Gamers brasileiros: animem-se!

Sonha em ter um Xbox 360? Ter um Playstation 3 é uma das razões de você passar 8 horas por dia no trabalho? Balança o controle remoto da Tv fingindo ser o controle do Wii? O alto preço dos consoles/jogos/acessórios atuais torna os videogames artigos de luxo para qualquer um. E pior ainda, de certa forma acaba incentivando o mercado pirata, seja com a importação de um console ou com a compra de jogos piratas.

Não é novidade que para se ter um videogame no Brasil é preciso desembolsar uma grana boa. E por quê? Bom, uma das causas é a carga tributária aplicada aos videogames, que chega a ser três vezes maior do que em países como o Japão. Porém o Brasil é um dos locais onde jogos eletrônicos fazem maior sucesso no mundo. É a velha contradição à moda brasileira.

Segundo a ABRAGAMES (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos), antes de chegar às lojas, os videogames saem com quase 100% de taxas em tributação direta – 30% de Imposto de Importação, 50% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), 9,25% de PIS/Cofins e 18% de ICMS. Andre Penha, vice-presidente de comunicação da ABRAGAMES, explica: “É uma política tributária antiga, que buscava proteger a indústria nacional de consoles, na época da reserva de mercado”.

A recente vinda da Microsoft para o Brasil reacendeu a chama de se ter uma indústria de games mais acessível. Planos mirabolantes e projetos de lei não param de surgir, mas o processo de se colocar uma lei em vigor é um processo longo e penoso. Tem um projeto de lei (número 300/2007) em andamento que pretende incluir os videogames na chamada Lei da Informática. O objetivo deste projeto é reduzir a carga tributária que incide nos jogos e consoles permitindo assim que eles cheguem ao consumidor por preços mais baixos.

A verdade é que fazia um bom tempo que não tínhamos notícias do andamento desse projeto. Bem, até hoje. Durante o 9º Fórum Brasil – Mercado Internacional de Televisão, que está acontecendo agora em São Paulo, Sílvio DaRin, Secretário de Audiovisual do Ministério da Cultura, disse que já estão negociando com a área de Comércio Exterior para reduzir os impostos dos consoles no país. Eles também estão trabalhando no projeto de um laboratório de novas mídias, que tem como um dos objetivos criar demos jogáveis.

Bem, levando-se em conta que no site da Câmara a última movimentação do Projeto foi em 17/4/2008, isso é uma notícia excelente. Significa que ainda há esperanças de termos (em um futuro próximo, espero) um mercado de games justo.

Fontes:

CMI Brasil – Centro de Mídia Independente

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Meio-bit Games

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11 Comentários

  1. Algumas coisas que o Boddah falou são verdades:

    Videogame são artigos de luxo. Sim, eles são tanto aqui como em países estrangeiros. Sempre foi e sempre será. São mídias de entretenimentos. Nunca teremos videogames baratos e jogos baratos da maneira como gamers querem, como jogos a 50 ou até 40 reais. Isso é totalmente improvavel no cenário brasileiro. Se tem gente falando que dá para fazer isso, estão mentindo. Pode ter certeza.

    Segundo, sim a Microsoft fez o que muitos torciam que a Nintendo faria. Se instalou no Brasil e mexeu com o mercado de forma que ninguem achou que aconteceria. E tudo mundo acreditava que a Nintendo faria isso. É preciso mesmo de um projeto que barateie o console da Microsoft e os outros, pois eles sim são caríssimos. Mas a esperança de jogos reduzidos, ainda acho que levaria mais de uma década para isso acontecer, isso porque tem muita coisa envolvendo os games. Cheguei a comentar no forum NGM como é sacana esse projeto de Lei 300/2007 e como tem gente achando que ele é brilhante, enquanto ele apenas muda uma lei já existente e que também já está defasada e rascunhada por mais de 1 década. O máximo que ele fará é equiparar o valor dos games com os de PC, que custam R$ 100 a R$ 150, coisa alias que a Microsoft está muito perto disso… com games a R$ 159.

    Há muita coisa que o projeto de lei 30/2007 não alcança, como os impostos de importação que aqui em são paulo com o ICMS chegam aos ridiculos 78% tendo imposto sendo tributado em cima de imposto (o que data venia é ilegal, mas é brasil). O projeto trata exclusivamente de IPI. que para quem importa por conta propria, não muda em nada.

    Outra coisa é o fato de empresas de games tercerizadas como a Capcom não estarem instaladas em solo nacional… isso explica porque não temos Lost Planet e Dead Rising a R$ 100 e R$ 150 reais no brasil. E o projeto nada trata para trazer estas empresas ao solo nacional ou facilitar que outras o façam.

    Falta muito para melhorar o mercado brasileiro de games e não é um alteração ridicula numa lei já defasada e com prazo de expirãção (sim, a lei de informatica tem prazo de expiração, ela costuma vencer frequentemente de anos em anos) não resolvem nem 5% de nossos problemas.

    Podemos até continuar discutindo isso aqui, eu tenho muito conhecimento em torno da área juridica e legal do assunto, mas só o farei se os leitores do blog postarem e participarem.

    Sim, chantagem pura. XD

  2. Discordo em relação à atuação da Microsoft no Brasil. Eu acho a atuação da M$ muito tímida, tanto a Nintendo quanto à Sega fizeram muito mais e com um mercado bem menos favorável ao atual.

