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Brasil Game Show 2017 | Ponderações e opiniões sobre a 10ª edição! (Especial)

Aconteceu entre os dias 11 a 15 de outubro em São Paulo a 10ª edição da Brasil Game Show, a maior feira de games da América Latina. E sim, é importante ressalvar que ela é realmente a maior dentre os países que compõem a América Latina por alguns fatores que serão mencionados abaixo.

Primeiro, sendo a maior é muito importante que ela aconteça no Brasil, pois demonstra e dá valor ao nosso país dentro da indústria mundial de videogames. Isso faz com que as grandes empresas de games olhem para o Brasil com olhos diferentes de outros países próximos – independente da nossa burocracia, legislação precária no segmento, altos impostos, pirataria etc – mostrando que há um público apaixonado e interessado no mercado – independente dos fatores acabo de mencionar, a gente continua comprando e querendo videogames por aqui. Ajuda muito também nosso mercado interno em desenvolvimento de games, que tem crescido e ganhado mais respeito nestes últimos anos.

Também serve como um puxão de orelha para os outros países da nossa região, que também deveria correr atrás do prejuízo e promover feiras e eventos voltados aos videogames. E no final toda a nossa região, não necessariamente apenas o Brasil, tem a ganhar nesse segmento quando existe essa demonstração de valor de mercado, por meio de fãs, jogadores e empresários ganhando interesse em investir nesse setor. Até o Governo tem promovido concursos e financiado a esfera do desenvolvimento indie. O Brasil dos games existe e é um bom momento para gostar de videogames.

Até por isso que é importante que a Brasil Game Show continue existindo, que não seja ameaçada por eventos como a Comic Com Experience – CCXP, que também visa atrair um público aonde parte também vem desse segmento dos videogames. Afinal o público que é apaixonado por videogames normalmente também curte outros aspectos da cultura pop, dentro da literatura, cinema, tecnologia e consumismo nerd/geek, segmentos que são o foco da CCXP. Entretanto segure essa comparação e ponto de discussão. Volto a tocar ponderar sobre isso mais tarde dentro dessa matéria. Prometo.

De volta para outubro e a sua antiga casa

Este foi o terceiro ano em que pude visitar e fazer a cobertura para o site da Brasil Game Show. Quem tiver a curiosidade de ver o que escrevi sobre os anos anteriores irá encontrar a matéria de 2015 neste link e a de 2016 neste aqui. A BGS deste ano voltou a ser realizado na Expo Center Norte em São Paulo, além de também ter voltado a acontecer em outubro, mês do bem encaixado feriado de Dia das Crianças.

Acho relevante apontar esse retorno porque uma das minhas críticas ao evento do ano passado – link no parágrafo acima – foi justamente pelo fato dela ter ocorrido em uma horrível data em setembro, mais precisamente no dia 1º, uma data que pessoalmente considero terrível. Trabalho na área de Departamento Pessoal, fazendo folhas de pagamentos de salários e vejo que esse é um período dentro daquela viradinha de mês onde normalmente as pessoas estão em via de receber seus salários e por consequências estão meio apertadas financeiramente.

Para quem tem trabalha, especialmente chefes de família, essa é uma data horrível para pensar em ir ao um evento em outra cidade, pensando nos custos da viagem, da alimentação e nos gastos extras de consumo dentro das lojinhas que certamente te farão passar vontade para comprar alguma coisa. A meu ver os dias ideais para essas feiras e eventos sempre são depois do 5º dia útil, quando parte do público trabalhador está com salário em mãos.

A realização da BGS iniciando em 1º de setembro no ano passado também atrapalhou que certos games pudessem ser trazidos ao evento por estarem muito distantes de serem lançados. Apesar de que a antecipação da feira aconteceu justamente por esse desejo da organização de conseguir trazer mais games de forma antecipada ao Brasil. Foi um bom pensamento, mas no fim não deu o resultado esperado. Alguns games não estavam prontos para sempre mostrados na época.

O revés é que quando a feira acontece em outubro parte destes jogos já foram lançados e estão nas lojas. Acabam chegando ao evento apenas como novidade para quem ainda não os jogou. Não foi diferente com a edição desse ano, por sinal. Só que não acho que seja um problema algum isso, ainda mais no Brasil por conta do nosso mercado inchado de impostos e da dificuldade que todo mundo tem para ter todos os lançamentos em mãos nas primeiras semanas de seus respectivos lançamentos.

Assim você pode ir para uma BGS e não se importar com o fato de que a Activision criou um stand enorme para promover Destiny 2 porque o game já está nas lojas há mais de um mês e no final é só uma fila a menos para quem já tem o game. Afinal você não consegue, nem se quisesse, jogar tudo que há para ser jogado dentro do evento. Arrisco dizer que nem se você pudesse ir todos os dias de evento conseguiria tal proeza. E ainda usando a Activision como exemplo: se Destiny 2 não é atraente para parte do público que já o está jogando a empresa também estava lá com Call of Duty: WWII, título que só vai sair no início de novembro. Ou seja, tudo bem os estúdios oferecerem estações com games já lançados e dividirem o espaço com um ou outro que ainda serão lançados.

