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Jogando PES 2013 – Impressões Iniciais

A Versão “DELUXE” do PES 2012

Nesse fim de semana consegui “pegar” o PES 2013 para jogar, e resolvi escrever aqui pra vocês minhas opiniões iniciais desse mais recente lançamento da franquia anual da Konami, que assim como a franquia FIFA da EA fazem a cabeça do pessoal.

Antes de tudo, gostaria de informar que não estou aqui para fazer nenhum tipo de comparativo com o jogo FIFA 13, pois, apesar de ambos serem jogos de futebol, são diferentes em muitos aspectos, eu particularmente não jogo FIFA, mas nem por isso vou dizer que PES é melhor. Seria o mesmo que analisar Street Fighter e Mortal Kombat, ambos são jogos de luta, as duas maiores franquias que existem nesse gênero, porém, impossível de compará-los.

Vejo os jogos de futebol como uma espécie de jogo “social”, pois eu geralmente jogo só em fim de semana, com uns amigos, aquela coisa antiga de “perdeu, passa o controle”, aquela zoaçãozinha entre um gol e outro, coisa totalmente casual, às vezes uma partidinha online e só. Na verdade, pra jogar socialmente, eu prefiro até um Mario Kart Wii ou algum jogo de luta, mas como tenho muitos amigos que só jogam “futebol” no videogame, então acabo aderindo.

Falando nisso, existe muita gente que compra um videogame só pra jogar futebol, então, sei que esse pessoal usufrui do jogo muito mais do que eu, pois, destrincham todos modos e ligas que o jogo possui, já que eu não consigo me ver jogando Master League, Rumo ao Estrelato, Champions League, etc. Sei lá, parece que jogando “contra a máquina” o jogo fica estranho, meio que fica mais quadrado, e acabo perdendo o prazer de jogar. Mas não posso deixar de dizer que conteúdo de ligas esse jogo tem de sobra, inclusive o tão sonhado “Brasileirão”.

Uma coisa muito legal nessa versão é que a Konami realmente quer mostrar que gosta demais do Brasil, pois além de ter o Neymar na capa, a música de abertura já é Michel Teló (!), todos devem estar pensando: “Nossa Konami assim você me mata (de vergonha)!”. A questão é que gostemos ou não, essa (porra de) música ganhou o mundo, e (na visão da empresa) nada melhor para homenagear os brasileiros do que inseri-la no jogo.

Outra coisa legal pra nós brasileiros é que agora existe um Campeonato Brasileiro, com os 20 times, além dos estádios do Morumbi e da Vila Belmiro. Apesar de que no PES 2012 já existiam alguns times brasileiros, eram só os que estavam disputando a Libertadores, além disso, não se podia escolher esses times para jogar contra os times dos demais continentes. Agora a coisa ta diferente, uma partida entre o meu Santos contra o Milan pode rolar normalmente.

Infelizmente a grande maioria de jogadores dos times do Brasil são jogadores derivados, sem aprofundar muito nas características físicas e nos atributos de cada um, além de serem bem inferiores aos dos times da Europa, mas é um começo, e isso é bom. Fizemos uma partida entre Santos e São Paulo e somente alguns jogadores como Neymar e Luís Fabiano tiveram as características mais marcantes, mas mesmo assim, foi muito divertido.

A narração é uma história à parte, hoje em dia fica difícil imaginar jogar PES sem o Silvio Luiz e o Mauro Beting, eles já viraram parte da diversão, e cada vez a narração e os comentários estão mais reais, mesmo quando você joga varias partidas com os mesmos times, a narração não fica repetitiva. Um grande ponto positivo para a Konami, pois nessa versão conseguiram atingir o ápice.

A real é que essa versão melhorou muito em relação a anterior, dessa vez o jogo está mais lento, mais cadenciado, mais estratégico, está com uma fluidez muito superior, frisando muito mais a posse de bola, fica muito mais bonito ver o jogador correndo, porém falando em beleza, os gráficos não evoluíram muita coisa, praticamente nada, porém, isso não é um ponto negativo, já que as animações estão bem mais realistas.

Os goleiros estão muito mais “humanos”, sem aqueles saltos impossíveis, além disso, anteriormente o goleiro só saía automaticamente na direção da bola quando ele tinha certeza que ia ganhar a jogada, agora não, o goleiro sai no desespero e muitas vezes fica na saudade. A reposição de bola melhorou, mas ainda não chegou à perfeição, muitas vezes você quer criar um contra ataque rápido, porém, o goleiro demora pra levantar e repor a bola.

