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Análise DLC | The Crown Tundra – Pokémon Sword & Shield

Disponível para Nintendo Switch

The Crown Tundra expande mais um pouco da experiência de Pokémon Sword & Pokémon Shield, ao trazer uma nova área para o mundo de Galar, exatamente como aconteceu com o primeiro DLC (The Isle of Armor). Temos novamente o retorno de muitos Pokémon (aproximadamente 120 retornos confirmados) dos jogos antigos e um detalhe, todos os lendários que estavam “sumidos” deram as caras desta vez. O que é um prato cheio para os treinadores Pokémon.

Há, mais uma vez, que lembrar que não existe possibilidade de comprar The Crown Tundra individualmente, e que ambas as expansões fazem parte em conjunto do pacote Expansion Pass. Além disso, estas expansões se fazem obrigatório que o jogador tenha cópia (física ou digital) ou de Pokémon Sword ou de Pokémon Shield. E ainda mais importante: existe um Expansion Pass próprio para cada versão do jogo. Há um Expansion Pass para Pokémon Shield e um Expansion Pass para Pokémon Sword. É preciso tomar cuidado para não adquirir o DLC de uma versão contrária a que possui.

Últimas informações antes de dar o pontapé inicial da análise são que The Crown Tundra foi lançado agora, no último dia 22 de outubro e completa o Expansion Pass de Pokémon Sword & Shield. O primeiro conteúdo, Isle of Armor, foi lançado em 17 de junho deste ano. Pokémon Sword & Shield é um lançamento exclusivo para o Nintendo Switch, e está disponível para compra digital na eshop Brasil.

As geladas terras de Crown Tundra

Chegar a área destinada as novas aventuras é tão simples como foi ir para a Isle of Armor. Basta chegar à estação de trem de Wedgehurst e usar o Crown Pass para pegar o trem. Desembarcando lá, já somos recebidos pela cientista que vai atualizar nossa dex para que possamos catalogar os novos/velhos pokémon que vamos encontrar. Digo novos e velho pois teremos 5 adições a já extensa Pokedex, totalizando assim 898 pokémon existentes nesse universo, sem contar algumas formas exclusivas das terras geladas ou obtidas por meio de itens somente conseguidos na nova região.

Após essa ida de trem, o jogador poderá voar para cá quando bem entender, igual podemos fazer para ir novamente a ilha da primeira expansão. Aproveitando, fica um aviso: para quem já recebeu o título de campeão de Galar os Pokémon selvagens aqui chegam do level 60 pra cima. Chega até a ser estranho encontrar, por exemplo, Nidorino e Nidorina em nível alto assim logo de cara, mas as regras na Wild Área são diferentes e admito que curto essa doideira de encontrar pokémon de nível alto e poder continuar subindo o level dos meus pokémon.

Levar sempre em sua equipe um pokémon que consiga causar dano sem derrotar esses pokémon é uma mão na roda para as capturas. Recomendo levar algum com Super Fang (causa dano igual a metade da vida do Pokémon adversário no momento do ataque, em uma sequência de 4 ou 5 golpes você reduz a vida de qualquer Pokémon ao nível de facilitar a sua captura). Usei esse movimento até para lendários, mas isso é conversa para daqui a pouco.

Sem batalhas de treinadores e um novo torneio

As batalhas entre treinadores Pokémon são uma das grandes características dos games e da franquia como um todo, mas aqui existe somente uma em toda a DLC. Chegando em Crown Tundra você logo já é intimado para uma batalha contra Peony, após ele ter um pequeno desentendimento com sua filha Peonia e você acabar se envolvendo no bolo devido a uma atitude de guria. Como não somos de recusar uma boa batalha, vamos pra o pau. Após ela nada de treinadores saltando em seu caminho, as únicas batalhas que teremos aqui será contra outros pokémon selvagens, e contra os lendários.

Concluir a jornada por Crown Tundra vai abrir novas batalhas, porém não nas terras geladas da DLC. Após concluir todo o modo “história” do DLC (que consiste em pegar mais de 10 lendários, concluindo assim as missões respectivas eles), Leon – o antigo campeão de Galar, vai te ligar e pedir que encontre com ele em Wyndon. Chegando lá, descobrimos que enquanto passeávamos pela Isle of Armor, Leon criou um novo torneio, que leva o nome de Galarian Star Tornament, que  consiste em batalhas chamadas multi-battle, a qual teremos que escolher um parceiro e encarar outras batalhas contra duplas. Leve em conta que dentre as opções de escolha para sua dupla estão os líderes de Ginásio de Galar, assim como as novas amizades feitas em Isle of Armor e ao longo da história do jogo principal. O que explica o acesso a este torneio somente após fazer tudo o que o jogo tem a oferecer, tanto na campanha principal, quanto nos dois DLCs.

