Encarcerados de Scalzi vem aí e os livros da Aleph lançados em 2017

No começo de fevereiro surgiu uma notícia muito bacana na página do Facebook da Aleph: um dos primeiros lançamentos da editora em 2018 será (junto com Sonhos Elétricos de Philip K. Dick) um novo romance de John Scalzi, autor do excelentíssimo Guerra do Velho, chamado Encarcerados.

Veja só, eu não sou crítico literário ou profundo conhecedor do meio dentro da ficção científica, que fique bem claro. O que sei tenho aprendido justamente nestes últimos anos acompanhando muito dos materiais na qual a Aleph tem lançado, e relançado, no Brasil, dentre clássicos e romances da era moderna. Assim, pelo que entendi do Scalzi, tendo conhecido os dois primeiros livros da saga de Guerra do Velho, isso já é o suficiente para me deixar ansioso e curioso com um novo livro, com uma nova proposta e em um novo universo. Até porque gosto da linguagem e da narrativa do autor nos livros mencionados, sempre com um humor bem apurado e também com ideias e construções de conceitos da ficção que são fáceis de serem assimilados, com roupagens até mesmo modernizadas de alguns dos clichês clássicos do gênero.

Eis, aos curiosos, a sinopse de Encarcerados que retirei lá da página da Aleph no Facebook:

“Um vírus altamente contagioso matou mais de 400 milhões de pessoas. Os sobreviventes, em sua maioria, ficam com uma sequela para o resto da vida: o encarceramento prende suas mentes ativas e saudáveis em corpos incapazes de qualquer movimento voluntário, na chamada Síndrome de Haden.

A solução é a comunicação dessas mentes com corpos robóticos, que passam a ser uma extensão do organismo dos hadens e lhes permitem viver em sociedade. Os encarcerados trazem muitas mudanças para o mundo, fazendo surgir uma cultura própria e leis para as suas particularidades. Mas claro que algumas pessoas começam a fazer uso impróprio dessa cultura e leis para cometer assassinato, abuso de poder político, ou até pior…

ENCARCERADOS, escrito por John Scalzi, é excitante, divertido, tem bons personagens, traz um universo cyberpunk e distópico bem construído e verossímil, que nos transporta para um futuro assustadoramente próximo. (E a gente achou que o Scalzi não conseguiria nos impressionar tanto depois de Guerra do Velho…).

Chega na segunda quinzena de março. Tradução do Petê Rissatti, ilustração do Josan Gonzalez e capa do Pedro Inoue.”

O livro, por sinal, entrou agora, no dia 26 de fevereiro, em pré-venda em várias livrarias online, como a Amazon. Lançamento previsto para 20 de março. Para quem já quer ficar de olho em descontos e promoções na reserva, já é bom ir acompanhando.

Antes de passar para o segundo assunto da postagem, quero aproveitar para comentar que terminei há algumas semanas As Brigadas Fantasmas, segundo livro da série Guerra do Velho e estou cozinhando a resenha do mesmo para o quanto antes ser publicada aqui no site. Já estou ansioso pelo próximo livro, porém Encarcerados me deixou um pouco mais calmo agora, pois terei algo novo do autor para me entreter enquanto isso não acontece. Mas o que posso dizer sobre As Brigadas Fantasma aqui é que ele é tão bom quanto o primeiro, mas ainda assim levemente diferente, no sentido de que faz falta algumas coisas inesperadas, enquanto outras tão interessantes quantos surgem para tampar ausências, sem mencionar a construção que é sagazmente criada para o terceiro livro da série. Quem ainda não conferiu, corre que tá em tempo!

— Aleph em 2017

Sendo bem honesto, queria ter feito essa postagem antes do ano virar, ainda em dezembro. Mas sabe-se lá porque cargas d’água o tempo nunca flui como a gente planeja. Quando me dei conta o carnaval já havia passado e cá estou, no último dia do mês de fevereiro. Maldita vida adulta.

Mas vamos lá. Como a imagem acima do parágrafo anterior indica, a Aleph lançou 21 livros em 2017. Muitos dos quais tive o prazer e a oportunidade de ler e escrever a respeito por aqui. Outros estão aqui na enorme pilha da minha mesa, já iniciados ou na fila. Além de As Brigadas Fantasma, tenho comentado pelas redes sociais do site, por exemplo, a respeito de Cama de Gato, de Kurt Vonnegut, na qual também já estou na reta final de sua leitura. Outros, como Piquenique na Estrada, Tormenta de Fogo e Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? estão na fila dos que quero iniciar no início de março. Há também Star Wars – Dívida de Honra e Battlefront que preciso adquirir oportunamente, pois tenho interesse em conhecer ambos. Entre outros mais antigos do catálogo da editora.