A zaga está bem mais inteligente, não faz tanta lambança mais, um lançamento com o “triangulo” (versão Play3) está muito menos eficaz, pois a zaga raramente falha nessas bolas. Mas, em compensação a zaga está bem mais lenta, numa disputa na corrida contra os atacantes, os zagueiros perdem vergonhosamente, então é sempre bom tentar segurar a zaga fazendo só a cobertura e deixar o primeiro combate para o “volante”. Além disso, antigamente durante um lançamento a zaga só levantava a mão se o atacante estivesse realmente impedido, nessa versão não, descobri isso da pior maneira possível, pois num lançamento meus zagueiros levantaram a mão para pressionar o arbitro, e eu parei, porém, não houve impedimento e acabei tomando um gol bobo. Achei isso legal, pois, simula bem a realidade.

Falando em impedimento, o bandeirinha continua um “ser a toa” no jogo, pois toda vez que há um impedimento, ele só levanta a bandeira depois que o juiz já apitou, além disso, mesmo em condição de impedimento ele continua correndo, sendo que o correto seria ele parar na direção onde ocorreu a irregularidade e apontá-la. Mancada da Konami, pois poderia deixar o bandeirinha um pouco mais funcional.

Em relação às faltas as coisas também melhoraram, agora qualquer infração considerada violenta (ou por trás) pode originar um cartão amarelo, diferente da versão anterior onde só carinhos geravam cartão, além disso na versão anterior se o marcador dar um bote fora de tempo, ele já perdia o lance, agora ele já não fica mais fora de ação e pode continuar tentando roubar a bola, deixando o jogo disputado e equilibrado.

A parte dos dribles foi bem aprimorada também, com jogadas que além de bonitas são realmente eficazes quando bem executadas, aumentando assim, o seu interesse em aplicar jogadas de efeito. Nesse ponto, outra característica importante, é a matada de bola, onde um jogador com uma boa habilidade, consegue receber a bola com muito mais facilidade do que um jogador mais “grosso”.

Uma coisa que me irritava muito no 2012 era que quando o goleiro adversário ia repor a bola, os meus atacantes corriam em “câmera lenta” (e isso não era um lag) dificultando a marcação na saída de bola, agora não, a movimentação dos jogadores continua normal e dessa forma força o goleiro a dar chutão. Esse chutão também foi aprimorado, agora a potência é medida pela barra de energia, ou seja, quanto mais tempo você segurar o botão, mais longa será a reposição do goleiro.

A jogatina online também melhorou, e roda legal, desde que a conexão de um dos jogadores não dificulte o jogo.

Outra melhoria é que agora não existem mais jogadores “blindados” como era antigamente, no caso do Messi, por exemplo, que era quase impossível roubar sua bola, porém, algumas coisas “intrigantes” ainda acontecem, como numa reposição do goleiro há uma disputa de cabeça entre o Messi (tão baixo quanto um Hobbit) e um zagueiro bem mais alto, tipo o Lúcio, o Pepe (ou o Domingos), infelizmente, às vezes o Messi além de ganhar pelo alto, ele mata a bola e ainda sai jogando, triste isso, difícil de acreditar.

Quase me esqueci de citar  que alguns jogadores ainda estão em times antigos: como o Essien no Chelsea, o Ganso no Santos, o Cassano no Milan, etc, mas creio que isso é normal e logo a Konami lança um pacote de atualização para sanar isso.

No geral, realmente a Konami acertou a mão, deixando o jogo com uma fluidez muito melhor, aprimorando os comandos, deixando os jogos mais equilibrados, e principalmente aumentado e muito a diversão.

O que entristece é que todas essas melhorias demoraram muito para serem inseridas no franquia, parece que a versão de 2012 era a versão Beta, e a de 2013 é a versão Final do mesmo jogo. Algo como a versão “DELUXE” no lendário International Superstar Soccer. Mas ficou ótimo!!!

Existe muito conteúdo para ser explorado pelo pessoal, coisa que faz o jogo durar um ano inteiro, que geralmente é o período de vida útil de um jogo de futebol, até a lançamento da próxima versão.

Bom divertimento a todos!!

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Gustavo Grangeiro

Gamer desde a época que não existia Pause, que o Atari estragava a TV (Telefunken), que o Mario ainda se chamava Jumpman, e que Fliperama não era lugar para bons meninos. Amante de uma boa leitura de ficção, filmes e séries. Sou baterista (sem banda) e adoro falar bem e mal de tudo que é ligado a rock and roll e suas derivações "legítimas". Aceito uma discussão sadia sobre qualquer assunto, principalmente os polêmicos.
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