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Backstrom, Fresh of the Boat, The Last Man on Earth e outros seriados…

– É sempre estranho passar longos períodos sem escrever no blog. Quando isso acontece sempre fico na dúvida de como voltar a rotina, sempre com aquela sensação de que devo desculpas e explicações dos motivos e razões para o marasmo, ainda que quase sempre as explicações sejam sempre as mesmas e de uma certa forma os leitores imaginam quais são. Porém o mais legal diante desse momento de retorno, é sempre poder fazer um emaranhado de pequenos comentários em torno de assuntos picados que servem como indicações, recomendações ou simplesmente observações a respeito de coisas que curtimos. Então pra começar (ou seria retornar?), um pouco sobre as últimas séries que ando assistindo!

Backstrom

(Novos Seriados) – Terminei no começo de 2015 alguns seriados The Strain, Agent Carter e Constantine, além de estar em dia com outras séries do momento e assim meio que vagou alguns horários na minha grade de programação. Resolvi olhar Backstrom, uma nova série criminal com o ator Rainn Wilson – o Dwight de The Office – que agora interpreta um detetive do departamento de homicídios com uma personalidade um tanto quanto auto destrutiva.

Backstrom, protagonista que dá nome a série, é um personagem que a princípio me lembrou um pouco de House, o que talvez seja saudades mesmo desse tipo mais canastrão, antissocial e de genialidade investigativa que a série House MD possuía. Porém é só uma impressão mesmo, pois vendo os dois primeiros episódios, nota-se que Backstrom não tem nada de Sherlock Holmes, como House tinha, alias ainda não consegui chegar a conclusão se Backstrom é realmente um bom detetive ou apenas uma má pessoa. Em todo caso, ele figura estes tipos de personagens tóxicos que são os mocinhos, porém não são politicamente corretos, e na falta de mais personagens assim na TV, vou continuar acompanhando para ver aonde a série vai me levar. Não é um seriado fora da curva, ainda mais sendo uma produção da Fox (a mesma de Bones), mesmo assim como ando cansado das atuais séries do gênero e estava a procura de algo novo, Backstrom pode vir a ter um potencial interessante.


fresh of the boat

Outras duas novas séries que resolvi espiar foram Fresh off the Boat, com o ator Randall Park, e The Last Man on Earth, com o ator Will Forte. O caso é que séries de comédias andam meio ruins ultimamente, e as atuais que são as de maiores sucesso lá fora também anda um tanto quanto cansativas já, aí a solução é buscar coisas novas. Achei uma pena que uma das novatas, Selfie, com a atriz Karen Gillan e o ator John Cho, tenha sido cancelada já em sua primeira temporada. Selfie estava com uma linguagem muito moderna e com boas piadas, apesar dos primeiros episódios terem demorado para acertarem seu ritmo, ainda assim a série melhorou incrivelmente nos episódios finais da temporada.

Enfim, voltando, Fresh of the Boat (termo em inglês usado para situar essa situação onde imigrantes chegam a uma outra nação, com uma gritante diferença cultural) é baseado num best-seller de uma personalidade famosa lá nos Estados Unidos,  Eddie Huang, e conta como foi a sua infância na terra do tio Sam, com sua família assimilando uma cultura totalmente diferente da asiática. A série usa mecânicas semelhantes a séries como Todo Mundo Odeia o Chris e Anos incríveis, onde há um narrador no presente contando a história de seu passado. Assisti aos dois primeiros episódios e foi o suficiente para querer continuar vendo. Randall Park está num papel engraçado e as crianças da série são impagáveis. Mas talvez o grande trunfo da série seja a atriz Constance Wu, que faz o papel da mãe dessa família que precisa se adaptar ao modelo tradicional americano assim que a família muda em peso para Orlando na Califórnia para que o pai possa gerenciar um restaurante. Vale a recomendação!

the last man on earth

Já The Last Man on Earth fui assistir totalmente sem qualquer esperança de que iria gostar e fui surpreendido com uma ótima série de comédia pós-apocalipse. Digo isso porque não sou lá grande fã do Will Forte, mais famoso por suas esquetes no Saturday Night Live, porém o ator está muito bem confortável na série, que tem uma ótima direção e cenografia. A história é literalmente sobre o último homem vivo na Terra, após toda a humanidade ser extinta por um vírus. O seriado não tem qualquer peso dramático em torno do fim do mundo, que serve apenas como cenário para que o personagem Phil Miller se indague a respeito de seu papel no mundo e na sua sobrevivência como o último homem de todo o planeta.

Fiquei preocupado no piloto da série com essa premissa. Como uma série pode se segurar por alguns episódios tendo apenas um único personagem? A resposta bem no final do primeiro episódio e é realmente hilário. Mas deixou os méritos ao piloto onde Will Forte atua praticamente sozinho e me arrancou boas risadas com tiradas e situações pra lá de bizarras. Eu não sei porque quanto tempo uma série assim pode durar, só sei que quero ver mais do desenrolar dessa história!


