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Mages of Mystralia | Harry Potter se encontra com Zelda! (Impressões)

Sim, o título faz referência ao que o jogo nos apresenta, uma perfeita fusão entre as magias de Harry Potter e a exploração de The Legend of Zelda. Mages of Mystralia foi uma das escolhas certeiras que fiz sobre em qual jogo investir meu tempo. Sabe quando você começa a jogar sem dar muito crédito e quando se dá conta já está querendo voltar a jogar cada vez? Você fica se lembrando de coisas que deixou para trás, de locais para voltar quando tivesse as habilidades (magias neste caso) necessárias? Pois bem amigos, bem-vindo ao mundo de Mages of Mystralia!

Mages of Mystralia é um jogo indie dos gêneros ação e aventura, desenvolvido pela Borealys Games que tomou forma como um projeto de financiamento coletivo no Kickstarter que ultrapassou as estimativas, conseguindo ser financiado em 930% do valor inicial! Atualmente o game está disponível no Steam, Xbox One e PS4.

A equipe da Borealys Games conta com integrantes que participaram do desenvolvimento dos games Thief, Prince os Persia, Deus Ex, Tomb Raider, Assassin Creed III entre outros. Resumindo: é uma equipe com bagagem no mundo dos games.

A história foi escrita pelo autor de best-seller Ed Greenwood, que também foi o criador do mundo de Forgotten Realms para Dungeons and Dragons, que também serviu de base para jogos como Baldur’s Gate, Neverwinter Nights e cerca de 170 outros livros de fantasia.

O mundo mágico

Quando a Triforce aparece na mão de Zia e ela é escolhida pelo chapéu Seletor a aventura começa… opa, espera que deu confusões mágicas aqui…

Brincadeiras à parte, nessa aventura o jogador controla Zia, que vive em Mystralia, uma terra onde um rei adquiriu poderes mágicos e após isso baniu o uso de magia (magias a lá Harry Potter), fazendo uma verdadeira caça às bruxas para os magos da região que desde então devem manter seus poderes ocultos e evitar demonstrarem os mesmos para as pessoas comuns.

Em uma bela noite Zia tem deus poderes mágicos despertados, e por não saber controla-los acaba colocando fogo em sua casa e fugindo da sua vila. A partir deste ponto, prepare-se para encontrar um instrutor, saber mais sobre seus poderes, aprender a montar suas magias e a encarar diversos desafios para salvar Mystralia.

Se tudo isso já não fosse o bastante um eclipse ocorre, o que fortalece ainda mais as criaturas mágicas que você vai ter que enfrentar. Vai ter missões extras para se fazer, daquelas típicas de salvar um aldeão de um ataque, recuperar itens, entregar objetos e etc. Andar pelas áreas do jogo vai ser algo normal e ficar indo e voltando vai se tornar padrão em sua jornada.

Não se preocupe, tudo fica mais fácil quando pontos de teletransporte ficam disponíveis. Essas missões vão te entregar itens para melhorar suas mágicas (novas runas), novas varinhas mágicas (cada qual com atributos específicos) e itens que vão aumentar sua vida também.

Você poderá ter magias dos tipos fogo, vento, terra, trovão, gelo que podem ser combinadas em combos, modificadas com novas habilidades e etc. A velha lei de que magias de elementos X são mais fortes contra inimigos do elemento Y também aparece por aqui e saber a hora de trocar vai ser um dos desafios, mas tudo é fácil, basta apertar alguns botões e suas magias são trocadas (dá para deixar vários conjuntos prontos e troca-los rapidamente dependendo da situação). O jogador terá que congelar rios, criar terra em magma, mover plataformas com o poder do vento dentre outras coisas.

Também há os enigmas que aqui são colocados de formas criativas e não ficam somente no básico de acender círculos em sequência (ainda que muitos para achar itens sejam assim). Quando você se der conta vai saber exatamente onde a sua nova magia pode ser utilizada e vai estar viajando pelo mundo como se fosse a coisa mais natural para voltar a áreas já exploradas e abrir uma nova passagem, um novo desafio ou para derrotar inimigos que não eram possíveis anteriormente.

