A Guerra dos Tronos merece mesmo ser comparado aos livros de John R. R. Tolkien? (Opinião)

A Guerra dos Tronos (A Game of Thrones), o livro mais badalado de 2010, principalmente depois da confirmação de uma série produzida pela HBO que será baseada na saga criada pelo autor e roterista americano George R. R. Martin. O livro é o primeiro do que originalmente seria a trilogia As Crônicas de Gelo e Fogo (A Songs of Ice and Fire), mas a série foi estendia para uma coleção de sete livros.

Além da série televisiva, o livro chamou muita atenção de potenciais leitores por trazer em sua capa, quase em letras garrafais e amigáveis, frases como “A mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o anel.”, “A melhor fantasia dos últimos 50 anos.”, ou ainda “Um retorno triunfante da alta fantasia.”.

Mas será mesmo que esse livro popstar é tudo isso? Ou será que é apenas a confirmação de que nada melhor que uma boa campanha de marketing para alavancar as vendas? Podemos mesmo comparar George R. R. Martin com John R. R. Tolkien? Tivemos meio século sem NADA melhor na literatura fantástica? Chega de tantas perguntas, que isso aqui não é episódio de Lost, e vamos logo às respostas.

Sinpse:

Eddard Stark, o Senhor de Winterfell, vivia preso a antigos costumes do norte, até que o rei Robert Baratheon, seu antigo (e melhor) amigo, companheiro de muitas batalhas propõe nomeá-lo Mão do Rei, uma espécie de ministro. Nomeação aceita, Eddard deve deixar o norte e ir em direção ao sul, rumo a Porto Real. Em terras mais quentes, ele irá descobrir que as pessoas não valorizam tanto coisas como lealdade, palavra, honra, mas se importam muito com dinheiro, luxúria e poder. No sul, pessoas são capazes realizar intrigas e grandes conspirações para alcançar seus objetivos, algo totalmente incompreensível para Ned e seus costumes nortenhos. Além de não ter em quem confiar, o Senhor de Winterfell descobre que o homem que ocupava anteriormente o seu cargo fora assassinado pela família da rainha Cersei Lannister, esposa de seu amigo Robert. Agora, Eddard está em meio a um tabuleiro regado de sangue onde o prêmio para o vencedor é a conquista do Trono de Ferro.

Quando se joga o jogo dos tronos, ganha-se ou morre. Não existe meio-termo.

Editora: Leya Cult
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Série/Coleção: As Crônicas de Gelo e Fogo
Ano: 2010
Número de páginas: 592
Acabamento: Brochura
Preço: R$35,00 ~ R$50,00

Opinião:

Muita gente insiste em comprar a série de George Martin com os livros escritos por Tolkien. Eu digo que é melhor deixarmos este descansando em paz no túmulo dele. Afinal, são autores completamente diferente, escrita diferente e histórias diferentes, não quer dizer que um seja melhor e o outro pior. A Guerra dos Tronos é um livro mais político que qualquer outro escrito por Tolkien. A história gira em torno de intrigas e conspirações, em torno daqueles que desejam conquistar o poder. O poder que aqui é simbolizado pelo Trono de Ferro.

Vejo tais comparações como pura jogada de marketing. Assim como o título para o qual o livro foi traduzido aqui no Brasil. “Jogo dos tronos” faria muito mais sentido que “Guerra dos tronos”, mas a verdade é que a segunda opção é mais impactante e chama mais atenção de potenciais leitores, embora conote uma ideia errada a respeito da história. Pelo título você poderia supor que será uma história em que diversas batalhas serão travadas, mas não é bem assim. E por falar em tradução, nunca vi um livro sofrer tantas críticas referente a sua tradução, mas no final voltarei a falar sobre isso.

O que eu mais gostei em A Guerra dos Tronos foi a construção dos personagens criados por Martin.  A princípio, parece que o livro será recheado de personalidades estereotipadas, mas cada personagem esconde um passado interessante e sustentam motivações igualmente interessantes, mesmo que estas permaneçam ocultas até o último momento. Não existe aquela necessidade de um vilão completamente mau e um mocinho que transpira bondade, são pessoas comuns com todos os seus defeitos e qualidades. Além disso, o livro conta com uma excelente ambientação.

George Martin criou uma história bastante interessante, mas senti que em alguns momentos ele não conseguia controlar toda a complexidade do universo criado por ele mesmo, com tantos personagens e tantos eventos ocorrendo simultaneamente. Alguns pontos ficam completamente esquecidos por algum tempo. Por exemplo, a Muralha (foto acima), elemento envolto em certo mistério, tem como objetivo separar o reino de ameaças que podem vir do norte, pouco se fala sobre a muralha  e os seres que vivem além dela e quando parece que o autor se lembra de comentar algo sobre isso o faz de uma só vez.

