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Jogando… Super Mario Odyssey

Algumas impressões iniciais em torno do título

Lançado em outubro de 2017, ano de lançamento do Nintendo Switch ao mercado global de videogames, Super Mario Odyssey é um daqueles games do personagem que qualquer fã da Nintendo precisa ter a experiência de jogá-lo. Foi o principal título que me motivou a adquirir o Switch agora no final de 2018 (além de outras razões explicadas neste texto). E é tudo, e mais um pouco, do que achei que poderia esperar de mais um Super Mario 3D.

O interessante no título é que mais uma vez é uma reinvenção da franquia em sua fórmula de exploração tridimensional. Ele se assemelha muito a clássicos como Super Mario 64, Super Mario Sunshine e Super Mario Galaxy, mas com uma abordagem única. Inovando, mas também respeitando elementos e cacoetes dos jogos mencionados.

E preciso deixar bem claro que, no momento em que escreve este texto, ainda estou bem longe de terminar o game. Por isso o mesmo se encontra como um review em progresso, algo que quero fazer aqui no site com mais frequência, permitindo assim maior espaço para falar de grandes jogos que me tomam bastante tempo (e que as vezes são tão bons que fico com dó de terminá-los de forma apressada só para fazer a análise por aqui). Considere este post, então, como uma conversa inicial sobre o jogo.

Neste momento encontro-me em Lake Kingdom, já tendo passado por Cap Kingdom, Cascade Kingdom, Sand Kingdom e Wooded Kingdom. Quatro mundos, para não contar o mundo do Cap que é meio que uma fase tutorial do game.

Não significa, é claro, que não sei mais ou menos o que me aguarda adiante, pois agora disputo o Nintendo Switch com meu pequeno de seis anos, que está maluco pelo console e está aproveitando muito bem suas férias escolares. Já o vi jogando em Lost Kingdom, Metro Kingdom (mais conhecida pelo nome de New Donk City) e até mesmo Luncheon Kingdom (já bem próxima dos mundos finais do jogo).

Tempo, amigos, é algo que crianças possuem de sobra, enquanto nós, adultos, temos que nos matar para conseguir. E olha que dormimos muito menos!

O que estou achando de Super Mario Odyssey?

Maravilhoso. Essa é uma boa forma de definir o que estou achando do jogo, até o momento, em uma única palavra. No sentido de que tudo é muito agradável no jogo: visuais, efeitos de som e música, desafios, puzzles, descobertas e exploração. Até mesmo a história é divertida.

Fico até meio triste que o jogo, do sucesso global que é, da fama que o personagem tem em países como o Brasil, a Nintendo não tenha ponderado sobre localizá-lo em português. Depois de uma geração se ter um console da Nintendo, e estando há duas com o Xbox, admito que estou mal acostumado com o fato de que na concorrência, incluindo aí o PlayStation, todos os grandes títulos destas plataformas estão em nosso idioma. Ver Odyssey em inglês me faz lembrar o quão insignificante nosso mercado nacional ainda é para a Nintendo. O que sempre me deixa bastante chateado. Já discuti sobre acessibilidade e idiomas em videogames aqui, e mesmo que Super Mario Odyssey não precise muito que as crianças entendam o inglês para jogar, ainda é uma tremenda pena que exista tal barreira, por menor que seja neste título.

Pulando essa questão do idioma, tudo em Super Mario Odyssey tenho achado brilhante. A ideia do game ainda insistir na ideia de mundos separados ao invés de um grande e colossal mundo aberto continua sendo muito bom para a série. Isso torna a diversidade de ambientes bem elaboradas, sem corredores ou pontos de conexão que dão exatamente algo para o jogador explorar.

É interessante como estes mundos em Super Mario Odyssey dão ao jogador um ritmo, um caminho à seguir, na mesma proporção de que também o permitem explorar as proximidades, que sempre vão guardar algum segredo ou surpresa aos mais curiosos.

É bem diferente do que ocorre em jogos como Super Mario 64 e Super Mario Sunshine, onde os mundos precisam ser divididos em estrelas e rebootados a cada missão em si. Fora que algumas eram apenas gorduras entre as missões que ditariam a narrativa ou que abririam os próximos mundos. Super Mario Odyssey se preocupa em apontar ao jogador a missão principal, mas também deixa bem claro que explorar também é tão opcional como obrigatório.