Enfim, espero mais um ano divertido lendo ficção científica e escrevendo a respeito por aqui. E o meu objetivo aqui é listar essa pequena pilha de lançamentos da Aleph em 2017, com suas respectivas sinopses oficiais e deixar você que está lendo este texto curioso e intrigado com alguns destes livros. Quem saber até procurar adquirir algum deles e voltar aqui para bater um papo a respeito. E aqueles títulos que consegui falar a respeito aqui no site, opinando sobre, também já deixo coloco o link na lista abaixo.

Vencedor do prêmio Hugo de 1962, Um Estranho Numa Terra Estranha traz a história de Valentine Michael Smith, um humano criado em Marte. Ao ser trazido à Terra, ele entra em contato pela primeira vez com seus iguais e se esforça para entender os costumes, a moral e as regras sociais que definem os estranhos terráqueos. Em meio a diversas barreiras, o homem de Marte se esforça para grokar (termo em marciano, criado pelo autor, com diversos significados, como: beber, sentir, aprender e fazer parte) esse mundo tão alienígena a ele, enquanto procura explicar à humanidade seus próprios conceitos fundamentais, bem como suas concepções de amor e respeito. No romance, o leitor irá se deparar com os mais diversos tópicos de discussão: desde o amor livre, passando por críticas ao consumismo e até às instituições cristãs. A obra é vista como uma afronta ao moralismo e à cultura da época e, graças à sua mensagem de liberdade, tornou-se um manifesto do movimento hippie da década de 1970. É quase inevitável não fazer uma comparação com Tropas Estelares, também escrito por Heinlein. Enquanto Tropas, lançado em 1959, apresenta um viés mais militarista e conservador, Um Estranho Numa Terra Estranha, lançado dois anos depois, chegou ao público repleto de críticas sociais, hedonismo, e uma clara insatisfação com a cultura de sua época. Essas duas obras totalmente distintas, lançadas em um curto período de tempo, demonstram a versatilidade e a genialidade de Heinlein, que, ao lado de Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, é considerado um dos maiores autores da ficção científica.

Reconhecido pela crítica e considerado um dos mais vendidos de todos os tempos, Duna, retorna ao leitor em uma edição a altura de sua importância: com tradução revisada, um novo projeto gráfico, capa dura e uma introdução escrita por Neil Gaimain. Uma estonteante mistura de aventura e misticismo, ecologia e política, este romance ganhador dos prêmios Hugo e Nebula deu início a uma das mais épicas histórias de toda a ficção científica. Nessa trama repleta de política e religiosidade, o jovem Paul Atreides, herdeiro de uma poderosa família que foi vítima de um golpe, é treinado nas doutrinas secretas de uma antiga irmandade, que vê nele a esperança de realização de um plano urdido há séculos. Assim começa uma trajetória para transformar um homem comum em herói e messias. Duna é um triunfo da imaginação, que influenciará a literatura para sempre.

Base para o seriado de televisão The Expanse e considerada uma das principais obras da ficção científica contemporânea, Leviatã Desperta, de James S.A Corey, é o primeiro volume de uma série composta, atualmente, por 6 livros. O romance, que é repleto de conflitos políticos e grandes investigações policiais, se passa em um momento conturbado para a humanidade, duzentos anos após sua expansão para o espaço. Com o uso da tecnologia e a intenção de colonizar o universo, os humanos se espalharam pelo sistema solar e ocuparam diversos planetas, se dividindo em grupos com interesses conflitantes. É nesse cenário que um capitão de nave e um detetive decadente se envolvem nas investigações do desaparecimento de uma garota; e o que eles descobrem leva nosso sistema solar à beira de uma guerra civil e expõe a maior conspiração da história humana. Embora possua elementos comuns às space operas, Leviatã Desperta também traz um clima noir e muito suspense – sua trama principal é uma investigação conduzida pelos protagonistas. Tais características ampliam o seu público-alvo, não só para os fãs da série, mas também para os leitores de clássicos do sci-fi, que têm predileção pela criação de grandes universos, e para os leitores que preferem histórias com mais ação e mistério.

