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Gears 5 Tech Test, um pouco das novidades do modo Versus

Este foi o primeiro final de semana de testes para o multiplayer

Aconteceu entre o dia 19 até hoje, dia 22 de julho, o primeiro teste técnico do Versus multiplayer de Gears 5. Todos os jogadores que são assinantes do Xbox Game Pass, assim como aqueles que já encomendaram o jogo em pré-venda, tiveram a chance de conferir algumas das mudanças que o estúdio The Coalition está preparando para o título, seu será lançado no próximo dia 10 de setembro.

O objetivo de um teste assim, um pouco antes do lançamento final do jogo tem vários objetivos. Testar as mudanças frente a comunidade dos jogadores. Recolher opiniões e ver se ainda é possível modificar e balancear armas, classes e situações dentro do que os dados destas partidas podem oferecer. Outro bom motivo para tal teste é ver a questão dos servidores. A quantidade necessária, quantos jogadores online são necessário para que haja sinais de problemas, dentre outros elementos, como tempo de busca das partidas, do intervalo, de lags e ping entre regiões e afins.

E realmente houve problemas na sexta-feira, dia 19. Os servidores não aguentaram a quantidade de jogadores online buscando partidas. A fila de espera estava enorme, nada conectava. Estava difícil. O estúdio esteve monitorando tudo e dando retorno aos problemas no Twitter oficial do jogo, informando que novos servidores estavam sendo ligados. Eventualmente tudo melhorou. No domingo as partidas estavam suaves. Conectando rapidamente e sem engasgos.

Abaixo há um vídeo, lá do canal do site no YouTube, mostrando como estavam as partidas e a conexão já no domingo, dia 22. Foram 5 partidas consecutivas de Mata Mata no Modo Arcade, sem qualquer problema. Veja:

E as novidades, são boas?

Tendo realizado algumas sessões ao longo do final de semana, posso dizer que ainda não estou plenamente certo de todas as mudanças foram para melhores. Senti falta de algumas coisas, enquanto outras nem tanto.

No teste era possível testar três tipos de jogos: Mata Mata no novo modo Arcade, o tradicional Rei do Pedaço (a qual não consegui encontrar partidas até sábado, e domingo não tentei) e o modo Escalada 2.0. No que diz respeito ao modo Escalada, não dá para dizer que o joguei o suficiente para notar alguma mudança significativa. O esquema parece muito semelhante ao que já existe em Gears of War 4. São 13 rodadas, vence o time que vencer sete, a cada rodada armas vão sendo posicionadas no mapa. O esquema de vitória ainda segue o sistema de três áreas para dominar ou pontuar dominando o máxima de tempo possível a maior quantidade de áreas.

A grande novidade fica por conta do chamado Modo Arcade, que chega para mexer com parâmetros muito cimentados da franquia. A ideia dessa modalidade é um tanto parecida com os que são os Especialistas na série Call of Duty: personagens que carregam pra si habilidades únicas. As chamadas classes. Cada personagem representa um set de armas, que podem ser destravadas em tempo real ao longo das partidas conforme o jogador vai matando outros jogadores. Neste modo não há pontos de armas extras nos mapas.

Não é uma ideia ruim, mas tive a sensação de que tirou um pouco o que faz Gears of War ser… Gears of War. Os jogadores não correm mais para pontos chaves nos mapas, em busca de armas potentes. É mais caótico. Fora que para ter armas potentes você precisa matar jogadores. Meio que beneficia demais quem é bom e sacaneia quem ainda está aprendendo. No mapa restam apenas pontos de munição, que fazem o revés dos extintos pontos de armas.

Está diferente…

Além disso o que o Tech Test me deu a impressão é de que as armas do jogo ainda estão um tanto quanto desbalanceadas. Todas mais potentes do que precisariam ser. Se mata rapidamente, morre rapidamente. Perdeu-se aquele efeito mais troncudo da franquia, de personagens resistentes. Ficou mais idêntico ao que tem por aí. Isso, claro, neste teste realizado. Coisas podem mudar e nem todos os aspectos do multiplayer foram revelados aqui.

