LendoReflexões & Opiniões

[MdQ] Todas as histórias Disney de Novembro/2010! [TP544] [MK818] [PD2388] [ZC2353] [+Reflexão]


Hora de dar uma olhada nas quatro revistas mensais da Disney aqui no Brasil. O post não será tão grande quando o MdQ do mês passado já que este mês não temos Minnie Pocket Love e Pura Risada com Mickey, duas revistas que também trazem histórias inéditas para cá. Clássicos da Literatura Disney vou continuar resenhando a parte também, semana passada fiz o MdQ das edições 11 à 14, quero ver se no próximo final de semana trago as edições 15 à 18, mantendo a regularidade de 4 em 4 até chegar na edição atual. No fim do mês sairá as edições de férias, mostradas aqui, mas estas eu comento no começo de dezembro.

No geral as três revistas de inéditas deste mês trouxeram excelentes histórias, com uma qualidade bem superior em relação do mês passado. Depois do continue, uma pequena reflexão em torno da escassez de páginas que os leitores brasileiros enfrentam, além de uma enquete para os colecionadores e fãs e um Top 3 com as melhores das mensais do mês e alguns pequenos comentários sobre cada história das revistas: Tio Patinhas 544, Mickey 818, Pato Donald 2388 e, a única de repetecos, Zé Carioca 2353.

Reflexão: Quadrinhos Disney e a falta de páginas livres para material inédito no Brasil…

Seguinte, cliquem em cada uma das imagens abaixo para ver a quantidade de histórias de cada uma destas revistas:

Estas revistas são italianas, “Topolino” é como o Mickey é chamado por lá. São revistas semanais com 160 páginas cada. Peguei as 4 últimas registradas no Inducks, ou seja, 4 revistas igual a 4 semanas, basicamente é esta a quantidade de histórias que os italianos recebem mensalmente por lá. A Topolino é composta 100% de material inédito. Existem outras revistas por lá que se dedicam a republicações, como a Paperino (Donald) e Paperinik Cult (Superpato), estas por sinal, ainda trazem um história inédita por edição. Existe ainda outras chamadas I Classici Disney, I Grandi Classici Disney e Disney BIG que dedicam inteiramente a grandes histórias clássicas, com material italiano e também internacional, incluindo histórias brasileiras de vez em quando. Detalhe que a Disney BIG italiana tem 500 páginas, duzentas a mais que a versão nacional.

Bem, aonde quero chegar com isso. Veja por exemplo este mÊs. Os fãs brasileiros com Pato Donald, Mickey e Tio Patinhas receberam aproximadamente 180 páginas de quadrinhos, que totalizaram 07 histórias inéditas para o mês inteiro. É muito pouco! Enquanto os italianos tem aproximadamente 20 histórias inéditas por mês em 640 páginas. Você pode até dizer que o mercado é diferente e tal, mas some agora a quantidade de revistas que temos atualmente no Brasil que simplesmente republicam histórias. Temos Disney Big, as trimestrais edições Extras/Férias (4 revistas), parte de Minnie Pocket Love que também é trimestral e parte de Pura Risada que é bimestral.  Além de eventuais encadernados especiais que também constituem em geral de 100% ou 80% do material de histórias já publicadas por aqui. E lembrando que Natal de Ouro e os 10 Almanaques do próximo mês, também serão apenas com republicações. Chegam a ser um absurdo como a Editora Abril abusa além da conta desta prática.

Não estou dizendo que algumas das revistas atuais precisam mudar, o que estou querendo dizer é que temos muito pouco espaço para material inédito no Brasil. Não precisa necessariamente que as mensais ganhem mais páginas, bastaria que se criasse uma revistona, como Minnie Pocket Love, com sei lá, suas 200/300 páginas e que constintuissem apenas de histórias inéditas. Também não faria mal que algumas revistas como Disney BIG trouxessem por edição, uma ou duas inéditas, como, mais uma vez de exemplo, Pura Risa e Minnie Pocket trouxeram o mês passado.

