Jogando

Retrospectiva Diablo Parte II

Dando continuidade à primeira parte do artigo publicado aqui.

Lançado apenas quatro anos após seu antecessor (em 2000), Diablo II já nasceu um clássico. A Blizzard não brincou em serviço: Diablo II é maior e melhor que o original em diversas maneiras. A jogabilidade point and click continuou a mesma, mas com muitas novidades: o sistema de stamina, novos personagens, novos lugares e novas ameaças…

Não será fácil falar de um jogo que, oito anos após seu lançamento ainda tem muita gente jogando e descobrindo coisas novas, mas tentarei.

Vamos?


A história continua onde o primeiro parou: a influência de Diablo sobre nosso herói é cada vez mais forte e ele sai vagando pelo mundo. Em cada lugar que ele passa, monstros e demônios surgem misteriosamente devastando a região. É no meio desse caos e confusão que o jogo começa. Durante os quatro atos do jogo, iremos descobrindo a real causa de tudo isso. Diablo libertou seus irmãos de suas prisões: Mephisto (o Senhor do Ódio) e Baal (o Senhor da Destruição). Com os três demônios soltos sobre a Terra, o Inferno reinará na Terra. Surgem então cinco heróis dispostos a combater esse mal…

Os cinco heróis na verdade, são os cinco personagens disponíveis para o jogador escolher. Temos o Bárbaro (luta corpo a corpo), Necromancer (maldições), Maga (magias elétricas, fogo e gelo), Paladino (força e auras) e Amazona (lanças e arco e flecha). Cada um oferecia um estilo diferente de jogo, fato que sem dúvida contribuiu para o sucesso do multiplayer.

Diablo 2 divide-se em atos, quatro no caso: Rogue Encampment (Ato I), a cidade de Lut Gholein (Ato 2), Kurast Docks (Ato III) e a The Pandemonium Fortress (Ato IV). Em cada ato, temos seis missões diferentes (exceto no Ato IV, que temos três), que na maior parte consistiam em matar algum monstro e não tinham peso algum na história do jogo. Aliás, vale mencionar os filmes que passam no final de cada Ato e nos revelam um pouco mais da história: com uma qualidade impressionante e sendo contada através de uma conversa entre Marius (testemunha viva da queda do nosso herói perante a influência de Diablo) e um outro misterioso personagem.

*Podem ver os vídeos legendados aqui:
1 – Sister Lament
2 – Desert Journey
3 – Mephisto’s Jungle
4 – Enter Hell
5 – Terror’s End

Uma das aprimorações nesta sequência foi o sistema de itens. São cinco tipos: normal, mágico, raro, único e set. Cada um aprimorando ainda mais as habilidades de seu personagem, sendo os itens únicos os mais procurados. A possibilidade de sempre achar um item melhor que o seu atual contribuiu muito para o valor replay do jogo.

Os gráficos do jogo sofreram importantes melhoras. Tudo é incrivelmente detalhado, o design dos equipamentos surpreende e os monstros realmente nos passam sensação de perigo. Quem não odeia aqueles besouros elétricos do Ato 2?

Diablo 2 é muito mais focado na ação e coleta de itens do que seu anterior. Batalhas é o que não faltará aqui, com monstros surgindo de cada canto da tela. Monstros elite e até únicos, que dão muito mais experiência e itens.

No final do jogo, nosso herói consegue conter o avanço de Diablo e Mephisto, aniquilando-os. Mas Baal consegue escapar. E ele está seguindo para o Monte Arreat, aonde está guardada a Worldstone, pedra mística que mantém o equilibro no Mundo Mortal e impede que os demônios o invadam, com o objetivo de destruí-la e dominar o Mundo dos Mortais. Será que nosso herói irá alcançá-lo?

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Theo Medeiros

Cinéfilo, gamer, adorador de música e entusiasta tecnológico. Acha que Nescau é melhor que Toddy e que bacon é a oitava maravilha do mundo.
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