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Análise | Crown Trick

Disponível para Nintendo Switch & PC

Crown Trick é uma viagem para o Reino dos Pesadelos, uma jornada heroica turno a turno em um jogo independente com gráficos lindamente desenhados a mão. O título é uma produção da NEXT Studios, sendo distribuído pela Team17. Seu lançamento aconteceu ano passado, em outubro, somente no Switch e PC, ainda sem previsão de quando o mesmo será lançado em mais plataformas.

O jogo é um roguelike RPG com exploração de masmorras criadas proceduralmente em meio a batalhas de estratégia por turno, a qual o inimigo só realiza uma ação após o jogador também realizar sua ação, incluindo aí a própria movimentação que se faz dentro da dungeon, que assim funciona como tabuleiro. Ou seja, os inimigos só andam se você andar, assim como demais ações, incluindo lhe atacar.

Outro fator que certamente se destaca na apresentação inicial de Crown Trick é a parte gráfica, seguindo um estilo de visual desenho animado 2D, todo desenhado à mão, com a adição de um bela animação tradicional que serve justamente como abertura ao título, apresentando sua protagonista, alguns inimigos e o mundo da história em si. Ser visualmente charmoso no instante em que se inicia o jogo é sempre um ótimo ponto positivo.

Confie… na Coroa?

Crown Trick tem início quando Elle, uma jovem humana, acorda já dentro do Reino dos Pesadelos. Meio sem entender aonde está, o primeiro ser que Elle encontra é uma Coroa falante, de um único olho. A Coroa lhe diz que a jovem é a heroína escolhida, que é seu destino ajudar este reino, que está cedendo ao caos e destruição. Aparentemente só ela pode consertar tudo, ainda que a própria Elle se questione que talvez a Coroa não esteja lhe dizendo tudo que há para se saber.

Esteticamente Elle usa uma espécie de capa que cobre ambos os braços, não deixando que o jogador veja se ela possui braços e mãos. É um ponto curioso, pois a Coroa acaba se aliando a Elle, dizendo que ajudará a jovem com o manejo das armas, que passam então a levitar ao seu lado. Será uma escolha apenas de design? Para poupar os animadores de animar seus braços e mãos em meio a mais de uma dezena de armas diferentes? Independente disso, tenho que dizer que é uma solução bem competente. Seria mais estranho se tivessem os membros superiores a vista e ainda assim as armas levitassem ao seu redor. Fora que é um elemento narrativo que serve perfeitamente para colocar a Coroa sempre presente na jornada de Elle.

Após isso, outros elementos da história e desse mundo vão sendo inseridos aos poucos, ao encontrar novos personagens nas masmorras, assim como documentos em texto que geralmente são liberados em baús de chefes de mundo. E cabe aqui os elogios do game estar completamente localizado em português, com diálogos em texto, assim como os menus principais e todo tipo de ficha de informação de armas ou o bestiário com todos os inimigos que você já encontrou. Isso torna o título super acessível ao nosso mercado. Especialmente no Nintendo Switch, que ainda insistem em ter grandes lançamentos para a plataforma sem opção para nosso idioma. – pena apenas que o título não tenha sido lançado até o momento na eshop br.

Em todo caso, a trama de Crown Trick não é um dos pontos fortes do jogo, mas nem por isso é um ponto negativo. Ela é o suficiente para criar um universo intrigante, cujo seus mistérios vão sendo revelados aos poucos. E narrativa casa com jogabilidade, justificando diferentes ambientes, inusitados inimigos e até mesmo os NPCs encontrados durante a exploração, outras pessoas também presas nesse reino. Aliás, para Elle entrar nas masmorras, ela precisa dormir em uma espécie de esconderijo da Coroa, quase como uma versão do filme Inception (A Origem). Como se Elle viajasse em camadas de sonhos representados pelos andares das masmorras, tirando as pessoas de lá e levando-as para o lugar seguro criado pela Coroa.

Pense antes de andar

O grande trunfo de Crown Trick é justamente o momento de exploração das dungeons, com suas câmaras criadas aleatoriamente a cada reinício da aventura, afim do labirinto ser impossível de ser decorado. É neste momento que entra a cautela e a estratégia de se mover somente quando tiver certeza do que quer fazer. A Coroa até mesmo justifica esse elemento dentro do jogo, dizendo que o tempo dentro desse mundo é diferente do que Elle está habituada, a qual aqui o tempo reage a forma como ela reage ou se movimenta. Estar parado significa que o mundo a seu redor também está parado.

