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Liga da Justiça marca a estréia do novo Universo DC! [MdQ]

Uma data está marcada no calendário de todos aqueles que amam a nona arte. 30 de Agosto de 2011. Foi o último dia para o Universo DC antes dele sofrer o reboot (não está sabendo? leia esse post depressa!). Na “zero hora” do dia 31, a DC lançou Flashpoint #5 e Justice League #1. A primeira encerrando a saga onde o Flash corria contra e sobre o tempo para salvar um ente querido, e a consequência derradeira desses eventos culminou em um universo que estreou em na segunda revista. Um universo onde as realidades Wildstorm e Vertigo enfim foram incorporadas…

E depois de meses de expectativa, finalmente pude ler Justice League #1, que apresenta roteiro de Geoff Johns e a arte pelo icônico Jim Lee. Dois artistas que em momentos distintos se tornaram referências (Johns pela reviatalização do Lanterna Verde e Lee pela explosão de sucesso dos X-Men nos anos 90), mas atualmente são questionados pelos leitores. A missão da dupla dessa vez também é grandiosa: fazer com que a DC possa ganhar uma fatia maior do mercado de quadrinhos e talvez assim deixar de ser a eterna vice da Marvel. Diversas fontes afirmam que o lote inicial de 200 mil revistas no formato físico foi esgotado, tanto que a distribuidora Diamond já confirmou que vai distribuir uma segunda tiragem. Já digitalmente não há números precisos.

A primeira edição é bastante focada no Batman e no Lanterna Verde, que se encontram pela priomeira vez no momento em que batman está caçando uma criatura pelas ruas de Gotham. O curioso é que a polícia de Gotham City ao mesmo tempo persegue o Cavaleiro das Trevas, reforçando a idéia que o Batman age totalmente nas sombras e assim é considerado como uma lenda urbana pela população. Gostei disso, pois nunca achei de bom tom ver a polícia aceitando e cooperando com as ações do morcegão.

Em meio a isso, o Lanterna decide ajudar o Batman mesmo sem permissão dele. Hal Jordan mostra que continua mesmo um babacão, e quase põe tudo a perder quando resolve deter a criatura que tentava ativar uma bomba. Batman demonstra claramente que não gosta de agir ao lado do guerreiro esmeralda. Dá a impressão de que ele acompanha os feitos do Lanterna quando diz para ele voltar para Coast City. Enquanto esses eventos ocorrem temos vislumbres do que está acontecendo com Victor (o Ciborgue) que é um atleta de sucesso na faculdade, mas cujo pai parece ser bem distante, fiquei curioso para saber os motivos.

A dupla de heróis acaba concluindo que a bomba deixada pela criatura é de origem extraterrestre, e não fiquei surpreso quando decidem procurar por um certo alienígena que tem sido visto em ação mais do que devia. E sim, esse alienígena tinha que ser o Superman. O idiota do Lanterna acha que o azulão é um oponente fácil, e depois de prender o batman vai atrás de briga, e leva um senhor soco do homem de aço. É aí que eu tive a certeza que o roteiro é do Johns mesmo, não foi a toa que já peguei raiva do Lanterna na primeira edição. Aí em seguida o Super já desafia o Batman, mas o resultado disso só vamos ver na próxima edição.

Particularmente, não achei lá grande coisa essa estréia do novo universo. O que mais muda por enquanto é a maneira como os personagens se relacionam entre si, e a personalidade que mais me empolgou é justamente a do Superman, que lembra mais aquele Superman visto nas suas primeiras histórias, quando era brigão, vingativo, irônico, e por vezes até inconsequente. Outra característica que me chamou a atenção foi a fluidez nos diálogos e na ação, agora sim estou vendo um dinamismo que pode ser capaz de empolgar mais no futuro, desde que essa linha narrativa se estabeleça assim. A arte é o ponto mais fraco da revista, Jim Lee já teve seu grande momento desenhando os X-Men nos anos 90, mas quando nós comparamos seu material atual com, por exemplo, Mike Deodato (brasileiro que é considerado um dos melhores da atualidade) dá vontade de chorar.

Quero que nesse novo universo o foco seja nas identidades heróicas, pois as civis eu particularmente acho muito fracas em comparação com o estilo Marvel. Clark Kent, Bruce Wayne, Hal Jordan e os demais são muito desinteressantes, então a DC tem que focar totalmente neles atuando como super-heróis. Aliás, estou empolgado para ler a revista Action Comics pois o escritor Grant Morrison disse que sua intenção com o Superman é focar justamente na ação.

Também espero que as personalidades da Mulher-Maravilha, Flash e Ciborgue estejam mais alteradas, para deixar de lado aquele lado “família feliz” que a Liga tinha. Tem que ser mostrado que eles estão juntos por um motivo de força maior, e não que necessariamente eles se sintam bem na companhia um do outro. Só assim essa nova série poderá apresentar um material com possibilidades diferentes, já que um dos slogans usados pela DC para promover esse novo universo é “conheça os novos 52“! Então, DC, eu quero mesmo conhecer 52 revistas novas, combinado?

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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