Um fato interessante é que os treinadores vão ficar fazendo comentários uns aos outros, e dá para encontrar várias “tretas” entre eles, como críticas de moda, quanto a troca de especialidade de Pokémon e muito mais. Saber um pouco da língua inglesa vai ajudar o entendimento e deixar você com aquele pensamento: “baaaa ele falou isso mesmo, quero ver a resposta…” é engraçado e é algo que deixa o jogo mais humano, pois a gente sabe que coisas assim acontecem em grandes desafios e dão aquela apimentada nas disputas.

Dynamax Adventures – Ou seria “Lendários Adventures” ?

Uma das novas mecânicas presentes agora em Crown Tundra são as Dynamax Adventures, disponíveis logo no começo da nova DLC. Na verdade, o jogador vai junto de Peony em busca de sua filha Peonia até uma caverna, lá conhecemos mais uma cientista que nos avisa sobre essas aventuras. Peonia foi em uma Dynamax Adventure e Peony sai correndo loucamente atrás da filha, cabe ao jogador sendo a voz da razão nessa loucura de pai e filha, ir encontrar essa dupla.

O que temos aqui é uma espécie de labirinto onde a cada parada temos opções de Dens, onde vamos encarar os pokémon em forma Dynamax. Podemos jogar essa aventura sozinhos, como nas Dens na Wild Area, ou jogar com pessoas online. A pegadinha aqui é que você não pode escolher um pokémon seu, você vai pegar um pokémon alugado dentro de uma opção que sempre muda. Ao derrotar um pokémon e pegar o mesmo, você pode escolher trocar o seu alugado pelo capturado… ou não. Caso não pegue talvez alguém dos outros treinadores possa pegar ele. Se estiver jogando com a CPU eles podem ou não ficar com ele caso você desista de troca, já com pessoas online, a preferência é de quem chamou para a Dynamax Adventures.

Após cada batalha vamos ter que escolher entre caminhos próximos, direita, esquerda ou centro. Não é permitido voltar e nem saber qual Pokémon estará a sua espera. Somente o tipo principal dele, elétrico, fogo, água e assim sucessivamente. A vida e os golpes usados não são recuperados, então cuidar e pensar no futuro se torna uma regra.

Em alguns pontos temos paradas onde recebemos itens para restaurar atributos dos pokémon e/ou cientistas que vão oferecer um outro pokémon alugado aleatório em troca do seu atual. Chegando ao final teremos um único caminho que vai nos levar a um pokémon lendário. Muitos treinadores reportam que o primeiro a aparecer é o Suicune, e para mim também foi, só que não consegui capturá-lo. Se o jogador tiver seu pokémon derrotado 4 vezes até o final ou se 4 pokémon forem derrotados em uma única Den a aventura termina, independente de termos pego ou não o lendário.

Eu não consegui pegar o Suicune, mas não precisei me preocupar. Agora o caminho para Suicune se tornou uma Adventure selecionável a qualquer momento, ou então posso escolher um aleatório que vai me levar a outro lendário. Um ponto positivo é que a captura do lendário, caso esteja enfraquecido é 100% garantida. Em uma Dynamax Adventure online os 4 treinadores pegam o Pokémon e algum deles pode ter a sorte de receber o lendário em sua forma Shiny (cor alternativa). A possibilidade de se capturar mais do mesmo lendário surge do fato de você ser convidado para uma Dynamax Adventure de algum lendário que você já tenha capturado em seu jogo. Ao final da Dynamax Adventure, o jogador pode escolher para ficar somente com 1 dos pokémon capturados nas dens pelo caminho, o que inclui aí o lendário encontrado no final.

A cada Dynamax Adventures concluída com sucesso se ganha um novo item chamado Dynite Ore, que vai funcionar para realizar trocas por outros itens e inclusive abrir Dynamax Adventures exclusivas conversando com Peonia, além de ser a única forma no momento de conseguir o cobiçado Ability Patch – item que permite liberar a Hidden Ability de um Pokémon que não a possua. Isso é claramente focado no mundo competitivo de Pokémon, por abrir assim novas possibilidades para usos de Pokémon perfeitos em seus atributos, mas que não contavam com as “habilidades secretas”. Agora, juntamente com os outros itens disponibilizados ao longe de Sword & Shield, treinadores focados no modo competitivo podem fazer milagres com pokémon classificados como “não perfeitos”. Para os jogadores padrão não é algo que vá mudar suas vidas, mas para quem joga Pokémon no cenário competitivo, isso abre novas portas.