Uma vasta gama de ambientes diferentes estão espalhados pelo vasto mundo de Mystralia, e cada qual conta com uma tela de apresentação enquanto o tempo de loading da nova área é carregado. Em cada área novos moradores, comerciantes e magos vivem e suas ações vão ter reações no mundo do jogo, cenários podem ser alterados devido a atitudes que você toma e isso inclui aquele sentimento de culpa por algumas coisas acontecerem por sua causa direta ou indiretamente.

Assobiando algumas músicas

Ah sim, no meu review anterior comentei que as musicas do Mr Shifty provavelmente não iriam ser cantaroladas pelos jogadores nas suas horas de sol no mundo real. Pois bem, em Mages of Mystralia me peguei assobiando as musicas enquanto fazia outras coisas no mundo real, incluindo a escrita deste review. Cada área do game conta com uma música o que dá uma cara diferente a cada região. As músicas são orquestradas e foram conduzidas por Shota Nakama, e executada pela Video Game Orchestra no SoundtRec de Boston, que ficaram conhecidos pelas famosas trilhas dos famosos e grandioso games Final Fantasy XV e Kingdom Hearts II.5 HD Remaster.

Um jogo fácil ou difícil?

O jogo apresenta no início 2 níveis e dificuldade para começar a aventura. Mage Mode é focado para quem quer aproveitar a aventura (foi a minha escolha) mas tem também o Archmage Mode que é focado no desafio. Acredito que para iniciar a exploração de Mystralia a primeira opção acaba sendo a mais sensata.

Toda batalha pode ser complicada caso o jogador saia usando as magias igual a um maluco, pois a mana usada para conjurar os feitiços não é infinita e se esgota rapidamente, porém ela se recupera com o tempo ou com itens ao se derrotar inimigos e também ao destruir itens pelo cenário. E é exatamente isso que torna as coisas um pouco complicadas nas batalhas contra os chefes, que são em muitas vezes dignos de deixa-lo com a boca aberta. Ficar sem mana se torna uma corrida pelo cenário para que ela se recupere e você possa atacar novamente.

Logo, como diz na própria descrição do game, é melhor usar o cérebro do que a força. O interessante é que os desafios que mencionei anteriormente, que são uma espécie de tranca para salas especiais com itens, são descritos como quebra-cabeças que confundem até mesmo os mais sábios e antigos estudiosos.

Vale a pena?

Veja só, joguei cerca de 20 horas e ainda não terminei o game, então se você procura uma experiência mais longa esse é um game a ser considerado. Além disso a cada jogada você vai ficar sentindo aquela necessidade de voltar ao mundo do jogo após realizar cada descoberta ou aceita que vai deixar alguma coisa para atrás.

Um adendo pertinente que precisa ser feito, pois sei que impacta parte do público brasileiro, é que infelizmente o título não possui até o momento uma localização em português. E não encontrei qualquer indício de que ele possa vir a receber tal opção futuramente. É então preciso vencer essa barreira linguística para poder desfrutar de sua história.

Admito que quando escolhi o game para fazer o review somente achei que ia ser um jogo qualquer, destes longo e tal, e admito que o começo do jogo é lento e demora um pouco para engrenar, mas depois meu amigo… você vai dizer que este é um dos melhores “Zelda das antigas” que não é da Nintendo já feito. O que é ótimo se levarmos em conta que não existe chances de se ver um The Legend of Zelda em plataformas que não seja da Nintendo. Ao menos a fórmula e a inspiração é possível encontrar em indie games como Mages of Mystralia.

Altamente recomendado, e uma chamada para ficamos de olhos nos próximos games da Borealys Games.

Galeria de imagens

 

Liberdade para explorar o mundo
Permite criar suas próprias magias
Enigmas que fritam seu cérebro
Boa longevidade de gameplay
Músicas que ficam na sua cabeça
Batalhas simples as vezes fogem do controle

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Paulo Roberto L. S.

Gamer desde o antigo Master System 3. Leitor de HQs (Marvel/DC) e de Mangás, como atividades extras me dedico a treinar Pokémon e sair em busca de conquistas e troféus.
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