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Halloween | 9 sugestões de games para a ocasião! (Indicação)

Minha noção de tempo realmente está muito avoada nestes últimos dias. Eis que hoje é 31 de outubro e somente agora me dei conta de que é Halloween, nosso não tão famoso dia das bruxas. Fiz uma confusão total com o feriado nacional na quarta, 2 de novembro, dia dos Finados. Aí pensei no Dia de Mortos, que também se comemora lá no México no mesmo dia que o nosso feriado de Finados. Em suma, fiz uma pequena confusão.

Mas em minha defesa, ainda que não faça sentido, digo “Halloween em uma segunda-feira?” Que coisa mais sem graça, não? O ideal é levar esse espírito de assombração, sobrenatural e um tanto de folclore para todo o resto da semana, aproveitando o feriado de quarta.

Não vou mentir, tinha algumas impressões de games programadas para serem publicadas nesse final de semana e na ocasião do evento de dia das bruxas. Até comentei isso no Instagram do site dias atrás. Infelizmente não foi possível realizar tais planos. Tive uma emergência médica familiar realmente grave que se alastrou por toda a semana passada inteira e isso me deixou totalmente fora do ar por alguns dias. Por pouco meu halloween ia ser um evento ruim de se lembrar por muitos e muitos anos. Felizmente no fim, tudo se resolveu.

Então, para não deixar o dia passar em branco, eis que resolvi listar e comentar um pouco alguns games para jogar não só hoje, em celebração ao Halloween, mas por todo o resto da semana, especialmente aqueles que vão emendar ou aproveitar o feriado de quarta para jogar o dia todo ou até o estoque de pilha e baterias se esgotar. Serão quatro games com uma temática que casa com a ocasião e outros três games que estão no clima da celebração há alguns dias e que vai perdurar pelos próximos dias.

Resident Evil Zero

Vou começar pelo Resident Evil Zero, porque o game esteve em promoção a semana passada inteira na Xbox Live, e esse desconto vai perdurar até as próximas horas desta segunda-feira. Talvez algumas horas da madrugada de terça-feira. O desconto é válido para todos os membros da Xbox Live, em celebração justamente ao Halloween. Aliás, não só este, mas outros títulos da série estão com desconto pelas próximas horas (ainda dá tempo… ou não mais).

Resident Evil Zero é um game lançado em 2002, originalmente para a plataforma GameCube, e até o começo deste ano ainda permanecia como um título exclusivo para plataformas da Nintendo. Eis que é então um momento realmente bacana para se conhecer o game, que funciona como um prequel para o primeiro Resident Evil, aquele já comentando aqui no site nestas impressões.

Tenho que admitir que não me recordo de ter jogado Resident Evil Zero no GameCube, ainda que tenho memórias de ter conseguido uma respeitosa coleção de títulos do console (ainda que já tenha me desfeito de tudo, exceto do aparelho em si). Pena que não tenha sobrado tempo para começar o game nestes últimos dias, mas pretendo começar em breve e voltar a falar um pouco mais sobre o título por aqui. Resolvi comprar o game com aquele saldo que a Microsoft deu a todos que baixaram o Fallout 4 naquele bug que o distribuiu de graça para todos os membros que estavam online durante o bug. Com isso, Resident Evil Zero me custou apenas 56 centavos. Que maravilha, não?

Bem nostálgico essa montagem oficial, comparando o protótipo do game, a versão original e resultado da versão remaster. É como disse no Resident Evil HD Remaster alguns meses atrás (link mais acima), não é o tipo de jogabilidade que funciona hoje em dia, mas que dá uma saudade de voltar para estes clássicos de tempos em tempos. Um ótimo game para esse clima de halloween que deve se alastrar pela semana toda.

Slain: Back from Hell

A imagem que abre a postagem pertence a este indie game, que este sim estive jogando pelos últimos dias, mas ainda não o bastante para um impressões completas sobre o game. Entretanto acho que Slain: Back from Hell vale a pena ser mencionado aqui, pois casa totalmente com a ocasião, trazendo um game cheio de criaturas e demônios das trevas, além de um visual gore e com uma trilha sonora regada a Heavy Metal.

Já dei uma pesquisada em torno do game, na intenção do futuro review dele – o que espero publicar ainda esta semana – e vi que originalmente o game foi lançado com muitos problemas, dificuldades absurdas, muitos bugs e problemas com checkpoints. Muitos dos problemas que hoje já parecem ter sido solucionados, nas diversas plataformas na qual o game se encontra disponível (XO, PS4, PC).

