Japão

Animê de Fairy Tail ultrapassa 40 episódios, Natsu marca seu primeiro momento épico!

Tenho noção de que estou um pouco atrasado neste post, afinal o episódios 40º de Fairy Tail foi exibido no Japão no dia 02 deste mês, sendo que ontem foi a exibição do episódio de número 43, porém não assisto alguns animês semanalmente. Tenho o hábito de deixar acumular de dois à três episódios e gosto de assistir nas manhãs de sábados o que tiver acumulado. Velho hábito de quem via animês nas manhãs de sábado no SBT (Dragon Ball clássico, Guerreiras Mágias e Fly – Dragon Quest). Como faz já algum tempo que não falo de Fairy Tail por aqui e como gostei muito do final desta Saga Etherion, sobre o passado de Erza, resolvi dar mais algumas palavrinhas sobre a série, na qual não acompanho via mangá, mas pretendo começar quando a JBC lançá-lo aqui no Brasil ainda em 2010.

O fato é que até este episódio 40, Fairy Tail não tinha nenhum grande momento. Rolaram pequenas sagas, revelou-se o passado de alguns personagens, como Gray e Lucy, mas ainda assim, faltava um daqueles momentos épicos, onde o protagonista da série se destaca-se acima da maioria. Pense em Naruto, lembrem de quanto a coisa realmente ficou sensacional quando o chackra da Kyuubi toma Naruto pela primeira vez na clássica luta dele contra o Haru, logo no início da série. Ou em One Piece, quando Ruffy racha Arlong Park no meio ao derrotar Arlong. Ou quando Ichigo vence Zaraki em Bleach. Todo Shonen acaba necessitando de um momento assim, onde o protagonista supera algo que aparentemente deveria ser impossível ou desperta habilidades que até então, ele não conseguia usar. Natsu finalmente ganhou este momento!

Vamos continuar a conversa após o continue, mas já deixo avisado que spoilers serão inevitáveis.

Fairy Tail tem-se mostrado como um animê quase sempre bem humorado, que tem como prioridade as piadas e palhaçadas dos grupo principal de protagonistas (Natsu, Happy, Lucy, Gray e Erza). Claro que há batalhas, mas mesmo com elas, o bom humor é mantido. Hiro Mashima, o criador da série, trabalha bem com múltiplos personagens e tem uma criatividade acima da média para criar personagens, poderes e lugares dentro do universo da série. Dizem aí pela internet que o autor é fã de mangás como Dragon Ball e One Piece, não sei se é verdade, mas é realmente impossível não pensar em certas influências que ambas as séries passam à Fairy Tail, mas o próprio gênero Shonen tem características e semelhanças entre si, então também não chega a ser uma surpresa isso.

Independente de clichês ou semelhanças, Fairy Tail consegue sim se consolidar como algo novo e original. O elenco da série é bem variado. Gostei da saga de Phanton Lord, por exemplo, devido a diversidade na qual a série brincou com os outros personagens da Guilda de Fairy Tail, como Mirajane e Elfman, além de outros que ficaram lutando lá de fora do castelo móvel. Até mesmo Loki ganha um destaque maior devido a alguns eventos que rolam nessa saga e tem-se o desfecho logo em seguida, com ele se revelando ser um espírito estelar e no fim se alia a Lucy. Todos os personagens acabam ganhando um passado e uma história e o autor merece os créditos por isso e a dinâmica na qual trabalha com o grupo principal, mesclando com os outros personagens da Guilda também deixa o ritmo da história agradável.

O que peca um pouco e isso é normal em qualquer mangá/animê, é a história de fundo, que ainda não chega a realmente ter propósito algum. O esquema de missões para ganhar dinheiro é uma ótima forma de avançar a história enquanto não se bola nada de grandioso, apesar de que as últimas sagas se preocuparam mesmo em explicar o passado dos personagens, ainda que sobre o pretexto de uma missão, como o caso de Gray e da Ilha Galuna.

Mesmo assim, Fairy Tail dá sinais e indicações que pode vir a ser algo tão grandioso quanto a batalha que Ruffy está tendo contra o Governo Mundial atualmente em One Piece. Tem toda essa hierarquia no mundo Mágico de Fairy Tail e Natsu e Makraov, o velhinho Mestra da Guilda Fairy Tail já se encresparam lá com o tal Conselho Mágico, que também sofreu um baque no final da saga Etherion. Ou seja, apesar de não aparente, essa teor de regimento do mundo mágico, pode crescer e deixar as coisas em Fairy Tail bem interessante em alguns anos. E venha que estou chutando, pois não faço idéia das sagas que ainda estão apenas no mangá e que ainda não foram animadas, independente disso, é um palpite que pode ser usado para o futuro da série, não estou dizendo que deveria acontecer agora. One Piece mesmo levou anos e mais anos para ganhar um cenário mais “político” e mesmo assim só agora é que realmente ficou em foco esse cenário. Fairy Tail ainda tem muito que se explorar antes de pender para algo assim, na minha opinião.

