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Análise | Mutant Year Zero: Road to Eden

Disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC

Mutant Year Zero: Road to Eden é um destes jogos que te prendem em uma experiência de jogo singular, que talvez possa demorar um pouco para engrenar, mas quando engrena, é muito difícil de largar. O título foi lançado em dezembro do ano passado no PlayStation 4, Xbox One e PC, e agora no último mês de julho fez sua estreia no Nintendo Switch.

O jogo também voltou aos holofotes recentemente devido a uma nova expansão, Seed of Evil, que saiu no final de julho, trazendo um novo personagem, com uma história após os eventos finais do jogo base e novos locais para se explorar. Expansão que irei tratar a respeito em breve. A análise desta rodada diz respeito apenas ao jogo base.

Antes de adentrar no que interessa, vale apontar que Mutant Year Zero: Road to Eden é um jogo desenvolvido pelo estúdio sueco The Bearded Ladies, distribuído globalmente pela Funcom. O título tem como base uma famosa série de RPG de mesa chamada Mutant, original da Suécia. A versão usada para o jogo eletrônico é de uma versão de 2014 chamada Mutant År Noll (em inglês foi renomeado para Mutant Year Zero). Até onde sei, esses materiais são inéditos no Brasil. Detalhe: o jogo eletrônico não exige que o jogador conheça os livros de RPG de mesa. Tudo aqui é apresentado do zero.

Humanidade extinta, esta é a era dos Mutantes

Mutant Year Zero se passa em uma distopia pós-apocalíptica, a civilização como a conhecemos acabou e muito se perdeu. O mundo sofreu com uma guerra nuclear, seguida por uma doença intitulada Praga Vermelha, que devastou quase toda a raça humana. Poucos sobreviveram e mutantes surgiram, tantos humanos quanto animais ganharam formas humanoides e raciocínio semelhante ao nosso.

O planeta também foi devastado, os recursos para grupos sobreviventes se tornaram escassos. Comida e água estão contaminados. Facções disputam esta falta de alimentos entre si. Muito da tecnologia e da história da humanidade se perdeu, esquecida no tempo e preservada apenas por velhos anciões de tempos remotos. Um destes anciões é o criador da Ark, um local que tenta sobreviver a esse précario mundo.

O jogador acompanha a aventura de dois Stalkers, mutantes treinados para recolher recursos perdidos na zona, uma região não habitada, mas repleta de perigo e outros caçadores de diferentes facções. Aqui conhecemos o porco Bormim e o pato Dux, em uma busca por respostas quando um membro da Ark desaparece e ambos são encarregados de encontrá-lo.

Ao longo da trama somos apresentados a uma facção um tanto quanto religiosa chamada Nova Sect, que não se submete as regras da Ark e elimina a todos que não aderirem a sua organização. Os planos de Nova Sect, porém, talvez sejam maiores do que o jogador irá imaginar inicialmente. Este é um dos segredos que Bormin e Dux irão descobrir ao adentrarem nesta perigosa jornada.

Em meio a um turbilhão de eventos, a dupla irá encontrar aliados, enquanto descobrem que uma antiga lenda talvez não seja uma lenda. Será que Eden é o paraíso prometido nas lendas? O local onde todos vivem em paz e não há falta de recursos? É preciso acompanhar esse jornada até o fim para descobrir.

Furtivamente tático

Mutant Year Zero é um jogo de estratégia baseado em combates táticos por turno, similar a jogos como XCOM. Entretanto há algumas ideias novas aplicadas ao gênero que o tornam único e diferente do exemplo mencionado. A principal destas ideias provavelmente é o elemento da furtividade. Não ser detectado pelos inimigos até de fator ser inevitável o confronto direto.

Somada a ideia da furtividade está a livre exploração dos ambientes do jogo. Pode-se andar a vontade por todo o cenário enquanto não for detectado pelo inimigo e acionar o combate. Isso dá ao jogador o poder de escolha de onde se posicionar e quando abrir os turnos para as batalhas. O jogo em que o mesmo chama de emboscada. Mate sem ser percebido por todos os inimigos em uma arena.