Pense em uma jogabilidade que se assemelha um pouco a títulos como Chocobo Dungeon ou Pokémon Mystery Dungeon, dois títulos que inclusive possuem ótimas versões disponíveis para o Nintendo Switch. O ambiente é formado por pequenos quadrados que formam a casa desse tabuleiro. Realizar uma ação é basicamente encerrar seu turno, permitindo o turno dos adversários. Entretanto há alguns movimentos que não são passíveis de encerrar o turno, como virar o personagem dentro de seu eixo sem sair de seu quadrado, o que normalmente se faz para virar seu ataque a um inimigo que nem sempre vai estar na sua linha frontal.

As opções de movimento são limitadas em quatro pontos: esquerda, direita, baixo, cima. Não dá para andar na diagonal. Entretanto há um recurso chamado de salto, um movimento especial limitado ao uma certa quantidade de uso. Esse salto te permite pular diversas casas dentro de raio específico, sem que seu turno se encerre. Útil para quando os inimigos estão colados ao seu redor, dentro do raio de ataque dos mesmos. Mas como disse, esse recurso é limitado e, quando esgotado, leva um tempo para recarregar.

Ao entrar em uma câmara, o jogador não pode sair dela enquanto não eliminar todos os inimigos. Alguns destes lhe detecta automaticamente, enquanto outros não fazem nada enquanto você não os atacar ou se aproximar. Ao ser detectado, o inimigo passar a ir em sua direção a cada tudo, sendo que a melhor estratégia é não deixar estes lhe cercarem ou ficarem colados em você com nenhum quadrado livre entre ambos. Os inimigos podem ser tão devastadores quanto o jogador normalmente fica após algumas partidas.

Tática ao escolher sua arma

Outro elemento muito forte de Crown Trick diz respeito as mecânicas envolvendo as várias classes de armas presentes para o jogador escolher. Porém vale alertar que Elle só pode portar uma única arma. Ao iniciar o gameplay são dada duas opções ao jogador, e mesma que a seleção seja diferente e aleatória a cada partida, as armas tendem a serem de classes diferentes.

O que muda no estilo de combate diz respeito ao poder de alcance destas armas na hora do ataque. Há armas brancas e armas de fogo. Rifles de sniper podem acertar os inimigos até 4 casas à frente do jogador, alcançando assim uma boa distância, mas após serem utilizadas três vezes, precisam de um turno para serem recarregadas. Mas há também lanças que acertam até 2 casas frontais, permitindo atacar um inimigo duas vezes antes que ele pare em uma casa ao lado da sua. Já o machado tem um raio de alcance 360 graus em torno de todas as casa em que que está se posicionando, sendo ótimo para acatar inimigos que se aproximem vindo de qualquer direção, e mais de um por sinal. Há também a espada, que pode atacar 3 casas verticais em relação ao ponto de posição do jogador.

E não fica apenas por isso, ao longo das diversas partidas, outras classes vão surgir, como luvas golpeadoras, espingardas, lanças, espadas duplas entre mais algumas opções. Cada um destas armas utiliza de uma regra própria, tanto para alcance quanto para dano. Além disso as armas possuem raridades, das comuns as lendárias, que determinar os status de ataque e defesas das mesmas, assim como alguns atributos especiais, como envenenar oponentes ou criar combos de ataques com dano duplica e até triplicado.

Ao longo das partidas, diferentes armas vão sendo apresentas ao jogador, por meio de baús encontrados pelas masmorras, permitindo assim que você vá trocando e se adaptando conforme a necessidade de cada ambiente, que pode variar entre inimigos que preferem atacar mais próximos, assim como os que atiram coisas a distante.

No geral, prefiro utilizar armas que atacam pelo menos a uma casa de distância de onde Elle de encontra, impedindo assim que os inimigos me cause dano diretamente após meu ataque. Todo inimigo tem um escudo de defesa, que se quebrado o nocauteia por alguns turnos. Armas de curto alcance tem um pontuação de quebra maior do que armas que atacam a distância, porém são raras as armas de proximidade que quebrem o escudo com um único turno de ataque, exigindo que o jogador faça algo a distância primeiro, normalmente com as magias que Elle também detém e que já irei explicar no capítulo à seguir.

Dois Familiares para chamar de seu

Enquanto as armas podem ser utilizadas quantas vezes o jogador desejar, sem quebrarem ou se desgatarem, a um custo de um turno, Elle também tem dentro de seu repertório de possíveis ataques magias adquiridas de certos monstros que são encontrados ao longo das partidas. Quando estes são derrotados, eles se tornam um familiar, uma entidade que concede magia ao jogador. Este desbloqueio faz parte da progressão permanente do jogo, ou seja, ao derrotar uma criatura e ela se tornar um familiar, esta criatura estará para sempre disponível ao iniciar novas partidas.

Cada familiar lhe concede duas habilidades, que podem ser utilizadas em combate, sob o custo de um turno, e assim como consomem parte de uma barra de magia (mana, MP) que o jogador possui. Ao iniciar uma partida é possível escolher um familiar, mas ao longo da mesma o jogador irá encontrar salas em que poderá recrutar um segundo familiar, assim como essa mesma sala irá voltar a se repetir em cada novo ambiente avançado, dando ao jogador a chance de trocar os familiares já selecionados. Com dois familiares selecionados, o jogador terá quatro habilidades de magia para escolher e utilizar.

