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Lançamentos Live Arcade: Spare Parts, Breach e Bionic Commando Rearmed 2! Rápidas Impressões!

Há algumas semanas atrás, estava fazendo posts semanais comentando um pouco dos lançamentos da Live Arcade, tendo como base os trials que o próprio programa disponibiliza. Claro que as vezes não dá para se analisar completamente um game assim, mas uma pequena impressão preliminar com certeza já é possível. Infelizmente nas últimas semanas tive alguns contratempos e não consegui jogar os últimos lançamentos em tempo para criar o post na data correta. Não ajudou muito o fato de alguns destes lançamentos serem fraquinhos e sem expressividade, além de terem mais de 1GB de download cada.

Mas a coisa mudou semana passada com o lançamento de Bionic Commando Rearmed 2 da Capcom. Por isso, reuni forças, baixei tudo, testei tudo e cá estou, com as impressões de cada game.

Não pretendo me extender muito no post. Spare Parts e Breach realmente não precisam de muitas palavras para expressar a qualidade de cada um. São jogos que você pode muito bem passar sem jogar, que com certeza não perderá nada. Em todo caso, direi minhas impressões sobre cada um:

Spare Parts (lançado em 19/01 – 800 MSP)

* Também lançado na PSN (PS3)

Spare Parts na verdade me pareceu um verdadeiro desastre. O game é um adventure plataforma 3D, mas usa um sistema tão arcaico que parece que estou jogando um joguinho de PSOne. Os gráficos são bonitos, nada excepcional, e o gameplay é repetitivo, ao menos no trial.

Não sei o que a EA queria provar ao desenvolver um game assim, ou melhor, se a ideia era não ter essa impressão de jogo sem nada de originalidade, talvez a trial não devesse ser com os primeiros minutos do game. Mas que que dá para ver em vídeos do You Tube é que o game não tem realmente expressividade alguma. Você apenas anda por cenários coloridos, batendo nos mesmo tipos de inimigos quase sempre, pulando aqui e ali, colhendo moedas que lhe permitem dar um upgrade no robô. O co-op modo não foge da mesmisse do single player ao que aparenta.

O caso é que não tem ousadia. Não é invenção, fases especiais, jogabilidade original.  É apenas um game com um mascote sem simpatia, com levels sem carisma algum. Pelo menos foi esta a impressão que tive do game. Vi alguns reviews a maior parte deram notas baixas e criticaram a falta de carisma que um game assim, obrigatoriamente precisa ter.

Acho que nem se estivesse 400 MSP eu compraria. Talvez esteja ficando velho para games assim, mesmo que ainda esteja de olho em Rocket Knight Adventura na XBLA. Talvez o público de Spare Parts seja realmente mais infantil.

Breach (lançado em 26/01 – 1.200 MSP)

* Também lançado na Steam (PC)

Breach também andou tomando uma surra nos reviews internacionais e em parte faz sentido, afinal, se você pode jogar games do gênero mais refinados, como Call of Duty e Bad Company, porque jogar algo mais inferior do que estes games oferecem? O trial de Breach também não permite muita diversidade para sentir o game de verdade. O jogo em si tem vários modos de games e classes de soldados, mas o trial não permite experimentar nada deles. O trial é composto apenas de um mapa, uma classe básica de soldade e o velho modo mata mata e 30 minutos pra brincar a vontade.

Pelo que pude experimenter no limitado trial, realmente não tem nada de excepcional no game. Nada que você já não tenha visto em outras franquias mais famosas. Claro que o trailer acima mostra muita destruição massiva de cenários, mas eu não senti esse clima no jogo. Claro que dá para destruir casas em pé de morros derrubando o alicerce, mas sei lá, talvez fosse o dia que estivesse jogando, mas o jogo parecia meio vazio.

Games em multiplayer tem a tendência de serem mais caóticos (de um modo positivo) e não tive essa sensação jogando os 30 minutos da trial de Breach. Talvez fosse mais interessante se fosse mais barato, mas por U$ 15, provavelmente eu iria prefirir um DLC de mapas extras de Call of Duty do que um game como Breach.

É realmente dificil julgar um game assim, focado em multiplayer online, quando não se tem a experiência por completo. Talvez não seja justo, mas foi esta a minha impressão preliminar.

Bionic Commando Rearmed 2 (lançado em 02/02 – 1.200 MSP)

* Também lançado na PSN (PS3)

Dos três games deste post, com certeza Rearmed 2 é o mais atraente, ainda que curiosamente, muitos reviews também tenha criticado e muito a sequência. No geral parece que alguns gamers não aceitaram muito bem as modificações de gameplay que a Capcom promoveu neste segundo game.

Talvez pelo clima retro que a franquia Rearmed ofereça, a movimentação do personagem principal realmente está mais flexível que o clássico. Agora Spencer pode pular e seu braço bionico tem uma liberdade muito maior de movimentos do que o game anterior. Isso torna sim as coisas mais divertidas em Rearmed 2, eu pelo menos achei, mas é inegável que parte do desafio que a franquia possuia, sumiu com estas mudanças promovidas pela Capcom.

Na verdade eu sempre achei o primeiro game extremamente difícil. Em jogos onde o pulo é tudo, o conceito de jogar um game onde o personagem não pula, mas que tem acessos a muitos locais apenas com o agarrar do braço que se estica, é realmente original e desafiador de se acostumar. É verdade que a sequência continua colocando a habilidade de manejar o braço biônico de Spencar em primeiro lugar, mas algumas facilidade foram criadas e deixaram o jogo menos… “radical”, por assim dizer.

Não vejo BC: Rearmed 2 como um game ruim, pelo contrário, pra mim é compra mais do que certa quando entrar em promoção na Live. Só não o comprei no momento, porque não compro mais XBLA em lançamento. Basta esperar algumas semanas ou meses, e tudo na Live pode ser adquirido por um preço mais em conta, seja na Deal of Week para os assinantes Gold ou seja em promoções especiais que as vezes a Microsoft promove.

Em todo caso, achei o game divertidão, muito mais flexível que o primeiro, mas ainda hardcore o suficiente para não descaracterizar este elemento da série original. O resultado é um game de qualidade, ainda que 1.200 MSP, me parece um pouco acima da média de quanto deveria custar. A Capcom poderia ter sido mais bacana com os gamers nesse ponto. 800 MSP seria mais atraente, sem mencionar que foi uma excelente oportunidade para fazer uma promoção com o primeiro game da série e que passou batido.

É isso pessoal. Quarta-feira tem o lançamento de TNT Racers na XBLA, na quinta já devo fazer as impressões do trial dele.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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