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Relembrando The Legend of Zelda: Ocarina of Time! (Nostalgia)

Que tal relembrar um dos melhores jogos de todos os tempos?

(por Rafael Gaara)

The Legend of Zelda: Ocarina of Time, um dos games mais épicos da história, aqui no Portallos.

Há pouco tempo atrás foi lançado no mercado The Legend of Zelda: Skyward Sword, muitos dizem que o jogo é tão incrível, que é provavelmente o melhor Zelda já lançado. Ainda não tive o prazer de jogá-lo, mas certamente o farei em um futuro próximo e poderei saber qual é o melhor Zelda. Dito isso, contarei um pouco sobre minha experiência com esse jogaço que é Ocarina of Time.

Assim que o game foi lançado, meu pai, um nintendista convicto (o console do meu pai hoje em dia é um Wii, enquanto eu tenho um DS e um X360), foi correndo comprá-lo, pois lá na época do NES, nós havíamos jogado Zelda 2 e curtido muito, claro que eu não conseguia fazer muito coisa no jogo, pois naqueles tempos eu tinha menos de 10 anos de idade. Eu sempre usava os avanços do meu pai, usava as armas e itens que ele conseguia. Não me lembro ao certo se ele reclamava, mas acho que não, ser pai não é fácil, eu no lugar dele certamente ficaria muito puto, xD.

Assim que pegamos o game, ficamos jogando apenas ele ininterruptamente. Dessa vez eu não atrapalhava meu pai, pois no Nintendo 64 era possível salvar os avanços em arquivos diferentes.

Lembro que no começo tive bastante dificuldade até mesmo para pegar a espada Kokiri naquela passagem secreta em Kokiri Forest. Com o tempo comecei a me acostumar com a mecânica de jogo e não tive maiores dificuldades em passar as duas primeiras dungeons. Mas como eu ainda era criança lembro-me de assustar às vezes com aqueles inimigos feiosos da Árvore Deku e da Caverna dos Dodongos.

Cada pedra espiritual recuperada eu ficava maravilhado com a animação 3D, que se hoje em dia eu ainda acho maneira, imagine na época, eram imagens de ponta.

As músicas me faziam ficar tocando a ocarina sem parar de tão viciantes e cativantes. Saria’s Song é lembrada facilmente por qualquer gamer daquela época, de tão marcante que era a canção.

Algumas revistas da época ensinavam a tocar outras melodias na ocarina, mas como eu era muito novo, não tinha muito paciência para tentar. Até consegui tocar o tema de abertura dos Simpsons e mais uma coisinha ou outra, mas jamais levei pra frente.

Outra coisa que me deixava fascinado eram as magias do jogo, elas eram simples e incríveis ao mesmo tempo. Inesquecível aquela fada piriguete que nos presenteava com as magias. Meninos novos tem a imaginação tãooo fértil. Sem mais comentários sobre isso xD.

Preciso citar como eu achei realistas as cidades que visitamos no jogo? A montanha dos Goron, a cachoeira/caverna dos Zora, o mercado de Hyrule e seu castelo, a já mencionada floresta Kokiri. Todas cheias de vida e interativas.

Voltando ao jogo. Na terceira dungeon eu já tive bem mais dificuldades, pois apesar do estômago do Lorde Jabu-Jabu não ter tantos inimigos, os mesmos eram mais difíceis que os inimigos das dungeons anteriores e os puzzles eram mais complicadinhos para um moleque de 11 a 12 anos. Mas com esforço e uma ajudinha ou outra de detonados, consegui superar a fase e seu irritante chefe Barinade.

Nem preciso falar que a “animação” da transição do Link de criança para adulto e todos eventos que ocorrem nessa parte são simplesmente fenomenais né?

Sobre as dungeons controlando o Link adulto eu digo: até hoje não joguei nada tão legal como aquelas fases de Ocarina of Time. Eram apenas momentos épicos. O Sheik (Zelda) parando Link a caminho do Templo do Fogo e lhe ensinando o Bolero of Fire foi épico. Linda canção!

Voltando um pouquinho no jogo, o Templo da Floresta é muito legal, me perdi um bocado ali, principalmente na parte que tem um poço esquisito. O chefe desse templo Phantom Ganondorf foi facinho passar. O esquema de jogar baseball com ele era bem simples, para não dizer idiota.