Tormenta de Fogo, de Brandon Sanderson, continuação do livro Coração de Aço. Ao enfrentar o maior supervilão que já existiu, David ficou famoso. Mas sua tão sonhada vingança foi só o passo inicial de uma jornada bem mais difícil, e agora ele vai acompanhar os Executores em uma missão misteriosa à cidade de Babilar, governada por uma Épica bondosa, mas com segundas intenções. Enquanto ajuda sua equipe a desvendar os planos dessa mulher, David enfrenta suas próprias dúvidas. Desde os acontecimentos na luta contra Coração de Aço, seu ódio cego aos Épicos foi abalado, e o garoto se pergunta: será que não é possível haver, entre os super-humanos, algum herói?

— Na continuação do premiado livro Guerra do Velho, a tenente Jane Sagan descobre uma armadilha sendo tramada contra a humanidade e um plano para a subjugação e a erradicação de sua espécie inteira. É um genocídio planejado detalhadamente com base na cooperação, até então inédita, entre três raças. E um ser humano. Para lidar com essa trama, as Brigadas Fantasma, com soldados que já nascem com o propósito de proteger a raça humana, precisam entrar em ação. Passando por conflitos de identidade, mas com um forte senso de companheirismo, esses soldados serão liderados por Jane Sagan, que precisa impedir uma guerra entre espécies enquanto lida com um fato preocupante: em meio a suas fileiras, pode haver um traidor. Com a escrita dinâmica, leve e inteligente característica de John Scalzi, As Brigadas Fantasma discute questões éticas e de identidade enquanto envolve o leitor na história de uma grande conspiração política e bélica.

  • Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick (amzn.to/2Fb6UiB) 336 páginas

Edição especial de 50 anos do clássico que inspirou o filme Blade Runner. O livro traz acabamento em capa dura, impressão em duas cores, e 10 ilustrações exclusivas, assinadas por artistas nacionais e internacionais. São eles: Dave Mckean, Peter Kuper, Liniers, Elena Gumeniuk, Antonello Silverini, Rebecca Hendin, Danilo Beyruth, Guilherme Petreca, Gustavo Duarte e Bianca Pinheiro. Além de dois textos inéditos: um ensaio exclusivo para esta edição assinado pelo jornalista e escritor Rodrigo Fresán; e um ensaio de Douglas Kellner e Steven Best, acadêmicos da Universidade da Califórnia e da Universidade do Texas em El Paso, respectivamente, que analisa os cenários pós-apocalípticos criados por Dick nesta e em outras obras. Em uma terra decadente coberta por uma poeira radioativa e devastada por uma guerra atômica, Rick Deckard é um caçador de recompensas. Para melhorar seu precário padrão de vida, Deckard sonha sem substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal verdadeiro – um sonho de consumo que vai além de sua condição financeira. Ele vê a chance de realizar esse desejo ao ser chamado para um novo trabalho: perseguir e aposentar seis androides que assassinaram seus mestres e estão refugiados. Mas as convicções de Deckard podem mudar quando ele percebe que a linha que separa o real e o fabricado não é mais tão nítida quanto acreditava. Androides sonham com ovelhas elétricas? retrata uma atmosfera sombria e perturbadora para contar uma história impressionante e abordar questões filosóficas profundas sobre a natureza da vida, da religião, da tecnologia e da própria condição humana.

Nós, escrito por Iêvgueni Zamiátin, é a distopia original que inspirou desde grandes clássicos do gênero – Admirável Mundo Novo, 1984, Laranja Mecânica e Fahrenheit 451 – até livros mais recentes – Divergente e Jogos Vorazes. A obra, esgotada há anos no mercado brasileiro volta em uma edição de luxo com texto traduzido direto do russo e duas leituras complementares. A primeira é uma resenha do livro escrita por George Orwell, autor de 1984, originalmente publicada na revista londrina Tribune em 1946. Orwell ressalta a ousadia política de Nós e indica alguns dos incontáveis aspectos em que Zamiátin inspirou Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Há também uma comovente carta enviada por Zamiátin a Stálin, pedindo para sair da União Soviética, onde todas as suas publicações estavam sofrendo perseguição política. “Se eu for verdadeiramente um criminoso que merece punição, não creio que mereça uma punição tão grave quanto a morte literária. Por isso, peço que essa sentença seja comutada pela deportação da URSS”, escreve. Em suas páginas, o autor imaginou um governo totalitário chamado Estado Único que, supostamente pelo bem da sociedade, privou a população de direitos fundamentais como o livre-arbítrio, a individualidade, a imaginação, a liberdade de expressão e o direito à própria vida. Um mundo completamente mecanizado e lógico, onde as pessoas não possuem nomes, mas sim números, e o Estado dita os horários de trabalho, de lazer, de refeições e até de sexo. A trama traz a história de D-503, um engenheiro que vive pleno e feliz (exatamente como ordena o grandioso Estado Único), mas começa a duvidar das próprias convicções ao conhecer uma misteriosa mulher que comete a ousadia de bular regras, e que o contamina com a doença chamada imaginação.