O game parece ter cerca de 6 horas de duração (a descrição na página da Steam, feita pelos criadores, ao menos diz isso), podendo durar um pouco mais dependendo do quanto o jogador morrer ou for devagar (o meu caso, com toda certeza). Não parece ser muito, porém me parece o suficiente devido ao excelente ritmo que o game possui.

Quer dizer, o combate e a jogabilidade de Slain é bem ágil, não há muitas firulas. Não existe um sistema de level up, grinding ou outras técnicas que fazem o game normalmente durar algumas horas extras. Talvez Slain parece com títulos do gênero Metroidvania, mas isso é apenas aparência só. O jogo é um tanto linear, no bom sentido. Nada de ficar indo e vindo, perdido em um mundo 2D side scrolling, com portas fechadas que precisam de itens ou habilidades na qual o jogador só vai encontrar conforme o game progredir. Slain: Back from Hell não é nada disso.

O game é mais focado na ação e no combate contra inimigos que podem realmente matar facilmente o jogador com dois ou três golpes. Mas é o sistema de ataque que faz o game brilhar, com ataques normais, carregados que precisam ser liberados no tempo certo ou contra ataques que requerem uma defesa impecável no tempo exato. Os inimigos voam, atiram bolas de fogo, atacam com vantagem numérica e grandes inimigos surgem ao longo dos estágios. Fora os desafios que requerem saltos em plataformas ou ativar alavancas. Slain: Back from Hell parece um game bem simples, mas é impressionantemente divertido.

E gosto de todo o visual pixelart do título, cheio de detalhes sangrentos e tenebrosos, com uma trilha sonora que coloca metal na alma do game e do jogador. Vale a pena dar uma olhada, mas fique sabendo que em alguns dias volto aqui no site para impressões mais apuradas sobre o título!

White Night

Um estranho acidente em uma estrada, uma estranha mansão assombrada e um indie game que realmente dá calafrios de se jogar em um ambiente escuro e silencioso. Acho que a ocasião é perfeita para relembrar White Night, um game que escrevi a respeito aqui no site lá no comecinho deste ano.

A completa ausência de cores torna o game realmente assustador. O jogo brinca muito com o esquema de luz, obrigando a navegar por uma mansão com sérios problemas elétricos, na qual o jogo lhe obriga a acender palitos de fósforo para não andar na completa trevas e assim ser perseguido por o que quer se seja que está assombrando esse lugar.

Para quem tem saudades de games de survival horror, White Night é um prato cheio, com um belo desafio. Bem, nesta indicação não irei me alongar muito porque já há um impressões a respeito do título aqui, basta ver o link mencionado acima.

Among the Sleep

Este é um dos indie games que estão na lista de review do site há alguns meses. Queria poder ter começado há algumas semanas atrás, justamente pela ocasião do halloween, mas essa é a vida adulta. Planos são feitos, mas quase sempre dão errado. Porém tenho convicção que em breve poderei jogá-lo e escreverei a seu respeito por aqui.

Admito que além do trailer de lançamento do título evitei ao máximo ver outros gameplays do game no You Tube, e olha que há vários. Até mesmo o Zangado tem um a respeito do game, o que já é um parâmetro para dizer que no radar de muitos jogadores o game provavelmente esteve.

E não que Among the Sleep seja um game novo. Originalmente ele saiu em 2014, só que em 2015 ele chegou ao PlayStation 4 e este ano chegou ao Xbox One, o que significa que novos jogadores continuam sendo apresentados ao game.

O meu interesse pelo game vem por sua premissa, de fazer um jogo de terror sobre o olhar de uma criança pequena, sozinha em uma casa. Você consegue se lembrar o quanto isso era assustador? A casa fazendo barulhos estranhos, brinquedos e bonecos que pareciam estar olhando diretamente para você (as vezes você até podia jurar que eles se mexiam). Brrr, me dá calafrios só de pensar. Decididamente este é um game que eu não jogaria em uma madrugada escura, sozinho e com fone de ouvidos. mas ei, é halloween e sei que tem uma malucos que topam esse tipo de desafio. Você é um destes?

Aliás, devido ao sucesso do game, o estúdio que o desenvolveu, a Krillbite Studios, chegou a lançar um DLC do mesmo. E gratuito, o que é sempre algo bacana de se fazer pela base de fãs que apoiaram o game. Bem, prometo arranjar um momento ainda este ano para o título e voltarei aqui para contar que tive pesadelos com esse jogo (provavelmente).