A desculpa da Editora Abril é de que inéditas custam muito mais do que republicações, que já estão nos arquivos digitais, recoloricas, traduzidas e prontas para serem enviadas para a gráfica. Mas o quão caro seria uma revista como Disney Big apenas com inéditas? Hora da matemática: Tio Patinhas custa atualmente R$ 4,95 e tem 80 páginas. Então uma revista com o triplo do tamanho, com 240 páginas inéditas custaria o que? R$ 14,90 aplicando a proporcionalidade do preço da Tio Patinhas? Eu pagaria com o maior prazer por uma revista nestes moldes. E você? Alias, vou fazer uma enquete para facilitar e enviarei o resultado dela para a Editora Abril (então, por favor opinem!)

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ATUALIZAÇÃO: Vou passar a atualizar esta matéria com sites e blogs que apoiam a ideia da enquete e nos ajudarem a divulgá-la. Quanto mais gente votando, maior é o peso do resultado que estarei enviando a Editora Abril. Por isso, se você tem um espaço na internet para quadrinhos e quiser ajudar, faça um post no seu blog e coloque o link para nossa enquete! Vamos lá, lista de amigos na net que apoiam a enquete:

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TOP 03 – Mensais de Novembro!

Agora dando continuidade ao post. O Top 3! Mês passado foi “top 5” porque haviam mais revistas e HQs, como este mês são menos…

1ª Posição: Galileu e a Árvore da Ciência – Tio Patinhas #544!

2ª Posição: O Medalhão de Donaldus – Pato Donald #2388!

3ª Posição: Pesadelo em Órbita – Mickey #818!

Obs: Nem todas as histórias merecem comentários enormes. Vou refletir e divagar apenas nas histórias que achar que merecem uma atenção maior ou quando tiver alguma curiosidade relevante.

Tio Patinhas Nº 544

(Pardal) Galileu e a Árvore da Ciência (Inducks): A melhor história Disney do mês e forte concorrente ao do ano aqui no Brasil. Roteiro de Augusto Macchetto, que possui mais de 400 roteiros dentro do universo Disney. Seus primeiros trabalham datam de 1996. O cara praticamente já escreveu de tudo dentro dos estúdios da Disney, indo inclusive nas especiaisAs Novas Aventuras do Superpato e Mickey X. Mas no geral são mais histórias normais, dentro do universo dos patos e do rato.

Já os desenhos ficam por conta de Paolo Mottura, que tem trabalhos na Disney desde 1989, mas o Inducks lista apenas quase 150 histórias. São poucos na verdade, mas mesmo assim, a julgar pelo trabalho do cara nesta história do Galileu, podemos ver que a qualidade é absurdamente bela. Entre outras histórias recentes do artista, temos O Segredo dos Mousetones, que saiu por aqui em Mickey 807 (Dez/2009) e que também possue desenhos e um colorido todo especial. Recentemente inclusive sugeri a Ed.Abril a publicação de “Pa-Per-Hyn e il gran librone delle risposte“, que também tem desenhos de Mottura, além do roteiro de Fausto Vitaliano, o mesmo que fez “Os Espectros da Cidade Fantasma” da edição passada da revista do Pato Donald. Deem só uma olhada na capa desse história Pa-Per-Hyn clicando aqui. O cara manda bem mesmo, olhem só esta página com uma história do Superpato (“Paperinik e l’amore nell’oblio“) publicada em fevereiro deste ano na Topolino.

Quanto a história em si, sensacional a visão Disney para um dos maiores gênios da humanidade: Galileu Galieli. A história segue meio na fantasia, mas ainda assim contém muitos fatos verídicos sobre Galileu, é uma daquelas histórias onde você se diverte e aprendeu um pouco. Vemos Galileu, interpretado pelo Pardal, fascinado por matématica, física e astronomia. A história se passa em Pisa, por volta de 1575, quando começa a história e depois muda para Florença, ambas regiões da Itália, e vemos a infância e juventude de Galileu. Para dar um toque especial, a história ainda é narrada pelo Ludovico, a um grupo de estudantes, incluindo os sobrinhos do Donald.

Pardal é um belo personagem e cabe direito no papel de Galileu, adorei ainda a idéia de colocar o Donald e Peninha como aprendizes. A história segue em ritmo de um conto, mostrando a vida de Galileu e sua evolução e descobertas dentro da história. Com aquela magia que só a Disney consegue. Belíssima história mesmo. São quadrinhos como este que me mantém como colecionador da Disney até os dias de hoje.

