Jogando

One Piece Burning Blood | A demonstração da grande batalha pirata! (Impressões Demo)

Foi disponibilizado na semana passada, no dia 12 de maio, o demo de One Piece Burning Blood nas plataformas do PlayStation 4 e Xbox One. Demonstração pequena, de apenas um 1GB e meio, contendo apenas quatro lutadores e um cenário, em um modo simples de jogador vs CPU ou jogador vs jogador. Os personagens jogáveis são Luffy, Franky, Ace e Kuzan (Aokiji).

Já comentei por aqui que estou com grandes expectativas para este game, certo? Sendo fã de One Piece há mais de 10 anos e sabendo que o Xbox estava numa seca desgramada por títulos da série, não tinha como ser diferente. Estou até mesmo tentando ser mais realista e contido no hype do game, justamente para não correr o risco do game não me agradar quando o mesmo for lançado agora no próximo dia 03 de junho.

Fiz a mesma coisa com o Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 4 e não me arrependi. Hype demais nunca é bom sinal. No caso de Burning Blood até foi bom terem liberado uma demo mostrando o sistema de controle das batalhas, pois já me ajudou a tirar da cabeça a ideia esperar algo semelhante ao Naruto Storm 4. Não que não haja semelhanças, porém o sistema é próprio e diferentão.

ONE PIECE BURNING BLOOD - DEMO (14)

As batalhas ocorrem na mesma perspectiva dos games do Naruto. Em uma espécie de arena tridimensional, onde a câmera sempre irá focar mais no personagem do jogador do que no adversário, entretanto ambos estão sempre presente na arena de combate, não há o risco do um dos personagens sumirem da tela (antigos games de Dragon Ball tinham isso, achava horrível).

Mas são os controles que diferem bastante de outros games baseado em animês. Coisa dos jogos japoneses de luta quererem sempre fugir do tradicionalismo do gênero, criando algo mais cinemático e empolgante. E talvez  também por ser justamente o primeiro game de luta de uma nova série que estejam fazendo assim. De cara digo que achei o sistema muito mais complexo do que precisaria ser. E isso pode vir a ser bom ou ruim, só com a demo ainda é cedo para dizer.

Entendendo os controles

ONE PIECE BURNING BLOOD - DEMO (23)

Clique para ampliar!

A demo não vem exatamente com um modo tutorial. Existem algumas explicações ao longo da primeira luta, quando se já está de fato lutando, mas é difícil acompanhar as instruções e lutar contra a CPU ali presente. Nem mesmo a dificuldade da CPU dá para regular. Apesar de que agora, escrevendo isso, eu poderia ter setado o game em 2 Players e assim ir testando os golpes e movimentos. Na hora da empolgação isso não me veio à cabeça. Enfim, espero que no jogo completo, quando o mesmo chegar no início de junho, venha com um modo tutorial para que cada um possa testar com calma toda a complexidade do sistema de batalha.

O que existe é antes de começar a partida no demo é a tela que está acima, capturada via Xbox One. Detalhe bacana olhando para a tela acima é perceber que o game já está totalmente legendado em português, então nem o inglês e nem o japonês acabam sendo uma barreira de idioma. E o mais importante é que o áudio está no original em japonês! Nada de vozes em inglês.

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Mas vamos lá! Como se joga One Piece Burning Blood?

Há dois ataques básicos: botão X e botão Y. Ambos os ataques possuem efeitos visuais típico dos games de luta de animês. O Y é ataque mais elaborado, enquanto o X funciona de forma mais básica. Há situações onde o Y por ser um ataque que demora a ser acionado, acaba gerando uma situação onde fica fácil para o oponente desviar.

Quer mais ataques? Há três ataques especiais: LB+X, LB+Y e LB+B. Admito que na demo foi difícil entender como cada ataque especial funciona. Fora que o alcance e o tempo de resposta de cada um destes ataques vai variar de personagem a personagem.

Mais ataques? O direcional esquerdo LS para baixo + X ou + Y. Com o X isso ocasiona um ataque a distância, enquanto com o Y isso gera um outro tipo de ataque elaborado, o que o game chama de “ataque único“. O estranho é que como se está jogando um game com um ambiente tridimensional há que se ficar esperto em querer se movimentar com o baixo e acabar ativando esse ataque baixo + botão. Não achei muito prático estes dois formatos de ataques. Me pergunto se o jogo terá outros tipos de customizações de controles, ainda que nem imagino como poderia funcionar estes ataques que descrevi com layout alternativo de controle.

ONE PIECE BURNING BLOOD - DEMO (16)

Sabe o que senti falta? De um comando de agarrão, aquele onde um jogador segura seu oponente e o arremessa para algum lugar. Ah e nem mencionei o RB que no menu acima diz apenas “usar habilidade“. Hein? Pois é, eu também viajei um pouco, mas ao menos com personagens como o Luffy, ele acaba ativando algumas coisas, como o Gear Second e o Haki, tornando o poder de ataque maior.

O fato é que os personagens de One Piece são todos malucos. O que a gente pode dizer que é habilidade? Há golpes normais de ataques que soam como habilidade mas são apenas ataques normais, mas isso é por causa do show cinemático que o gênero de lutas de games baseados em animê possuem. Causa mesmo uma confusão na cabeça inicialmente.