O livro todo é divido em capítulos e cada capítulo é centrado em um personagem diferente, mostrando os diferentes pontos de vista. São nove personagens nesse “rodízio”, a família Stark (Eddard, Catelyn, Jon , Robb, Ayra e Sansa), Jon Snow, Tyrion Lannister e  Daenerys Targaryen. É uma boa forma de se contar uma história, mas também é preciso tomar certos cuidados. Eu senti que personagens importantes (ou pelo menos que eu queria que tivessem maior participação) também acabaram sendo esquecidos pelo autor, como o caso de Daenerys, Jon, Bran e Arya.

Guerra dos Tronos, repetindo, é um livro sobre personagens, sobre relações interpessoais. Portanto, comentarei a respeito dos personagens mais presentes nesse primeiro volume. Aqueles que tiveram mais importância na história desse primeiro volume.

Eddard “Ned” Stark

Senhor das terras geladas de Winterfell, um dos sete grandes reinos, casado com Catelyn Tully e pai de cinco filhos dela (três meninos e duas meninas) e pai de Jon Snow, o bastardo. Após a sua mudança para o sul, percebemos o quanto ele é fiel aos antigos costumes do norte e de Winterfell, seu pequeno reino que vive aos antigos moldes, tanto que não consegue se adaptar ao modo de vida de uma cidade grande como Porto Real. Um homem que vive pela honra, pela lealdade e, acima de tudo, por sua família.

— Pode um homem continuar a ser valente se tiver medo?

— Essa é a única maneira de um homem ser valente.

Eddard é o protagonista desse primeiro volume e também o segundo personagem mais ingênuo da história. Em Porto Real as coisas são bem diferentes de Winterfell, pessoas planejam sabotagens a todo o momento, assassinatos são planejados como se fossem passeios no parque. Ned não sabe mais em quem pode confiar ou quem deve ameaçar. Ele descobre que o vida do próprio rei Robert também pode estar em perigo, mas também descobre que o rei é o personagem mais ingênuo da história. Eddard: um lobo solitário arremessado ao covil dos leões.

Catelyn Stark

Filha do rei Hoster Tully e esposa do rei Eddard. A princípio, Catelyn havia sido prometida como esposa do então herdeiro da coroa de Winterfell Brandon Stark, irmão de Eddard, mas, com a morte prematura de Brandon, Catelyn se torna esposa de Eddard, assim como o reino de Winterfell, seguindo a hereditariedade, é passado para Eddard. Ela vê seu marido retornar da guerra com Jon, um filho bastardo que Eddard resolve manter como protegido. Eddard nunca menciona nada à respeito da mãe do bastardo, o que só aumenta a rejeição e a raiva que Catelyn sente por Jon, sentimentos este que ela não tem a menor preocupação em mantê-los ocultos.

O amor é doce, querido Ned, mas não pode mudara natureza de um homem.

Catelyn foi um personagem que realmente não esperava grande coisa. Pensei que fosse apenas uma rainha que ficaria chorando pelos filhos e pelo marido, mas a verdade é que fui surpreendido. Catelyn passa a ganhar destaque na história e nos é apresentado o seu passado que, misturado ao tempo presente, torna a história dela bem interessante. Uma mulher atormentada por repetidas perdas de entes queridos e que agora luta para manter a sua família inteira.

Jon Snow, o Bastardo

Jon vive com o peso de ser o filho bastardo do rei Eddard. Bastardos não chegam a ser um grande problema, uma vez que todos os reis espalham diversos filhos pelo reino, o problema é que Eddard resolveu criar Jon como seu protegido, como seu próprio filho, a vista de todos, em seu próprio castelo, envergonhando Catelyn perante o reino de Winterfell. Ironicamente Jon Snow é o que mais se parece com o pai, mais até que os filhos legítimos do rei, apesar disso, a relação de Jon com os Stark é muito boa, principalmente com a princesa Arya.

Jon Começou com uma história muito boa, mas depois ele foi sumindo (esse é o que eu disse sobre dividir os capítulos por personagens). Jon ficou o livro todo apenas remoendo o fato de ser um bastardo e seu pai nunca falar nada a respeito de sua mãe, fora isso serviu também de bom moço, sempre protegendo os mais fracos e os excluídos. Mas, do jeito como as coisas terminaram nesse primeiro volume, Jon deve ganhar mais destaque na continuação.