O Cometa do Azar (Inducks): O quadro acima resume tudo. Realmente estas histórias antigas do Jerry Siegel não convencem ninguém. Tio Patinhas emprestando a sua Nº 1? Fala sério! História fraquinha demais e a história é muito mal montada, com um cometa emitindo energias azaradas para quem fica por perto da Nº 1 e a solução da história é ainda mais fraca, com o Pardal salvando a pátria com uma invenção feita as pressas. É até legal ver os personagens sofrendo com o azar, mas não basta isso para se ter uma boa história. Roteiro importa sim.

No geral, por mim, a Ed.Abril deveria parar de regastar estas histórias antigas do criador do Superman. Eu não duvido que tenha coisas bacanas feito pelo artista dentro da Disney, mas se for para trazer junto estas de qualidade duvidosas, o melhor é parar por aqui. São antigas demais e não convencem, ainda mais quando temos dentro de uma mesma revista, histórias como esta do Galileu. O contraste de novo e velho fica muito estranho. Nem Cavazzano com seu traço salvam a história.

Antes a revista fechasse com uma ou duas histórias do estúdio da Dinamarca já que as histórias de lá costumam ter entre 10 a 15 páginas.

Mickey Nº 818

Pesadelo em Órbita (Inducks): Reclamei muito do Casty nas edições passadas do Mickey. Felizmente para quem curte este Mestre Disney, na história deste mês eu realmente gostei e não tenho muito do que reclamar sobre a história.  Casty parece que se dá muito bem quando não precisa ficar fantasiando demais, criando lendas ou indo demais na ficção. A história deste mês é um suspense espacial e aqui todos os elementos que importam dentro da trama são muito bem explorados.

Até mesmo a surpresa no final, com um personagem que julguei não estar na nave me agradou (não estou falando do Mancha). E acho muito bem acertado a decisão de mostrar o Mancha Negra sem seu tradicional capuz preto. Para quem não sabe, a identidade do vilão não é algo novo. Clique aqui e veja um quadro de Floyd Gottfredson de 1939 onde o personagem já aparece com seu verdadeiro rosto. Alias o Mancha tem o rosto caricato de Walt Disney, foi uma homenagem da época e ficou assim desde então. Não são tão raras assim as histórias onde o vilão atua sem a máscara ou a perde ao longo da história, lá fora é bem comum, principalmente na Itália. É aqui no Brasil que estas histórias não chegam com muita frequência e dá essa sensação de que quando acontece é um evento especial, mas na verdade não é.

A história tem ação, suspense e mistério na medida certa. A reviravolta no meio dela e a situação final envolvendo uma arma de fogo deixa a história mais séria, fugindo um pouco daquelas tramas mais infantis que a revista do Mickey vem enfrentando nestas últimas edições. É o que eu sempre digo por aqui, Mickey é um personagem muito melhor quando temos histórias onde ele combate vilões, meio no clima de detetive e policial. Nesta aqui, Casty acertou em tudo.

Agora vamos ver o que teremos em Dezembro! Como a Ed. Abril publicou histórias bem recentes do Casty, depois da história desta edição, existem três produzidas posteriormentes: “Topolino e il mondo di Tutor” (Abr/10), que não acredito que vá sair ou Brasil, ou se sair, vai ter que ser em duas edições, já que a história tem 60 páginas e como dezembro é edição de natal, não deve começar nessa edição. “Topolino e i mostri in giardino (Abr/10) se tivesse que apostar, diria que vai sair aqui no Brasil na Pura Risada com o Mickey, pois é uma história baseada na animação “O Jardim do Mickey” de 1935, já que foi esta a revista que trouxe pra cá a história Mickey e a Foca, que também é baseado numa animação clássica do rato e ela é curtinha, tem apenas 23 páginas. Por fim tem a história “Eta Beta e il Buz pappapianeti” (Jun/10), mas ela é meio recente, será que já virá pra cá?

Mas se eu fosse apostar, diria que a história de dezembro será “Topolino e le macchine ribelli“, publicada na Itália em dezembro de 2005 e que tem a temática de natal. Alias clique aqui e veja que fabulosa capa natalina da Topolino que publicou esta história. Uau. E eu espero que seja mesmo esta história, pois ela tem 40 páginas, adoro hsitórias grandes.