 (Outras séries!) – Não posso deixar de aproveitar a oportunidade para comentar um pouco a respeito de outras séries que estão rolando atualmente, principalmente as que envolvem universo dos quadrinhos! E tem série pra caramba rolando nesse universo Marvel e DC.

Dentre as melhores posso dizer que estou gostando muito de The Flash, que vem se provando uma série divertida, apesar da fórmula simples que até mesmo Smallville tinha em seus primeiros anos, com o vilão da semana, entretanto a série ganha pontos por conseguir trabalhar muito bem com uma trama central ao fundo de cada episódio, enquanto trabalha de forma satisfatório com inúmeros elementos do universo do Flash dos quadrinhos. Ainda é uma série Teen, mas num estilo que atende a jovens e adultos, tal qual o Peter Parker faz também nos quadrinhos Marvel.

marvel agents of shield

Falando do lado da Casa das Idéias, a Marvel vem mandando muito bem com Agents of S.H.I.E.L.D. nessa segunda temporada. A ideia de colocar um spin-off com a Agent Carter no começo de 2015 funcionou muito bem para não tornar a série principal tão cansativa quanto foi no começo da primeira temporada, e a própria série da Carter também se saiu bem, em especial em seus quatro últimos episódios, deixando a vontade de um segundo ano nesse mesmo formato.

Meu único temor em relação a Agents of S.H.I.E.L.D. está em relação com esse roteiro a longo prazo. O que esperar da série após os eventos de Vingadores 2 e dos filmes posteriores. Isso porque apesar de estar muito bacana a introdução do universo dos Inumanos na série, sabemos que o filme oficial destes personagens só virá em 2019 e isso está longe demais para ver como os Inumados dos cinemas vão ou se irão interagir com os da série de TV. De qualquer forma me pareceu que a série conseguiu engrenar seus personagens e universo próprio, ainda que com leves interações com os filmes do cinema. Resta ver como o futuro irá amarrar estes eventos. Alias, a série termina 1 semana antes de Vingadores 2, ou seja, as repercussões do filme na TV só serão trabalhadas no segundo semestre desse ano, quando a temporada 3 estrear (caso a série seja renovada, o que aposto que será). Só espero que o fim desta temporada não faça algum gancho estranho que vá se tornar desnecessário quando o ano 3 começar.

Resta ainda Arrow, que não está tão emocionante quanto seus anos anteriores. Não achei o plot da Canário muito bom, prefiro a Sara no uniforme da personagem, apesar de estar achando bem interessante a ideia de ver Brandon Routh (o Superman do filme de 2009) como Ray Palmer (que na DC é o super-herói conhecido como Atom no original ou Eléktron como ele é chamado no Brasil). No lado da DC ainda há Gotham, que apesar de instigante e com altos momentos de tensão em alguns episódios, não me agrada tanto quanto as outras séries de heróis atualmente em exibição. Gotham parece apenas atirar incessantemente elementos do universo do Batman num passado onde o próprio personagem nunca poderá participar. Até hoje não estou convencido que ter apenas o Jim Gordon como herói é o suficiente para sustentar a série. Por último, vale mencionar Constantine, que já havia comentado um pouco aqui no blog tempo atrás e agora que terminei o primeiro ano (sem a confirmação de que haverá um segundo), posso dizer que a série se saiu muito melhor do que esperava e no decorrer dos episódios finais a série realmente se provou como algo sendo diferente de outros séries de sobrenatural que existe nos canais americanos.

E a febre das séries dos super-heróis não para! Daqui alguns dias é a vez de Demolidor estrear na Netflix!!

Demolidor

E no segundo semestre tem a série da Supergirl (pela CBS) vindo aí…

supergirl-first-look


Apenas para fechar, a menção rápida de algumas séries que estou acompanhando e que talvez valha a pena voltar num futuro por aqui pra falar um pouco mais: Grimm (ano 4 – série melhora a cada temporada), 12 monkeys (ano 1 – ainda sendo convencido de que vale acompanhar), Helix (ano 2 – mas perdeu parte do fôlego que tinha no primeiro ano), The Walking Dead (ano 5 – bem menos irritante após passar a acompanhar os quadrinhos), The Following (ano 3 – ainda vou começar esta temporada), The Last Ship (aguardando o ano 2 em junho), Under The Dome (aguardando o ano 3 em junho), Continuum (esperando ano 2 na Netflix), House of Cards (vendo o ano 3 aos poucos, pra não ficar sem até 2016), Tartarugas Ninja da Nickelodeon (ano 3 – a temporada mais incrível de todas), The 100 (ano 2 – curiosamente divertida) e You’re the Worst (esperando ano 2 – a tv precisa de mais humor assim!).

Bebop e Rocksteady! \o/
Bebop e Rocksteady! \o/

Por enquanto é isso! Espero falar um pouco mais nas próximas postagens sobre outros assuntos não relacionados a séries americanas, ao mesmo tempo que tenho planos para escrever algumas outras resenhas sobre certos seriados da rodada assim que for pertinente (ou der tempo, o que vier primeiro!).

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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