  • Piquenique na Estrada, de Boris Strugátski (amzn.to/2GRIvfb) 320 páginas

A cidade de Harmont está mudada. Desde que foi palco de uma das várias invasões alienígenas na Terra, o clima é de incerteza e medo. Os visitantes anônimos não se comunicaram com os terráqueos, e assim deixaram a humanidade com questionamentos aterradores. Nos locais onde eles estiveram, agora zonas proibidas, fenômenos perigosos continuam acontecendo. O trabalho ilegal de Redrick Schuhart, e de todos os outros stalkers, é invadir esse território para coletar e depois comercializar estranhos e misteriosos objetos trazidos de mundos distantes. Publicado pela primeira vez em 1971 na União Soviética, Piquenique na Estrada mistura alusões à Guerra Fria e reflexões sobre a insignificância humana. Adaptado para os cinemas no filme Stalker, de Andrei Tarkóvski, é um dos maiores clássicos da ficção científica no leste europeu. Traduzido direto do russo, e com o texto original escrito pelos Strugátski, esta edição traz duas leituras complementares: um posfácio escrito pelo próprio Bóris e um prefácio assinado por Ursula K. Le Guin, autora de A Mão Esquerda da Escuridão.

— Cama de Gato, clássico do reverenciado autor Kurt Vonnegut, é uma divertida sátira do homem moderno e de suas loucuras. As desventuras de seu protagonista começam quando ele decide escrever um livro sobre o dia do bombardeio em Hiroshima. Em sua pesquisa sobre o inventor da bomba atômica, o escritor entrevista diversas pessoas que conviveram com o cientista, e essas interações o fazem descobrir histórias e lugares inusitados e conhecer personagens cômicos. Guiada por uma controversa religião fictícia cheia de ensinamentos sarcásticos, sua narrativa fala sobre moral, ciência, política, e o fim do mundo. O humor de Vonnegut é subversivo e incômodo. Com seu estilo inigualável, ele criou, em Cama de gato, a mais peculiar ficção apocalíptica já escrita.

Solaris, romance de ficção científica escrito em 1961 pelo polonês Stanislaw Lem. A obra chega ao leitor em uma edição caprichada: texto traduzido por Eneida Favre direto do polonês e um projeto gráfico luxuoso, com capa dura. Stanislaw Lem tornou-se um marco no gênero ao tratar de assuntos delicados, como traumas pessoais, inteligência humana e ciência, com uma grande carga emocional e psicológica envolvida. Ao longo das páginas, o autor conseguiu imaginar cenários vivos com maestria, descrever os empecilhos da comunicação com espécies alienígenas, retratar como a condição humana pode ser incapaz de lidar com o novo e o inexplorado sem causar destruição e ainda levantar discussões: o amor é uma projeção? Qual o lugar da humanidade no universo? Até que ponto as memórias formam uma identidade? E ele tece esses assuntos com uma escrita inteligente e irônica, um dos grandes trunfos da obra. O livro traz a história do cientista Kris Kelvin, psicólogo que vai ao planeta Solaris para estudar um oceano vivo – e possivelmente inteligente – que cobre a sua superfície. Mas ao chegar na estação espacial, Kelvin encontra colegas de trabalho hostis e amedrontados. Logo ele descobre que esses respeitados cientistas estão sendo perturbados por estranhas aparições, que também começam a afetar sua própria percepção. O que ele vê são suas memórias mais obscuras e reprimidas, materializadas por obra de alguma misteriosa força atuante no planeta.