Por isso acredito que outubro é a melhor data para a Brasil Game Show. É aquele momento onde estamos no meio do caminho entre os títulos da temporada de final de ano que já foram lançados e que estão para serem lançados em algumas semanas. Não há melhor momento!

Há que se considerar que a BGS não é uma feira como a E3 – Electronic Entertainment Expo que consiste em apresentar de forma bem antecipada a jornalistas e imprensa em geral certos títulos que serão lançados somente daqui muitos meses, alguns só no próximo ano fiscal norte americano. A nossa BGS é uma feira mais acolhedora, voltada realmente ao público em geral, ao público comum, que precisa ver e testar os produtos desse mercado, uma feira que desperta a atenção até mesmo de quem não acompanha videogames. É uma feira para disseminar a cultura dos games por aqui, muito mais do que para servir como test drive de jogos que vão demorar a serem lançados.

É claro que isso não impede de encontrarmos futuras novidades em toda BGS e a edição de 2017 não foi diferente. A Ubisoft estava em seu stand com estações de demonstração de Far Cry 5 que só será lançado no começo de 2018. A WB Games, que também representa aqui no Brasil os títulos da EA – Eletronic Arts e Capcom, trouxe Monster Hunter: World ao evento, título que também só vai ser lançado no próximo ano. São dois exemplos positivos, que agregam valor ao evento, mesmo que no geral eu acredite não seja apenas isso que a BGS precisa trazer aos visitantes da feira.

Entretanto se gostei de ter visto o evento de volta para outubro não me agradou muito vê-lo de volta ao Expo Center Norte, local onde a feira acontece (salvo equívoco) desde 2012, sendo que a única exceção foi justamente ano passado, quando a BGS aconteceu na São Paulo Expo, mesmo local onde tem acontecido a CCXP.

Veja bem, não que o Expo Center Norte seja um local ruim, pelo contrário, pensando em quem vem de fora de São Paulo, o lugar chega a ser muito melhor localizado do que a São Paulo Expo, já que fica pertinho do Terminal Rodoviário Tietê. Tanto que este ano cheguei no Terminal (vindo de Jacareí, interior de SP) e fui a pé até o evento, com uma parada no Shopping Center Norte, que fica ali nas proximidades, para um rápido almoço enquanto o evento ainda não tinha aberto suas portas.

Só que localização não é tudo. Tendo como base a experiência da BGS de 2016 senti que retornar ao seu local de origem foi meio como um tímido retrocesso. Não ficou um espaço apertado, mas dava uma sensação do evento estar menor (mesmo que talvez não estivesse) daquilo que vi ano passado.

O problema talvez tenha surgido com as críticas de que a BGS 2016 na São Paulo Expo não tinha conteúdo para ocupar todo o espaço do lugar, então muitas áreas do local ficaram simplesmente vazias, dando uma sensação de que a organização não foi competente o suficiente para preencher todos os espaços dos pavilhões. Faz sentido tais críticas, mas ainda assim preferia que a BGS tivesse continuado crescendo lá, que este ano os organizadores conseguissem preencher tal lacuna lá, ao invés de voltar ao local que sabiam que caberiam todos os stands na qual todos sabiam que iriam retornar para mais um ano de feira.

Passeando pela Brasil Game Show pelo terceiro ano consecutivo também achei impossível não sentir um certo deja vu em alguns stands, em particular os da Microsoft e Sony. Todo ano estas áreas são bem parecidas, seja na decoração ou no espaço, e para ser justo, em eventos onde ambas participam lá fora também são – pelo que dá para ver em vídeos pela internet. Enquanto isso os stands da Activision e da Ubisoft estavam diferentes de suas versões dos anos anteriores, sendo pra mim os mais bonitos dentro os grandes estúdios que participaram do evento. Um adendo ao stand da WB Games, que apesar de grande, achei meio desorganizado esse ano, mas poder coisa minha, pois gostei muito do stand do ano passado que era muito melhor localizado e servia como corta caminho entre as vias de acesso aos outros stands, fazendo assim com que as pessoas pudessem passear por dentro do stand sem que necessariamente estivessem ali para jogar alguma coisa.

Não pude deixar de sentir que esta edição da BGS ficou um pouco parecida com aquela BGS de 2015, a primeira vez em que pude visitar o evento, com o único diferencial de que desta vez a visitei no dia de imprensa, muito menos cheio do que nos demais dias. A minha primeira BGS foi num domingo lotado e apesar de guardar com carinho essa primeira visita, foi um dia realmente infernal para transitar, perdendo apenas para meu primeiro sábado de CCXP (também em 2015) que foi tão lotado quanto. Em suma, foi uma BGS em um local familiar, com aspectos familiares, porém com menos pessoas por mais uma vez ter tido a oportunidade de ir em um dia diferenciado.