Tyrion “Duende” Lannister

Filho de Tywin Lannister, Senhor de Rochedo Casterly. Para desgosto do pai Tyrion nasceu anão numa época em que homens devem brandir uma espada e se jogar em batalhas sangrentas. Incapaz de lutar (lutar bem), Tyrion passa a desenvolver outras armas, como o seu cérebro e a sua língua cada vez mais afiada e que parece ter vida própria ou, no mínimo, possuída.

Possuo um entendimento realista das minhas forças e fraquezas. A mente é a minha arma. Meu irmão tem a sua espada, o Rei Robert, o seu martelo de guerra, e eu tenho a mente…

Tyrion é um personagem sempre muito sarcástico e que você não sabe realmente para onde aponta o seu interesse. Fica difícil deduzir as reais intenções do anão. Ele mantem um conflito constante com o restante da família Lannister, o seu pai Tywin e seus irmãos Jaime e Cersei, os gêmeos. Mas os Lannister possuem um conceito muito forte de honra familiar, seja um anão com braços atrofiados, um cavaleiro impiedoso ou uma bela rainha, sendo um Lannister, todos devem ouvi-lo rugir como um leão. O final de Tyrion foi o que eu achei mais promissor para o segundo volume, aliás, o anão entrando em Porto Real é a imagem de capa do próximo livro.

Daenerys “Dany” Targaryen

Filha do rei Aeris II e irmã de Viserys Targaryen. Dany ver todos de sua família serem mortos por Robert, o Usurpador, e seus companheiros durante a guerra para tomada do poder. Com a morte de Aeris II, Robert Bratheon tornar-se o rei dos sete reinos. Dany e seu irmão Viserys conseguem escapar com vida, são os últimos dragões, os únicos sobreviventes da família Targaryen. Viserys ainda considerava-se herdeiro do trono e fez deste pensamento uma obsessão ao ponto de contaminar sua irmã com a ideia. Os dois peregrinaram por diversas cidades e Viserys ficou conhecido como O Rei Pedinte.

A história de Daenerys e Viserys está fortemente ligada, afinal Dany só conseguiu sobreviver graças ao irmão, uma vez que ela era apenas um bebê quando ambos fugiram do massacre. Mas Viserys torna-se obsessivo com a ideia de recuperar o trono e desconta todo sua raiva na irmã. Dany vivia tão submissa a vontade do irmão que chega a casar com Khal Drogo com a promessa de que ele forneça, em tronca, um grande exercito para Viserys lutar pela recuperação do trono. A história de Dany era boa, mas infelizmente foi pouco explorada durante o livro.

Conclusão:

Se você é fã de Tolkien eu deixo aqui o meu alerta para que você não se iluda com tais comparações que são feitas entre este e George Martin. Não espere de A Guerra dos Tronos magias, batalhas épicas e grandes heróis, caso contrário você irá se frustrar. Não estou diminuindo o livro de Martin, é um livro excelente, mas que foca na construção de personagens e na ambientação. Não cabem comparações com Tolkien. A fantasia presente n’A Guerra dos Tronos é muito mais sútil.

Muita gente andou se queixando sobre a tradução dos livros. O problema não foi a tradução em sim, mas que, segundo os comentários que vi pela Internet, o livro teria sido lançado aqui no Brasil com a tradução de Portugal. Eu realmente não reparei nada de estranho no livro que li, e não sei se as reclamações são sobre essa edição que eu tenho ou sobre essa outra (imagem ao lado) que foi lançada em 2007 em terras portuguesas.

Enfim, com problema de tradução ou não, você pode conferir o prólogo e o primeiro capítulo que estão disponíveis nesse link aqui. E para quem já leu o primeiro volume e está aguardando o segundo, pode ler uma prévia do segundo livro da série, que terá como título A Fúria dos Reis, basta clicar aqui. O dois links estão no site Omelete.

[Crédito pelas imagens aos sites: GameOfThrones, AmokaNet, Pavablog e Winterfell]

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24 Comentários

  1. vlw cara, tava precisando de um livro novo pra ler, li o gênio do mal e amei cada página daquele livro! espero que esse não me decepcione!

    os palpites do portallos em livros são de tirar o chapéu : D

  2. Concordo com o Eduardo na comparação com Senhor do Anéis, o mundo da Terra Média é bem diferente dos Sete Reinos. Não há comparação entre os dois por eles ilustrarem um mundo medieval de formas distintas.

    Agora achei Guerra dos Tronos excepcional, principalmente que gosto de histórias com traições, conflitos políticos, etc. E a história tem também la os seus seres místicos.