Os Despossuídos, de Ursula K. Le Guin, é um romance de ficção científica ambientado no mesmo universo que A Mão Esquerda da Escuridão. Vencedora dos prêmios Nebula, em 1974, Hugo e Locus, em 1975, a obra lida com temas fundamentais a sua época, como o capitalismo, o comunismo russo e o anarquismo, além dos conceitos de individual e coletivo. A trama passa em dois planetas-gêmeos: Urras e Anarres. O primeiro é um mundo dividido em vários estados e dominado pelos dois maiores, que são rivais. Numa alusão clara aos Estados Unidos e à União Soviética, um dos Estados possui uma economia forte e uma sociedade patriarcal, enquanto o outro se posiciona como proletário e deseja imprimir seu modelo político em todo o planeta. Além disso, há um terceiro país, que, embora subdesenvolvido, é de extrema importância e se torna alvo de uma disputa política entre as duas nações soberanas, que iniciam uma guerra disfarçada entre si, em uma alusão à Guerra Fria. Já o planeta Anarres vive uma situação bem diferente: sua política anarquista, que representa uma terceira via à crise planetária de Urra, cria uma ilusão de sociedade perfeita. Tal ilusão só é quebrada quando um jovem e brilhante físico, Shevek, descobre a “Teoria da Simultaneidade”, que pode acabar com o isolamento do planeta, assim como favorecer as guerras de seu vizinho.

Count Zero, de William Gibson, é o segundo volume da Trilogia do Sprawl, uma das séries mais cultuadas da ficção científica. A obra, passada sete anos após os eventos de Neuromancer, continua a apresentar a evolução da Matrix e das inteligências artificiais que a habitam, agora, conhecidas como Deuses Vudus. É nesse universo frenético e superconectado que duas poderosas corporações multinacionais, Maas Biolabs e Hosaka, travam uma guerra pelo controle de uma nova tecnologia, o biochip. Para isso utilizam todos os métodos possíveis de espionagem desde Hackers até violentos mercenários. Em meio a esse caos futurista, Bobby Newmark, um aspirante a cowboy, acaba entrando de gaiato nessa história. E ele estaria morto, se não fosse a intervenção salvadora de uma misteriosa garota feita de luz. Por causa disso, Bobby – agora, Count Zero- se torna uma pessoa valiosa e é ai que a caçada começa.

Mona Lisa Overdrive, de William Gibson, é o terceiro e último volume da Trilogia do Sprawl, uma das mais cultuadas da ficção científica. A obra dá sequência aos acontecimentos de Neuromancer e Count Zero e mantém o mesmo estilo cyberpunk. Porém, agora a utilização do ciberespaço evoluiu de tal modo que as inteligências artificiais atingiram a autoconsciência. Libertas do controle humano, elas povoam a Matrix e assombram os usuários. Em uma história com altas doses de ação e aventura , o romance leva ao leitor novos personagens, como: Mona, uma jovem prostituta a quem é oferecida uma grande oportunidade, Angie, uma popstar do stim, que possui a habilidade de conectar-se ao ciberespaço sem auxílio de nenhum dispositivo e Kumiko, uma jovem que teve de vir do Japão para se safar de uma guerra entre gangues e encontra apoio em uma experiente samurai das ruas. Essa história conclui os eventos iniciados em Neuromancer, fechando assim a trilogia ícone do cyberpunk

Originalmente lançado em 2015, STAR WARS: Battlefront – Companhia do Crepúsculo, um romance de Alexander Freed, é inspirado no mais recente jogo da franquia. Na trama do livro, a primeira Estrela da Morte acaba de ser destruída e o combate entre a Aliança Rebelde e o Império se intensifica. Quando uma desvantagem força um recuo dos rebeldes, a sua força de frente, a Companhia Crepúsculo, retrocede relutantemente, mas a descoberta de um improvável aliado que muda a situação e pode dar aos oponentes do Império um novo trunfo estratégico. O jogo ainda possui um enorme sucesso entre o público, principalmente porque ele recria, de maneira muito fiel, várias cenas-chave dos filmes. Em 2016, Além de chegar ao primeiro lugar na lista de mais vendidos no Reino Unido e tornar-se o maior lançamento entre os jogos da franquia, o game também ganhou vários prêmios, incluindo o da Academy of Interactive Arts & Sciences awards como “Action Game Of the Year” e “Outstanding Sound Design”. Assim como o jogo, o romance leva ao público batalhas épicas, muita ação e reviravoltas espetaculares.