The Park

Halloween e parques de diversões assombrados. Tudo a ver, não? Eis que então vale a pena mencionar aqui na lista o indie game chamado The Park. Infelizmente, tal qua o título acima, este é outro que esta na minha lista e não consegui jogá-lo ainda. Me lembro que os reviews alguns meses atrás não foram muito receptivos com o game, mas mesmo assim ainda o mantenho na lista de futuros reviews aqui no site e quero jogá-lo assim que tiver uma oportunidade.

Parques assombrados não me metem tanto medo assim, ao menos não tanto quanto a proposta do Among the Sleep. Acho que assisti desenhos demais do Scooby-Doo quando criança, na qual a turma sempre se metia em confusões com parques assombrados. O Batman mesmo, tanto na série clássica animada, quando nos quadrinhos, vive parando em parques assim por conta do Coringa. Tem mais aquela coisa do circo macabro. Enfim, The Park também me parece uma boa dica para a semana do Halloween.

É mais um indie game para a lista do que quero ao menos começar até o ano acaba para tirar algumas impressões e ter uma base melhor em cima da proposta do game.

Oxenfree

Bem, mas jogos de terror não são para qualquer jogador, certo? Há aqueles que fogem de game assim, por terem aquele medinho que é até natural e nem um pouco condenável. Eu já evitei jogos de terror por muito tempo (quem garante que ainda não encarei The Park ou Among the Sleep por causa disso? Não duvido), então é natural querer outras opções menos radicais.

Slain: Back from Hell é um bom exemplo, pois não é assustador, porém dá para ir um pouco mais adiante, sem ter que pisar no aterrorizante. Estou me referindo a Oxenfree, que é um indie game que também escrevi a respeito aqui no site há alguns meses atrás e tem um pé no sobrenatural que mexe um pouco com você caso queira jogar em madrugadas silenciosas e escuras, o que foi exatamente o que fiz.

Oxenfree é uma espécie de game narrativo, na qual o jogador não tem muita ação do tipo atacar assombrações ou morrer de armadilhas horríveis. O game dá alguns sustos, dá uma certa tensão e impressiona, especialmente se o inglês não é um problema para ti. É um game que perturba um pouco ao brincar com eventos sobrenaturais, loopings temporais que prendem o jogador, amigos que desaparecem e finais alternativos, na qual amigos da protagonista podem acabar mortos pelos eventos sobrenaturais de uma ilha na qual o grupo vai para passar a noite.

É um game ótimo para halloween. Não é tão amedrontador, nem tão violento ou sanguinário. E mexe com um dos piores tipos de terror: o psicológico. Mas isso somente se você souber se envolver na trama proposta. Posso dizer sem sombra de dúvida que foi uma dos melhores indie games que joguei este ano em termos de história. Se a Netflix visse esse game e transformasse em uma de suas séries originais, aposto que faria o mesmo sucesso que Stranger Things fez.

Eventos de Halloween

Ao todo indiquei foram seis games então. Pensei em dizer “seis indie game”, mas Resident Evil Zero não é de fato um “indie game”, ainda que hoje dê para colocá-lo na categoria digital game, o que significa que ele custa bem mais barato que os blockbusters normais do mercado de games. Seis opções bem em conta para jogar nesse clima de dia das bruxas e aproveita o feriado de Finados na quarta.

Mais ei, o post ainda não terminou! Antes de encerrar este post da madrugada, preciso mencionar mais três games, que não são exatamente games de terror ou horror, mas que também estão no clima de Halloween com divertidos eventos que só podem ser conferidos nesta época do ano. São eles:

Overwatch: Halloween Terror (acaba amanhã)

O evento especial em comemoração ao dia das bruxas em Overwatch acaba amanhã. Cheguei a mencioná-lo dias atrás nas Rapidinhas aqui do site, mas achei que valia a pena mencionar aqui novamente. Fez sucesso, pois vi muita gente comentando e achando bacana a ideia de um evento de jogadores versus hordas de NPC.

Cheguei a jogar umas duas partidas, mas infelizmente Overwacth no Xbox One e com minha internet de 4MB não parece ser uma boa combinação. Sempre tenho problemas para encontrar partidas que não sejam no modo normal do game. Enfim, que ainda não conferiu, vale a pena conferir. Uma pena que a Blizzard está encerrando o evento amanhã. Poderia ter durado ao menos até o final desta semana. Corre que ainda dá tempo (ou não).