Por fim, acredito que o modo Dynamax Adventures tende a crescer com o uso do online, aonde teremos outros jogadores reais dividindo a dificuldade com você, realizando um verdadeiro trabalho de equipe. Até o momento deste review não havia encontrado Dynamax Adventures com vagas para participar, mas é algo que vai ir aumentando com a disponibilização de novos Dynamax Adventures e do maior número de pessoas jogando. Deu que nenhum amigo meu estava com vagas abertas para participar de suas Adventures e não consegui encontrar pessoas online nos horários que tentei. Pensando na comunidade brasileira, e na qualidade de nossa banda, e de muita gente sequer ter o serviço Online da Nintendo, entendo porque está sendo dificil encontar. Ao menos a opção se faz presente.

A liberdade da exploração

Ao longo dos anos Pokémon foi se modificando e juntamente com ele seus jogadores. Sou um treinador das antigas, comecei lá no Pokémon Red/Blue, e venho seguindo no mundo Pokémon desde então. Já perdi as contas de quantos pokémon capturei ao longo da vida, quantos derrotei em batalhas e de quantas vezes me surpreendi com as aparições dos lendários. As músicas temáticas de grandes batalhas e os sustos ao encontrar certos pokémon shiny sem esperar por eles. O único Feebas que pesquei até hoje foi justamente um Shiny – Feebas era um Pokémon difícil de ser encontrado e imaginem a dificuldade de achar um e ele ser Shiny ainda. Levo desde sempre para todos os jogos meu Milotic shiny, ele pode não ser recomendados para o mundo competitivo, mas tem um apelo na minha coleção por essa história verdadeira ter que ser repassada quando possível.

Não possuir uma história fixa que te limite aonde ir, e o que fazer, talvez seja uma decisão questionável para muitos que irão se aventurar em Crown Tundra. Conforme já mencionei, não temos batalhas de treinadores pokémon, o que nos coloca em uma jornada pelas terras geladas de exploração, conhecimento e busca. Onde descobrir os enigmas das histórias contadas e sair na busca pelos pokémon descritos nelas (os lendários) torna a falta de batalhas de treinadores algo que não vai fazer tanta falta assim.

Crown Tundra possui também áreas verdes, onde a neve não chegou ainda. Tanto as áreas verdes quanto as brancas de neve nos presenteiam desde o começo com pokémon poderosos e até então indisponíveis para captura em Sword & Shield. Estar andando e dar de cara com um Nidoking correndo em sua direção ou observar um Metacross voando não tem preço. Você é chamado para a batalha, para a tentativa de captura e vai aprender que podemos temer novamente uma derrota para pokémon selvagens. Mesmo tendo uma equipe toda em LV 90 você pode passar trabalho nas lutas contra os lendários, principalmente contra o Pokémon Rei de Crown Tundra, mas não vou revelar nomes para não dar spoilers e acabar estragando a sua jornada.

Um ponto a ser mencionado aqui é que antigamente vários pokémon somente eram obtidos por meio de fósseis. Você achava o fóssil, levava a um laboratório específico e tinha o pokémon ressuscitado do fóssil. Isso até mesmo estava disponível na campanha principal de Sword & Shield. Só que em Crown Tundra as coisas são diferentes, sendo possível encontrar pelos campos do jogo pokémon como Aerodactly, Kabutops, Aurorus, Tyrantrum e Armaldo. Não existe uma explicação lógica para este fato, mas a lógica nem sempre deve ser respeitado quando queremos agradar aos fãs da franquia.

Todas as partes marcantes das missões tem cenas animadas impressionantes e muito bem feitas, levando-se em conta que elas se adaptam ao seu personagem e as roupas utilizadas pelo mesmo. Chegar a parte onde encontramos os 3 pássaros lendários em suas formas da região de Galar já é algo especial, mas e quando no meio da animação eles percebem a sua presença e você fica sem saber o que fazer? Depois disso eles se separam, se espalhando por toda a região de Galar, o que te leva a terras já conhecidas, incluindo uma passada pela Isle of Armor, local escolhido pelo novo Zapdos para ser seu refúgio. Note que Zapdos, Articuno e Moltres não são os mesmos lá da primeira geração (como podemos ver em Pokémon Pikachu/Eevee Go). Eles estão com novos tipos, novo visual e novas atitudes – Zapdos está bem sinistro e agora é do tipo voador/sombrio, combinação até então exclusiva de Yveltal, um dos lendários da região de Kalos.