A 10ª Edição

Acho que é sempre uma questão de expectativa e o quanto isso pode ser uma porcaria. A organização da Brasil Game Show anunciou desde o final da feira do ano passado que este ano seria a 10º edição do evento. Que seria a maior, a melhor e a mais especial de todas. Em alguns aspectos foi mesmo melhor, mas maior e mais especial? Não chegou nem perto pra mim.

E repito, isso realmente parece ser uma questão de perspectiva pessoal. Certamente depende de cada um que esteve visitando o evento desse ano. Quem foi pela primeira vez não tem a mesma visão de alguém que já a visitou em anos anteriores. A própria visão de poder ir como um membro da imprensa muda em relação ao público em geral, que vai nos dias mais cheios e enfrenta muita fila para jogar determinados games. Mesmo que o dia de imprensa seja compartilhado com aqueles que adquiriram o ingresso VIP, ainda assim nem se compara com os demais dias. O dia de imprensa é sempre o dia mais tranquilo de visitação.

Só acho que para uma décima edição, que foi alardeada ao longo do ano todo como especial, não consegui ver uma Brasil Game Show realmente diferente do que a organização já havia apresentado ao público ao longo dos últimos anos. Não havia nada inesperadamente novo e incrível.

De certo alguns vão dizer que os convidados internacionais desse ano fizeram valer a pena o evento, e não vou discordar o quanto é legal ver Hideo Kojima, Phil Spancer, David Crane, Ed Boon, Nohlan Bushnell e Brendan Greene vindo ao Brasil apreciar e participar do evento, apresentando painéis e autografando e tirando foto com os fãs. Isso é muito legal e é um pouco diferente dos convidados encontrados em uma CCXP, pois aqui estes são voltados para a indústria de games. Talvez este seja o ponto mais positivo da feira este ano.

Mas é aquilo: os convidados, os painéis, a fila para fotos e autógrafos não é uma atração para todos. Eu fui dar uma olhada no Kojima no dia da imprensa. Mas foi de longe. Não tive coragem de ficar na fila, nem que fosse para uma foto e um apertar de mãos. Eu entendo o fã que curte esse encontro, essa espera para ver seu ídolo frente a frente. Eu apenas não tenho isso. Acho importante a presença desses convidados, como ícones da indústria visitando o Brasil mais para que eles vejam o quanto somos apaixonados por game do entrar numa fila para uma foto dentre tantas outras que o cara vai tirar no dia com todo mundo e sequer vai se lembrar de 1% das pessoas que esteve por menos de um minuto o cumprimentando porque ser famoso é isso e tudo bem.

Em todo caso, acho que a organização da BGS encontrou algo que deve se focar para as próximas edições: ter mais convidados internacionais da área de games. Tem muitos desenvolvedores famosos e empresários da indústria lá de fora que certamente atrairiam seus fãs para o evento. Quem não gostaria de ver o Shigeru Miyamoto por aqui? Certamente isso deixaria muitos fãs malucos.

Voltando um pouco a falar dos stands e das empresas parceiras da BGS, ficou claro pra mim que está rolando um certo comodismo por parte de algumas. Fiquei um pouco decepcionado, por exemplo, de encontrar as mesmas estátuas decorativas (na qual os visitantes podem tirar selfies com as mesmas) que já estão sendo utilizadas há um certo tempo tanto na BGS quanto CCXP. Mulher Maravilha, Batman, Scorpion, Laura (do Street Fighter), estavam todos de volta este ano. Em alguns casos estavam lá apenas por estarem, sem realmente justificarem a exposição. Não havia novas estátuas, nada realmente novo para esta temporada. Mais deja vu.

Isso para não dizer o quanto continua sendo desanimador que estas lojas continuem patrocinando o evento e não tragam realmente nada incrível para ser ofertado dentro delas. Livros de You Tubers, de ficção jovem e afins sendo vendidos a preço de tabela, mais caros do que se eu resolve entrar na mesma hora pelo celular e comprasse online os mesmos. Sem promoções, sem artigos que só pudessem ser encontrados com exclusividade no evento. Nada especial. E isso é meio triste. É como se estas grandes redes estivessem ali apenas para cumprir a obrigação de estarem lá ao invés de abrir a vaga para outro concorrente. Para não ter seu lugar tomado.

A parte de lojinhas menores é outro lado dessa moeda, que nesta edição da BGS realmente não me apresentou nada de incomum, nada que me fizesse ficar impressionado. Nada que me fizesse ficar triste por não ter cartão de crédito para torrar de forma inconsequente. Tudo bem, foi um alívio pelo fato de não estar financeiramente podendo fazer tais loucuras, mas ainda assim vejo isso como algo negativo.