ONE PIECE BURNING BLOOD - DEMO (9)

O que faltou? Bem o botão A pula, então dá também para para atacar no ar (X+A). O botão B defende, sendo que segurando a defesa e colocando para os lados o personagem faz um dash lateral, o que o game chama de “passo lateral“. LT e RT, os gatilhos trocam os personagens. Cada jogador pode selecionar três personagens e cada um tem sua própria barra de energia. Para ganhar é preciso derrotar todos os três adversário.

E é legal que, por exemplo, no cenário disponibilizado na demo, ao se derrotar um adversário o último golpe que esgota a energia do mesmo pode arremessar o personagem para fora do cenário, no caso o Coliseo Corrida, da ilha de Dressrosa. O personagem basicamente explode na arquibancada em uma grande nuvem de poeira. Isso meio que me fez vibrar sempre que acontecia.

ONE PIECE BURNING BLOOD - DEMO (3)

Voltando um pouco para a defesa, esqueci de mencionar, mas para quebrar uma defesa, basta usar o X + A ou o Y + B quando for necessário quebrar uma “defesa pesada“, o que é algo que ainda não entendi o que significa. Há também a possibilidade de contra atacar, mas não entendi ainda muito bem como fazer isso, sei que existe porque vi a CPU quebrando um ataque especial meu e partindo em seguida para me atacar.

Por último, há que se comentar do Despertar, que é bem similar ao que acontecer com o Naruto Storm 4. Quando uma certa barra se encher, o personagem pode “despertar” um poder apelão mega especial. Luffy ativa o Gear 4th por exemplo. Já Franky ativa o Franky Shogun, que é aquele robô gigante com a sua aparência – detalhe que quando isso ocorre, o surgimento do Frankey Shogun, o ícone dos olhos do Luffy no display da batalha brilham da mesma forma como ocorre no mangá e animê. Uma pitada de humor típica de One Piece.

ONE PIECE BURNING BLOOD - DEMO (11)

Em relação ao despertar, pelo que entendi, cada personagem vai agir de uma forma próprio. O Franky Shogun, por exemplo, se movimenta muito pouco pelo cenário, e tem basicamente dois ataques, enquanto o Luffy Gear 4th pode ir para qualquer lugar e possui alguns ataques a mais. Cada personagem em One Piece Burning Blood vai agir de maneiras diferentes. – pena que o Usopp não está disponível na demo, porque pelos vídeos liberados, ele é outro personagem com um sistema de batalha bem peculiar.

Aokiji e Ace foram os que menos joguei, mas ambos parecem funcionar a sua maneira. Aokiji manda muito bem lutando a distância, enquanto Ace se dá bem em combates a média distância. Franky foi o que mais achei difícil de controlar, pois ele exige combates próximos e se movimenta bem lentamente pelo cenário, e o fato dele ser enorme complica ainda mais, pois qualquer ataque fica mais fácil de atingi-lo. Já Luffy é um personagem bem adaptado. Manda bem de perto, de longe. É rápido e tem várias formas de atacar os adversário. Acaba sendo um personagem tão flexível quanto a Gomu Gomu no Mi o permite ser.

 A demonstração impacta de forma positiva ou negativa?

Difícil escolher um único lado nessa questão. Repito que sou meio putinha de One Piece. Então não tem como odiar qualquer coisa que seja feito com base na série. Acho que como demo, há uma certa limitação em demonstrar ao jogador os pontos positivos do game. Poderia ter mostrado mais e confundido menos.

ONE PIECE BURNING BLOOD - DEMO (4)

Por exemplo, a demo de Naruto Storm 4, comentada aqui, não entregava muito do game também, mas tinha um aspecto de apresentar algo. E funcionava porque era justamente os 5 minutos iniciais do game, a apresentação em si do modo história. Aqui em Burning Blood o objetivo é mostrar os controles e nada mais do que isso. Não há história, não há modos, não há nem mesmo as opções customizáveis do jogo. E nesse ponto o jogo não se mostra tão acessível assim.

Acho que as lutas estão tão bonitas e dinâmicas quando um Naruto Storm ou Dragon Ball (não pude testar o Xenoverse, mas quem sabe consigo o Xenoverse 2). Os golpes são cinemáticos, os personagens gritam e falam o tempo todo, o cenário é dinâmico e interage com a luta de alguma forma. Há a imersão de estar jogando um animê, o que é um aspecto importante nesse tipo de game.

ONE PIECE BURNING BLOOD - DEMO (12)

O pecado, a meu ver, fica apenas na questão da jogabilidade mesmo. Porém ela meio que só me deixou mais curioso ainda para a versão final do game. Quero ver como todos os outros personagem serão utilizados. O que eles poderão fazer e como cada um vai se comportar. Já se sabe que haverá mais estilos de combate, como o mencionei no caso do Usopp, então é aguardar.

Quem é fã de One Piece, certamente vai ficar de olho e desejar o game. Independente de como os controles de batalha serão. Agora quem está procurando um bom game de luta, acredito que vale ficar observando. Aguardar o review e a opinião dos primeiros que forem jogar o game.

É isso!

Mais algumas capturas

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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