A Isca Mágica (Inducks): A revista termina com uma histórinha pequena com apenas 10 páginas, mas ela foi feita por dois pesos pesados da Disney, Paul Halas no roteiro e Noel Van Horn nos desenhos. Por isso, mesmo que curtinha, ela é incrivelmente melhor que a história tapa-buraco da edição anterior. E faz todo sentido que a mesma seja com Mickey e Horácio, pois o Pateta não poderia agir da mesma forma que o Horácio na trama, que em certo ponto dá uma de desportista. O Pateta é mais honesto.  A única coisa ruim da história é esse visual clássico do Horácio, parece que ele está usando um pijama. Horrível. Mas no fim, uma divertida história de percador.

Alias Paul Halas tem quase 1.200 roteiros produzidos para os estúdios Disney. Começou na década de 80 e continua até os dias de hoje produzindo material. Quanto a Noel Van Horn, para quem não sabe, ele é filho de William Van Horn, um dos Mestres Disney, herdeiros da escola de Carl Barks e que constantemente tem suas histórias publicadas na revista do Pato Donald.

Pato Donald Nº 2388

O Medalhão de Donaldus (Inducks): Sinceramente eu não fazia idéia de que os estúdios da Disney Dinamarca eram capazes de criar histórias tão fabulosas assim. Geralmente a Ed. Abril só publica por aqui aquelas histórias de 10 a 15 páginas apenas. Quem diria que veríamos um épico de 28 páginas de lá. Nossa foi por muito pouco que não coloco esta história como a primeira do Top 3 deste mês. Surpresa total. Só considerei a do Galileu do Tio Patinhas como melhor, por causa do desenho e das cores especiais, mas acredito que muitos ainda ainda prefiram o estilo mais tradicional da história do medalhão.

A história é muito bem detalhada na arte, tem vários momentos realmente engraçados, mescla ótimas informações historicas sobre Noruega e Suécia que eu não lembro de ter aprendido na escola e os flashback de Donaldus são todos muito bem bolados e enriquecem demais a trama. Uma das melhores histórias publicadas neste ano na revista do Pato Donald, ainda que eu prefira a dos Espectros do mês passado (e mais um vez por causa dos desenhos). Mas é impressionante como a história do medalhão tem balões de fala. É uma história riquíssima em textos.

E ambos os autores da história são desconhecidos aqui no Brasil. Tormod Løkling, responsável pelo excelente roteiro, tem apenas 10 histórias registradas no Inducks. Por mim, a Abril poderia colocar elas como prioritárias de publicação e podiam sair todas logo no Brasil e tem mais algumas com mais de 20 páginas no seu curriculum. Já Arild Midthun que cuidou dos desenhos, que são muito bem detalhadinhos, também não é um desenhista velho nos estúdios da Disney, ele começou por lá em 2004 e lista 31 histórias no Inducks. São dois excelentes artistas que por mim poderia vir mais material de ambos na revista do pato.

Ah e que saudades do Gastão. Fazia tempo que não aparecia numa história divertida e engraçada por aqui. O personagem está impagável como Gaston, um antigo ancestral. O personagem rouba a cena muitas vezes nos flashbacks do Donaldus.

O Bom e Velho Donald (Inducks): História com nada de excepcional. É divertido ver o Donald tentando se passar por uma velhinha e enganando a Margarida, e a cena da fuga, com todo mundo assustado com uma idosa correndo ficou engraçado. Mas fora isso, nada demais. Cumpre o papel de preencher o resto do espaço da revista. A próxima história do Van Horn é melhor que esta aqui. O roteirista e o desenhista aqui também não muito conhecidos pra mim. Os desenhos também são os mais simples entre as histórias da edição.