Gosto como o level design destes mundos que já joguei possuem surpresas, segredos e coisas inesperadas em todos os cantos. Não há espaços vazios, como é comum em antigos jogos em 3D do Mario, onde o cenário apenas vai sendo feito para terminar uma esquina ou corredor próximo, sem ter exatamente nada ali. Em toda direção que tomo, que não me leva ao objetivo principal, tem algo secundário para explorar ou encontrar. É realmente muito surpreendente. A regra de que mundos precisam ter o mesmo exato número de colecionáveis foi totalmente ignorada, o que os tornam bem mais interessantes.

As muitas transformações de Mario

Outro elemento que serve como reinvenção às mecânicas tradicionais dos jogos do Mario está relacionado a habilidade de Cap em transformar o Mario em diversos tipos de coisas, seja em seus inimigos tradicionais, ou robôs, objetos ou formas elementais. Existe uma variedade assustadora de transformações.

E é uma mecânica bem divertida, ainda que nem sempre é tão livre e aberta quanto a exploração livre dos mundos mencionados. Cap algumas vezes tem um limite em que pode segurar uma transformação, assim como há trechos em que claramente o jogador ter que abandonar a transformação e voltar a ser o Mario para seguir adiante.

Digo que me impressionou, mas não tanto quanto os mundos em si, e a forma como os mesmos funcionam me impressionaram. Assim como Super Mario Sunshine tinha o F.L.U.D.D. que também dava uma certa liberdade tridimensional para explorar o ambiente de forma que o Mario tradicionalmente não conseguiria, Cap dá ares a imaginação do jogador, seja se transformando, seja dando uma habilidade do Mario pode atirar seu boné em inimigos ou blocos, evitando assim que exista uma certa habilidade tridimensional com seu pulo. Inclusive a habilidade de arremessar e pular em cima de Cap também expande a flexibilidade de Mario de alcançar locais que normalmente ele não conseguiria.

É bem divertido como esse elemento de expandir o que Mario deve ser ou pode fazer está de volta. Especialmente se pensar que Super Mario Galaxy era um pouco mais fechado nesse sentido, até pelo próximo conceito do jogo, que brincava muito com espaço gravitacional e de não ir aonde não deveria ser possível ir. Aliás, sinto saudades de Super Mario Galaxy. Por mais que a Nintendo esteja sempre reinventando o Mario em 3D, ainda acho que seria interessante ter mantido a série Galaxy com novas sequências. Super Mario Galaxy 2 foi muito melhor e mais divertido do que o primeiro, só para lembrar.

Concluindo… por enquanto

Enfim, o objetivo destes textos de impressões em progresso não é de serem gigantescos, então acho melhor ir parando por aqui. Mas já deu para entender que estou gostando e me divertindo com Super Mario Odyssey.

Não acho que a Nintendo está revolucionando o conceito da série, tal qual parece que ela fez com The Legend of Zelda: Breath of the Wild (que ainda não joguei, mas está na lista de aquisição ainda deste primeiro semestre de 2019), mas acredito que Odyssey é uma grande boa reinvenção na flexível fórmula que a série de jogos em 3D de Mario permitem ser.

É também uma prova de que o Nintendo Switch é um console que aguenta competir com os grandes lançamentos da concorrência. Oferecendo um game visualmente de se deixar ficar maravilhado pelos seus visuais, assim como oferece uma longa e duradoura aventura para se explorar. Certamente é um título obrigatório para qualquer um que gosta do Mario e pensa em ter um Nintendo Switch.

Por enquanto é isso. Devo voltar a escrever minhas considerações finais sobre o jogo quando terminá-lo. Mas cá entre nós? Não espere que isso vá ocorrer nos próximos dias ou semanas. Pra ser bem sincero estou adorando jogar Super Mario Odyssey nesse ritmo mais lento, sem pressa para terminá-lo. Apreciando suas surpresas e segredos. Mesmo que o meu pequeno já tenha me mostrado algumas em seu save.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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