhos (LT e RT – versão Xbox One) servem para utilizar os itens pegos pelo cenário. Dentre eles podemos citar os recuperadores de energia, o redutor de level de asteroides, o item que troca o tipo dos asteroides dentro outros. O jogador pode carregar até 2 destes itens especiais ao mesmo tempo.

Segunda parte; com o LB é possível capturar e absorver meteoritos pequenos (que por sua vez recuperam o HP de Plutobi e podem ser acumulados até o máximo 5 para uso conjunto) e também para capturar um asteroide elemental por vez (que pode ser usado contra outros asteroides mais poderoso, defesa e para atacar – causando mínimo dano – os chefes de fase). Para fazer a captura destes itens, não basta apertar o LB, mas é preciso passar com alvo (controlado pelo direcional esquerdo) por tais objetos de cenário. Com o RB o jogador pode usar um pequeno turbo de velocidade, deixando Plutobi mais veloz temporariamente.

Terceira parte; a movimentação de Plutobi se dá quando ele segue a seta (que lembra um alvo circular) que é controlado pela jogador com o analógico esquerdo. Para crescer e ficar mais forte, você deve absorver os asteroides elementais (fogo, metal, água e solo), onde cada botão (Y, X, B, A) serve para alterar o elemento que será absorvido por Plutobi. Quando os 4 elementos são absorvidos até atingir 100% de cada um Plutobi sobe de level, aumentando sua massa corporal, ficando assim maior e mais forte.

Existe porém um viés nesse sistema. Plutobi toma dano se o jogador estiver estabelecido um certo elemento (como água) e absorver um elemento diferente (como metal). É preciso absorver o elemento selecionado pelo controle, ou o elemento que domina um elemento mais fraco, como água que domina fogo.

Então, podemos equiparar estes elementos funcionando como uma espécie de jogo de pedra, papel e tesoura. Se você absorver o elemento com o elemento que é forte contra ele, por exemplo fogo contra metal, o aumento de massa de Pluitobi para o elemento em questão (no caso, fogo) é maior.

Talvez possa parece perda de tempo explicando controles em uma análise, porém é esse o pulo do gato para gostar ou não de Plutobi. O game só passa a ser acessível quando o jogador consegue entender estes controles e suas regras. Caso contrário o game pode se tornar realmente frustrante. E para o jogador brasileiro, estas instruções podem se tornar ainda mais confusa pelo simples fato do game estar totalmente em inglês.

E a dificuldade?

Pois é meus amigos, admito que não consegui passar para o segundo mundo do game no período de duas semanas em que fiquei testando Plutobi. Não por ele ter defeitos ou bugs, longe disso, mas pelo seu alto nível de dificuldade. Cada mundo consiste em 7 estágios, incluindo duas batalhas com sub-chefes e as demais com temáticas variadas (sobreviver por um certo tempo, subir x vezes de level, coletar itens específicos etc), finalizando essa jornada com o confronto contra um dos famosos planeta do Sistema Solar (o primeiro é Mercúrio).

Só há um detalhe: o jogo não salva entre estes sete estágios até a batalha final contra o planeta principal do sistema solar. Não existe qualquer tipo de checkpoint. Se você perder precisa começar o ciclo de sete fases desde o começo. O desafio é tão grande que apenas 7,06% dos jogadores de Plutobi no Xbox One conseguiram desbloquear a conquista de vencer o primeiro mundo no momento em estas impressões estão sendo publicadas. Marte, o segundo mundo do game? 2,35% venceram. Isso segundo os dados mostrados no sistema de conquista do console…

E ainda tem mais uma coisa, a dificuldade do jogo aumenta conforme o jogador tenta facilitar a sua vida. Por exemplo, na primeira fase você pode ficar subindo o level de Plutobi até quanto quiser, mas na próxima fase, os “inimigos” (no caso o level dos asteroides – Plutobi só pode absorver aqueles que estão em seu mesmo level) vão estar sempre níveis acima do seu.