Ainda não está claro se o Modo Arcade vem para substituir por completo o Modo Tradicional, com as regras clássicas, ou se ambos vão coexistir conjuntamente. Porém esse efeito “tudo é forte demais” também aconteceu na partida de Escalada que joguei. As vidas da equipe acabam muito mais rapidamente do que normalmente se leva em Gears of War 4. Justamente porque os jogadores estão morrendo mais rapidamente. Se o desejo era que as partidas fossem mais rápidas e ágeis, conseguiram. A pergunta é se valeu a pena.

Fora isso há outros aspectos menores. A tela de morte está diferente. Antes a clássica caveira vermelha surgia no meio da tela até ficar 100% sólida e anunciar sua morte. Agora é o contrário, a tela vai ficando vermelha, e no meio há uma engrenagem transparente. É legal a ideia, mas sou fã xarope que gostava do efeito tradicional.

Há muito mais personalizações também, ainda que não estivessem disponíveis nesta demonstração. Tipos de execuções, cor do sangue ao morrer, gestos e falas customizadas individualmente para cada personagem. Ficou bem mais legal, mas na prática é preciso ver como será liberado estes itens aos jogadores na progressão do multiplayer. Eu, particularmente, não sou fã das caixas de itens aleatórios do quarto jogo. Elas nunca nos favorecem, e o dinheiro (do jogo) que se pede por elas é muito alto. Enfim, ainda quero ver como serão as políticas de microtransações de Gears 5.

Já as novas armas parecem todas ótimas ideias. Não cheguei a testar todas, mas a nova pistola semiautomática é o maior barato, ainda que não seja nem um pouco precisa, como a clássica snub é. Há também a clave, um machadão de ossos incrivelmente maneiro. Porém só vi o time dos Swarms usando (saudade do termo Locust). Ah sim, no modo arcade tem isso, tem armas que só a CGO estava usando, e armas que só os Swarms usavam. Achei interessante, pois dá um ar de que são realmente embates entre raças diferentes, que poder de fogo próprio para cada exército. Só me pergunto se é justo.

Quanto a essa ideia dos personagens representarem classes… não sou totalmente fã da ideia. Um sniper sempre será o mesmo personagem. O que o tornará um alvo fácil da equipe adversário. Você caçaria o personagem padrão ou os que tem classes mais apelonas? Sniper, o personagem com a Gnasher (sim, nem todos podem usá-la) ou aquele com armas pontentes (seria uma classe pesada/defesa), estes me parece ser os mais interessantes de serem caçados, impedindo-os de ficarem fortes demais.

Sem conclusões precipitadas

Mesmo com as mudanças, e a dificuldade em aceitá-las – fãs das antigas é assim mesmo, não poderia ser diferente – acho que é cedo demais para tirar conclusões. Como disse, nem tudo foi mostrado. Balanceamentos ainda serão realizados e outros modos apresentados.

Também não acho que as mudanças deixaram o jogo menos divertido. Gears ainda é Gears. O universo da série ainda é apaixonante para todos que a seguem desde seu início. A violência visceral, as falas dos personagens, a trilha sonora e sua ambientação. Alias, os dois mapas do teste, Distrito e Campo de Treinamento, são fantásticos. Bem na vibe da franquia.

Enfim, no próximo final de semana tem mais. Quem ainda não testou terá a chance de fazê-lo entre 26 a 29 de julho. Para encerrar, o tutorial que abre o Tech Test, apresentando os controles e o básico do combate do jogo. Houve algumas mudanças nos controles agora. A serra da lancer, por exemplo, é ativada no RB, enquanto que o botão B ficou para ataques corpo a corpo. Também não amei a mudança, mas de novo, sou velho e chato com mudanças. Vou me acostumar.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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