Para isso o jogador conta com alguns recursos interessantes. Basicamente todos seus personagens tem pelo menos uma arma com silenciador. Ninguém ouvirá você atirar, então basta matar um inimigo em um único turno de emboscada para evitar que ele avise outros aliados da sua presença.

Porém inimigos também podem lhe ver. Cada um tem um raio de detecção ao seu redor. Atacar um inimigo próximo a outro, entrando assim em seu campo de visão, irão entregar a sua posição. E é meio que impossível matar dois inimigos em um único turno. O que sobreviver ao primeiro turno irá alertar a todos os demais ao redor. E não é fácil vencer um confronto onde os inimigos normalmente estão em maior número e melhor posicionado do que você.

Ou seja, a regra de ouro deste jogo é não ser detectado até que não seja mais possível eliminar os inimigos um a um. E quanto for, esteja pronto para improvisar e sempre tenha um plano B. Isso pode salvar seu grupo.

Analise suas chances

Como todo título de estratégia tática, o esquema de apresentar um percentual de chance de acertar um tiro em um inimigo também se faz presente em Mutant Year Zero. Atacar nem sempre vai significar sucesso aqui. Distância, cobertura, posicionamento, altura… há uma série de variáveis que vão dizer se seu ataque pode ou não acertar. Chances de 25%, 50%, 75% não garantem que o ataque vá ser bem sucedido. E não se preocupe em não saber calcular isso, pois estes números são mostrados e detalhados na tela do jogo.

O ideal é sempre atacar com chances de sucesso de 100%. Porém normalmente isso significa está muito próximo do inimigo, e pegá-lo antes do mesmo se esconder em uma cobertura. Para isso o jogador conta com algumas ferramentas interessantes. Há armas que podem destruir estas cobertura. Basicamente todo o cenário do jogo é destrutível. Porém armas potentes e barulhentas não são sua única opção.

Outra alternativa para incapacitar oponentes com altas taxas de sucesso é utilizar alguma habilidade especial. Afinal, é um jogo com mutantes, nada mais juntos do que lhe dar poderes e habilidades especiais. Bormin, por exemplo, tem um excelente ataque em que ele destrói coberturas e nocauteia o inimigo por dois turnos. Uma habilidade perfeita para atacar furtivamente inimigos isolados do resto do grupo. Dux pode criar asas e voar, aumentando sua altura e melhorando o percentual de acerto do alvo para quase sempre 100%. Já em outra habilidade de Dux, o mesmo pode dar um tiro que também imobiliza o alvo de se mover por dois turnos, ainda que neste caso não impeça o mesmo de atacar ou até mesmo chamar aliados.

Estas mutações, como o jogo chama, são destravadas ao longo da progressão da campanha, subindo naturalmente de nível com seus personagens. Batalhas e confrontos rendem experiência para tal. E todos os personagens, até mesmo os demais que ainda não mencionei, possuem uma árvore de habilidade única para gastar seus pontos ganhos de forma individual.

Há mutações passivas, como melhorar a saúde, distância em que se pode andar em confronto, lançar mais longe uma granada, assim como mutações leves e pesadas. Mutações que lhe garante um melhor status, como maior alcance da arma, ou chances maiores de acertos críticos (que causam dano extra) e mutações pesadas, que gastam em batalha e para serem reutilizadas é preciso eliminar certo número de inimigos para serem recarregadas.

Além de tudo isso há outros tipos de danos e condições que podem ser afligidos em batalhas, como dano por fogo que deixa o jogador ou os inimigos queimando (dano contínuo) por alguns turnos, ou dano por eletricidade, que pode paralisar ambos os lados por alguns turnos. Há também condições especiais, como equipamentos que lhe protegem contra investidas que poderiam lhe nocautear e também contra o controle mental, que é quando um inimigo assume o controle de um dos personagens do jogador.

Os turnos do jogo possuem dois pontos de ação. Você pode andar e depois atirar, por exemplo. Recarregar a arma gasta um ponto de ação, por sinal, e sim, as armas precisam se recarregadas e normalmente ficam com poucas balas no gatilho para serem usadas – de uma a três, dependendo do tipo de arma. Cada personagem pode carregar duas armas, e trocar entre elas não gasta ponto de ação.

