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Cinema: Transformers: O Lado Escuro da Lua – Eu Fui!

Sempre deixei bem claro o quanto sou fã de Transformers e suas diversas reinterpretações criadas durantes todos esses anos. Daquela coleção de figuras de ação dos anos 80 até hoje, acompanhei quase tudo, e poder ver minhas brincadeiras de infância serem praticamente transpostas no cinema é algo magnífico.

E sim, vou falar de Transformers: O Lado Escuro da Lua como um fã de Transformers desde a década perdida. Então já deixo de antemão o aviso que além de spoilers, vou deixar minha paixão falar mais alto.

O primeiro Transformers foi uma grande aposta da Paramount. No meio da boataria de que seriam feitos tantas adaptações de coisas legais dos anos 80, Transformers era algo arriscado. Transformers era presença constante em animações, histórias em quadrinhos e coleções de figuras de ação. Ao contrário de outros sucessos dos anos 80, a franquia Transformers sempre manteve-se em atividade. Meio que os fãs já esperavam que mais cedo ou mais tarde um filme live action seria feito. Assim, era óbvio que quando esse filme fosse anunciado, o “hype” seria menor do que se fosse anunciado um filme dos Thundercats, por exemplo.

O primeiro filme foi bem legal, mas eu achei muito limitado, no sentido que foram mostrados poucos Transformers. Quando foi anunciado o segundo, a minha torcida era para ver o elenco com mais personagens. Isso aconteceu e eu gostei muito. O segundo filme tinha um plot menos interessante? Tinha, mas as batalhas entre os robôs foram mais intensas e me deixou satisfeito. Já o terceiro filme apresenta uma história um pouquinho melhor do que as anteriores, mas definitivamente, é o filme que melhor traduz todas as batalhas malucas que minha infantil um dia conseguiu conceber, e esse é o ponto central de Transformers: O Lado Escuro da Lua.

Haviam três coisas que eu queria ver no terceiro filme, e respirei aliviado ao constatar que meus desejos foram materializados. Eu queria ver Cybertron, a Arca, e o terrível decepticon Shockwave.

Alguns meses atrás eu terminei o jogo Transformers: War for Cybertron [PS3] e curti demais ver e andar por Cybertron. E finalmente em Transformers: O Lado Escuro da Lua o diretor Michael Bay resolve mostrar o planeta metálico, e foi emocionante, ainda que por um breve momento apenas. Depois dessa amostra, o que mais quero é ver um filme da franquia ambientado totalmente em Cybertron.

Na história original, a Arca é a nave que caiu na Terra milhares de anos atrás, cheia de Transformers. Isso não aconteceu na cronologia dos filmes, mas agora a Arca fnalmente aparece, só que dessa vez ela caiu na Lua. Não vou ser um purista chatonildo, para mim o que importante é que esse elemento do qual gosto foi adicionado.

O último item da minha lista de coisas que queria ver nos filmes Transformers também deu as caras um pouco diferente, mas também curti. Shockwave é um decepticon imponente, frio, e totalmente do mal, e para meu alívio, ele nos seus poucos momentos de aparição foi bem, sendo necessário a união entre vários humanos e autobots para dar cabo dele. Sem dúvidas, não é toa que ele é o decepticon mais durão. Quase um Chuck Norris robótico.

Mas agora falando do filme como um todo, a escolha do 3D foi benéfica para o diretor Michael Bay. Para tomar vantagem da tecnologia, Bay precisou evitar os cortes rápidos, principalmente durante as cenas de luta, e aumentou as tomadas panorâmicas. Isso tudo deu ao filme uma noção de grandiosidade imediata, e ajudou a visualizar melhor tudo o que se passa durante as batalhas, algo que no segundo filme não foi muito bem executado.