O imperador está morto, e os vestígios de seu derrotado governo estão recuando. Na emocionante continuação de STAR WARS: Marcas da guerra, a Nova República luta para instaurar uma paz estável na galáxia após a destruição da segunda Estrela da Morte. É um momento de novos começos e novos destinos e, para Han Solo, isso significa pagar uma última dívida, ajudando Chewbacca a libertar seu mundo natal, Kashyyyk. Enquanto isso, o grupo de Norra Wexley persegue agentes imperiais remanescentes pela galáxia, levando-os à justiça. Mas ainda não conseguiram capturar a grã-almirante Rae Sloane, a nova líder do Império, uma mente ardilosa e disposta a tudo para restaurar a antiga ordem política. A caça a Sloane é interrompida quando Norra recebe um pedido de ajuda urgente da princesa Leia Organa. Em sua tentativa de libertar Kashyyyk, Han e seu grupo de contrabandistas caíram em uma emboscada, que resultou na captura de Chewie e no desaparecimento de Han. Agora, alguém precisa resgatá-los; e quem melhor que esse desajustado time, que inclui agentes rebeldes, um ex-imperial, uma caçadora de recompensas, um aspirante a piloto e um droide psicopata, para trazer Han Solo de volta para casa? Ao aceitar a missão e seguir para a última localização da Millenium Falcon, Norra e sua equipe se preparam para qualquer desafio que possa dificultar essa busca. Mas eles nem imaginam a verdadeira dimensão dos perigos que os aguardam – ou a crueldade implacável do inimigo que os está encurralando.

Quando a Aliança Rebelde derrubou o Império, a princesa Leia acreditava que um longo período de paz iria começar. Mas o que se seguiram foram décadas de brigas sem fim e rixas partidárias no senado da Nova República. Leia, agora uma senadora influente, está perdendo a fé na política enquanto assiste seus colegas no senado, desesperados por mudanças, tomarem medidas que podem destruir o governo igualitário recém-criado. A última princesa de Alderaan torna-se a única esperança da democracia em seu momento mais frágil, mas o passado e o futuro com o lado sombrio da Força a perseguem. O treinamento Jedi de seu filho Ben a preocupa, especialmente depois que ele e Luke param de lhe mandar mensagens, e um dos maiores segredos da família pode vir à tona e colocar em cheque sua credibilidade. Situada pouco antes do Episódio VII: O Despertar da Força, esta obra da aclamada escritora Claudia Gray apresenta o surgimento da primeira ordem e do clima que impera na galáxia nos novos filmes, além de aprofundar os conflitos de sua protagonista, a princesa Leia.

Vivendo em exílio em um planeta distante, o desconhecido guerreiro que atende pelo nome de Thrawn está prestes a ingressar nas fileiras imperiais. Com suas estratégias peculiares e sua inteligência militar inigualável, ele vai se tornar um dos mais sagazes e impiedosos membros do Império Galáctico. O grão-almirante Thrawn é um dos mais cativantes personagens do Universo Expandido de STAR WARS, e conquistou um lugar de destaque entre os vilões da saga, até se tornar um personagem canônico e indispensável, presente na famosa série Rebels. Mas suas origens e o caminho percorrido na hierarquia imperial sempre foram um mistério. Agora, Timothy Zahn revela os eventos que deslancharam esse mestre estrategista e o transformaram em um perigoso líder militar.

É difícil acreditar que este é o último ano de Roan na Academia Jedi. Ele tem estado mais ocupado do que nunca aprendendo a voar (e a lavar) naves espaciais, nadando na Região dos Lagos em Naboo, estudando para o exame do desafio de obstáculos Jedi e rastreando dezenas de clones de vorpak (nem pergunte). Mas agora, alguém está fazendo ele ter problemas com todos na escola, inclusive com o mestre Yoda. Se Roan não descobrir quem é, e rápido, pode ser expulso da escola! Porque a escola secundária não pode ser mais fácil? Essa história incrível e original captura todo o humor, estranheza, diversão e frustrações do ensino fundamental. As histórias são narradas através do diário de Roan, um aprendiz de Jedi, que registra seu dia a dia em cartas, desenhos, e-mails e muito mais.

E fim! UFA! Agora que venha um 2018 com mais e mais lançamentos!

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