Logo dar uma de esperto e tentar subir o level de Plutobi desenfreadamente acaba por somente dificultar ainda mais a sua jornada, levando em conta com isso o fato de não haver salvamento dentro das 7 fases do mesmo Mundo. Tive a impressão que a batalha contra Mercúrio é um pouco mais suave quando se chega nele com um level mais baixo.

Em determinados momentos conseguir absorver os asteroides, desviar dos outros (seja elementos diferentes ou em níveis acima do de Plutobi) e ainda enfrentar o chefe de fase pode ser tornar algo totalmente insano e confuso de se ver na tela da televisão. É comum se desorientar um pouco.

Mas nem tudo são espinhos, quando você derrota qualquer um dos “sub-chefes” você recebe uma joia (gemstone) que pode ser equipada para a próxima jogada e não é perdida com sua derrota na batalha final contra Mercúrio. Estas joias permitem melhorar alguns dos status do Plutobi, como mais vida ou melhor velocidade. Porém só é possível equipar cinco joias simultaneamente.

Existe um detalhe que não consegui presenciar, mas fui informado. Ao vencer um planeta do Sistema Solar, um novo é habilidade no mapa do game. Caso o jogador seja derrotado e morra nesse segundo planeta, não se faz necessário começar tudo novamente. É possível continuar a partir do novo planeta destravado.

Isso é bom, porém ainda fica a crítica do game ser bem difícil e não ter sequer opção de escolher o nível de para aqueles que ficarem presos em qualquer ponto do game. Talvez fosse mais divertido se o jogo tivesse todos os planetas habilidades desde o começo, deixando Plutobi escolher qual enfrentar (talvez depois de uma fase tutorial), como um game do Mega Man normalmente faz.

Ao terminar um planeta, o jogador adquire pontos de upgrade que podem, junto com as gemstones, melhorar o nível dos status de Plutobi. Porém estes pontos só são obtidos ao vencer os setes estágios do mundo do jogo. Se for derrotado antes do ciclo de fases, estes pontos são perdidos.

Vale a pena?

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”

Sério, acho muito difícil você não se identificar com Plutobi e esta vontade de mostrar aos outros que você não é menos que ninguém. Além do que mesmo sendo derrotado você vai jogar mais uma vez, e depois outra e mais outra. Mas é claro que se o jogo permitisse prosseguir por suas fases de forma mais amigável ao invés de ter que tudo novamente facilitaria em muito a jornada do jogador ao lado de Plutobi.

Plutobi: The Dwarf Planet Tales é um daqueles indie games que pode soar frustrante para muitos jogadores que não curtem um desafio elevado, ou que gostem de avançar pela insistência e repetição de estágios. Ele é divertido para aqueles que gostam do desafio e da proposta justamente de ser rápido e preciso nos controles. É um puzzle game de agilidade, e para tal se faz necessário gostar desse gênero.

A maior crítica certamente ficar na parte da acessibilidade de suas mecânicas. Não é fácil entender todas as regras do game de cara. A ausência de um sistema de checkpoint ou opção de níveis de dificuldades certamente assustam um pouco. Porém depois que se pega o jeito, Plutobi pode se tornar um daqueles títulos em que você se sente vitorioso por conseguir progredir um pouco nele.

Ao todo Plutobi: The Dwarf Planet Tales possui cerca de 63 estágios divididos em 9 mundos (equivalentes ao Sol e os oito planetas oficias do Sistema Solar). Cada um com suas peculiaridades. Entretanto é difícil mostrar mais quando o game não torna seus estágios acessíveis para jogadores que não querem se matar por horas e horas a fio só para passar um único planeta do game. Faltou um melhor balanceamento nesse sentido.

Galeria

 

Boa brincadeira com astrologia
Curva de aprendizado é um pouco árdua
Dificuldade elevada, pode frustar e travar o avanço do game
Visual charmoso, porém um pouco simples
Mecânicas e jogabilidade requerem ser ágil nos controles
Vai ter que jogar várias e várias vezes alguns trechos

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Paulo Roberto L. S.

Gamer desde o antigo Master System 3. Leitor de HQs (Marvel/DC) e de Mangás, como atividades extras me dedico a treinar Pokémon e sair em busca de conquistas e troféus.
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