Não havia uma loja lá sequer vendendo, por exemplo, o Nintendo Switch. E teria sido interessante ver uma Saraiva ou Americanas dando a possibilidade de testar o novo console da Nintendo justamente pelo fato da empresa não participar ou sequer estar presente no Brasil. E são lojas que vendem online o console. Por que não pegar uma ou duas unidades do estoque e montar estações de demonstração? A única coisa que cogito impossibilitar algo assim seria se a Nintendo proibisse isso, não saberia dizer.

A venda mesmo só encontrei o Xbox One S e o PlayStation 4. Em preços tabelados, sem uma promoção que justificasse a pessoa sair dali com um console debaixo dos braços. Isso, claro, no dia de imprensa. Não sei dizer se nos dias seguintes estas redes fizeram promoções ou queimaram parte do estoque nos dias finais ou mais cheios do evento. Seria interessante se tivessem feito, mas não ouvi nada a respeito por onde consegui acompanhar da cobertura nacional e redes sociais entre os dias do evento.

E é aqui que entra outro fator que entendo não ser necessariamente culpa total da organização do evento: a falta de mais empresas de games participando da Brasil Game Show. Este seria um ano perfeito para contar com a participação da Nintendo, juntamente com o Nintendo Switch, com o SNES Mini (cuja havia uma unidade no stand da Editora Europa) e com o Nintendo 3DS.

Claro que não se pode brigar com a Nintendo e obrigá-la a participar da BGS, por isso não se pode culpar a organização. Sem representação oficial no Brasil não há muito o que se fazer nesse sentido, porém não tem como não dizer que a feira sofre com isso.

Porém não só a Nintendo fez falta esse ano. A Bethesda é um outro estúdio que tem investido bastante no Brasil de um ano pra cá. Seus títulos tem sido localizados por aqui com dublagem, há um canal oficial brasileiro no You Tube e uma assessoria também trabalhando com a imprensa daqui.

Seria ótimo ter visto um stand da Bethesda na Brasil Game Show. Especialmente este ano onde o estúdio conta com três grandes lançamentos para consoles nesse semestre. Apenas Dishonored A Morte do Estranho havia acabado de ser lançado quando a feira estreou, então imagine que legal seria para os visitantes testarem títulos como The Evil Within 2 e Wolfenstein II: The New Colossus dias antes do lançamento.

Até mesmo Fallou 4, que está para ganhar uma versão em VR, talvez pudesse despertar a atenção se houve a chance de testá-lo em realidade virtual. Doom e Skyrim que estão para chegar no Nintendo Switch também seria relevantes. Ou seja, se a Bethesda tivesse participado este ano ela teria feito uma certa diferença com certeza. Agregaria muito valor à décima edição.

Quer uma outra empresa que seria legal ver sua presença na BGS? A Devolver Digital, que tem distribuído diversos títulos indies ao longo desse ano, para diversas plataformas e tem ótimas promessas para 2018. Com certeza seria um stand legal para deixar o público mais ciente de tais games, que andam tem vindo ao Brasil com localização. Posso citar games como Ruiner, Strafe, Shadow Warrior 2, Absolver, Gorn, Genital Jousting, Enter The Gungeon e até mesmo títulos futuros como High Hell e The Swords of Ditto. Todos ausentes da BGS.

Mais dois exemplos? A Bandai Namco e a Square Enix, que mesmo que participem de forma tímida todos os anos em stands de parceiros (ano passado Tekken 7 esteve na Nvidia, quantoe ano Dragon Ball FighterZ estava nos stands da Microsoft e Sony e Dissidia Final Fantasy NT esteve presente no stand da Saraiva) talvez merecessem espaços próprios para apresentarem seus mais recentes títulos. Um pena não ter encontrado títulos como Ace Combat 7 e Gundam Versus da Bandai Namco ou Black The Fall e Life is Strange: Before the Storm da linha indie da Square Enix por lá.

Que fique uma coisa bem claro: não estou querendo menosprezar as empresas que todo ano estão prestigiando os fãs e patrocinando a Brasil Game Show. Não estou dizendo que não quero mais Ubisoft, WB Games, Xbox, Activison e Sony na BGS. Longe disso. Se estas empresas desistem de participar o evento praticamente acaba. Todas são de extrema importância e agregam total valor a BGS. Inclusive muitos dos títulos que podem ser encontrados em outros stands de empresas de acessórios e de lojas são fornecidos por estes estúdios. Sem estas cinco empresas não há Brasil Game Show.

O que estou dizendo é que para a Brasil Game Show crescer, se tornar ainda maior, ter mais valor, o evento precisa conseguir um acordo com estes estúdios que não participam da feira. Não tenho conhecimento do porquê certos estúdio não participarem destes eventos, sei que alguns nem mesmo participam de feiras lá fora. Só acho que para abrir mais espaço é preciso mais representatividade da indústria como um todo.

Mais a se ver e visitar, outras atrações

Seria injusto interromper o assunto de espaço e representatividade apontado nos parágrafos acima e ignorar completamente outras áreas e empresas que estiveram presente na Brasil Game Show.