    Não concordo muito com sua visão de achar uma falha A Muralha e Daenerys terem sido poucos explorados. Discordo pelo fato de ser um série de 7 livros, então essas situações serão exploradas sem dúvida adiante, aliás com Daenerys o livro deixa bem engatilhado uma situação pela sua tentativa de reconquistar o reino que lhe pertence.

    Achei que faltou você citar os lobos gigantes, que acho personagens centrais da história, além de ser muito interessante como a personalidade deles completam a dos filhos de Stark.

    O problema da tradução é que Martin escreve de uma forma bem coloquial, sem floreios e os personagens não falam de uma forma rebuscada, como é padrão em uma história medieval. E como a Leya utilizou a tradução de Portugal, fazendo pouquíssimas alterações, essa característica de Martin se perdeu. Mas não é nada que cause uma grande estranheza ou torne a leitura desagradável.

    1. Lembrando que eu ainda não li os outros volumes, então não tem como eu saber como serão os personagens depois. 😉 Mas achei que Daenerys ficou em segundo plano. E achei que final dela bem chatinho. Para o segundo volume eu espero mais a participação de Jon explorando a Muralha e estou ansioso para saber o que fará o maldito anão em Porto Real.

      Sobre os lobos, ficou faltando mesmo. Cheguei até a pensar em comentar alguma coisa, mas não achei muito que dizer sobre eles. XD Mas não acho que foram centrais não, pode ser que tenham mais destaque nas continuações, mas eu achei que os principais foram Eddard e Catelyn Startk.

      Edit: a verdade é que eu tinha muito mais coisas pra falar, mas também tinha que me controlar para não deixar o post gigantesco… =)

  3. Deveria ter um post sobre Artemis Fowl, melhor série de livros que já li. Nem sei se tem, nunca parei pra procurar, mas como não vi ainda, faço logo a dica.

  4. Otima analise, realmente as cronicas do gelo e do fogo e o senhor dos aneis tem pouca coisa em comum um fala sobre intrigas e e de que coisas o ser humano faz para ter ou se manter no poder enquanto o outro é um pouco fantasioso de mas(não que isso manche senhor dos aneis pelo contrario acho essa onda de intrigas um tanto quanto revoltante, razão que eu até parei de ler o livro enquanto não sair o segundo)
    agora so uma correção eddard não é rei de winterfell ele é senhor so existe um rei na mitologia desse livro que é aquele que se assenta no trono de ferro , fora ele todos os outros são senhores de suas terras mas não reis^^

  5. Eu vou querer ler. Mas estou esperando a minha coleção Ciclo da Herança (Eragon). Se fazem tantas comparações com Tolkien parece que Percy Jackson não é o único descriminado com a comparação xD

  6. Poutz, belo post! Me interessei muito, apesar de ser fã incondicional de Tolkien, eu simplesmente amo conspirações heh…
    Abrindo um espaço vai ser minha próxima compra com certeza.

  7. Post interessante sobre o livro, mas deu para sentir um pouco repúdio pelo fato de George Martin ser comparado com Tolkien o que me faz querer esclarecer rapidamente alguns pontos.

    1- Sim, existe muito markting por trás da promoção deste livro que, alias diga-se de passagem, só foi lançado no Brasil por conta do grande markting internacional que está rolando por conta da série a ser lançada pela HBO.
    Nada demais, de fato isto é bem comum, ou alguém vai dizer que até com Senhor do Anéis não foi assim? Foi o markting do filme que (re-)popularizou a série tanto lá fora como no Brasil.

    2- A trama deste primeiro livro não passa de um prólogo para a o resto da história, com a introdução dos personagens principais(boa parte deles), do mundo dos conflitos. O livro em si termina de tal forma que se tem a nítida impressão que nada foi resolvido de verdade, o que é normal tendo em conta que ele narra uma saga longa( que irá ser contada em sete livros) cheias de tramas e sub-tramas que se entrelaçam.
    Novamente comparando com o Senhor dos Anéis, falar, como de fato vem sendo falando, que o livro não tem tanta profundidade ou que deixa tudo em aberto e ainda por cima comparar com a história completa do Senhor dos Anéis, contada em 6 livros é querer comparar um prédio de 50 andares que já foi construído com um que ainda esta sendo levantando, o que na minha opinião é um erro. Podem ter certeza a História melhora a cada página dos livros subseqüente, e eu digo convicção, pois, recentemente eu terminei o último livro lançado e estou com um terrível gosto de quero mais =)

    3- E por fim, esta saga é sim uma obra prima da fantasia, que a cada volume lançado só faz aumentar a qualidade de todo a obra, com o acréscimo de novos personagens, enredos, elementos narrados de forma única e interessante. Sendo é verdade um dos clássicos modernos da fantasia.
    E considerando, ainda, que via de regra quase nunca são lançados bons livros deste gênero no Brasil, se o preço a se pagar pelo lançamento desta obra são algumas comparações exaltadas com o Senhor dos Anéis ele vale a pena até a última gota, porque, afinal em termos de qualidade George Martin está de fato no patamar alcançado por poucos autores, entre eles Tolkien.