Outros movimentos que gastam pontos de ação são as habilidades especiais, lançar granadas e ativar as opções de sentinela, faz você atacar quando um inimigo se mover no turno dele, e entocar, que aumenta as chances de não ser acertado em seu turno. Caso o jogador atire, opções como entocar ou de ficar sentinela não podem ser utilizadas. Atirar também logo no primeiro ponto de ação faz com que o segundo seja inutilizado e o seu turno se encerre.

Basicamente estas são as dinâmicas e opções das batalhas do jogo. A parte de qual estratégia usar vai de cada estilo de jogador. Comigo tem funcionado a abordagem furtiva, ainda que incidentes ocorreram as vezes e não derrubei alguns personagens logo de cada. No geral até mesmo conta um grande número de oponentes já tenho conseguido me virar. Usando e abusando das diversas táticas que o jogo oferece (e de Kits Médicos, muitos deles).

É importante também entender o perfil de cada personagem do jogo. Bormin tem uma classe mais tanque, então ele é ótimo colocar na frente dos companheiros, fazendo os inimigos darem atenção ao porcão, que aguenta mais dano (coloque o equipamento certo nele e o resultado será de alto desempenho). Dux é o sniper, sua saúde é terrível e portanto ele precisa ficar mais afastado. Seus tiros tendem a ser certeiros e causar muito dano. Também construir em Dux o perfil de especialista em combate contra robôs, com chances altíssimas dele imobilizar robôs a cada ataque realizado. E aí tem a Selma, personagem que ainda não comentei e que é meio humana. Selma é o coringuinha dessa dupla, ao menos no meu jogo. Ela é perfeita para granadas, anda grandes distâncias e tem a habilidade de enraizar múltiplos inimigos, impedindo que eles andem em seus turnos. Normalmente eu a deixe entre Dux e Bormin, contrabalanceando o ataque distante do aproximado.

Catálogo de perigosos inimigos

Algo que me agradou em Mutant Year Zero foi o catálogo de tipos de inimigos que estão presentes nas arenas de combate. O jogo começa meio devagar, apresentando aos poucos diferentes inimigos. Porém logo fica claro que há uma diversidade que fala e combina com as estratégias de seu combate.

Inimigos que atuam com snipers, que caçam meus personagem à grandes distâncias e ficam sempre entocados. Estes são um dos mais perigosos do jogo, e que ao conflito com números inimigos, nem sempre é fácil chegar até eles pela distância em que ficam posicionados. Há também os piromaníacos, que lançam granadas que lhe deixam queimando por turnos e turnos. E tomar dano é uma das piores coisas aqui. Os kit médicos não são ilimitados e consomem boa parte da sua grana, também limitada, caso não seja muito bem quando utilizar tal valioso item.

Há inimigos regulares, que partem pra cima dos personagens e podem lhe obrigar a sair da cobertura. O que é péssimo se houver snipers em modo sentinela esperando por isso. E logo o jogador vai encontrar outros tipos perigosos, como cães selvagens que andam grandes distâncias, andam em bando e lhe cercam, ou um inimigo que é meio tanque, que leva vários turnos para ser derrubado e nunca pode ser nocauteado. Isso pra não dizer no inimigo que é uma espécie de Xamã, que sempre convoca mais inimigos para surgir em campo.

Depois disso vem a classe de paranormais, da seita religiosa. São caras perigosos, que usam ataques de raios que atingem todos seus personagens, enquanto destrói diversos tipos de coberturas. Outro tipo controla a mente de seu personagem, fazendo com que você lute contra seu amigo, e lhe deixando com apenas dois personagem em batalha (a equipe só pode ter três).

Adicione também os robôs, que são insistentemente resistentes. Há um robô que presta auxílio médico em campo e revive inimigos! Não adianta sair eliminando adversários enquanto esse robôs está em campo, sendo sempre necessário abatê-lo o mais rápido possível. Outros robôs usam grandes saltos para chegar perto de você, enquanto podem lhe paralisar por controle e ir causando dano turno após turno. Há também uma espécie de bot voador, e um outro que lembra aquele robô vilão (ED-209) do clássico Robocop. Este robô enorme pode destruir uma casa inteira só para chegar até o jogador – isso aconteceu comigo. E quanto ele é destruído, explode causando dano a todos ao seu redor – isso me custou um Game Over, por sinal.