Visitar todos estes espaços em um dia é praticamente impossível. Gostaria de saber apontar o que cada um deles oferecia aos visitantes, mas sei que não consegui ver tudo que estas outras áreas estavam ofereceram em todos os dias do evento.

Havia empresa com piscina de bolinhas, com palcos para apresentações de personalidades famosas na internet, outras oferecendo duelos e campeonatos com a participação dos visitantes. Muitas delas também ofereciam algumas estações de demonstrações de games, de títulos relativamente novos, como Injustice 2. Não eram áreas sobre promover lançamentos futuros, mas para entreter mesmo os visitantes.

Alguns veículos maiores, como IGN Brasil e Voxel também detinham um espaço próprio, permitindo que o público também visse esses profissionais fazendo entrevistas e trabalhando de forma integral na cobertura do evento.

Também não tem como não mencionar stands dedicados aos acessórios games, onde boa parte do catálogo dessas empresas normalmente é dedicado a comunidade do PC. Teclados, headsets, mouses, cadeiras etc. Razer, HyperX, DXRacer, Acer, Dazz etc. Esse stands muitas vezes também ofereciam estações de jogos, e todos com suas lojas com seus produtos à venda, ainda que nunca tenha visto algo imperdível nestas lojinhas, com preço que somente fosse ofertado com exclusividade dentro evento (descontinho de 20 a 30 reais não vale). Talvez até houvessem acessórios com preços melhores nos dias de público, mas aí não tive como conferir.

Outra área que parece crescer a cada ano é a de indie games, ainda que claramente a organização do evento não consiga a mesma curadoria de qualidade que um BIG Festival, evento dedicado aos indies que ocorre anualmente entre os meses de junho e julho em São Paulo, pareça ter.

A área indie da BGS em sua grande maioria é composta por desenvolvedores brasileiros e escolas técnicas de desenvolvimento de games. O que acho ótimo. Vi excelentes projetos lá, queria ter testados alguns (o que o tempo não me permitiu), porém faz falta uma diversidade internacional ali no meio.

Ter nomes de estúdios e distribuidoras conhecidos pela comunidade em geral. Curve Digital, tinyBuild, a já mencionada Devolver Digital, Team17 Digital e afins. Tem uma quantidade interessante de empresas lá fora distribuindo e trabalhando com estúdios indies de toda a parte do mundo, incluindo algumas que também distribui indies brasileiros. Imagine que legal seria vê-lo aqui no Brasil, olhando mais de perto o público e o que nossos estúdios aqui estão trabalhando para os próximos anos.

E não é como se faltasse espaço nessa área porque haviam muitos box vazios na edição desse ano. Espaços que claramente a organização não conseguiu vender a tempo do evento. Pra mim esse vácuo na área indie em conjunto com as lojinhas que compartilhavam o mesmo espaço deixa uma mensagem tão amarga quanto as áreas vazias da BGS do ano passado. Se o espaço esse ano já era menor e mesmo assim não conseguiu se vender tudo é porque algo ainda está errado nessa área do evento.

Fora que falta um esmero da organização para deixar essa área mais bonita. Tudo bem que são os estúdios que devem cuidar da decoração das cabines na qual são alocados, mas… sei lá. O visitante olha os stands maiores e depois passa para a área indie e claramente percebe que falta uma dedicação do evento para tornar a área mais apresentável. Jogar a parte decorativa nas costas dos pequenos estúdios que não possuem uma verba enorme para participar me parece meio que jogar a culpa nas costas deles. E não é bem assim.

Também acho péssimo a ideia de misturar a área indie ao lado da lojinhas, a chamada área shopping, que normalmente é composta por vendinhas de badulaques, camisas, bonecos, canecas e afins. Não havia nada lá realmente incrível. Até achei estranho editoras como Panini e Europa estarem misturadas com estas lojinhas e espaço indie.

Isso para não dizer os irritantes vendedores que te chamavam para dizer “olha isso é de graça, mas tem que pagar ou assinar essa revista ou produto para receber”. O quão isso me soa errado dentro de um evento um cara te oferecer algo de graça para depois te dizer que precisa pagar para levar embora. Algo que aliás acontece todo ano na parte de fora do evento, com uma turma distribuindo revistas de games na porta do evento para depois pedir uma “colaboração” para a formatura (ou algo assim) e que se você não se predispor a dar qualquer quantia precisa devolver a revista em si. Que situação chata!

Sinto que a organização da BGS continua perdida exatamente em como prestigiar os indie games. Como conseguir trazer pequenos estúdios de fora e dar um espaço na qual dê para sentir que eles estão sendo respeitados dentro do evento. É preciso planejar toda essa parte do evento do zero novamente, e esmerar em algo que o BIG Festival tem feito e arrancado elogios de quem o visita (algo que pretendo fazer no próximo ano).