    Ricardo.

    1. 1 – Continuo achando que as comparações feitas aos livros Tolkien são absurdas. Pouco os dois autores têm em comum, não digo que é um seja melhor que o outro, acho que são diferentes, apenas diferentes. E já passou da hora de acabar isso que todo autor de fantasia que surge ser comparado a Tolkien para ganhar alguma atenção dos leitores. Fica parecendo que Tolkien foi o único autor fantástico que existiu. Existem milhares de autores que não são tão conhecidos pelo grande público e que tem trabalhos tão bons ou até melhores que os mais conhecidos. Popularidade não é sinônimo de qualidade. Marketing, sendo bem feito, é aceitável. Marketing pretencioso é algo repugnante mesmo.

      2 e 3 – Eu só falei do primeiro volume. Tudo que eu falei no post foi apenas sobre o Livro Um. Não sei se passei uma ideia que achei o livro de George Martin ruim, espero que não, porque gostei muito. Na verdade, estou com boa expectativa para o segundo volume.

  8. Fui na saraiva hj comprar o livro e vi contos inacabados do tolkien!
    comprei, mas ao lado desse livro, tinha mais dois livros do tolkiwn!
    filhos de húrin e A Lenda de Sigurd e Gúdrun! algum ja leu esses dois?
    compensa comprar pela qualidade ou só pq é assinado pelo tolkien?

    1. Engraçado que esses dois que você citou são organizados pelo filho de Tolkien, segundo ele, com notas do pai. XD
      Você já leu “O Silmarillion”? Porque eu já li, então creio que “Os Filhos de Húrin” e “Contos Inacabados”, não acrescentaria em muita coisa. Talvez eu esteja falando besteira, mas…

      Já “A Lenda de Sigurd e Gudrún” é um livro de poesias, é só o que sei sobre ele. E como eu sempre pulo as músicas e as poesias que tem nos livros de Tolkien… XD

      Tem dois livro de Tolkien que eu estou interessado: “Roverandom” e “Mestre Gil de Ham”

      1. imaginei isso hahhahaha
        sobre as poesias, eu pulo todas tbm entao seria um dinheiro muito mal gasto ahuahuahuhuahua

        os dois citados por vc sao historias de que epoca?

        1. Os dois foram histórias que Tolkien escreveu para seus filhos. Sâo histórias simples, mas que acabaram crescendo. “Roverandom” conta a história de um cachorro que foi transformado brinquedo. Acho que o filho dele tinha perdido o cachorro, algo assim. E “Mestre Gil de Ham” conta a história de um fazendeiro.
          Acho interessante porque é uma oportunidade de conhecer outro lado de Tolkien, fugindo um pouco da Terra-Média.

  9. sou de portugal e cá tem os livros todos ate agora escritos.
    batalhas épicas é o que irao ver. Qual tolkien.. os capitulos de daenerys vao ser surreais.
    Foi dela o capitulo mais bizarro que ja li na minha vida. para lá do mar estreito, na cidade exotica de Quarth, na ” Casa dos Imorredouros”

  10. Eu comprei o livro com base no que havia lido a respeito do mesmo, todos diziam que este livro era interessantissimo, tal qual os de J.R.R. Tolkien, mas honestamente quando comecei a ler, fiquei decepcionada, pra esse autor chegar aos pés Tolkien vai ter que comer muito feijão com arroz, puro marketing, concluindo acabei trocando este livro 2 dias depois de comprado! não recomendo…

  11. A pergunta não é se A Guerra dos Tronos pode ser comparado com os livros do Tolkien, é se os livros do Tolkien podem ser comparados com A Guerra dos Tronos.

    Eu acho que não.

  12.  Puro lixo,puro marketing.

     Tolkien sera sempre imortal, todos os que vierem depois dele são simples aprendizes…

     O mundo de tolkien da de 1000x 0 nesse ai, pode reparar que toda noticia desses livros botam tolkien no meio e sempre dão polemica pq tolkien é famoso bem mais que esses livros.

     pra mim ninguem superará tolkien pq ninguem revolucionou a fantasia como ele

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