GAMEPLAY | O início empolgante de Starlink: Battle for Atlas

Lançado na semana passada, Starlink: Battle for Atlas é um destes jogos que não pode se julgar apenas por sua capa. No vídeo publicado em nosso canal no YouTube dá para ver os primeiros 40 minutos iniciais dessa nova IP da Ubisoft. E cabe aqui algumas explicações sobre o game, já que não tem se falado muito a seu respeito aqui no Brasil.

Primeiro que o jogo é um daqueles que causam certa confusão. Anunciado como um destes jogos que possuem conectividade com brinquedos físicos (ou peças colecionáveis, chame como quiser). Tal como ocorre com (o extinto) Disney Infinity, Skylanders da Activision e até mesmo os Amiibos da Nintendo. São jogos produzidos para vender estas peças colecionáveis e que nem sempre são bons jogos. Starlink: Battle for Atlas parece ser algo que pode fugir dessa regra.

É claro que joguei apenas o que o vídeo acima demonstra, mas tudo ali me divertiu, impressionou e me entreteve. Starlink me lembrou bastante de Star Fox, e não é para menos que no Nintendo Switch o jogo tem uma missão exclusiva com Fox McCloud e sua trupe (que tem sido bem elogiado pela crítica internacional).

No geral é um jogo de nave, mas que namora alguns outros elementos populares dos atuais jogos. Todo o segmento inicial no planeta que serve como tutorial para algumas mecânicas lembra muito um jogo de exploração, onde o jogador coleta itens, podendo fabricar algumas coisas, enquanto analisa a fauna e luta para destruir pontos de controles. Não é um voo livre, mas quase como uma planador. Mas claro que o game não se limita a isso, tanto que ao final dessa missão inicial o jogador sai do planeta e vai ter seus momentos e batalhas no espaço, onde as mecânicas ficam mais soltes e livre, como as fases de arena de Star Fox 64. É bem interessante.

Outro ponto importante é que Starlink: Battle for Atlas não exige que o jogador tenha o suporte e as naves físicas que se conectam ao game. Sim, eles devem dar atributos e coisas extras, mas tudo ali funciona muito bem sem. Eu estou jogando no vídeo sem o uso delas e mesmo assim o game abre um leque muito bom de armas que podem ser adicionadas a minha nave a qualquer momento, apenas pausando o jogo e criando uma nova combinação, a qual é bem rápido e intuitivo. Achei sensacional.

Há uma boa variedade de armas, com diversos tiros diferentes, que são usados de maneiras diferentes dentro do game. Os inimigos também possuem fraquezas distintas, e o jogo alerta isso ao jogador, provavelmente pelo contexto de seu público alvo ser mais jovem (ainda que tenha me agradado muito, independente da minha idade).

Meu único lamento, e justamente por conta do apelo mais jovem do jogo, é do mesmo estar apenas localizado no Brasil com legendas em português. Estar legendado já é ótimo, porém meu pequeno, de 6 anos, se divertiria bem mais com Starlink se ele estivesse dublado, facilitando que ele compreendesse a história e algumas coisas, sem ter que precisar da minha ajuda para ler tudo para ele. Porém entendo que por conta das naves não serem viáveis serem lançadas no Brasil, isso talvez tenha prejudicado um pouco o orçamento que o setor nacional da Ubisoft teria para dublar o jogo ao nosso território.

No mais, Starlink: Battle for Atlas foi uma impressionante surpresa. Está sendo lançado em um mês tenso de jogos blockbusters, então é muito possível que acabe passando batido por muitos jogadores, porém não deveria. Está em um segmento carente de bons jogos e tem muito inspiração e influência de Star Fox. Tem muito potencial, mas pra isso é preciso que o jogo tenha uma chance de brilhar nesse competitivo final de ano. Eis então aqui sua recomendação e podem esperar pelas impressões completas do jogo em breve.

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