São justamente as habilidades que o jogador precisa mesclar aos ataques com armas para impedir que os inimigos se aproximem demais e lhe causem danos. Estas magias envolvem normalmente ataques elementais, como fogo, água, veneno e afins. Algumas habilidades são sobre atacar diretamente os inimigos, enquanto outras são sobre preparar armadilhas em algumas casas para redirecionar ataques mais poderosos perto destes locais. Um barril que pode explodir ou uma barreira d’áqua que cresce a cada turno são dois exemplos.

Por falar nisso, as masmorras de Crown Trick estão repletas de terrenos que podem interagir com certos ataques. Terrenos molhados vão se eletrificar com uma habilidade elétrica, causando dano a todos que estejam com seus pés na água, incluindo o próprio jogador. O mesmo acontece com terreno com óleo, que incendeia por completa utilizando uma magia de fogo. Magia de veneno também pode criar terreno em que os inimigos ficam envenenados ao passar.

O ponto a se elogiar dessa mecânica das habilidades é que o jogo incentiva seu uso a cada sala explorada dentro da masmorra. Como trata-se de um elemento essencial para o combate, a qual nem sempre pode ser resolvido apenas com a arma em que o jogador está em posse, é preciso gastar sua barra de habilidade sem ficar com dó do que pode vir a ser encontrado na próxima sala. Para isso a Coroa recarrega totalmente sua barra de magia assim que entrar em uma nova sala. É uma ótima estrutura, para deixar o jogador pensar taticamente sala a sala, sem ter que guardar seu poder de ataque para momentos unicamente de aperto.

Melhora a cada nova tentativa

As vezes me pego surpreso pela quantidade de vezes que venho aqui no site escrever sobre um jogo independente do gênero roguelike/roguelite, a qual parte dos elementos que compõem o gameplay é reformado aleatoriamente a cada tentativa. Parte porque a fórmula é muito igual no escopo amplo, porém é nos pequenos detalhes que estes jogos acabam me conquistando. Isso os tornam diferentes uns dos outros. Cronw Trick faz, com o perdão do trocadilho, esse “truque” também.

Sua estrutura mais marcante sem dúvida são as batalhas táticas por turnos ao de movimentar, mas todas as demais camadas desse conjunto de elementos também é responsável por uma agradável experiência de gameplay. Por exemplo, os labirintos são criados aleatoriamente a cada partida, e apesar de sempre existir uma sala ou outra mais reconhecível, o jogo faz um trabalho realmente impressionante com o layout destes mapas. Não é fácil adivinhar a saída, ou reconhecer padrões que torne a exploração mais fácil. Surpresas sempre podem surgir.

Além disso, a cada ambiente vencido, o jogo passa a alternar dentre aqueles em que você pode iniciar em uma nova partida. Ou seja, a segunda área não é sempre a segunda área, assim como a terceira e assim por diante. Gosto quando roguelites não engessam demais sua estrutura de mundos, pois assim tornam a mundo inicial, que é a qual os jogadores acabam obrigatoriamente sempre passando a maior parte do tempo, mais maleável.

O mesmo vale para os chefes encontrados ao final de cada ambiente. Eles mudam também, e alguns são mais difíceis do que outros. E também há versões dos mesmos chefes que são mais difíceis, caso estes apareçam já mais tarde dentro da partida, tendo vencido uma ou duas áreas. E gosto como o jogo balanceia um pouco a dificuldade de cada partida com chefes difíceis e outros nem tanto. Tive uma experiência de um chefe que era uma espécie de cientista do mal a qual para causar dano era preciso desativar seu campo de força derrotando inimigos e coletando um item para tal, enquanto o terreno era cheio de laser e outras armadilhas. Um pesadelo de chefe. Na segunda fez em que fui para esta área, encontrei um outro chefe, totalmente mais amigável. Mudanças assim fazem parte da experiência com jogos roguelike, a qual a sorte do que irá encontrar faz parte da fórmula.

Dentro dessa prerrogativa de coisas aleatórias, além das armas e magias já comentadas, o jogador também dispõem de uma galeria bem legal de itens e relíquias que dão pequenas boosters ao jogador, seja em atributos para ataques ou defesas, assim como efeitos passivos, como revelar baús no mapa. É possível acumular estes itens conforme vão sendo encontrados durante uma mesma partida (e você perde todos em um Game Over). Quanto mais conseguir, maior é a sensação de “estar mais forte”.