Os efeitos visuais deram um salto gigantesco, os Transformers se movimentam e interagem com as coisas muito melhor agora. Aquela cena em que o Bumblebee jogo Sam para o alto, se transforma, pega ele ao desviar de um obstáculo, e depois volta a sua forma de carro é estupenda e vale o ingresso. Bay contou que ele havia imaginado essa cena antes mesmo de começar a pensar no filme. Eu acho que esse é o estilo correto para ele, pensar em cenas grandiosas e depois fazê-las encaixar em uma história.

Aliás, devo deixar bem explícito que história não o forte de Transformers: O Lado Escuro da Lua. Ela é sim apenas uma desculpa para ligar as cenas de ação, e não vai ganhar nenhum prêmio. Ainda que tenha dois ou três momentos de plot twist, você vai ver na telona o clichê do cara bonzinho que faz besteira e se arrepende no último momento.

Ah, apesar do segundo filme ter piadinhas demais, agora elas estão mais incorporadas com aquilo que acontece em cena, e eu ri delas em sua maioria. E pela risadas que do público na sessão, tudo funcionou bem dessa vez. Sei que tem gente que não suporta isso, mas sinceramente não consigo me imaginar vendo esse tipo de filme sem piadas.

Transformers: O Lado Escuro da Lua mostra um compromisso com o espetáculo visual. A qualidade técnica do filme pode ser descrita com vários superlativos. Desde a recriação do pouso da Apolo 11 na Lua até uma Chicago arrasada por um ataque Decepticon, vi um deslumbre visual como antes só Avatar foi capaz de evocar. Tem uma cena em partcular que mostra um dos soldados da Nest usando sua arma em ângulo diferente, que lembra um FPS e e deu um vislumbre do que poderia ser um Battlefield 6.

O último ato do filme tem 40 minutos de ação ininterrupta para compensar a primeira hora mais chatinha, tornando realidade aquele meu desejo que surgiu após o término do primeiro Transformers, e foi gratificante ver os robôs caindo na porrada. E o negócio é tenso, pois em cada batalha a coisa fica feia. Se tem gente que não se conforma de ter visto Jazz sendo partido no meio pelo Megatron no primeiro filme, agora eu fiquei revoltado ao ver o Sentinel Prime atirando covardemente à queima-roupa no Ironhide!

Optimus Prime e Sentinel Prime, que batalha de gigantes. Optimus estava contendo seus golpes, queria que seu velho amigo recuperasse a sanidade, mas levou uma surra. Mas depois de ser salvo plo Megatron, foi uma catarse vê-lo matar tanto Megatron quanto Sentinel. Quando Optimus resolve lutar pra valer é sempre um espetáculo. Para mim superou a luta da floresta do segundo filme, até então minha batalha favorita da franquia. E só uma coisa, eu nunca me enganei e sempre vi a franquia como um meio de se ver robôs gigantes quebrando o pau.

Assim, esse parece ser o fim da linha para essa fase cinemática dos Transformers. Com os principais inimigos fora de ação, é de se imaginar que não há mais como seguir em frente. Acredito que Bay não voltará para um quarto filme, assim como Shia e os demais. É obvio que logo será anunciado um novo filme, mas parece muito sensato afirmar que a era Bay acabou. Eu gostaria dever o próximo filme tendo como cenário Cybertron, com a tecnologia desenvolvida por esses três filmes acho que será um bom início para um novo ciclo.

Então é isso, Transformers: O Lado Escuro da Lua é um alívio que quem esperava por uma bomba como Transformers: A Vingança dos Derrotados. Um filme com o melhor 3D desde Avatar, uma história bem típica que só serve mesmo para ligar diversas cenas muito bem executadas. Exatamente como eu mesmo imaginava quando todos os dias Optimus Prime e sua trupe me acompanhavam nas brincadeiras diárias. Muito mais do que os olhos podem ver.

Ficha Técnica

Título Original: Transformers: Dark of the Moon
Diretor:
Michael Bay
Roteiro:
Ehren Kruger
Gênero:
Aventura
Elenco:
Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, John Torturro, Tyrese Gibson
Estréia nacional:
01/07/2011
Duração:
157 minutos

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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