Japão

Beelzebub: anime vai repetir o sucesso do mangá? Só o tempo vai dizer!

Primeiras impressões

Beel enfim dá as caras na TV japonesa, para você, que chegou pegando o bonde andando eu vou explicar mais uma vez: o maior temor de um homem jovem hoje em dia provavelmente é ter de se casar muito cedo ou simplesmente assumir um simples compromisso mais sério com alguém, estou errado? Dito isso, temos Oga Tatsumi, um jovem delinquente ao melhor estilo Yusuke Urameshi, que de um hora para outra, ganha um compromisso e tanto, cuidar de um bebê, como se isso não bastasse, a identidade desse pequeno é nada mais, nada menos que o futuro rei dos demônios, que veio se associar a alguém realmente mal na Terra com o objetivo de destruí-la por completo, tudo isso a mando de seu excêntrico pai, o Lord demônio, quer saber mais? Clique aqui e conheça Beelzebub.

Bem, antes de mais nada, quero deixar claro que este texto se divide em duas partes, esta primeira é para quem já conhece o mangá, já para quem ainda é novo na história, aguardem que logo mais falo com vocês. Enfim o primeiro episódio de Beel foi ao ar neste final de semana lá no Japão, o que achei? Tirando a abertura com aquela música animada demais foi muito bom,  não senti todo aquele tom de humor presente no mangá, mas só quem já acompanha a série há algum tempo pode se identificar tão bem logo de cara com o anime.  Achei engraçado o encerramento, com o Oga fazendo a “aquela” cara de mal e logo depois, revela nas mãos um simples chocalho, a cara que ele faz depois disso resume a história. Também já deu para ver como é realmente o visual dos delinquentes de Ishyiama e confesso que ainda não me acostumei com o cabelo do Furuichi, sempre achei que ele ia ser loiro, o mesmo vale para o  Himekawa com aquele cabelo enorme, ao melhor estilo Kuwabara de ser, já o visual do Beel está ligeiramente diferenciado do mangá, gostei da voz que puseram nele, inocente e ainda assim engraçada, a voz do Oga era outra coisa que sempre imaginei diferente, sei lá, ficou parecendo voz de velho, mas tá valendo.

Analisando o primeiro episódio, principalmente a primeira parte, já dá para notar que uma boa embromação vai ser feita com a série, a maior característica de Beel sempre foi esconder esse desejo da trama em adentrar o mundo dos demônios e começar uma série de batalhas surreais logo de uma vez, mas isso até os capítulos atuais sempre ficou em segundo plano, e não sei vocês, mas para mim o que me fez continuar a acompanhar Beel foi o humor presente no mangá, não é nada de excepcional, mas Tamura Ryuuhei consegue de uma forma simples criar uma afinidade incrível entre você leitor e os seus personagens, algo que as vezes faz falta em muitos mangás por ai, arrisco dizer que o ritmo da história será parecido com o que vimos no inicio de Katekyo Hitman Reborn, com muitas situações engraçadas em meio a apresentação de mais personagens, ruim será aturar os fillers que com certeza não arredaram pé.

Já a segunda parte do episódio cobre todo o primeiro capítulo do mangá, com sutís diferenças, mas nada realmente gritante, momentos hilários acho que não faltaram, os problemas do Furuichi só estão começando, com Oga sempre levando seus problemas para dentro da casa dele, só achei a voz dele madura demais, não sei, perdeu um pouco o tom de humor que ele tinha toda vez que ficava possesso com alguma coisa no mangá, deveria ser algo mais escrachado, combinaria mais com ele, a Hilda também não deixa por menos, essa sim poderia ter um tom de pessoa mais adulta, mas para mim ficou na média, nem me agradou e tão pouco me decepcionou, questão de costume eu acho,  já Alaindelon passou meio que em branco, mas também é uma peça muito importante no núcleo hilariante de Beelzebub, não tenho muito o que comentar dele, suas ações e frases malucas de duplo sentido falarão por si nos próximos episódios, isso claro sem falar no resto do elenco que ainda se encontra nos bastidores.

Para um episódio inicial, Beel cumpre seu papel, apesar de não provocar a mesma carga de risos que o mangá trás, é um excelente começo, resta saber agora como vão administrar a série, se haverão muitos fillers ou se vão seguir a história a risca, fazendo pausas e dividindo em temporadas (algo que deveria ser regra para qualquer animação) como vem acontecendo com outras obras, como Bakuman e Nurarihyon No Mago.

Agora falando para quem  ainda não conhece a obra de Tamura Ryuuhei: o primeiro episódio de Beel foi muito bom para quem é velho conhecedor  do mangá e mais ou menos (ou simplesmente sem graça) para quem ainda não conhece Beel e sua turma, porque sei disso? Porque é muito mais fácil rir das situações que o primeiro episódio traz quando você já criou uma identidade com os personagens, lembro-me de quando me arrisquei a começar a ver o anime de Katekyo Hitman Reborn (na época, nem sinopse eu fui consultar), o Tsuna era um protagonista bem sem graça e as situações humor da série mais me davam sono do que causavam risadas, só levei adiante quando pulei alguns episódios para saber porque algo tão sem sal já tinha quase 100 episódios (na época), e aí sim, depois de muita ação e alguns fillers que não ficaram exclusivos ao inicio da animação, foi que me interessei em voltar e ver tudo de novo, desta vez com uma identidade, uma afinidade criada com cada personagem, podendo desta vez aproveitar trama de uma forma melhor, claro que esta não é forma correta de se conhecer uma obra estreante, mas é geralmente assim que muitos fazem, por estas e outras que digo mais uma vez aqui o que eu costumo falar durante os MdQ’s de MAR, Beel não é nem de longe, uma idéia inovadora (um demônio que solta raios pelas ventas e anda pelado? Isso eu já vi no primeiro episódio de Konjiki No Gash Bell há muito tempo atrás), mas cativa pelos personagens carismáticos, pelo humor fora de série (que eu espero que seja tão  bem representado no anime quanto é no mangá) e pela desenfreada porradaria shonen que mantem os pés no chão por muito tempo  até alçar vôos maiores e mostrar coisas mirabolantes, daquelas que estamos acostumados a ver em Bleach ou Naruto, enfim, para gostar de Beelzebub, tem de ir muito além de um só episódio ou meia dúzia de capítulos do mangá, fica a dica.

Para quem ficou curioso é só entrar no site da Punch Fansub e conferir o primeiro episódio de Beel, com opções de qualidade de vídeo em HD ou SD, para ninguém botar defeito.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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