Muitos destes inimigos o jogador precisa derrubar justamente nessa estratégia de abater um a um. Caso contrário, em cenários do meio ao final do jogo, será comum encontrar todos eles em uma única área. E se for detectado, todo os tipos partem querendo o pescoço da sua equipe. As chances de sobreviver a isso são baixíssimas.

Ajuste seu próprio nível de dificuldade

Outro ponto que achei bastante sensato em Mutant Year Zero diz respeito a customização de sua dificuldade, tornando o título bem acessível para jogadores que não amam exatamente um desafio de arrancar os cabelos – algo que o jogo pode oferecer se você escolher as opções para tal.

Não se engane então, se o jogador desejar há morte permanente de personagem. Perdeu um personagem, ele nunca mais retorna e sai da história. Isso é bem cruel, mas faz parte do gênero a qual o jogo faz parte. Perdeu todos, é Game Over. Sem choro.

Entretanto há um modo mais amigável, que funciona para dar acessibilidade a qualquer tipo de jogador. Neste modo normal ao final de cada batalha todos os status dos personagens resetam, voltando a ficar 100% cheios para o próximo confronto. No modo mais difícil isso não ocorre, deixando a corrida pela sobrevivência mais cruel.

Sendo assim, no modo normal, o jogador pode usar mutações e habilidades para cada uma das emboscadas criadas para os inimigos, desde que o confronto se encerre sem que outros sejam alertados. Ao final de cada batalha a exploração livre é habilitada e isso reseta todas as condições, saúde e poderes mutantes. O que é uma mão na roda.

Além disso, Mutant Year Zero permite que os jogadores salvem a progressão a qualquer momento. Então é possível salvar antes de cada batalha e assim retornar ao ponto anterior caso algo dê errado. E não precisa se preocupar caso esqueça de salvar manualmente, pois o jogo também salva de forma automática a cada batalha vencida. O que é outra mão na roda.

Tudo isso faz com que o título seja divertido para todo tipo de jogador. Para quem tem dificuldade com o gênero, quanto para jogadores hardcore. Há inclusive um modificador chamado Mutante de Ferro que trava todos estes facilitadores, tornando tudo excessivamente mais difícil.

Outro ponto importante, que ainda diz respeito a acessibilidade e progressão pela campanha do game, é sobra sua divisão de áreas e a construção das batalhas. Mutant Year Zero não tem nada de mecânicas procedurais. Tudo na campanha é milimetricamente planejado pelos desenvolvedores. Cada ponto de posição de inimigos, e a trilha que os mesmos fazem andando pelos cenários. Isso ocorre dada a importância do jogador de planejar combates e refaze-los posteriormente em modalidades mais difíceis ou caso venha a perder. É um valor de replay que o título acaba oferecendo.

A progressão pelas áreas também é muito bem dividida. Uma vez descoberto uma nova localidade é possível ir para ela a qualquer momento, apenas abrindo o mapa e indo até a mesma. As vezes é preciso vencer alguns inimigos afim de adentrar em uma localidade nova. E não é preciso vencer todos os inimigos de cada área. É possível deixar algumas batalhas para depois, assim como também há áreas totalmente secundárias, que não envolvem o caminho pela trama principal do jogo.

Tudo isso permite que o jogador se sinta confortável com as opções de como avançar pela campanha. Dá para abrir alguns locais, ver áreas secundárias, procurar por novos equipamentos e armas, e sempre planejar voltar o save quando algo der muito errado. Permite que cada um jogo no seu ritmo e regras. Não é um jogo frustrante apenas porque o gênero pede um desafio mais difícil. As vezes é realmente bem difícil, quando planos dão errados, mas é sempre muito gratificante sair de uma enrascada, ou simplesmente voltar o ponto do save e recomeçar de outro jeito.