Outro ponto na qual me decepcionei um pouco este ano foi a área dos arcades antigos. Estava muito pobre essa atração esse ano em comparação com o ano passado que consistia numa área enormes de antigas máquinas de fliperamas. Deu uma pontinha de tristeza ver como essa área murchou, ainda que tendo-a visitado por dois anos seguidos e nunca tenha de fato parado para jogar algo ali, me limitando apenas em ver algumas pessoas jogando por alguns minutos. A própria exibição do museu do videogame também estava em um espaço mais tímido esse ano. Possivelmente porque a forma como a exibição é feita, todo ano exatamente igual, meio que já deu o que tinha que dar. Seria legal se talvez estes consoles pudessem se ligados para que as pessoas vissem eles funcionando, não acha?

Por último, a BGS deste ano também ofereceu uma vasta área de alimentação. Espaço que não transitei muito tempo também. Vi alguns preços e me afastei rapidamente de lá, mas ciente que em todo evento em São Paulo é assim mesmo: lanches com preços muito acima do normal. Fiquei contente de ter ido ao Shopping Center Norte nas proximidades do Expo Center Norte para almoçar e não passar fome lá dentro do evento. Que fique essa dica para quem estiver pensando em ir no próximo ano.

O momento é de observação

A Brasil Game Show é um apanhado de diversas atrações. Não consigo ainda vê-la como um evento de consumo, como a CCXP conseguiu provar que consegue ser. As pessoas não saem da BGS com videogames ou sacolas de games em seus braços, o que é uma pena. A oferta lá dentro de produtos relacionados é muito pequena e os preços pouco convidativos a se fazer compras, especialmente vindo de uma comunidade que sabe como conseguir preços bons pela internet.

Este ano senti falta de lojas do calibre de uma Toy Show, que apresentassem bons e interessantes colecionáveis voltado aos games. Havia lojinhas, mas nada realmente planejada e pensada para os jogadores. Eram itens mais genéricos mesmo, como personagens de desenho, animê, cinema e entretenimento pop.

Imagino que o que as pessoas querem ao visitarem a Brasil Game Show seja realmente jogar alguns videogames. Testar consoles que ainda não possuem, títulos que ainda não forma lançados (ou que ainda não foram comprados) e tecnologias que ainda não são acessíveis no Brasil (como o VR, que esteve bem presente esse ano tal como ocorreu ano passado). As estações de jogos continuam como um dos pontos mais importantes e de diferencial do evento.

E é curioso isso, pois a experiência de se testar alguns games lá nem sempre é uma das melhores coisas. Certamente não é melhor do que a experiência em casa, quando se joga um beta ou acesso antecipado. Mas novamente, é uma questão de não ter acesso a esse material que torna a presença destes títulos lá tão interessante e importante. Isso eu entendo.

Porém sai dessa Brasil Game Show um pouco preocupado sim. A CCXP tem crescido no Brasil. Ganhou uma versão menor no Nordeste esse ano, e o mesmo grupo (Omelete) veio com essa ideia da Game XP no Rio de Janeiro durante o Rock in Rio que também chamou a atenção das pessoas. Há um crescente do grupo Omelete que está provando que o Brasil é grande e que as pessoas estão dispostas a irem e gastarem nestes eventos, porém é preciso continuar renovando, inovando e fazendo coisas diferentes. E a Brasil Game Show parece ter exatamente esse problema: conseguir boas ideias para se renovar anualmente.

Os games mudam, mas o formato é quase o mesmo. Será que só isso basta? Não tenho uma resposta para isso. O evento terminou há alguns dias e até agora a organização não deu números gerais do evento. Será que foi maior que o evento do ano passado? Se foi, esse número já não deveria ter sido divulgado? Muitas perguntas pairam sem respostas.

Novamente digo que torço de coração para que a Brasil Game Show continue existindo por muitos anos. Que não seja devorada por eventos como a CCXP. Que continue atraindo público, estúdios e empresas. Digo isso especialmente em um ano onde a Anime Friends, que também era um evento de enorme representatividade, ser vendida (trocou a organização).  A Brasil Game Show deve ponderar nos aspectos nos quais ela pode melhorar e mudar daqui em diante para continuar crescendo e não sofrer o risco de ser engolida pelos novos eventos e feiras que estão acontecendo em São Paulo nos últimos anos.

Para 2018, uma experiência diferente

Mudando, reformando, tendo novidades ou não, para o próximo ano sei que volto para a Brasil Game Show e que será uma experiência diferente porque farei algo diferente.

Este foi o terceiro ano em que fui para a Brasil Game Show, o segundo ano que visito o evento no dia de imprensa para realizar essa cobertura aqui no Portallos. O primeiro ano também fui como imprensa, mas a visitei no domingo e fui um desafio e tanto. Em todos os casos, por morar no interior do estado e ter que viajar (de ônibus) até a capital para o evento só pude ir em um único dia. Em 2018 espero estar na BGS ao menos em dois dias.