  3. Fez muito mais no passado vc diz né Mauri…na época do Master System e Nintendinho… Quando havia a Tec Toy e tal. Nessa época elas fizeram muito, só que em contraponto não tinham que concorrer com a pirataria alarmante que é hoje no Brasil e muito menos com a inclusão digital dos computadores. Era um mercado bem mais simples e fácil de disputar. Hoje em dia não é mais assim. Com base na complexidade de fatores que um console tem para brigar no Brasil frente e todas as problematicas daqui, a Microsoft vem se saindo muito bem. Seu maior erro é não conseguir instalar a Live BR para abocanhar mais jogadores. Enquanto ela não conseguir instalar isso, ela não cresce mais do que já cresceu.

    Edit: Há um outro detalhe que esqueci, tudo que a Nintendo e a Sega construiram no Brasil foram destruidos na era playstation. A Microsoft não pegou o bonde andando, mas ele reiniciu o Mercado de Games no Brasil, ela deu um reset e começou de novos, afinal as premissas e fatores de hoje são outros e nada do que a Nintendo e a Sega fez em tempos remotos podia-se a proveitar.

  4. Não tinha pirataria? Do Master System apenas, né?
    E o único “incentivo” era a Zona Franca de Manaus.
    O mercaado era bem menor e os preços tão altos como agora, baseados em caríssimos dólares. E nem existiam muitas lojas, a maioria era videolocadoras cujos donos mal entendiam o que vendiam. As informações eram escassas e pouco confiáveis. Os grandes magazines eram boas virtines, mas cobravam ainda mais caro por isso.
    Com o mesmo tempo de casa, Nintendo e Sega mantinham uma line-up mais defasada do que a da M$ atual, mas era bem mais abrangente, e a maneira com que vendiam os produtos e atendiam os consumidores era muito melhor. Olha, são épocas bem distintas, mas em termos de presença nem se comparam.

  5. É consenso entre todos que a pirataria explodiu mesmo no psone no brasil mauri, claro que existia cartichos piratas, mas eles não eram tão acessíveis assim, como tb eram produtos de má qualidade (alguns não salvavam). Sem mencionar que vc fala do fato dos jogos defasados e original com preço alto, mas em contraponto existam locadoras em todos os lugares, poderia não ter todos os games ou receberam os lançamentos tão rapidos como recebemos hoje, mas tinha-se locadoras. vc só precisava ter o console, era dificil as pessoas comprarem originais. eu vivi a era SNES com locadora, tinha apenas mario all-stars original e mario world… quem destruiu as locadoras foi a pirataria da era psone.

    Vc diz que elas atendiam melhor porque o mercado possibilitava melhor isso, conforme os fatos citados já mencionados.

    E quanto a presença, quantos anos elas ficaram por aqui… quanto tempo tiveram para crescer e aparecer… a Microsoft está em que? seu segundo ano no brasil? ou terceiro? e fez muito… quem imaginaria Halo 3 em portugues? ou mesmo Viva Pinata?

    Ela tem muito o que melhorar é óbvio, mas acho totalmente injusto comparar ela com a era de ouro dos consoles no brasil (mega e snes).

    E voltando ao assunto principal, não acredito de maneira alguma que o Projeto 300/2007 faça algo discrepante quanto a essa situação.

  6. A pirataria cresceu junto com o mercado e possibilitou que ela se tornasse mais atrativa em termos financeiros. E jogo em português não é nenhuma novidade…

    Agora o caso das regras legislativas é complicado por que a grande maioria das pessoas que estão no poder não conhecem videogame e não tem a mínima vontade de conhecer esse mercado. Esse velhos caquéticos, múmias vivem no passado!
    Ou mudam as pessoas, ou é feito um lobby, ou façamos justiça e tomamos o poder deles!
    Interessante que o sr Lulinha possui bastante envolvimento com games, bem que podia forçar o pai a tomar as rédias e fazer uma coisa que gosta: Medidas provisórias, e fazer uma a favor dos games, hauhauahau.
    Interesse político é flora!

  7. A pirataria cresceu com a mídia em CD…matou o mercado de games e o de música de uma só vez. O mercado de games podia até não ter crescido, mas ele se ferrou por aqui a partir do momento que os games passaram apara mídia em CD.

    Ouço falar desse tal filho do Lula faz anos, desde que a NGM começou há 3 anos… detalhe “só ouça falar”, porque fazer eu nunca vi esse cara fazendo…

    O Brasil precisa de uma lei reformatoria nesse mercado e não um encaixe numa lei oportunoa, eu fiz uma monografia sobre esse mercado na conclusão do meu curso de direito. Claro que ele ficou bem abaixo do esperado, afinal, faculdade privada, professores que não entendem nada, recursos bem limitados, mas precisa haver mudanças legislativas em diversas leis para o mercado funcionar e um combate agressivo a pirataria.

    Vou achar cópia dele em casa e ver se publico trechos no Blog futuramente.

  8. Sabe o que é pior Thiago, muitas pessoas vão nas “lojinhas” e consomem piratas ás vezes de maneira inocente, por não conhecerem como é o produto original. Na gameshop onde eu trabalhava cansamos de consertar controles de PS que as pessoas compraram nos camelôs ou “lojinhas” e os vendedores garantiram que era produto original. Aí eu pegava o original de verdade e mostrava as diferenças. A conscientização do que são os verdadeiros produtos também ajudaria no comate à pirataria.

    Falando no Lulinha, vc tem notícias da Gamecorp?

  9. Vc vai se impressionar se eu disser que não faço ideia do que seja Gamecorp? XD

    A NGM fez durante um bom tempo uma campanha de conscientização, hoje não somos tão agressivos, mas sempre tento ensinar as pessoas os problemas da pirataria. como estamos debatendo aqui 🙂

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