Japão

Não confie em vendedores, games online e principalmente mulheres! WTTNHK [Vol. 03] [MdQ]

A JBC paralizou alguns de seus mangás depois do ocorrido no Japão (volta MAR!!!) enquanto a Panini simplesmente resolveu mudar um pouco a periodicidade de alguns de seus lançamentos, mas como de costume se esqueceu de avisar o consumidor. Como eu não tenho a menor paciência para ver checklists, aceito comentários esclarecedores sobre o que raios esta editora está fazendo com seus mangás. Agora vamos a mais um  “Meu querido diáro como Hikikomori”, logo após o continue.

Volume sem muitas novidades, o Sato não mudou nada e continua o mesmo imprestável de sempre e até que demorou bastante para o autor mostrar como o personagem é viciado em games, afinal jogatina online é um dos maiores problemas para gente anti-social, certo? Não, mas a sociedade gosta de dizer que sim, então nada mais natural do que o mangá também brincar com esse fato. Como sempre as caretas dele estão extremamente hilárias, acho que depois de Great Teacher Onizuka, Welcome To The N.H.K. ganha fácil de qualquer outro mangá que estiver de olho no posto de melhores caretas de velho pervertido babando em cima da carne seca.

Depois tivemos uma sessão no divã particular do casal de protagonistas e de início achei que a Misaki e ele fossem passar a edição inteira discutindo como a vida do garoto é uma porcaria e coisa e tal. Infelizmente a melhor parte do volume na minha opinião acabou não durando muito. Mas ao menos foi por um motivo mais do que justo, pois agora ficou definitivamente claro que a Misaki também passa por algo parecido com o que vive o Hikikomori. Toda vez que alguém toca no assunto sobre o que ela faz da vida ou sobre amigos e colégio a garota se esquiva ou foge para não ceder respostas sobre o seu passado, também vale lembrar que no segundo volume ela chegou a declarar que tinha problemas com a mãe, então nada mais óbvio do que concluir que a menina também tem a sua dose de complexos.

Mas só saber disso ainda não basta, ela ainda não falou abertamente sobre suas experiências passadas, tampouco disse porque motivos está ali bancando como ela mesma gosta de dizer, o anjo da guarda dos oprimidos e o Sato continua mais interessado em deflorar a moça do que interrogá-la e descobrir quais são as suas verdadeiras intenções. Fazer o quê né? A gente espera.

Dando seguimento, ainda tivemos o lance com a empresa de charlatões My Way que me pareceu um filler de anime. Evidentemente que isso é impossível no mangá, mas essa história toda não ajudou a trama a andar de forma alguma na minha visão. Achei bem desnecessário o Sato ir até o lugar e sair dele mais alienado do que antes. A ida da Misaki até lá então só serviu pra terminar a piada e no fim o personagem continua andando em círculos, sem saber pra onde vai, sem saber em quem confiar e com uma maluca no pé que não entrega o jogo e nem o… melhor deixar pra lá.

Que propagandas sobre gente se afiliando a uma empresa para trabalhar em casa esperando lucro fácil é geralmente em 90% dos casos uma grande roubada, todo mundo sabe, mas dai a dar tanta atenção para essa parte da história me pareceu mais “encheção de línguiça” do qualquer outra coisa, e a menos que essa amiga do Sato volte a aparecer futuramente na história, é exatamente isso o que vai se confirmar. Se bem que as chances dela aparecer de novo são grandes, pois assim como o protagonista a garota parece ter algum problema social ou algo próximo a isso, a cena de auto-encorajamento no banheiro e o irmão Neet que vive trancado com as baratas no quarto são bons indícios disso. No mais, talvez a única coisa boa nessa dobradinha de capítulos tenha sido  as lições rápidas de persuasão de um vendedor, depois delas não caio mais na lábia de nenhum deles (a menos que me ofereçam games).

E por fim, mais uma discussão no final pra fechar o mangá, nada que já não tenhamos visto em outras edições. Aliás se pararmos para lembrar todas as edições terminaram assim, será que o autor já estava se repetindo antes mesmo de terminar o mangá? Hum… pesando tudo, acabei achando um volume fraco perto dos outros dois, mas talvez tudo isso seja uma preparação do terreno para algo maior vindo na próxima edição. Repararam naquele sorriso estranhamente falso da Misaki no fim do mangá? Eu achei muito estranho, acho que a teoria da conspiração ainda vive e não descarto uma virada de mesa chegando à trama. E parece que o Sato pode vir a passar maus bocados daqui pra frente sem a grana dos pais dele, espero que o autor explore isso, ficar nesse chove e não molha de adolescente sem causa já tá bem chato.

No mais, valeu pelo humor de sempre, agora é esperar pra ver quando a Panini vai liberar o doce novamente, arrisco dizer que daqui a  mais uns 3 meses tenhamos a edição 04 em mãos. E como sou otimista hein? Até a próxima.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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