Se possível voltarei ao dia de imprensa, para justamente fazer essa mesma avaliação feita aqui. Ver as empresas, os stands, fotografar tudo (que toma um tempo consideravelmente grande) e jogar alguns títulos ainda não lançados para impressões aqui no site. Porém o mais legal vai ser voltar para um segundo dia levando meu pequeno filho.

Assim, para 2018, quero ter a oportunidade de levar meu filho, que terá seis anos na ocasião. Quero ver como é para uma criança (e um pai) a missão de ir à BGS. Ele já é louquinho por games e vê-lo em uma feira assim será bem interessante. Para isso pretendo ir como público mesmo, comprando os ingressos assim que o primeiro lote for liberado. Será uma BGS diferente e interessante, seja pra mim que terei de cuidar do pequeno, seja para ele que estará vivenciando algo inédito. A minha primeira vez na BGS em 2015 já fiquei todo abobalhado sendo um adulto barbado, imagino que para uma criança deve ser ainda mais incrível.

Tendo ido apenas no dia da imprensa é muito difícil dizer o quanto de crianças visitaram o evento no dias aberto ao público esse ano. Talvez seja esse um outro ponto curioso que os organizadores da BGS devem se atentar e estudar. E não é como se não houvesse espaço para os pequenos na BGS. Até há, apesar de que não vi nada tão legal quanto o espaço que a WB Games montou ano passado para crianças jogarem os games da franquia Lego. Acho que esse aspecto da família não é tão bem pensado como é em uma CCXP por exemplo.

Esse, de ir com uma criança, era um plano para a BGS desse ano. Porém meu pequeno estava com 4 anos ano passado, quando o primeiro lote de ingresso começou a ser vendido. Fiquei com receio de que a BGS desse ano ainda não fosse dar certo pela sua idade. Vendo-o hoje sei que ele teria adorado, mas aí já era, perdi os ingressos em um bom preço e também não estou em um momento financeiramente saudável. Para o próximo ano irei me preparar melhor a parte do dinheiro (porque criança gasta, é muito).

Antes de terminar, o que joguei na BGS

Não poderia terminar esse especial sem mencionar os games testados na Brasil Game Show. Infelizmente esse ano não testei tantos games quanto testei ano passado.

Alguns fatores contribuíram para isso. Tive alguns problemas com bateria da câmera (que me deixou um tempo na sala de imprensa recarregando sua bateria) e até mesmo um problema técnico com a mesma, que precisa de um conserto em sua lente que ainda não pude levar a uma assistência técnica para consertar. Isso fez com o tempo que gastei registrando o evento fosse muito maior do que o levado ano passado.

Soma-se também ao fato de não poder ficar até o final do primeiro dia. A organização do evento não ofereceu traslado para a rodoviária no dia de imprensa, o que me forçou a ir e a voltar a pé para o terminal rodoviário. Não quis sair do evento a noite. Não conheço São Paulo bem o suficiente para sair a pé na penumbra da noite. Tive que deixar o evento mais cedo do que gostaria por conta disso.

Também tive a oportunidade de conhecer o Diogo Batista, um amigo de internet e dono do site Arquivos do Woo, que também estava cobrindo o evento para seu site. Ficamos um tempo batendo papo, já que nunca havíamos nos encontrado em pessoa. Foi um encontro bem divertido. Fiquei bem feliz de conhece-lo pessoalmente.

No fim de um curtíssimo dia, só tive a chance de testar quatro games: Super Lucky’s Tale, Need For Speed Payback, Shiny e Children of Morta. Rapidamente sobre cada um deles:

  • Super Lucky’s Tale foi de longe a melhor experiência dos quatro títulos. Que jogo lindo! Graficamente é incrível. Emula muito bem as mecânicas dos bons games de plataforma 3D dos tempos de Nintendo 64/GameCube. Consegui terminar a demonstração que estava disponível no stand do Xbox. E não foi fácil pois o game tinha várias pegadinhas e puzzles que não eram explicados ao jogador, me obrigando a explorar a área e seus controles para entender o que deveria fazer. Claramente a versão final do game não vai ser tão difícil assim. O que ocorreu foi que acredito ter testado uma fase do começo do game, mas sem ter passado pelo tutorial e certas regras de suas mecânicas, o que justificaria a falta de clareza sobre certas situações. O que posso dizer é que os controles respondem bem, as mecânicas de pulo, de escavar o chão, dos inimigos, dos desafios dos puzzles parecem casar e funcionar perfeitamente com a proposta do game. Parece um título imperdível para a geração que cresceu jogando estes games super coloridos de mascotes. Não soa como um jogo antigo, mas uma versão moderna do que alguns clássicos poderiam representar nos dias atuais.
  • Need for Speed Payback joguei a demonstração do game no stand da Americanas, o que achei bem curioso a WB Games ter cedido para que a loja tivesse uma estação com o game lá para qualquer um jogar. Infelizmente não havia fone de ouvidos, então toda a experiência acabou sendo sem áudio. Que pena. Joguei a mesma fase que foi demonstrada na E3 em junho. O game me parece extremamente divertido. Superou minhas expectativas na hora. Pensei muito em Burnout enquanto batia e tirava carros que estavam me perseguindo da estrada. O objetivo era alcançar e roubar um carro que estava dentro de um caminhão, enquanto outros carros vinham para me tirar do caminho. O título me pareceu ter bastante ação. A sensação de velocidade foi boa, os gráficos estão incríveis, as cutscenes do estágio acontecem em tempo real, sem telas de loading e o desafio parece realmente bem equilibrado, nem difícil demais, nem fácil a ponto de não precisar jogar bem. Promissor título para daqui algumas semanas.