O Ecopato (Inducks): Mais uma pérola do William Van Horn inédita no Brasil. História produzida em 2003. Na verdade achei ela engraçada. É um argumento até comum em histórias em quadrinhos e desenhos animados, quando um personagem começa a fazer ou ver algo e que ninguém mais vê, e na hora que ele vai mostrar para outros personagens, a coisa nunca funciona ou aparece. Existem muitas histórias assim, mas Van Horn deixa a história realmente engraçada com um Donald mais palhação e atrapalhado. Ele interagindo com a natureza tem alguns quadros engraçados e os ETs discutindo sobre o pato  também ficou legal. A histórinha tem uma certa moral singela sobre ecologia, mas nada muito complexo. Mas no geral, eu já perdi as contas de quantas histórias já li onde no final Donald vai parar num manicomio ou é taxado de maluco, e em todas as vezes, acho engraçado o final. Para o pato funciona, não há como ser diferente.

Zé Carioca Nº 2353

A revista do papagiao continua apenas com republicações. Particularmente já cansei de histórias do Superpateta e do Urtigão no mix da revista. Mal posso esperar por histórias do Comando Laser em 2011 na revista do papagaio. Infelizmente é uma revista sem salvação, enquanto a Ed. Abril não resolver contratar alguns artistas brasileiros para retornar a produção de histórias do personagem. Será que ele vive mais 10 anos só com republicação de material? Que tristeza.

(Zé Carioca) http://zzz.trambique.com.br/zé (Inducks): Nada demais nesta história. Alias até mesmo essa ideia de brincar com a internet da forma como é feito na HQ é meio ultrapassada ou desinteressante. Imagine chegar em 2010 sem saber o que é internet? Claro que em 1996, quando a história surgiu, fazia sentido o argumento. Mas agora? Não sei. Ainda bem que nesta revista, a Abril deixa bem claro o ano de publicação original das HQs.

(Superpateta) O Homem do Olho Maligno (Inducks): Existem bons clássicos do Superpateta e clássicos medianos. Este mês na minha opinião esta história é mediana. Volto a repetir, eu gostaria de ver o personagem aqui no Brasil em histórias inéditas e não nestas velharias. Uma vez ou outra é legal, mas todo mês acaba deixando meio xarope a leitura. As situações e piadas com o Superpateta velho meio que se repetem nos clássicos, então é difícil ver algo genuinalmente original. Alias se a idéia é ter um super herói na revista do Zé, porque não republicar com uma maior frequencia, todas as histórias do Morcego Verde? Seria o máximo e afinal, quanto tempo faz que não vemos o Morcego Verde na revista?

(Urtigão) A Pedra (Inducks): Caraca! A PIOR história de todas as revistas deste mês. Mas é muito, mas muito ruim esta história. Isso porque a história do mês passado do Urtigão já havia sido ruim. Este mês é tão ridícula quanta. Volto a dizer, o Urtigão tem boas histórias, principalmente séries como Urtigão In Rio e Zé no Brejo, além de umas bem antigas e clássicas com ele e o Peninha. Mas estas brasileiras produzidas na década de 90, sem a presença de outros personagens do universo Disney são de dá pena.

(A Patada) Pato Enlatado não faz Fita (Inducks): Falando em Peninha, olha aí mais um clássico de Tony Strobl de 1969 com a série A Patada, ou quase isso, já que aqui não é para o jornal do Tio Patinhas que Donald, Peninha e Margarida estão trabalhando, mas para a rede de televisão do ricaço. A história mesmo velhona é engraçada. Esta sim é um clássico que merecia a republicação. Muito engraçado ver o Peninha sem enrolando com a filmadora e Donald preso na lata de lixo e se perdendo de todos. História simples, mas que funciona dentro do universo de personagens Disney. Eu trocaria facilmente as histórias do Urtigão por mais como estas, clássicos de verdade.

(Zé Carioca) A Jacaranduba (Inducks): História bem melhor do que a que abre a edição. Gosto da cena acima, com o sujeito com uma faca em close dentro do quadro e o Zé na rede sonhando com a “Sharon Estona”, rá! Gosto ainda mais do final da história quando o Nestor diz que o Zé realmente tem raízes no lugar em que vive. É a velha ideia de ter um lar. Nossa casa, nosso quintal, nossas árvores, se estão em nossas propriedades, sempre temos um carinho particular por elas. A história da Jacaranduba tem um final meio poético, tem o Zé sendo malandro e apensar de não ter muitos momentos engraçadas, é uma história de qualidade e que não envelheceu com o tempo. Boa escolha de republicação.

E acabei. Agora é esperar as edições de Férias no final do mês e logo em seguida as de Dezembro. 😉

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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