Destiny: Festival dos Finados (termina em 8 de novembro)

Tal como ocorreu em 2015, a Bungie trouxe o Festival dos Finados novamente para Destiny, que segue com sua mais nova atualização, Ascensão do Ferro. O evento não é tão glamouroso quanto a Bandeira de Ferro na minha opinião, mas é válida e parece atrair bastante jogadores.

Eu mesmo acabei passando algumas horas atrás das cenourinhas do evento, que promete máscaras (ainda que não sejam atribuídos nível de luz a elas e elas ocupem o espaço de equipamento de capacetes – não deveriam), tonalizadores, emblemas e um novo pardal (além de um temporário que parece uma vassoura e é muita sacanagem que ele não seja permanente, durando apenas enquanto o evento estiver no ar).

Eu já consegui alguns tonalizadores, mas ainda estou atrás do emblema e do tesouro lendário do evento. Porém ainda tenho tempo, já que o mesmo irá durar até a terça-feira da próxima semana.

Gears of War 4 – Evento Especial: Pumpkill Ball (termina em 2 de novembro)

Pensando no clima de Halloween, de criaturas que saem a noite para assustar e assombrar as pessoas acredito que Gears of war 4 poderia estar na lista de games mais acima, e não apenas na lista de eventos. Porém como já andei falando demais sobre o  game aqui no site resolvi dar um pouco menos de espaço a ele nesta postagem especial. Porém acho válido recomendar mais uma vez o meu review definitivo do game, que leva para outros links com outras matérias sobre o jogo.

A celebração de Halloween em Gears of War também é algo já esperado e habitual ao game. Não sei se em algum ano em especial a Epic Games chegou a deixar de celebrar o evento, porém me recordo de várias ocasiões onde os jogadores puderam jogar com os personagens trajando cabeças de abóboras. Como a imagem abaixo.

Gears of War 4 pumpkin ball

Sendo assim a The Coalition manteve a tradição. Abriu uma sala especial para o evento e mudou as regras do modo Queimada, fazendo os jogadores voltarem com somente um segundo de respawn quando um inimigo adversário é morto. Joguei algumas partidas e achei bem desafiador e insano o modo, ficando bem difícil definir ganhadores. As partidas acabam sendo decidido na sorte. Vi até mesmo embate por tempo esgotado, algo que até então não tinha visto em partidas de Queimada, que é uma modalidade nova em Gears of War 4.

A única coisa que achei sacanagem, demonstrando que as microtransações podem de fato matar e afastar a comunidade de Gears of War do game é que o estúdio criou um pack novo para o evento, prometendo algumas recompensas legais (veja aqui). Só que ao contrário de exemplos como o de Destiny acima, qual é a minha surpresa ao descobrir que o pack de Halloween só pode ser obtido com dinheiro de verdade? Pois é, que baixa sacanagem. Qual então era o motivo, ou a cenourinha, que levaria os jogadores e investir no evento de Halloween? Nenhum. Apenas XP em dobro.

Não que seja pedir muito, mas se o jogo tem sistema de recompensas por meio de pacote de cartas, porque não oferecer uma opção na qual se possa conseguir o mesmo com dinheiro do game? Eu achei uma baita falta de respeito isso. Joguei algumas partidas do evento, me diverti o suficiente e parti para jogar outra coisa. Afinal, o que poderia me incentivar a investir e ficar ali, correndo atrás da cenourinha, não rolou. Uma pena.

Também não foi liberado nenhum trailer oficial com o evento de Halloween do game, para divulgá-lo. Mas vou deixar um que assisti no You Tube quando fiquei sabendo do mesmo e não estava em casa para conferir. Deixo aos curiosos:

E encerro por aqui então as minhas sugestões e indicações de games para o Halloween. Sei que não foram muitas e que tiveram algumas ausências de clássicos que normalmente as pessoas sugerem nessa época do ano. Entretanto meu objetivo era realmente fugir do óbvio, e indicar também alguns indie games, que são sempre opções baratas e que acessíveis aos jogadores, por estarem disponíveis em diversas plataformas e não pesarem demais no bolso. Acaba sendo uma boa brincadeira de dia das bruxas, sem estressar demais o orçamento nessa virada de mês, especialmente com tantos lançamentos sendo lançados e que ainda serão nas próximas semanas.

Quem tiver mais dicas, por favor, deixe aí nos comentários em nas redes sociais do Portallos!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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