  • Shiny é um indie game desenvolvido aqui no Brasil pelo estúdio Garage 227. Na verdade o jogo saiu para PC ano passado e foi justamente no dia em que estava lá na BGS que ele estava saindo para o Xbox One, versão na qual testei também no stand do Xbox. É um jogo bem difícil. Minha primeira tentativa nele resultou em Game Over. Pedi para tentar novamente e o rapaz que estava lá que era do estúdio, mas que não havia trabalhado no game, me deixou jogar novamente. Consegui terminar o estágio depois de muita vergonha alheia ao morrer em diversos momentos de plataformas. O pulo pesado do game é uma das grandes sacadas do título, tornando-o difícil por conta disso. A proposta do game é ser um side screen onde o jogador controle um robô que deve coletar pilhas e resgatar seus amigos robôs em estágios onde o desafio é justamente pular nos momentos corretos, enquanto uma física de peso é aplicada ao corpo do robô, tornando os pulos pesados. No fim, já estou com o game em meu Xbox One em casa e virando-o para uma análise em breve aqui no site. Aguarde!
  • Children of Morta foi o último título e o que menos consegui aproveitar como gostaria, pois estava em cima da hora de ir embora – com passagens compradas para voltar para casa, então não dava para vacilar no horário. Pelo que entendi trata-se de um hack & slash com uma câmera isométrica e belos gráficos em pixelart na qual o jogador tem à disposição alguns personagens (que compõem a família da trama do game) e deve avançar por masmorras recheadas de armadilhas, segredos e inimigos. O caminho é meio labirinto, sem nunca ficar claro qual a direção certa a ser seguida. Não consegui chegar a conclusão se o ambiente ou suas ameaças são geradas de forma aleatória, mas pareceu. Este é um dos poucos indies internacionais que estavam presentes lá na BGS. Estava em stand muito bonito, e pelo que entendi havia outros títulos da 11bit Studios (distribuidora do game) presente por lá, mas infelizmente não tive tempo para testar estes outros games. Aliás a foto abaixo é do Diogo Batista jogando o game, pois no calor do horário, preocupado em ir embora, acabei esquecendo de pegar uma fotinho minha jogando o título. Aliás o Diogo jogou com um personagem que tinha um chicote para combater os inimigos, o que era bem útil. Eu escolhi um arqueiro e chegou um ponto em que os monstros não morriam mais com uma única flecha, o que me fez morrer quando eles se amontoaram a minha volta. Cada personagem tem formas diferentes de ataque. O título deve ser lançado em 2018 e terá suporte cooperativo para dois jogadores. O site oficial tem mais informações para quem ficou curioso. Já está no meu radar para quando for lançado.

Foram apenas estes os títulos que joguei no único dia que pude visitar de BGS. Gostaria de ter ido um segundo dia, mas infelizmente a verba para passagem e alimentação não me permitiram. Se pudesse certamente teria jogado Marvel Lego Super Heroes 2, Assassin’s Creed Orgins (que era a maior fila do dia de imprensa), Playerunknown’s Battlegrounds (no stand de Xbox), Monster Hunter World, Far Cry 5 (também tinha uma fila), Black Desert Online, Distortion (na área indie) e Sea of Thieves. Mas não faz mal, faz parte!

O pessoal que mora em São Paulo tem essa vantagem de poder ir todos os dias do evento. Eu certamente iria se morasse por lá. Enfim, como disse mais acima, se tudo der certo no próximo ano estarei em duas ocasiões dando mais uma olhada no evento, que pra mim é sim muito mais divertido (e aconchegante) que a CCXP, mesmo com as pequenas críticas exploradas nessa matéria. Talvez até por isso seja tão crítico a BGS, por esse desejo de que o evento melhore, continue e traga mais novidades para 2018.

Em resumo a Brasil Game Show 2017 não foi um evento ruim. Foi exatamente aquilo que muitos esperavam que fosse. Teve uma ótima ideia com as atrações internacionais, mas não conseguiu renovar a cara e identidade que vem apresentando nos últimos anos. A décima edição será lembrada daqui alguns anos não como uma BGS comemorativa dessa ocasião de dez edições, mas aquela que conseguiu trazer o Kojima ao Brasil. Para muitos isso é o suficiente… tudo bem então.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!

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