O que me animou no final da saga Etherion é que Natsu começa a dar sinais de evolução, como personagem. Ficando mais forte e ganhando possibilidade de melhores batalhas para a série, já que até então ele vinha sempre usando os mesmos golpes, sendo que o que diferencia mesmo uma luta de outra na série, são as piadas e o humor utilizado em cada uma. Mas essa coisa de “começar” uma transformação, como as “escamas” que começam a surgir no seu corpo, pode vir a ter o mesmo efeito que todo fã tem quando Naruto começa a lutar e o chakra vermelho aparece. É um efeito ótimo para um Shonen e eleva as possibilidades da batalha. Natsu finalmente atingiu este nível de habilidade, ainda que seja pode ele deu umas “beliscadas” no Etherion. Nada começa fácil, não? É uma forma interessante que o autor encontrou para “forçar” o aumento de força do protagonista.

Também gostei de Gerard como o vilão desta saga que acabou este mês. Até então, os vilões de Fairy Tail eram um pouco inespressivos, e Gerard conseguiu realmente elevar o nível de vilânia da série. O tal Phanton Lord por exemplo, achei ele uma piada, muito sem graça como vilão, nesta saga mesmo, o legal foi a batalha contra o grupo “Element 4” e a Guilda enorme se movimentando para destruir a Fairy Tail, mas como vilão final mesmo, o tal Phanton Lord não me convenceu. Gerard foi bem mais bacana, promoveu reviravoltas dentro da saga e teve uma batalha realmente épica contra Natsu. E um personagem morre na série, um velho amigo de Erza, outro fator importante para o amadurecimento de uma série é a morte de um personagem, mesmo que seja um coadjuvante criado para a saga, porém ele tinha uma ligação ao passado de Erza.

Mas a Saga Etherion não se resume apenas à Natsu, mas o próprio grupo principal ganha seus momentos bacanas. Happy saiu da saia de Natsu e ficou interagindo com outros personagens por conta própria, mas Happy é um personagem-mascote, que no momento tem o único propósito de fazer os fãs rirem. Com certeza a criação dele foi uma das melhores idéias na concepção de Fairy Tail. Lucy e Juvia ganham uma batalha bacana e bem humorada para a série. alias Juvia me irritava um pouco no começo, quando passou a seguir o grupo, mas agora nem tanto. Já me simpatizo com a personagem. Gray não foi lá grande coisa nessa saga, batalhou contra aquele Mago Coruja ou sei lá. Não foi uma batalha muito memorável, mas cumpriu o propósito de salvar Natsu. Quanto a Erza nem preciso falar muito, né? A saga inteira era praticamente sobre ela, mas ainda assim a batalha dela contra aquela Maga da Espada foi sensacional, mesmo com tantas armaduras destruidas. Ficou muito bem animada essa luta. E Erza também colaborou muito para os momentos tensos do final da saga. Mas nunca acreditei que ela fosse morrer, o episódio 41 que começa com seu funeral não conseguiu me enganar.

Só para fechar, acredito que Fairy Tail cumpriu seu primeiro ciclo nessa conclusão de 40 episódios. O animê tem potencial para continuar em exibição e para mais sagas ainda mais ambiciosas. Ainda não sei se a pretenção do estúdio ou do canal que exibe a série é mante-la perpétua como One Piece, Naruto e Bleach. Uma hora ou outra terão que surgir os fillers se for este o caso, mas acho que ainda é cedo para pensar nisso. O animê também troca demais de abertura e as mesmas tem o hábito de spoilear toda a saga que virá a seguir. Não tenho certeza pra que isso, seria melhor se não fizessem. Mas é inegável que Fairy Tail melhorou muito desde a sua estréia. No começo ele parecia meio bobinho e cheio de clichês, mas conseguiu atingir seu próprio ritmo e universo original. Nada mal mesmo! Demorou para algum canal brasileiro (Aberto ou Pago) comprar o animê para exibição por aqui. O interessante é que até o momento, não acredito que Fairy Tail tenha algum problema com censura da forma que outros animês tiveram por aqui.

E agora é continuar assistindo! E agora a Saga de Luxus começa no animê, mas só assisti o episódio 41 até o momento em que concluo este post, então não vou dar maiores detalhes. Deixando para comentar futuramente!

Um clipezinho (AMV) montado por um usuário do You Tube, com este episódio de Fairy Tail que me levou ao post. Alias Natsu querendo destruir toda a torre foi ótimo.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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