Considerações finais

Recentemente escrevi aqui no site a análise de Final Emblem: Three Houses, que também pertence a categoria de títulos de estratégia com batalhas táticas por turno. Comparando ambos os títulos, dá para dizer que Mutant Year Zero: Road to Eden tem uma pegada totalmente diferente de ritmo. Sua progressão é mais lenta, cadenciada. Pensada em fazer os jogadores agirem com cautela e sempre com a meta de não criar grandes momentos de confronto entre inúmeros inimigos aos mesmo tempo.

Sendo um jogo independente, seu escopo também é menos megalomaníaco. Não há tantas classes de personagens ou até mesmo personagens em si. O jogador é apresentado logo nas primeiras horas em quase tudo que o jogo tem a oferecer, e isso não muda muito, mesmo quando inimigos mais poderosos vão surgindo. Dá para sentir que não é somente o caso da sua equipe estar mais forte, mas você está mais habilidoso com os combates e suas regras táticas. O elemento da furtividade é um ótimo elemento para ingressar jogadores novatos nesse gênero de jogo eletrônico.

Gosto bastante do visual sombrio do jogo, assim como o trabalho com os efeitos sonoros do jogo. Os diálogos dos personagens quase sempre são interessantes e, vez ou outra, divertido. Bormin e Dux são ótimos protagonistas, enquanto Selma e os demais integrantes (que surgem no decorrer da história) fazem seu trabalho. A história é interessante, ainda que não seja repleta de cenas com animações. É um storytelling feito em diálogos. O próprio ancião da Ark tem longos monólogos com o jogador. Pode soar cansativo, mas o observar desse mundo apocalíptico balanceia bem esse fator.

Há também bastante valor de replay. Você pode tentar as batalhas da campanha em maiores níveis de dificuldade, mas claramente para aqueles que procuram algo diferente do que já conhecem, em fevereiro deste ano o jogo recebeu uma atualização gratuita que adicionou o chamado modo Stalker Trials. Esta é a modalidade para quem quer testar suas habilidades em batalhas táticas.

Nesta modalidade os mapas e arenas do jogo estão remixados em novos layouts, enquanto também faz o mesmo com os inimigos, adicionando novas misturas entre os tipos que o jogo oferece. Neste modo o jogador tem acesso a todas as mutações desde o começo, porém as armas e equipamentos vão precisar de tempo para subirem de nível. Um placar de líderes mostra o resultado dos melhores jogadores da semana. Stalker Trials é uma ótima modalidade, e que não estava presente quando o título foi originalmente lançado. É o tipo de conteúdo que dá muito mais valor à longevidade do game.

Por fim, acho que também vale a pena reforçar que Mutant Year Zero: Road to Eden é um jogo que está totalmente localizado em português, com legendas e menus todos em nosso idioma. Acaba sendo ainda mais acessível, tornando tudo mais prático para entender suas regras. Talvez você não seja um grande fã de jogos de estratégia com batalhas táticas por turno, porém talvez você devesse dar uma espiada neste jogo, pois é realmente um título que soa como uma excelente porta de entrada ao gênero.

Galeria

Dando uma nota

Bela construção de mundo, você se sente compelido conhecer seus detalhes - 9
Jogabilidade acessível, pode ser difícil ou fácil, depende dos ajustes do jogador - 8
Furtividade funciona, mas dá um ritmo bem lento ao combate tático - 8.5
É bacana explorar livremente os cenários, porém há uma carência de pontos de interesse - 7.5
Boa variedade de inimigos, ótimo misto de mutações e armas bem legais - 8.8
Ótimo sistema de save, tanto automático quanto manual, sem risco de perda de progresso - 9
Narrativamente tropeça em longos monólogos, e há poucas cutscenes - 7.8

8.4

Incrível

Mutant Year Zero: Road to Eden é um game impressionante. Ele é especificamente certeiro em sua proposta, mesclando batalhas táticas em um jogo de estratégia que exige um toque de furtividade para funcionar. Isso cria um cenário onde veteranos no gênero vão encontrar um desafio diferente, mas ainda potencialmente elevado, enquanto novos jogadores podem descobrir a engenhosidade deste estilo de jogo. Sua construção de mundo é fantástico, assim como os personagens. É gosto de jogar e de acompanhar sua história.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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