O Templo do Fogo é muuito lindo, mas sem dúvidas é uma das “fases” mais fáceis de passar, o que quebra um pouco o clima selvagem dessa dungeon.

Apesar do chefe dragão Volvagia e a mitologia do templo me fascinarem na época, passei por essa dungeon facilmente. Devo ressaltar que sempre achei o Martelo de Ferro uma das armas mais legais do jogo.

Depois desse chefe legal e fácil do Templo de Fogo, o bicho pega de vez, pois vem o temido Templo da Água, mais um de beleza e arte excepcionais, mas um verdadeiro quebra-cabeças, ainda mais para uma criança. Admito… fiquei agarrado em uma parte e comecei o jogo inteiro do zero, de tão frustrado que eu fiquei. Foi uma lição para mim: “nem tudo na vida é fácil” xD.

Bom, depois de um tempo parado jogando coisas mais fáceis para um moleque (como por exemplo, Star Fox 64) VOLTEI A JOGAR ZELDA.

Depois de refazer todo o caminho, me deparei novamente com o Templo da Água, mas estranhamente não agarrei nem um pouco dessa vez (confesso usei um detonado, xD). Seu chefe Morpha é meio sem graça em termos de visual, apesar da proposta do seu design fazer muito sentido.

Superado o obstáculo chamado Templo da Água, o jogo vai ficando cada vez mais épico. Quer um exemplo? O ataque de um monstro invisível à Kakariko Village!

Confesso que tremi ao explorar aquele poço da vila, cheio de inimigos sinistros e alguns invisíveis. Nessa parte ainda temos que voltar lá como criança, uma bela sacanagem com o jovem Link. Mas com perseverança, encarei e superei esse desafio.

O Templo das Sombras é uma fase fácil, mas seu chefe é chato de doer. Apesar de tudo não cheguei a ter tantas dificuldades assim. Aquele monstrão que é apenas um olho e duas mãos era bizarro demais, me dava medo. xD. Seu nome era Bongo-Bongo.

Finalmente o Templo dos Espíritos estava em minha frente, após atravessar um escaldante deserto e libertar alguns marceneiros no Forte das Mulheres Gerudo. O Templo era bem desafiador e com inimigos mais fortes, curti muito ele, mas como ele não tinha tantos puzzles assim (lembro-me vagamente de um mais difícil com uma estátua) passei esse templo de boa, sem muito stress.

Fases que exigem porrada e não cérebro sempre foram meu forte em qualquer jogo. Apenas as chefes do Templo dos Espíritos, duas bruxas com poderes elementais, exigiam mais paciência e agilidade do que músculos.

Pra finalizar esse épico (depois de libertar todos os sábios nos templos), enfrentamos Ganon. A luta não é das mais difíceis, mas o clima é tenso o que contribui para a imersão. Até hoje não acredito que o Nintendo 64 gerou aquelas cenas do ressurgimento de Ganon em meio às ruínas do castelo.

Só eu achei que poderíamos dar espadadas em outro local do monstrão? Os fortes que zeraram entenderão. Golpes de espada no rabo ou flechadas de luz na cara não deixam uma sensação tão épica assim. Mas como eu disse, a imersão faz um trabalho incrível e te deixa sorrindo o tempo todo.

Princesa salva! Missão dada, é missão cumprida!

Ainda podemos falar dos quase infinitos extras, como por exemplo, encontrar as aranhas Skulltulas, os corações, a Biggoron Sword (épico demais aquele Goron gigante), pescaria (joguei isso demais com a família e amigos), corrida com a Epona etc. Eu particularmente não sou tão chegado em extras, mas a espada Biggoron Sword, é lógico, peguei todas as vezes que joguei.

Enfim, um jogo como The Legend of Zelda: Ocarina of Time não tem como descrever de forma resumida, deixei passar muita coisa, mas deu pra dar uma ideia para aqueles que não jogaram e para os felizardos que jogaram fica um pouco de nostalgia, um texto “good times”.

Para aqueles que jogaram inúmeras horas desse clássico, essa obra de arte arquitetada por Shigeru Miyamoto eu deixo a seguinte mensagem: “Nós somos privilegiados por ter jogado essa lenda dos games”.

Até mais!

[Créditos ao Ry Spirit pelas FanArts]

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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