Não só isso, algumas salas dentro das masmorras apresentam uma espécie de baús ou murais com maldições. Cumpra o que lhe for pedido, não trocar mais de arma por tantas áreas vencidas, causa 100% de dano sob o risco de morrer ao tomar um único ataque, ter a chance de reviver ao morrer uma vez e assim por diante. Há maldições fáceis de cumprir, outras nem tanto. Algumas valem a pena ativar, outras apenas loucos conseguem se manter vivo com elas ativadas. Isso muda bastante a experiência e o risco de cada partida.

Outro elementos bacana, e neste caso que mantém a sensação de progressão dentro da aventura está relacionado ao resgate de NPCs dentro das masmorras. Elle os encontrará presos em jaulas. Basta vencer todos os inimigos da sala e que este NPC será libertado. Com isso esse personagem passa a morar no grande salão, que é onde Elle vai sempre que morre dentro da masmorra. A cada partida fracassada, Elle retorna a esse salão com um item monetário que pode ser gasto em árvores de habilidades que cada um destes personagens possui, dando assim atributos e condições melhores ao jogador, permitindo que ao poucos, tudo vá ficando mais e mais fácil.

E nesse ponto Crown Trick também se sai muito bem, pois no geral é um jogo que mais oferece uma jogabilidade que diverte e entretém, do que frustrar com desafios que possam criar uma barreira de progresso. Não gosto quando roguelikes criam tal barreira, e fiquei bem feliz que não a encontrei aqui. No primeiro final de semana, que comecei o título, foram 10 horas de gameplay sem sequer sentir que fiquei tanto tempo imerso na aventura. Sempre progredindo cada vez mais, sempre testando armas e habilidades novas.

Considerações finais

Crown Trick foi, sem dúvida alguma, uma experiência que me impressionou. Admito que ao iniciar o jogo estava com baixas expectativas. Afinal são tantos roguelites no atual mercado de jogos independentes que é difícil ser surpreendido por ideias novas. Mas o título conseguiu provar sua capacidade e entrega uma proposta realmente bacana.

Seu sistema de batalha é maravilhoso, com tantas armas e combinações de magias, por meio das habilidades dos familiares, que as batalhas não enjoam ou cansam. A fórmula de andar em um tabuleiro e isso determinar o turno da atalha é muito mais dinâmico que as clássicas batalhas de estáticas por turno dos clássicos RPG. Dá um ar de nostalgia, porém sem perder o ritmo dos jogos de hoje, sempre mais acelerados.

Tudo isso envelopado em belos gráficos 2D desenhados a mão, que dão vida ao mundo proposto. Não só pela personagem, muito bem animada, mas como detalhes nos cenários, dos inimigos e dos efeitos que podem ser aplicados ao terreno em que se pisa, por meio dos ataques mágicos. É tudo muito bem cuidado, nos mínimos detalhes. Com uma trilha sonora que, apesar de não destacar muito aos meus ouvidos, combina muito bem com a ambientação proposta.

Dentro do repertório de um jogo roguelike, aqui no subgênero lite (pois existe uma certa progressão a cada fracasso), Crown Trick também faz o dever de casa e entrega um gameplay super maleável, que dá ao jogador muito pode se escolha em que arma usar, que habilidade ter, como quer progredir com os NPCs e até na experiência da área inicial da aventura, que muda conforme novas áreas vão sendo conquistas. Não é um jogo incrivelmente desafiador, ainda que entregue boas batalhas contra chefes que vão dar um frio na espinha em um primeiro momento, até que se aprenda seus movimentos. É um jogo que sabe entreter, te fazer pensar, mas sempre com aquela pontinha mais na diversão do que na frustração. Vale muito a pena jogá-lo e torço mesmo para que em algum momento deste ano possamos vê-lo em novas plataformas

Galeria

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Dando uma nota

Todo desenhado à mão, não tem como não se encantar por seu visual - 9.5
Muitas opções de armas que criam diferentes estilos de combate e táticas - 9
Ótimo sistema de habilidades (magias) por meio de criaturas derrotadas durante o gameplay - 8.5
Progressão suave, sempre se descobre ou se ganha algo novo para a próxima partida - 9
Totalmente localizado em português, nos diálogos e menus - 10
É divertido, tem alto valor de replay, mas não é tão difícil quanto se pode imaginar - 7.5
Sistema de criação procedural de elementos entre partidas manda bem, sem se repetir demais - 8.2

8.8

Ótimo

Crown Trick é um belo roguelite com batalhas táticas por turnos, a qual os inimigos se agem se você agir. O título apresenta uma ótima variedade de armas e táticas, somada um sistema inteligente de magias, e uma progressão parcial mesmo quando derrotado. Diverte e pouco frustra. Manda muito bem nos elementos aleatórias que são construídos a cada nova partida. E com um belíssimo gráfico 2D desenhado todo a mão. Super imersivo, nem se sente o tempo passando ao jogá-lo.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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