Para os fãs mais antigos, temos a volta dos Zubat infestando cavernas em Crown Tundra. É algo engraçado para quem se lembra dos primeiros jogos, onde a cada três pokémon que apareciam para batalha dois eram Zubat. Detalhes pequenos e que podem parecer bobos, mas que trazem um algum grau de nostalgia para os jogadores das antigas. Tenha em mente uma coisa: você vai se perder andando por Crown Tundra e isso não é ruim.

Você vai sair do seu caminho ao ver alguma coisa que vai chamar sua atenção, pedindo para ser visitada, ou vai dar de cara com os templos dos Regis (e eles estão fechados, descobrir como abrir suas portas requer um pouco de atenção e o entendimento básico da língua inglesa e do mundo Pokémon para fazer as “referências” corretamente), outros pokémon que estavam sumidos a algum tempo e estão de volta. Lembrando que temos quatro pokémon que estão disponíveis nas duas versões do game, mas que o jogador somente poderá escolher dois deles. Teremos dois Regis novos e mais dois lendários, caberá ao jogador fazer a escolha de qual deles vai capturar para sua coleção, o que força mais uma vez a troca e negociação com outros jogadores para pegar todos.

Considerações finais

Jogos Pokémon contarem com pacotes de expansão provavelmente vai ser a nova tendência para o futuro da franquia. Apesar de que em Sword & Shield veio como uma forma de aplacar a fúria dos fãs com o conteúdo considerado “raso” por muitos e para disponibilizar mais dos pokémon preferidos dos fãs. Se bem que mesmo com as expansões vários pokémon continuam desaparecidos e ainda não temos uma previsão de como e se vão estar disponíveis algum dia para a versão Sword & Shield.

As Dynamax Adventures foram uma boa forma de disponibilizar pokémon lendários como recompensa para algo maior e que exige dedicação. Particularmente até gostaria de ter aproveitado mais ao ponto em que estou escrevendo a análise, mas usar Pokémon emprestados e jogar com os NPCS (personagens controlados pelo jogo) pode ser algo bem problemático. Chegar a um lendário com pokémon de tipos com desvantagem e com a “ajuda” dos treinadores NPCS (que nem sempre fazem uso apropriado de golpes e habilidades, como atacando um pokémon aquático com golpes de água) pode ser frustrante para quem já é um treinador com mais experiência.

Acredito que as Dynamax Adventures podem crescer com o uso do modo online e da possível disponibilização de novas “aventuras” em eventos periódicos. Poder jogar online e ter a ajuda de amigos ou desconhecidos para dividirem a dificuldade do desafio e lhe ajudar na captura de pokémon lendários me faz lembrar das raids de Pokémon Go. A ideia é interessante, mas esta funcionalidade no modo single player deixa a desejar e limita a experiência ao jogador veterano. Para crianças e novatos na franquia, penso que seja uma modalidade que divirta bastante.

Enxergando tudo o que a nova expansão tem a oferecer, e como treinador Pokémon há vários anos, gostaria de deixar um conselho para você que está em dúvida se vale a pena ou não embarcar no trem e chegar em nesta nova região: pare de fazer o que estiver fazendo, passe no centro Pokémon mais próximo, comprei várias pokébolas, pegue novamente sua mochila, sua roupa de explorador e venha para as terras geladas de Crown Tundra você também.

Galeria

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Dando uma nota

Formas regionais dos 3 pássaros lendários são um show a parte - 9
Dynamax Adventures disponibilizam várias lendas do mundo Pokémon - 8
Missões que lhe fazem explorar Crown Tundra e que não entregam tudo de mão beijada - 9
Retorno de vários pokémon famosos da franquia - 8
Galarian Star Tornament é um ótmo conteúdo pós-game - 9
Sistema que envolve o desbertar das Hidden Ability deve agradar os fãs do cenário competitivo - 9
Mais uma vez, a expansão dá uma ótima liberdade de exploração ao jogador - 8.5

8.6

Ótimo

The Crown Tundra acaba por ser mais uma expansão de respeito para Pokémon Sword & Shield. O conteúdo apresentado disponibiliza ao mesmo tempo novos pokémon, traz de volta antigos e para a alegria de muitos devolve lendários indisponíveis até então. A DLC apresenta uma funcionalidade a parte dedicada exclusivamente para a captura dessas lendas. Para os amantes das batalhas temos um novo torneio multi battle e usando do artifício de dar pouca informação de mão beijada, o que acaba incentivando o jogador a sair e explorar o novo ambiente, encontrando assim informações para a descoberta de novas áreas, pokémon e funcionalidades.

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Paulo Roberto L. S.

Gamer desde o antigo Master System 3. Leitor de HQs (Marvel/DC) e de Mangás, como atividades extras me dedico a treinar Pokémon e sair em busca de conquistas e troféus.
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